quinta-feira, 23 de agosto de 2012

MUDANÇA DE PARADIGMAS



 


Tradução: Amadeu Duarte

Ao estabelecermos contacto neste momento, o objectivo com que o fazemos não é o de fornecermos um rectracto completo. Não. O objectivo que temos é o de agitar ideias e estimular o raciocínio e o sentimento. O objectivo que temos com este contacto é o de fazer tinir qualquer coisa bem fundo dentro de vós de modo a pôr qualquer coisa em movimento - pôr esse "algo mais" dentro de vós em movimento.

Com este pequeno toque, vamos olhar de novo para um tópico que poderá parecer de todo familiar. Olhemos de novo a mudança de paradigma que está a ter lugar no Grande Despertar que se desenrola ao vosso redor.

Sim, nós sabemos. Essas palavras - mudança de paradigma - são palavras com que estais mais do que familiarizados. Sugeriríamos que apesar do uso popular que têm, e por vezes uso excessivo, vos encontrais em meio a uma profunda evolução. Encontrais-vos em meio a uma massiva mudança de paradigma a que chamamos O Grande Despertar.

Falamos dela em termos de uma energia tripolar que está a tentar tornar-se em uma força unipolar no vosso universo e no vosso mundo. Falamos disso em termos de um despertar o reino da espiritualidade, o campo de treino da Terra, e da complexidade da individualidade humana. Falamos disso em termos de três energias poderosas que operam em conjunto para se tornarem numa... para se tornarem numa incrível força que é capaz de catapultar o vosso mundo no sentido de se tornar no Novo Mundo em que está agora destinado a tornar-se.

Para muitos, estas palavras podem assemelhar-se a nada mais do que uma hipérbole. Contudo, sugeriríamos que aqueles que nos conhecem também sabem que não falamos por hipérboles. Esse termo do Novo Mundo pode soar a uma gloriosa fantasia. Contudo existe um Novo Mundo, que, diríamos de novo, está agora destinado a existir.

E qual será o agente de mudança por detrás deste Grande Despertar? O motor da mudança acima da precipitação do Novo Mundo? O paradigma em mudança. Por isso, olhemos de novo...

O Paradigma em Mudança

Encontrais-vos numa massiva mudança de paradigma e quanto a isso nós sugeriríamos quem muitos são os que falam dela, e isso deve-se ao facto da energia ou essência dessa mudança se achar presente - e se estar a tornar muito mais presente - no vosso mundo.

Há muita gente que jamais pensou nestas coisas. De repente têm pensamentos ou sensações - percepções - relativas a essa alteração e mudança de paradigma e acerca das naturezas em mudança da sua realidade. Alguns acham-se familiarizados com a Nova Era - a Nova Espiritualidade; a maioria não. Sugeriríamos que decerto se trata efectivamente de uma época incrível e excitante, um período incrivelmente entusiasmante.

Previsibilidade... Tendes vindo a viver com um paradigma, o velho paradigma, o velho tecido da existência como poderá bem ser chamado, que se tem baseado  na previsibilidade. Essa previsibilidade ilusiva tem vindo a ser desesperadamente procurada desde a Renascença, há tantos anos atrás.

De facto o Newton na descoberta a que procedeu da física andava desesperadamente em busca de um sistema previsível, um mecanismo, uma máquina, algo desse tipo que conseguisse explicar todas as coisas. A esperança: Se pudésseis entender os mecanismos da "máquina", poderíeis entender toda a natureza da realidade. Se pudésseis entender o funcionamento "da máquina", poderíeis compreender as obras de Deus.

Sugeriríamos que na observação desesperada e de facto bastante determinada, ele fez surgir a teoria da causa e do efeito - a teoria que diz que todo o efeito tem uma causa, e que todo o efeito se torna numa causa em relação ao efeito seguinte - uma reacção em cadeia, um modelo de bola de bilhar da realidade, por certo, máquinas com engrenagens e rodas que operavam com toda a precisão.

Isso fê-lo sentir-se bem e dormir de noite (pelo menos durante um certo tempo) à medida que apareceu com os seus conceitos particulares sobre o modo como as causas e os efeitos da realidade funcionavam, do modo como as coisas aconteciam.

Depois havia o Descartes. Igualmente em busca de um sentido qualquer de previsibilidade, um sentido qualquer de solidez, desenvolveu a sua filosofia Cartesiana do "Eu penso, logo existo." Enquanto o Newton buscava um mecanismo, Descartes procurava por uma explicação.

Seguro e protegido... Tentando explicar todas as coisas, e tendo-as todas encaixadas impecavelmente com tanta clareza, ele também andava em busca "da máquina" - das engrenagens e rodas dentadas - que emprestariam significado à filosofia, e que explicariam a ciência. De facto, se tudo se tornasse previsível, tudo seria óptimo e seguro. O homem poderia estar seguro.

Um paradigma emergiu: A física Newtoniana e a filosofia Cartesiana. Causa e Efeito, e a Causação Ascendente combinadas, e o mundo parecia previsível e bom, seguro e protegido. Ou assim não o tenham pensado; assim não o tenham dito.

Mesmo no caso do Einstein e das suas teorias da relatividade que foram introduzidas na parte mais inicial do século 20, com o Heisenberg a surgir em 35 com os conceitos que defendia da imprevisibilidade - a imprevisibilidade dos Princípios da Incerteza - o vosso mundo agarrou-se desesperadamente à previsibilidade. A vossa realidade consensual ainda se agarra desesperadamente às físicas Newtonianas e à filosofia Cartesiana.

De facto, a controvérsia ainda lança a vossa comunidade científica no conflito. mesmo agora, passados tantos anos, confrontadas com a natureza quântica da realidade e com a incerteza e a possibilidade e probabilidade, as pessoas ainda sentem vontade de se agarrar às engrenagens e rodas dentadas do Newton e às explicações do Descartes.

Mas sugeriríamos que é isso que está a mudar: a física de Newton está a ser alterada e mudada pelas descobertas da física quântica e da mecânica quântica. A nova física acha-se enraizada na expectativa, uma física baseada na antecipação; baseada naquilo em que as pessoas acreditam e nas atitudes que assumem, assim como no que pensam e no que sentem. Em muitos aspectos a nova física acha-se enraizada e baseada nas decisões e opções que os observadores participantes estabelecem.

Sugeriríamos que apesar do que os porta-vozes da ciência tradicional possam dizer, eles conhecem bem o profundo impacto e influência que essa raiz ou base podem apresentar. Nós dizemos isso por os rigores da vossa ciência convencional exigirem uma experimentação duplamente às cegas. No vosso mundo a vossa comunidade científica exige experiências duplamente às cegas de forma a eliminar a crença e a atitude, e a eliminar pensamentos e sentimentos, e a eliminar as decisões e as escolhas do experimentador. Nesse sentido, constitui uma tentativa de manter o pesquisador, que não só é um observador como também um participante, fora do experimento.

E nós sugeriríamos nisso que de facto, se os cientistas já não soubessem que a expectativa e a antecipação, a crença e a atitude, o pensamento e o sentimento, a escolha e a decisão são as matérias-primas da mudança - o denominador comum da mudança - não procurariam tão desesperadamente eliminá-las da experiência. Mantê-las de fora de modo a que tudo possa permanecer previsível constitui de facto a luta - a batalha, que está em decurso.

Mas sugeriríamos que se trata de uma batalha perdida por a nova física da mecânica quântica fazer agora parte da vossa realidade. Não mais podeis voltar atrás. Não. A nova física não está a substituir a física clássica Não se trata de um mundo tipo "isto ou aquilo". Em vez disso, a nova física está a juntar-se à velha.

A partir da complexidade emerge uma nova oitava. Da ressonância da nova e da velha física a operar em conjunto como uma só surge uma sinergia - um todo que é maior do que a soma das suas partes.

Do mesmo modo, a Causação Ascendente não está a ser substituída, mas está a ser influenciada, alterada, ajustada. Na Nova Espiritualidade emerge uma nova causação: A Causação Descendente.

Diríamos que quando a Causação Ascendente é acompanhada pela Causação Descendente e a cada uma delas é permitido que seja viável, emerge uma complexidade e uma nova ressonância. O paradigma muda para um outro nível - para uma nova oitava.

ASCENDENTE E DESCENDENTE... A DIFERENÇA

Causar de modo ascendente é equivalente a dizer:

"A razão por que me encontro hoje atrasado para o trabalho", diz a pessoa, deve-se ao facto, sabes, do meu relógio despertador não ter soado a tempo. Por isso adormeci. E por ter adormecido, tomei o pequeno almoço à pressa, e deixei cair o prato dos ovos ao chão e tive que limpar aquilo tudo. Consequentemente, fiquei apressadíssimo. Quando saí da garagem, tirei o cortador de relva, e tive que me deter para tratar de lhe mudar o pneu. Depois foi o tráfego... Por estar tão atrasado, fiquei retido no tráfico, e por isso... e quando acabei por chegar ao emprego estava tão apressado que deixei a minha pasta no carro. E agora preciso... Mas é por isso que me atrasei para o trabalho."

Como um evento dá lugar a outro, tijolo a tijolo, pouco a pouco, as peças deste quebra-cabeças encaixam umas nas outras. Isso, sugeriríamos, é o que significa a causação ascendente. Pode parecer um exemplo tolo, mas é exequível.

A causação descendente opera de um modo diferente.

“Por uma razão qualquer eu quis atrasar-me para o pequeno-almoço, embora na altura o não tenha admitido. Por causa desse particular jogo ou essa particular motivação, optei por chegar atrasado ao trabalho. Assim que o efeito estava no lugar – assim que escolhi o resultado – comecei a criar todo o tipo de causas. Criei a situação de dormir até mais tarde, a situação de deixar cair os ovos, estragar o cortador de relva e a situação de ter que mudar o pneu. Como se essa não bastasse, provoquei ainda mais causação.

“Por que razão terei querido chegar atrasado ao trabalho? Terei querido sentir que ando sempre demasiado apressado? Terei querido sentir-me mártir – desvalorizado, incompreendido? Terei tido vontade de sentir autocomiseração?

 “Que estaria eu a tentar ganhar com o drama da manhã? Terá sido por autocomiseração? Estaria a tentar provar alguma coisa que não admiração por mim próprio, tal como o facto de estar sempre atrasado? Terei feito alguma tentativa distorcida de controlar por o facto de chegar atrasado ter levado os outros a terem que esperar por mim?”


A causa tem início no topo e abre caminho por aí abaixo. Sugeriríamos que tem início com o efeito que procede à busca de uma causa. Neste caso, o desejo, conquanto possa estar ocultado, para chegar atrasado ao trabalho tomou todo esse percurso de volta a esse “tijolo” inicial, ou “peça inicial” do quebra-cabeças. É um outro exemplo óbvio, mas faz-se valer e revela o fluxo da energia... causação descendente.

O empurrão... Bom, eis, pois, o empurrão, eis a questão de importância: Não é assim nem assado. Vejam bem – e isto é o que deixa muita gente assustada no vosso mundo, que vive no paradigma do “assim ou assado” – é que não se trata de uma questão de “assim ou assado”. Não é como se a física Newtoniana venha a ser despejada e substituída por – receber alguma cotovelada da mecânica quântica. Não é como se a filosofia Cartesiana venha ser abandonada por completo a favor de uma filosofia espiritual diferente que se pronuncie noutros termos.

Não, tem passa por uma a eliminar a outra. Não tem que ver com uma nova bole de bilhar na mesa que venha a bater nas outras antigas e a afastá-las da mesa. Não, nós sugeriríamos, elas vão partilhar a mesa em conjunto. O novo paradigma não é um paradigma de exclusão; é um paradigma de inclusão.

O novo paradigma irá incluir a física clássica Newtoniana e a física quântica. Nesse sentido, irá incluir a causação ascendente habitual e a menos habitual causação descendente.

Vamos repetir: O novo paradigma não tem que ver com exclusão – não se prende com autoridade isolada nenhuma. Tem que ver com a inclusão; diz respeito ao trabalho em conjunto. E é a partir dessa mistura que a complexidade surge.

Estais a ir além de um paradigma particular ou do isto “assim ou assado” pra um paradigma de “mais”. Ambos são verdadeiros, a esse respeito. Ambos podem achar-se inclusos. Estais a avançar do paradigma do actual para o paradigma do provável e do possível.

Complexidade

Que será que tudo isso quer dizer? Sugeriríamos que o significado vem com a compreensão da complexidade. Posto em termos simples, a complexidade ocorre quando energias distintas e separadas se juntam num funcionamento uno sem sacrifício ou perda da sua separação e diversidade.

Nesse sentido, deixem que vos apresentemos um exemplo do princípio da complexidade. O vosso corpo humano possui um coração, um fígado e um cérebro, só para nomear alguns órgãos críticos. Cada um desses órgãos existe em separado e apresenta diversidade. As células cardíacas são exclusivamente células cardíacas, distintas de quaisquer outras células existentes no corpo. As células cerebrais são exclusivamente células cerebrais. O funcionamento de cada órgão também é distinto e diversificado.

Contudo, eles funcionam juntos com se fossem um só. E nós sugeriríamos que eles não se sacrificam nem perdem nenhuma das características inerentes à sua singularidade. A esse respeito, eles retêm a sua individualidade.

Um coração jamais funciona com um fígado, e um fígado jamais se torna num coração. Cada um deles é individual e possui uma função distinta. E embora operem conjuntamente com se fossem um só, continuam a ser individuais e distintos.

Entendam, a chave da unidade não reside na semelhança, na igualdade. A chave da unidade reside na complexidade.

Sugeriríamos, no contexto disso, que a semelhança podia tornar-se perigosa, por turvar ou eliminar as fronteiras da diversidade. O perigo pode muito facilmente ser percebido quando se considera a unidade do vosso corpo. Se essa unidade estiver baseada na igualdade, cada órgão do vosso corpo haveria de lutar para se tornar no mesmo. Assim que o vosso coração começar a funcionar como o vosso fígado, por exemplo, estaríeis em apuros – sérios apuros. Do mesmo modo, se o vosso cérebro ansiar por se tornar no mesmo que o vosso coração ou fígado, as consequências seriam terminais.

a chava para a unidade não está na igualdade: está na complexidade

Se aplicarmos isso à mudança de paradigma, sugeriríamos que o paradigma corrente busca a previsibilidade em um mundo “incerto”; busca protecção e segurança por meio da simplicidade da realidade assente nos termos “isto ou aquilo”. O novo paradigma busca a complexidade num mundo “incerto”; busca segurança e protecção por meio da complexidade de uma realidade assente em “ambas” as vias.

O novo paradigma é um de uma complexidade acrescida. É um paradigma que reúne a física Newtoniana, a física mecânica, a causação ascendente, e a causação descendente. O novo paradigma congrega esses conceitos separados e diversificados para funcionarem como um só sem perderem a diversidade que os caracteriza.

As duas físicas operarão como uma só, e as duas direcções da causação funcionarão como uma só. Nenhuma substituirá a outra; elas trabalham como se fossem uma – trabalham juntas em termos de coordenação e de cooperação. Complexidade.

a chave para a transcendência... a chave para a evolução

“Está bem,” ouvimo-los a pensar. “Com que então o novo paradigma é um de complexidade acrescida. E depois?”

Um proeminente cientista do vosso mundo ganhou um Prémio Nobel pelas demonstrações que fez e provas científicas que apresentou de que, quando um organismo penetra na corrente da complexidade, esse organismo pode ser erguido a um novo nível – a uma oitava mais elevada – de existência. Sugeriríamos que isso não significa que o organismo se tenha tornado num organismo mais eficiente ou melhor; quer dizer que tal organismo pode ser guindado – a um nível completamente novo de existência.

A complexidade propõe a oportunidade da transcendência. Ser elevado a uma oitava completamente nova da existência constitui a essência da transcendência.

Posto muito simplesmente, o vosso paradigma corrente da realidade não pode “conduzir-vos lá”. Contudo, o paradigma deslocado – o paradigma da complexidade – pode criar o ascensor ou a transcendência potencial para o Novo Mundo que está agora destinado a existir.


À medida que o vosso paradigma muda para um paradigma de complexidade acrescida, vós e a vossa realidade – vós e o vosso mundo – a entrar na corrente dessa complexidade, podeis ser elevados a todo um nível novo e a um nova oitava de existência. Vós e o vosso mundo poderão ser elevados não só a um melhor passado como poderão ser elevados a um Mundo Novo.


Eis o problema... Muitos estão conscientes de estar a chegar um Mundo Novo. Aqueles que se pronunciam de forma tão entusiasta com reção à perdição e à desgraça presumem erradamente que o único meio de chagar a esse futuro novo seja através da destruição do mundo “conforme o conheceis”. Eles não compreendem o
paradigma que está em mudança; eles não compreendem a função da complexidade.
Contudo, quando compreendeis a mudança e quando compreendeis a complexidade, também sois capazes de compreender que a chave para a evolução não reside na destruição. A chave para a evolução reside na complexidade.

Ao invés de reunirdes comestíveis enlatados como preparativo para um Armagedom tipo Nova Era qualquer, sugeriríamos que as pessoas acabariam melhor servidas se desenvolvessem a perícia, o domínio e o talento artístico de trabalhar com a metafísica da mecânica quântica e da causação descendente. Vós já sois proficientes na compreensão da física Newtoniana e com o funcionamento da causação ascendente. Agora desenvolvei a vossa perspicácia com a mecânica quântica e a causação descendente.

Fazei isso, conforme afirmamos, não a fim de substituirdes o que conheceis da física clássica e da causação ascendente mas como um acréscimo ao que já conheceis, utilizai aquilo que conheceis como a base ou fundação. Sobre essa fundação acrescentai a nova perícia, domínio e talento artístico.

Entrai na esperança... Nesse sentido, dai um passo rumo à complexidade. Na corrente dessa complexidade surge o Grande Despertar. Nessa corrente de complexidade surge a nova esperança por u futuro positivo de sonhos e visões. Na corrente dessa complexidade, vós e o vosso mundo dão um passo de gigante rumo à ascensão para um novo nível – um passo de gigante rumo ao Novo Mundo.

O Novo Mundo está a chegar, muitos são os que concordarão. Os meios antecipados da sua chegada cariam por entre a multiplicidade. Há aqueles que esperam a perdição e o castigo final. Infelizmente eles encontram-se praticamente ansiosos por esse castigo e estão prontos a saltar para qualquer coisa que enuncie o seu começo. Sugeriríamos que olham na direcção errada. Os meios da antecipação que geram não são os verdadeiros meios da manifestação.

Uma vez mais sugeriríamos que a chave para a unidade não está na igualdade; está na complexidade. A chave para a evolução não está na destruição; está na complexidade.

Está um Mundo novo a chegar. Dai um passo no sentido da complexidade. Entrai na esperança. Haveis de o descobrir.


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