terça-feira, 11 de setembro de 2012

CRESCER POR MEIO DA ALEGRIA






Tradução: Amadeu Duarte

Pergunta: Disseste que o planeta, à semelhança de outra consciência qualquer, não precisa crescer por intermédio da dor, e que a dor não constitui o único modo. De que modo poderá o planeta Terra crescer e evoluir de outro modo para além da turbulência e da destruição? Como poderá mudar para níveis mais elevados de consciência de um modo mais suave, e como poderemos auxiliar nesse processo?

Resposta: Toda a gente fala da Nova Era. Alguns dizem que está a chegar. Outros dizem que já aqui se encontra. Enquanto falam todos na Nova Era, ninguém se detém de verdade a ver em que consistia a Velha Era. Nós sugerimos que o método da Velha Era é um que envolve luta e sofrimento, dificuldade, privação. A atitude da Velha Era diz que, se alguma coisa valer a pena ter, então vale a pena lutar por ela, enquanto esperamos. Isso nobiliza todo esse tipo de conceitos puritanos. Propõe que deveis trabalhar arduamente toda a vossa vida, e então, quando fordes velhos e não conseguirdes trabalhar mais, podereis gozar a vida.

Inicialmente, não estáveis destinados a lutar. Nunca foi suposto que devêsseis sofrer dor com a criação deste jardim que é a vossa Terra. A criação desta ilusão que é o plano físico da realidade jamais se destinou a ser duro. Estava destinado a ser uma experiência jovial da celebração do crescimento.

Vamos empregar um pouco de analogia aqui para descrever a génese da dor. À medida que saístes disparados por aí enquanto consciências, a desempenhar o papel dos deuses que sois, alguém topou com o dedo em algo que o fez doer. Em vez de dizer: “Eu tropecei”, disseram: “Ah, não, eu fazia intenção de fazer isso. Eu tinha planeado bater com o dedo, para infligir dor a mim próprio.”

Porquê? “Por me purificar. Sim, é isso! Isso soa muito bem. Eu topei com o meu dedo e isso doeu de verdade, mas colhi um benefício disso, estás a ver? Fez-me crescer, e desse modo, estou mais adiantado do que tu. De facto, se tivesses sequer algum sentido serias tão sensato quanto eu e sair por aí a dar topadas também.”

Se vos conseguir convencer o suficiente a fazê-lo, então nesse caso terei vingado o meu erro, e de qualquer modo isso tornar-se-á numa virtude. Podeis crescer por intermédio da luta. A adversidade que confrontais pode representar um factor motivador para pordes termos à adversidade. A vossa dor pode representar um factor motivador para deterdes a dor.

Toda a religião Oriental e o pensamento Ocidental foram edificados com base nesse conceito da luta. O novo método de crescimento consiste em crescer por intermédio da alegria e do amor – em ver a vida não como uma coisa que tendes que confrontar e vencer, mas algo a enfrentar e a celebrar. Podeis aprender por intermédio da dor, mas podeis aprender com muito mais rapidez por meio da alegria da vida.

Um outro mito falso é o de precisardes experimentar a dor para serdes capazes de apreciar o amor e a felicidade. Nós equiparamos essa crença limitativa à situação de serdes crianças e destes a vossa primeira dentada no gelado. Soubestes de imediato: “Ei, isto é bom!” Não precisaste beber leite coalhado primeiro para saber que o sabor doce do gelado era delicioso.

Do mesmo modo, não precisais lutar para apreciar o valor de uma vida isenta de luta. A consciência humana já evoluiu o suficiente, e as pessoas já são suficientemente sofisticadas para reconhecer o valor do amor e da alegria. É tempo de abrir mão da luta e de abrir mão do sofrimento e de a apreciar por aquilo que era. Não se façam de errados nem vos derroteis mas percebei que é tempo de vós, enquanto indivíduos, soltar a Velha Era e de entrardes numa Nova Era. Crescei através desses métodos mais alegres.

Aquilo que temos vindo a fazer ao longo de todos estes anos junto das pessoas é mostrar-lhes de uma maneira consistente técnicas que os ajudem por intermédio da felicidade, do riso, e da maravilha que tudo é. Milhares daqueles com quem trabalhamos encontram-se de facto a descobrir exactamente isso. Encontram-se continuamente a criar mais amor, mais felicidade, e mais sucesso nas suas vidas por intermédio da maravilha daqueles que são, em vez de seguirem o sofrimento, a luta, as rotas de dificuldades que aprenderam noutras vidas, assim como na porção inicial desta.

É tempo de um novo caminho, de uma Nova Era de crescimento. E o aspecto mais importante é o de que funciona.

Pergunta: A humanidade escolheu aprender e crescer por intermédio do sofrimento. Parece agora que mais pessoas estejam a despertar para a possibilidade de aprender por meio da alegria. Que sugestões apresentarias àqueles que queiram fortalecer essa possibilidade, essa capacidade, de aprender por meio da alegria?

Resposta: Definitivamente gostaríamos de sugerir que é encorajador – a observação que fizeste é inteiramente acertada. O sofrimento, a luta e a dor têm sido por assim dizer, o preço do crescimento, aquilo que sempre prevaleceu. Muitos têm encarado a luta como o único modo de evolução. Sentiu não existir mais nenhuma forma de crescimento. Nós, quanto a isso, fomos um dos primeiros a, com a maior clareza e da forma mais específica, falar do amor e da alegria. Ainda surpreendemos muita gente ao sugerir-lhes apenas a consideração de tal modo de crescimento. Por isso, à medida que cada vez mais gente chega a compreender isso e a abrir-se a essa possibilidade, sentimo-nos bastante gratificados e satisfeitos.

Como poderá alguém mover-se nessa direcção de forma mais completa e plena para começar a crescer por meio da alegria? O primeiro passo – passo esse que é vital – consiste em reconhecerdes no quanto quereis acreditar que a dor consiste no único modo de crescer. Precisais dispor-vos a estabelecer uma fundação. Por todos os anos de dor, por todo o tempo devotado à luta, precisais perceber: “Eu quis assim.” Ou: ”Pensei que fosse o único modo. Senti que fosse o único método.”

Precisais ser honestos: “Toda a gente disse ser o único modo, e eu não me incomodei de dar uma olhada mais fundo.” Precisais realmente e reconhecer o facto de terdes querido a dor como a única forma de crescimento por diversas razões. Realmente precisais admitir que fostes vós quem o quis. Decerto que isso vos terá sido ensinado. Decerto que vos terá sido mostrado por meio de demonstração, e nesse sentido, muitos dos que se apelidam de líderes, de gurus, de mestres poderão ter-vos instruído: “Sem esforço não há lucro.”

Contudo, precisais olhar mais fundo e reconhecer que vós criais a vossa realidade; e assim criais a situação de vos incutirem isso e de vos dizerem que a dor era o único método de crescimento disponível. Se conseguirdes reconhecer isso, se conseguirdes admitir isso, então também podereis perdoar-vos. Perdoai-vos por terdes caído no engodo, e perdoai-vos por terdes acreditado nas limitações. Perdoai-vos por vos terdes deixado apanhar pelas malhas do que representa verdadeiramente a Velha Era e o velho sentido de crescimento que tem predominado de tal modo no vosso mundo.

Depois sugeriríamos, a mudança poderá ocorrer. Podereis abrir a vossa mente e o vosso cérebro – ambos a esse título particular – para com a possibilidade de poderdes crescer por meio da alegria, e de que há uma alternativa (escolha).

Podeis sempre crescer por meio da dor, se o desejardes. Não é como se esse método se esgotasse para vós, mas uma nova via se abre para vós. por isso, reconhecei, admiti, perdoai e mudai. Esse processo poderá fazer-vos avançar em frente na perfeição com amor, luz, riso e alegria.

Em segundo lugar, olhai a crença e alterai literalmente essa crença. Compreendei que todas as crenças constituem ilusões, e desse modo escolhei aquelas crenças ilusórias que funcionarem melhor no vosso caso. Que vantagens obtereis do facto de acreditardes no medo e na dor? Que vantagens alternativas podereis colher se acreditardes na alegria e no riso?

Temos consciência de que alguns vos dirão que não podeis tentar uma coisa qualquer. Sugerimos, bom, ide em frente e tentai isso de qualquer jeito! Ide em frente e chamai-lhe aquilo que quiserdes, mas permiti-vos tentar e ver o que sucede caso vos inclineis para a alegria, vos abrais ao riso, vos abrais à maravilha do que a vossa realidade compreende. Este é o terceiro passo: Tentai a Alegria!

Se o tentardes e descobrirdes que funciona, isso representará o maior impulso para uma continuação, que representa o quarto componente. Assim que derdes início à alegria, assim que derdes início ao riso, e descobrirdes a beleza da coisa, deixai-vos iluminar, etc. percebei que talvez tenhais sido tolos a ponto de terdes levado a vida tão a sério e de modo tão intenso antes, mas dar continuidade a essa tolice não a eliminará. Portanto, estamos dispostos a admitir, “Tudo bem. Descobri um novo caminho.” Em vez de sentir culpa, ou de deixar que o orgulho se intrometa, deixai-vos descaradamente correr em frente na direcção dessa nova via de crescimento, por intermédio da alegria e do crescimento, e permiti-vos prosseguir de ânimo leve.

Foi o Alan Watts quem disse que os anjos voam por se considerarem com muita leveza. Nós sugerimos que essa é uma afirmação bastante profunda. Aceitai esses quatro passos e permiti-vos voar.


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