domingo, 15 de julho de 2012

COMPLICANDO OS PROBLEMAS





SEth fala sobre o modo como as pessoas e as nações complicam os problemas

Tradução: Amadeu Duarte

Toda a vossa civilização está convencida de que a forma de solucionar um problema – qualquer problema, seja ele privado ou geral – passe pelo exagero, pela projecção do seu pior aspecto; e nessa medida, pois, supõe que vos faça tomar a medida adequada. Infelizmente, porém, tal abordagem não resolve nenhum problema e só os agrava, quer a nação esteja a tentar resolver problemas que tenham que ver com a energia ou de ordem social, ou o indivíduo esteja a tentar superar um dilema.

Contudo, vós achais-vos de tal modo imersos num método de resolução dos problemas que eles voltam a assombrar-vos (dirigindo-se à Ruburt e ao Rob). Pelo menos podeis ter consciência disso e ficar alerta, mas contrariamente a todo o conhecimento convencional, a resolução dos erros do passado não conduz à sabedoria.

Quando vos deixais inundar pela preocupação, claro está, concentrais-vos ainda mais no problema – no facto de ser tão mau e no que possa vir a acontecer caso a situação em que se circunscreve ainda se agrave mais futuramente. O problema é, assim, agravado, seja em que grau for, e quando vos descrevo tais motivos por vezes utilizai-los para agravo da desaprovação privada ou conjunta que subscreveis.

A crença é a de que vos amedrontareis suficientemente por meio de tais projecções imaginárias para que isso vos force à mudança – mas a noção do indivíduo que segue esse método não muda para melhor. Em vez disso, agrava a condição original ao vos concentrardes nela até ela parecer mais avultada do que anteriormente. Tais métodos provocam pânico, nacional ou individual.

Para resolver um problema começais por minimizar-lhe as características, e por lhe diminuir a importância de que se reveste, por lhe furtar a vossa atenção e lhe recusar a vossa energia. O método traduz o oposto, claro está, do que vos foi ensinado É por isso que parece tão pouco prático. Eu já o referi um sem número de vezes – mas percebo que vos pareça difícil. Por isso, na medida em que vos concentrardes nos vossos prazeres e nas vossas realizações, e na exacta proporção em que vos relacionardes com o instante psíquico e biológico, também vos refrescareis. Não estareis a projectar em termos negativos e estareis a permitir que o problema se desenvencilhe.

Estareis a negar-lhe a energia da vossa atenção que lhe confere continuidade. Não despendereis tempo a pensar que não tenhais empregado as vossas capacidades de forma adequada Tomareis como certo que estais a usá-las adequadamente, e isso permitirá que essas capacidades se desenvolvam por completo.

In Personal Sessions Book 4, Sessão 14/08/1978

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