sábado, 29 de setembro de 2012

O DERRAME NO GOLFO DO MÉXICO





Transcrito e traduzido por Amadeu Duarte

A explosão de uma mina na Virgínia Ocidental; cheias no Tennessee; a Coreia do Norte envolvida com a Coreia do Sul, o Paquistão e o Afeganistão a ameaçarem o Irão, enquanto este aguarda nos bastidores: “Será real?” nos centros das atenções da violência; tumulto na América do Sul que passa despercebido; a política Americana, uma tempestade de descontentamento; e o derrame de petróleo no Golfo a jorrar milhões de litros de petróleo no oceano. O mundo atolado no caos, à beira de uma mudança evolutiva monumental. O mundo mergulhado no caos, carregado de medo e de sofrimento!

Falemos um pouco da crise do Golfo, desta vez referindo-nos ao Golfo do México. Crise do Golfe, não é mesmo, que sucede já desde – 1991 com a primeira Guerra do Golfo e a segunda Guerra do golfo? Esta crise do Golfo agora está localizada muito mais próximo de casa, não é, no Golfo do México. Falemos um pouco desta crise.

Foi lá pelos finais de 2008, sabem, por alturas em que o ano da liberdade estava a chegar ao fim e começava 2009, o ano da celebração, que esta crise de medo foi suscitada pelo lado negro da liberdade no vosso mundo de dualidade. O lado negro da liberdade: Liberdade sem responsabilidade gera tirania.

E com a derrocada económica que começou a erguer-se em Setembro de 2008 e com ela, e mais claramente também arrastou a exposição e a revelação dessa tirania. A liberdade sem responsabilidade gera tirania. Liberdade sem responsabilidade gera tirania! E com essa exposição, com essa revelação tornou-se bastante evidente que as empresas de investimentos e os investidores tinham liberdade para correr qualquer nível de risco que desejassem com muito pouca supervisão e qualquer regulação que pudesse ter existido foi muitas vezes ignorada. Eram capazes de arriscar qualquer coisa e de se envolver nos esquemas que desejassem, sem qualquer nível de contas a prestar nem visibilidade, ou responsabilidade, níveis limitados de responsabilidade.

Dispunham de liberdade e puderam ignorar ou deixar passar a responsabilidade – e fizeram-no! E daí surgiu a tirania da ganância, uma tirania de ganância em que o mundo se viu forçado a envolver e a corrigir problemas que eles, passamos a citar, “não criaram”, mas esse lado negro da liberdade, liberdade isenta de responsabilidade, a tirania da ganância que emergiu.

A crise do medo, conforme na altura referimos, não foi somente em relação à derrocada económica; esse foi um rosto, uma expressão, a via mais bem explorada, mas a crise do medo ergueu-se em torno da mudança, essa crise do medo ergueu-se em torno da energia da mudança; não por uma campanha política que tinha que ver com uma eleição a decorrer em 2008, não, mas de uma mudança no vosso mundo, num mundo que se está a renovar, de um mundo que está à beira de uma mudança evolutiva monumental que está agora a tornar-se mais rápida, mais íntima, mais evidente.

Mais experimentada de modo evidente por aqueles que têm os sentidos para a experimentar, mas também experimentada por qualquer um, mesmo aqueles que não dispõem desses sentidos mas de um modo qualquer no seu coração, nas profundezas do seu ser, de algum modo nos murmúrios e agitações inconscientes que estão a emergir dessa mente inconsciente rumo à subconsciente. Algo se está a passar, algo em grande, algo está a mudar, não sei o que seja, um mundo que parece tão alheio e tão estranho que parece mais estranho e alheio agora do que nunca. Uma crise de medo ao redor da mudança. Mudança essa que é desejada por muitos, temida pela maioria e por todos. Mudança que encontra resistência da parte de muitos e que é temida por todos.

Mudança não em relação ao resultado político ou filosófico, mas uma mudança que resulta do facto da Terra estar a evoluir, da consciência estar a evoluir, do género humano a evoluir. E a primeira face óbvia evidente desse medo, a crise económica, a derrocada económica, um aspecto dessa crise de medo que emerge, despoletada  pela tirania ou pelo lado negro, o lado negro da liberdade - liberdade destituída de responsabilidade que gera tirania.

Agora em 2010, o ano da iniciação, essa crise de medo emerge uma vez mais, mostrando um novo rosto, um outro rosto mas a mesma crise, e com este derrame de petróleo e as actividades que estais de novo a descobrir, há exposição e revelação, a revelação do quê? Do lado negro da liberdade, uma vez mais. A companhia Bridges Petroleum (BP) e certamente as outras grandes companhias de petróleo que estão tão suspeitosamente silenciosas por estes dias. Por terem sido amplamente livres para gerir os seus negócios conforme o desejaram, com muito pouco escrutínio ou nenhum. E os regulamentos que tivessem existido podiam facilmente ser subornados ou comprados ou ignorados; o a informação poderia ser... bom nós não sabemos... será esta uma resposta suficiente?

Claro, companhias petrolíferas capazes de gerir o seu negócio sem nenhum escrutínio e sem regulamentação para além da delas próprias. O MMS (Minerals Management Service) Minérios e Minas fizeram vista grossa a essas coisas e disseram: "Porque não ignoram isso e dizem-nos se as plataformas estão em condições? Vocês dão uma olhada  digam-nos se estão a seguir as normas correctamente; deem uma olhada e reportam de volta a dar-nos conta se estão próximos dos valores conformes. Ah, e se passaram esses testes. Façam-nos saber disso. Basta uma palavrinha para cima ou para baixo será suficiente. Não precisamos de detalhes...Estamos demasiado atarefados!" A explorar outros mundos.

O petróleo é demasiado importante, tal como as companhias e os bancos; muito importantes para tentar regular, para tentar escrutinar. Deixemos que façam aquilo que quiserem. O que for bom para elas será bom para todos...! E quando estão em apuros, elas são demasiado grandes para fracassarem, demasiado grandes para ruírem. As companhias de petróleo são demasiado grandes, demasiado importantes, e nós necessitamos muito desse petróleo Se as regularmos, elas ficam zangadas;  se formos ver o que andam a fazer e as questionarmos, elas...

Liberdade isenta de responsabilidade! Façam como quiserem. Façam aquilo que sentirem ser correcto. Qualquer regulamentação que existir, nós ignorá-la-emos, nós  esquecemos. A tirania da corrupção, a tirania da ganância uma vez mais revela-se, tirania esta em particular que matou onze pessoas, e que vai causar um número indeterminado de mortes e de danos ao ambiente e ao todo...

O alcance que esta crise particular tem em muitos sectores da realidade, por todo o mundo, quantas pessoas não virão a ser afectadas cujas vidas virão a sofrer uma mudança... irreversível, por causa desta crise, não é mensurável. Uma crise de medo. Liberdade isenta de responsabilidade gera tirania - como sempre o faz.

Assim, em que consiste esta crise? Com que é que tem que ver? Tê-la-eis permitido? Vós não a causastes. Por isso, por que razão a permitistes? O canal falou um pouco sobre isso na conferência online e noutro local. No conceito que faz, ele começou  a perceber uma fuga de poder, e olhou para ele próprio, para a área em que possa estar a ter um vazamento de poder num mundo que se está a tornar novo, num mundo que está à beira de uma mudança evolutiva monumental.

A mudança, uma vez mais, a elevação da magia para uma nova oitava, a mudança da realidade, a evolução da consciência, e a necessidade de vos apossardes, de responderdes e de respeitardes novos níveis de poder, onde esse poder esteja a verter; deu início à essa busca e exploração do que isto - o poder, o petróleo representa. Talvez isso seja igualmente verdade para vós, mas há outras coisas envolvidas, entendem, por que aquilo com que isso tem que ver é com o deixar de meter tudo no mesmo saco e dizer: "Isto é o que a coisa significa para toda a humanidade e para cada um que faz parte dela." Vós criais a vossa própria realidade. Não se trata de uma consciência de massas, mas de uma criação individual.

As razões para terdes permitido – não causado, mas permitido essa realidade pode ter sido uma infinidade de coisas, e pode ter tido que ver com um vazamento de poder, à medida que cresceis e alterais profundidades e níveis alcançando novos níveis – o vosso poder e a vossa resistência, ao atingirdes novas profundidades e níveis também; que estará a vazar o vosso poder? Mas encaremos isso de outro modo, olhemos outras coisas aqui, o que está a acontecer aqui. O que está a acontecer é que está a suceder uma rachadela, uma rutura – provocada pelo homem, sim, mas ainda assim uma rachadela, uma rutura a partir do “plano” subliminar.

Todo esse poder está a ser arrotado a partir do subliminar, todo esse crude, toda essa energia bruta; as rachaduras que têm lugar na mente inconsciente, o que está agora a incitar e a emergir e a mexer com o vosso submundo pessoal, a vossa mente inconsciente, que não recebe atenção, e que sem responsabilidade pode causar essa rutura na vossa realidade e que pode exercer um impacto de longe mais abrangente na vossa realidade aparentemente fora de controlo.

Esses temores ocultos em relação à tragédia, esses medos escondidos em relação ao facto de que quando a vida se torna verdadeiramente boa algo de terrível acontece. O que está a emergir do vosso inconsciente é isso. Com que terá isso que ver para vós?

Além disso, a energia bruta, quando é modulada e refinada, pode representar uma enorme fonte de poder, uma enorme fonte de liberdade. Mas quando a energia bruta não e modulada nem refinada, pode ser destrutiva e uma fonte de aprisionamento.

A liberdade reinventa-se a si mesma continuamente; o que antes terá sido uma fonte de liberdade pode tornar-se numa fonte de aprisionamento. O petróleo representou essa fonte de liberdade por muito tempo; os combustíveis fósseis, essa fonte de liberdade que dispensava poder e a liberdade de viajar para onde quisésseis, por vossa própria conta, que iluminava os vossos lares e as vossas usinas; uma fonte de liberdade, uma fonte de poder num mundo que se está a renovar, num mundo que está a mudar. Não serão as vossas fontes de poder potencialmente destrutivas e uma prisão potencial? Será que tem que ver com isso, para vós?

As velhas estruturas estão a desmoronar-se e a dar lugar ás novas estruturas. Algumas que conhecestes durante décadas, mas agora está verdadeiramente a acontecer, e não é mais teoria, não é mais um simples conceito; está a tornar-se numa realidade. Todos velhos modos do ser, todas as velhas formas de lidar com o mundo estão a mudar. Mas devido a que a via da mudança no vosso mundo represente uma necessidade – infelizmente a necessidade é a mãe da invenção – a necessidade está a produzir grande parte dessa ruina e grande parte dessa rutura para erguer o novo.

Será isso uma resposta à dependência de um mundo aos combustíveis fósseis? Será de algum modo uma intervenção que tenha a intenção de romper com essa dependência ou levar-vos a mover-vos com mais seriedade para além das promessas e a realmente assumir a realidade? Existe toda a sorte de energias verdes potenciais, todo o tipo de energias alternativas ao dispor, e de facto muita gente bastante interessada e bastante envolvida, mas vejam bem, ainda dispomos de todas essas energias disponíveis, e assim: “Essas coisas custam dinheiro, essas coisas são menos convenientes.”

E assim, talvez isso represente para alguns uma necessidade para produzir uma mudança na vossa vida, na vossa realidade. Este é o ano da iniciação; é um ano de términos para abrir caminho a novos começos. E uma vez mais, a via da necessidade ainda é a mais percorrida. Para criardes novos começos, para levardes as pessoas a olhar para a sua vida de novo e avaliar, estimar o que seja importante, e procurar aquilo que importa para além da iluminação, e buscar essa liberdade e novos caminhos.

Além disso, conforme terão noção, existe muita raiva pelo mundo fora. A maioria de vós vive nos Estados Unidos – mas existe muita raiva e muito medo. Um enorme sentido de alienação, de segregação e de não pertença. A maior parte dessa energia está a ser canalizada para a culpa; os republicanos estão a culpar os democratas, os democratas culpam os republicanos; os conservadores culpam os liberais, os liberais culpam os conservadores; os Cristãos culpam os muçulmanos e os Muçulmanos estão a culpar os cristãos; e o movimento Tea Party está a culpar os conservadores e os liberais e os republicanos e os democratas; são tantos e estão de tal modo prontos a culpar que chega a parecer a um salto: “Ah, uma oportunidade para culpar presenta-se. Não necessariamente por adorar a culpa mas por estar tão cheio de fúria, estou tão zangado, sinto-me tão segregado, tenho tanto medo e sinto-me de tal modo perdido; o sentido que tenho do futuro, desde a crise económica, que me sinto devastado; não tenho emprego, estou a perder a casa, estou a perder isto e estou a perder aquilo e não tenho qualquer pensão de sobrevivência, não tenho isto nem aquilo, e todas aquelas promessas. Mas tudo bem, os mercados de acções recuperam mas que acontecerá comigo? Que me acontecerá? E à minha vida e à minha família? E á minha saúde e à minha... Sinto-me tão irritado! Mas não sou capaz de o admitir. Sinto-me aterrado e apavorado. Estou em tal estado de sofrimento, tal sofrimento, que deixar escapar parte desta pressão por meio da culpabilização... estou disposto, e pronto e vou lá e culpo. Não chega realmente a constituir uma ajuda, nem resolve a dor, mas de momento, nesse instante estou ali e berro: “Aaaah!” Não consigo apaziguar a raiva, não consigo suplantar a dor, não consigo esquecer que não tenho futuro, e que pareço estar a enlouquecer em meio à dor que me invade.”

Mas a culpa não funciona, entendem? Não passa de uma solução momentânea, um alívio momentâneo, mas a dor não desaparece, pelo que é empurrada para baixo, empurrada para o inconsciente, a dor, o medo, a mágoa, o terror, o desespero, empurrado, empurrado. E não estará agora a vir ao de cima, como as coisas tipicamente acontecem? Será que é com isso que tem que ver? Esse derrame de petróleo, essa catástrofe? Isso, uma vez mais, está a ameaçar empregos, está a ameaçar vidas, o nível de toxicidade:” Oh, é o envenenamento da cadeia alimentar.” Não! É toxicidade. Os danos, as pessoas irão passar pela experiência do aquecimento, o futuro, o aspecto financeiro, a perda de centenas de empregos, centenas de milhares de carreiras perdidas, matar tudo aquilo que toca? O calor que vem ao de cima, e à superfície conjuga-se com o calor do sol. Torna-se quente ao tocar. A raiva que sinto, o ódio, o desespero, que empurro para baixo, a vir a cima, a escorrer, a ser vomitado do subliminar ou submundo, a ser arrotado do meu inconsciente.

As metáforas prestam-se como pontes para vários destinos. Esta metáfora pode levar a um vazamento de poder, pode conduzir a fissuras no vosso próprio subconsciente, inconsciente, subliminar. Pode levar à mudança da turbulência dentro de vós à medida que cresceis e mudais. Pode conduzir à quebra das velhas estruturas e dos velhos padrões para abrir caminho às novas. Pode conduzir a iniciações que vos provoquem e inspirem a pôr novas coisas em marcha, causar novas coisas, a levantar-vos e a pôr a mexer essas coisas que vos causam paixão no que tem que ver com o mundo que vos rodeia, com a forma de servir e de participar na grande obra.

E pode representar a emergência do inconsciente colectivo dessa dor e de todo esse medo. Que representará para vós? À medida que olhais e pesquisais, não espereis para descobrir para poderdes responder: “Sim, olha para o que estou a criar e para aquilo que estou a permitir.” Para aprenderdes com isso e crescerdes com isso, absolutamente, mas também para trabalhardes a vossa magia em torno da questão de tapar esse vazamento, mas ainda mais em torno da questão da contenção e da resolução, ou melhor, da restauração, de uma contenção e de uma restauração.

O canal sugeriu uma via que lhe veio à mente. Descobri os vossos modos, E conforme dissemos na noite passada, empregai a vossa magia, mas empregai a magia do amor, porque o que está em falta, conforme dizemos, nesta catástrofe que o vosso mundo está a enfrentar e com que está a lidar, que necessita de vós e da vossa participação, e que precisa da vossa magia.

O que está em falta são os modeladores positivos da iniciação; estão em falta a compaixão e a coragem, a criatividade, a sensatez, a generosidade e a benevolência, a determinação. É aí; não é que essas energias se achem ausentes, só que não se mostram suficientemente fortes. Precisais trazer os moduladores da iniciação junto com a vossa magia, e precisais trazer o amor, por meio da magia do amor, para a contenção e a restauração.

Uma outra forma; os Antigos estão a chegar com dádivas, dádivas transcendestes e milagres que têm que ver com o bem-estar. Recebei os dons que estendem. Permiti que essa graça transborde para a vossa realidade; e depois partilhai, partilhai a maravilha com o mundo. Partilhai o esplendor.

Os Antigos estão a chegar por estes dias, e trazem com eles a sua dádiva transcendente; recebei-a, recebei-a para vós. Recebei o bem-estar assim como os milagres do estar bem. Acolhei-as para vós: “Sinto-me culpado, há tanta coisa a suceder no mundo.” Acolhei-a para vós próprios, e permiti que a generosidade desses dons fluam para a vossa realidade, e vos inundem a realidade. Fazei isso por vós. O que poderá, à primeira vista parecer egoísta, enquanto Roma arde, não, não. “Enquanto o mundo se acha na lama e no caos, eu trato de mim próprio e acolho estas dádivas de bem-estar e estes milagres do estar bem. Mas não vou parar por aqui, vou deixar que entrem na minha realidade, inunde a minha realidade e depois vou partilhar estes dons, partilhar o dom do bem-estar, a espanto com o mundo, e partilhar os milagres do estar bem com o mundo. Vou partilhar o esplendor; vou-me tornar num conduto neste momento.”

Seja o que for que esta catástrofe possa representar, onde quer que a ponte da metáfora vos conduza, tem que ver com a mudança e o medo e o sofrimento causado por ele. Tem que ver com a mudança e a responsabilidade por ela. E o mundo necessita da energia do bem-estar; necessita da energia, dos milagres do estar bem, e vós podeis tornar-vos nesse conduto. E desse modo podereis responder à actual crise e às outras crises que decorrem no vosso mundo, tornando-vos nesse conduto de bem-estar. Os Antigos estão a chegar com esta transcendente dádiva; acolhei-a. Eles vêem com os milagres do estar bem; recebei-os. E deixai que fluam, que inunde a vossa realidade, e partilhar a maravilha, partilhai a maravilha com o mundo. Partilhai o esplendor.

As velhas estruturas estão a desagregar-se e estão a dar lugar a novas estruturas; algo de que têm conhecimento há décadas e que agora está realmente a ocorrer. Não é só teoria nem é mais um conceito. Está a tornar-se numa realidade. Velhas formas de ser e de lidar com o mundo estão a sofrer uma mudança, mas por a via da mudança no vosso mundo passar pela necessidade, infelizmente a necessidade enquanto mãe da invenção, está a produzir tanto deste desagregar e quebrar a fim de edificar o novo.

Será isto uma resposta à dependência de que o mundo sofre quanto aos combustíveis fósseis? Será isto de uma forma qualquer uma intervenção destinada a romper com essa dependência ou para os levar seriamente além das promessas e a assumir a realidade? Existe todo um potencial de energias renováveis, todo o tipo de alternativas, e de facto muita gente interessada e envolvida, mas como entendem, ainda têm todas essas fontes ao dispor, e assim, essas coisas custam caro, não é, essas coisas convêm menos. E assim, para alguns representará porventura a necessidade a fomentar a mudança, na sua vida na sua realidade. A via da necessidade é a mais percorrida na criação de novos começos e no estimular as pessoas a olharem de novo para as suas vidas e avaliarem e estimarem o que tem importância e o que conta a partir de um esclarecimento, e a procurar a liberdade e a procurarem novas formas.

Compreendam igualmente - e com certeza que terão noção disso – existe muita raiva por esse mundo; tanta raiva e tanto medo. Tanta alienação e sensação de ser posto de lado por não pertencerem: A maioria dessa energia está a ser canalizada para a culpa: Os republicanos culpam os democratas; os democratas culpam os republicanos; os conservadores culpam os liberais, e os liberais culpam os conservadores. Os cristãos culpabilizam os muçulmanos e estes culpabilizam os cristãos. E o Tea Party culpa os conservadores e os liberais, os republicanos e os democratas. Há tantos e tão prontos a culpabilizar, que parece ocorrer num pulo: “Olha, uma oportunidade para culpabilizar! Não por que seja necessário mas por estar tão repleto de raiva e de medo e me sentir tão perdido, tão posto à margem que a percepção que desde a crise económica porventura tenho de um futuro se acha devastada. Não tenho emprego, nem pensão, e estou a perder a casa e mais isto e mais aquilo. E todas aquelas promessas… E o mercado de acções recupera, mas que me acontecerá a mim e à minha vida e à minha família e à minha saúde? Sinto-me tão enraivecido que nem consigo admiti-lo. Sinto-me tão receoso. Estou a sofrer tanto que deixar escapar parte disto que sinto através da culpa se afeiçoa como uma saída. E estou disposto, estou pronto a culpar. E ergo-me e culpo; isso não chega a ajudar nem resolve a questão, mas por um instante, por um momento levanto-me e berro, por não conseguir esquecer a raiva nem o sofrimento; não consigo esquecer que não tenho futuro, que sinto estar a endoidecer…”

Mas a culpa não resulta, entendem? Não passa de uma solução de momento e um escape do momento, mas o sofrimento não desaparece, pelo que é empurrado para baixo, a raiva, o medo o sofrimento, a mágoa e o terror e o desespero são empurrados para o inconsciente. E agora estão a vir ao de cima em termos do estado em que o mundo se encontra. Será que é disso que trata? Esta catástrofe que é o derramamento de petróleo, que uma vez mais está a ameaçar empregos e a ameaçar vidas com o nível de toxicidade? Ah, é envenenamento alimentar? Não. É toxicidade. Os danos na saúde e no futuro e financeiros que as pessoas vão experimentar, centenas de empregos, e centenas de milhares de carreiras destruídas. Será isto o resultado da ira que nutro, que está a escorrer toxicidade e que mata tudo quanto toca? Que advém do calor e que uma vez à superfície capta o calor do sol e se torna quente ao toque: “A ira ardente que sinto e o medo ardente que abrigo, o ódio e o desespero que sinto e que enterro e que vem ao de cima e escorre e expele o que vem lá do mundo de baixo, do inconsciente.”

As metáforas representam pontes para destinos muito diferentes. A metáfora disto podia conduzir a um vazamento do poder e podia conduzir a brechas no vosso próprio submundo subconsciente e inconsciente; podia conduzir à turbulência da mudança que opera em vós à medida que crescem e se transformam. Podia levar ao derrube das velhas estruturas e dos velhos padrões para dar lugar ao novo. Podia levá-los às iniciações que os incite e os inspire a colocar coisas novas em movimento e a produzir coisas novas, a erguer-se e a dar andamento a essas coisas que lhes prende a paixão na lida que têm com o mundo que os rodeia através da dádiva e do serviço e da participação na Grande Obra. E também podia representar um emergir de todo esse sofrimento e de todo esse temor do inconsciente colectivo.

Que será que representa para vós? Ao observarem e ao pesquisarem, não fiquem à espera de descobrir como responder. Observem aquilo que estão a criar e o que estão a permitir para poderem aprender e crescer com isso, sem dúvida, mas operem igualmente a vossa magia em torno da questão, mas ainda mais na colocação de um tampão nisso, assim como na contenção e na recuperação. Conforme dissemos na noite passada, operem a magia que há em vós, mas operem a magia do amor, porque o que está em falta, depois desta catástrofe que o vosso mundo está a enfrentar e tratar, sois vós e a vossa participação, da magia que há em vós. O que está em falta são os moduladores positivos da iniciação; estão em falta a compaixão e a coragem, a criatividade e a sabedoria, a generosidade e a benevolência, a decisão. Elas existem; não é que essas energias se encontrem ausentes, só que não são suficientemente fortes. Precisam influenciar esses moduladores de iniciação com a magia que há em vós, e produzir amor através da magia do amor em prole da contensão e da recuperação.

Uma outra maneira. Os antigos estão de regresso com dádivas transcendentes de bem-estar e com milagres do estar bem. Recebam as dádivas que lhes trazem. Permitam que a generosidade inunde a vossa realidade e de seguida partilhem a maravilha com o mundo; partilhem o esplendor. Acolham o bem-estar assim como os milagres do estar bem. Acolham-nos para vós próprios.

“Mas eu sinto-me culpado por estar a ocorrer tanta coisa pelo mundo…”

Acolham-nos por vós próprios, e deixem que a graça dessas dádivas flua e transborde na vossa realidade. Façam-no por vós próprios – o que à primeira vista poderá parecer egoísmo pois, “Enquanto Roma ardia, Nero…” Não. “O mundo encontra-se num lamaçal e no caos, eu cuido de mim próprio, recebo essas dádivas do bem-estar e esses milagres do estar bem. Mas não vou deixar ficar por aí; vou deixar que penetrem na minha realidade e inundá-la e depois partilhar essas dádivas – partilhar o dão do bem-estar e do assombro com o mundo. Partilhar os milagres do ficar bem com o mundo. “Vou partilhar o esplendor; vou tornar-me num conduto neste momento em que o que quer que esta catástrofe possa representar,” o que quer que essa ponte metafórica que represente para vós, tem que ver com a mudança e o medo e a dor que acarreta. Tem que ver com a mudança e a responsabilidade que lhe cabe. E o mundo necessita da energia do bem-estar, necessita da energia e dos milagres do estar bem, e vós podeis ser um canal desses e desse modo responder à crise actual assim como às demais crises que o mundo atravessa – sendo um canal assim de bem-estar. Os antigos regressam co essa dádiva transcendente – acolham-na. Acolham os milagres do ficar bem que trazem e deixem que fluam e inundem a vossa realidade, e depois partilhem o esplendor com o mundo.



Nota do tradutor:

Uma versão que ressalta de imediato é a de que, quando se deram movimentações chave em pontos da economia vitais, como designadamente a venda de acções por parte de um dirigente da petrolífera exactamente à cabeça dos acontecimentos (com uma diferença de dias apenas), e a compra de uma empresa de mega operações de limpeza pouco rentável, que passado pouco tempo do desastre resultaram num enorme lucro, o factor “acaso” custa a engolir. É o que vulgarmente é chamado de capitalismo de crise, em que se sabe que algo vai falhar, e deixam que ocorra o desastre e a seguir oferecem a solução de limpeza necessária a um custo fabuloso, só vem em abono da tese da ganância e da corrupção.

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