quinta-feira, 23 de agosto de 2012

OS CIRCULOS DAS SEARAS





Tradução: Amadeu Duarte

Pergunta: Estivemos em alguns seminários recentes em que falaste de vórtices de actividade electromagnética que se estão a abrir e a tornar-se mais fortes conforme é evidenciado pelos desastres naturais que as pessoas estão a experimentar. Que poderemos nós enquanto indivíduos fazer de melhor para utilizar essa energia para objectivos positivos? E a que se assemelharão esses aumentos de energia?

Muito bem. Nos finais de 92, e à medida que 93 começava, deu-se um espantoso surto dessa energia em particular, surgindo uma energia electromagnética que resultou em todo o tipo de fenómenos no vosso plano físico – em particular quando essas energia não é absorvida.

Quando a consciência humana, o ser humano, não absorve essa energia e a reflecte ou rejeita na forma em que se apresenta, ela salta para fora, e passa a ser absorvida e fundada pela e na própria terra, produzindo a actividade tectónica que é tão evidente e que constitui uma resposta electromagnética. Também produz alterações erráticas e massivas nos padrões atmosféricos e anomalias tais com as dos círculos das searas, que frequentemente constituem o produto dessa mesma energia electromagnética, usada de um modo mais positivo, por certo.

Sugeriríamos que também produz no espírito humano, na consciência humana, uma volatilidade emocional. E é devido a isso que no vosso mundo de hoje assistis a tanta violência. Por certo que a violência sempre esteve presente, desafortunadamente, mas sofre flutuações. Tem as suas próprias marés defluxo e refluxo, o seu próprio crescente e minguante. Mas agora estais a notar que a violência se está a tornar mais emotiva e errática, mais destituída de sentido, se toda a violência não for destituída de sentido. Mas a violência agora torna-se mais desumana, mais desavergonhada. E grande parte dela resulta da energia electromagnética.

O que se pode fazer a esse respeito é antes de mais perceber que esse surto se torna patente e que está a aumentar no vosso mundo. Começou em 93. Em 94 vai tornar-se muito mais intensa. Em 95 e 96 tornar-se-á ainda mais – numa energia electromagnética que jorrará mais ampliada, explosiva. E, se não for absorvida, vai produzir padrões explosivos e erráticos de energia nos mesmos moldes.

Desde logo, torna-se importante compreender que essa energia não se encontra aqui a fim de vos castigar. Não se acha presente com um tipo qualquer de ira de Deus, conforme muitos quererão vê-la. Em vez disso, essa energia electromagnética – que é capaz de produzir tragédias tais como tremores de terra, que podem ser tão destrutivos – destina-se a auxiliar a expansão e desenvolvimento do próprio mecanismo na vossa cabeça a que chamais cérebro: o holograma que projecta esta realidade ao vosso redor, o corpo que ocupais, e a realidade que esse corpo que toma forma ao vosso redor.

Aquilo que está a suceder é que supostamente a energia electromagnética deve ser absorvida pelo ser humano de forma a permitir que o cérebro evolua. Se evoluir, nesse caso poderá operar e de facto opera com muita força, de uma forma muito positiva. Mas se não evoluir, então claramente pode apresentar os seus efeitos perniciosos – tal como quando colocais pão na torradeira, e quereis obter pão torrado, mas caso coloqueis a torradeira na banheira, isso poderá tornar-se desastroso. Por isso, tem tudo que ver com o uso apropriado, a utilização apropriada dessa energia.

Uma maneira de a usar é desenvolvendo uma imaginação – não somente imaginação, que consiste numa série de imaginários ou fantasias – mas a imaginação viva que envolve o desejo e a paixão, que envolve um certo tipo de lógica e de razão, que envolve o corpo e a compaixão que temos. É uma imaginação em que percebemos que aquilo que estamos a imaginar é talvez muito mais real do que o que estamos a viver na ilusão. Por isso, trabalhai no sentido de expandirdes essa imaginação.

Um outro modo de trabalhar isso é através da expansão da criatividade. As pessoas tendem a pensar, de forma um tanto automática, que a criatividade refira belas artes ou algum tipo de representação artística ou algum engenho – que certamente essas coisas podem ser criativas. Mas nós sugeriríamos que a criatividade seja algo que fazeis que vos enaltece ou que vos inspira ou aos outros a tornar-se mais do que aquilo que eles sejam. Mas quando olhamos para a definição de criatividade, que se aproxima daquilo que a verdadeira criatividade envolve, um passeio pelos bosques pode ser criativo caso depois sentirdes ser mais do que éreis antes, se fordes elevados, se fordes inspirados. Uma conversa com um amigo pode ser muito mais criativo do que qualquer caminhada por um museu, se de facto vos elevar e vos deixar, e talvez ao amigo também, tornar-vos em mais do que sois.

Por isso, as pessoas precisam trabalhar não tanto no sentido de desenvolverem uma representação artística particular ou artesanal, mas fazer coisas que as enlevem, que lhes permita tornar-se mais do que são, que as inspire. E por isso, desenvolver a criatividade e trabalhar para isso conscientemente. Assim como fazemos em relação à imaginação, fazei igualmente em relação à criatividade. De facto isso irá absorver essa energia electromagnética de uma forma mais efectiva.

De forma semelhante, trabalhai com a intuição, com o vosso sentido intuitivo, o vosso sentido instintivo. Para empregar uma frase xamane: prestai atenção ao animal dentro de vós. Não ao animal selvagem nem ao animal destrutivo que surge frequentemente no vosso mundo, mas em vez disso o vosso Espírito Animal, a vossa Natureza Espiritual Animal – aquela parte de vós que está tão estreitamente em contacto com o instinto, com a Terra, com os Elementos.

Da imaginação para a criatividade, para a intuição, para o contacto com os Elementos, para o contacto com o vento e a terra e o fogo e a água ao vosso redor, para a comunhão com isso, a comunicação com isso – abrir os vossos sentidos para com esses Elementos. Mesmo aqueles que se encontram retidos na cidade possuem uma imaginação – têm um portal na sua mente que podeis abrir para vos situardes no campo que corresponda ao vosso desejo, ou monte que desejardes, ou vale luxuriante que desejardes, ou ribeiro que alguma vez jamais poderíeis imaginar.

Por isso, entrai em contacto com a natureza. Mesmo que estejais presos na cidade podeis fazer isso à janela que podeis abrir na vossa mente. Mas vejam, essa é a intenção: abrir a janela da mente, através da imaginação, através da criatividade, por meio da intuição, por meio de um contacto com os Elementos. Isso vai absorver a energia. Isso vai absorver a energia.

Além disso, existe algo mais que podeis fazer – e aqui falamos um tanto mais no sentido esotérico – a título de uma prática de meditação: Quando se dão essas ondas de energia electromagnética, afunilai a energia (faze-la convergir em funil). O que com isso queremos dizer é que num estado meditativo imaginais a existência de um funil tal o que podereis encontrar na vossa cozinha, com o seu cume ou vértice no topo da vossa cabeça. Ele abra-se e alarga-se muito, grande por cima da vossa cabeça, de modo que ficais com esse funil aí. E imaginais que esse funil passe a reunir a energia electromagnética aí.

Nos períodos de tempestade, em alturas de agitação, quando se dão anomalias terrestres no mundo – quer seja violência física de pessoas contra pessoas ou em que parece que os elementos estejam a atacar. Nessas alturas em particular – imaginai esse funil no topo da vossa cabeça a canalizar toda a energia electromagnética. Não a violência, não a tragédia mas toda a energia electromagnética. Permiti que esse funil extraia essa energia para o vosso cérebro, para a vossa própria cabeça numa espécie de ligação à terra: vou canalizar essa energia de modo a ela não ter que se expressar por estas formas calamitosas, por estas formas trágicas, mas poder ser canalisada para mim e usada pela minha imaginação, pela minha criatividade, pela minha intuição, pela ligação e relacionamento que tenho com a natureza. E ao fazer isso, posso passar a dispor da capacidade de mitigar parte da intensidade desses surtos de energia electromagnética. E as pessoas têm feito isso, mitigar parte dessa intensidade. Fazer isso mesmo antes que surja uma crise por vezes pode mesmo chegar a ser mais eficaz.

Agora, onde é que isso irá conduzir?

Se as pessoas absorverem essa energia, onde ela irá conduzir é a um incrível aumento da capacidade sensorial, da capacidade de ver, de ouvir, de tocar, de provar – mas também a capacidade de perceber, não só a capacidade de ver o que se passa como a capacidade de perceber o que se está a passar fora. Também vai conduzir a um sentido maior não só do ser físico, como ao do verdadeiro ser, do eu real, do verdadeiro eu, conforme por vezes chegamos a chamar a isso, que sois de verdade.

Conduzirá à capacidade de dispor de uma espécie de dualidade – mas nós hesitamos quanto a isso, por as pessoas poderem precipitar-se para a noção de esquizofrenia. Não, não nos estamos a referir à experiência de esquizofrenia, mas a um sentido de dualidade em que tenhamos percepção de nós mesmos – para o colocar na linguagem que empregais – enquanto o ser humano que somos, a funcionar nesta ilusão, mas ao mesmo tempo, também tenho consciência do meu eu maior, de um eu verdadeiro, de um eu mais repleto e rico que funcione em simultâneo. E em que sou capaz de saltar entre esses dois mundos. Posso usar um ecrã dividido – posso funcionar nas duas realidades em simultâneo.

E dessa forma, com os aumentos da energia electromagnética, é o tipo de coisa que podemos experimentar pessoalmente.

Globalmente, sugeriríamos que de facto a inspiração, a intuição, a criatividade, e a ligação com a natureza pode conduzir a soluções para esses problemas que de outro modo se apresentam insolúveis. Pode conduzir ao tipo de experiência não linear e exponencial de resolução de problemas que por sua vez podem conduzir à criação de um novo pavimento, ao invés de tentardes pôr em ordem o velho. Pode criar a capacidade de entrar no Reino Imaginário e em um novo mundo, em vez de procurarem reordenar o Velho Mundo. Vejam bem, não tem que ver com a criação de uma Nova Ordem Mundial. Tem que ver com a criação de um Mundo Novo.

E nessa medida, é para isso que essa energia electromagnética está aqui. Se as pessoas a puderem compreender, absorver como uma esponja, nesse caso não precisará fazer ricochete nas pessoas e explodir nesses modos cataclísmicos no mundo ao vosso redor.

Pergunta: Tu acabaste de falar nisso há um instante atrás quando estavas a referir-te à actividade electromagnética que se dá na formação dos círculos das searas. Poderias falar um pouco mais sobre os círculos das searas?

Resposta: Sim, os círculos das searas. Uma vez mais, a tendência natural dos homens vai ser a de dizerem, tudo bem, eu exijo uma explicação estruturada em termos definitivos, claros e ordenados e de uma forma lógica daquilo que eles representam.

E de facto, caso eles obedecessem a algo tão ordenado, tão estruturado, de facto estaríamos mais do que dispostos a afirmar isso. Mas os círculos das searas possuem uma variedade de explicações e de expressões.

Por outras palavras, eis aí um modo de energia, e um monte de gente diferente que a está a receber nos telefones públicos e a usá-la para comunicar.

Mas sugeriríamos aqui parte dessa energia está a irromper da Mente Inconsciente da humanidade, de toda a humanidade conforme o conceito empregue por Jung no sentido da Mente Inconsciente Colectiva. No Inconsciente Colectivo assim como no Inconsciente Pessoal existe um tal volume de energia – e dá-se uma tentativa desse tipo da parte do Inconsciente no sentido de fazer irromper e de explodir e de a comunicar ao Mundo Consciente. Com respeito a isso, uma corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco; e nas Ilhas Britânicas principalmente, (mas está a ocorrer por toda a parte de uma forma crescente) o elo tem-se revelado suficientemente fraco (graças a deus, por neste caso se tratar do sentido positivo da fraqueza) para a erupção ocorrer.

Assim, alguns desses círculos das searas poderiam muito bem ser vistos como expressões da Mente Inconsciente. Talvez a mensagem seja a da existência de algo mais do que vós, da existência de algo maior do que vós – não necessariamente melhor - mas maior aí fora que possua inteligência, que comporte consciência capaz de criar. E a esse respeito particular, essa é frequentemente a distinção que se apresenta entre o domínio humano e aquele dos domínios inferiores: é o aspecto criativo que vos distingue daqueles que considerais com inferiores.

Mas sugeriríamos aqui que talvez não seja mais do que a mensagem abstracta dessa natureza, por vezes. Por vezes é uma comunicação mais clara e directa, decerto, mas uma erupção do Inconsciente que se manifesta de um modo bem demonstrativo no mundo físico.

Para além do exposto, sugeriríamos que também consta de uma comunicação da Alma. E a alma fala por imagens, através da imaginação. A Alma não possui termos conforme empregais na vossa linguagem, ou em qualquer língua humana terrena. A Alma pronuncia-se por imagens, ela expressa-se através da imaginação, e por meio de uma linguagem pictórica. As velhas línguas – tal como aquelas dos Egípcios e dos hieróglifos que usavam – e aquelas dos antigos primitivos que foram tão sumariamente rejeitadas – não eram expressadas por palavras mas por imagens. E uma imagem vale mil palavras, não é?

Mas, de qualquer maneira, frequentemente esses círculos das searas contêm imagens provenientes da Alma a ensinar-vos uma nova linguagem. Podíamos expressar a coisa nestes termos: A deusa está de volta, mas antes retornar, precisais aprender a linguagem dela; e essa é a linguagem da Alma, é a linguagem da imaginação, a linguagem das imagens.

E assim, nesse sentido, a precipitar-se aqui com o Seu retorno aqui estão esses diagramas, esses hieróglifos, essas imagens. Mas subentende mais do que apenas olhar para elas. Não serão encantadores? Não apresentarão simetria? Não serão tão bonitos? São, mas de facto ir para o meio de um deles torna-se numa experiência incrivelmente fenomenal. Mesmo a contemplação das fotografias, não olhá-las simplesmente com os olhos, mas vê-las com os vossos ouvidos, vê-las com a ponta dos vossos dedos, vê-las com o vosso nariz, vê-las com o vosso corpo todo torna-se numa experiência incrível que expõe e revela muito mais coisas.

Essas imagens comportam milhares e milhares de palavras, e se vos aquietardes e penetrardes no silêncio de que começamos a falar anteriormente, podereis experimentar um significado, e um significado profundo, de ser simplesmente incrível, uma linguagem muito completa a preparar-vos, a preparara-vos. Assemelha-se muito a uma ida a uma nação estrangeira, em que geralmente sois aconselhados quanto à aprendizagem de algumas palavras básicas: Olá, como está? Onde fica o restaurante? Como é que chegamos ao hotel?

Portanto, são-vos dadas frases chave – muitas vezes assemelham-se a chaves – que abrem a porta para a linguagem da Alma, a linguagem do espírito, a linguagem da Deusa. É uma comunicação de todo importante a que está a acontecer por lá.

Para além disso, o que também está a ter lugar é uma influência extraterrestre, absolutamente. E a esse respeito, existem muitos tipos diferentes de extraterrestres. Nem todos são assim ou assado. Seria injusto dizer que encontrastes certa vez um ser humano, e que desse modo seja esse o aspecto que todos os seres humanos possuem. E de facto, também as energias e os seres extraterrestres variam muito.

E alguns deles estão a usar os círculos das searas como meio de comunicação, e um meio de comunicar que se encontram presentes, e que são amigáveis. Estamos presentes e somos sensatos, e inteligentes. E encontramo-nos aqui a tentar despertá-los, a tentar ajudá-los a despertar para quem realmente sois – não para quem nós somos, a esse respeito. Já sabemos quem somos. Mas no sentido do que vós sois.

Frequentemente – e que importa muito saber – não se prende com a busca de uma solução, mas com o saborear do mistério. Que significarão os círculos das searas? Aquilo que significam, a esse respeito, é que é tempo de ponderardes, é tempo de saboreardes o mistério, não de o resolver. É tempo de serdes pacientes, de olhar mais de perto, de ouvir mais atentamente. É tempo de despertar, e de perceber que existe muito mais lá fora e que de facto ainda sabe mais – caso o consigais conceber – do que o ser humano.

Além disso, torna-se importante compreender que os círculos das searas constituem uma outra via para os vórtices de energia que existem por aí – o Vórtice dos Arquétipos, o Vórtice da Ligação com Sírio (aquela constelação de Sírio que se apresenta nos vossos céus e que constitui o vórtice da própria Deusa), e sugeriríamos mesmo também o Vórtice do Futuro. Esses portais, essas aberturas também utilizam esse fenómeno chamado círculos das searas para se expressarem: estamos abrir-nos. Não são seres no sentido de usarem fala, mas existe uma mensagem que vos é endereçada no sentido dos vórtices estarem a começar a abrir, estão a vibrar e a flutuar de modos que não utilizaram antes. E isso está a provocar essas anomalias.

E além disso, parte disso deve-se ao facto dessa energia electromagnética que estar a aumentar.

Assim, quando consideramos os círculos das searas, eles podem incluir: O Inconsciente Colectivo, A Comunicação da Alma, um preparativo para o retorno da Deusa, uma comunicação da parte dos extraterrestres, um comunicado que diz que os vórtices se estão a abrir e estão a emergir, e o facto de se tratar de energia electromagnética.

Por isso, são seis causas distintas que estão a aparecer por esse pequeno segmento da realidade e que se estão a expressar como círculos das searas.

Portanto não se apresenta perfeitamente ordenado pela lógica. Bom, a qual deles? Bom, todos, e em vários graus deles, de tempos em tempos.


Mas a maior mensagem, com respeito a esse particular, é para perceberdes que está a chegar um despertar, está a chegar uma abertura, que está a ocorrer uma mudança massiva – não a perdição nem a desgraça destrutiva que tantos tão prontamente estão dispostos a aceitar, mas de facto a mudança mais gloriosa e mais incrível e bela de entrardes num mundo – o Domínio do Imaginário, conforme lhe chamamos – em que a imaginação realmente existe por si só e a criatividade existe por si própria. Um Mundo Imaginário que comporta um futuro positivo de sonhos, que encerra aquilo a que chamamos a Visão Futura de magia e milagres. E sugeriríamos que isso é chave – essas são as portas. Não que tenham que ir lá, mas precisais estar abertos para com a ideia – que por sua vez abre algo, muda qualquer coisa, altera qualquer coisa na vossa própria consciência, na vossa própria estrutura de crença, que abre a janela da mente para que mais possa entrar. E é com isso que têm que ver.


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