sábado, 2 de julho de 2011

SENTIDOS INTERIORES





Seth
Tradução: Amadeu Duarte


TOQUE VIBRATÓRIO INTERNO
Pensemos nos Sentidos Interiores como caminhos que conduzem a uma realidade interna. O primeiro sentido envolve a percepção de uma natureza directa - cognição imediata que posso descrever como toque vibracional interno. Imagine um homem parado numa rua típica com casas, jardins e árvores. Este sentido permitir-nos-á perceber as sensações básicas experimentadas por cada uma das árvores perto dele. A nossa consciência expandir-se-á a fim de experimentarmos o que é ser uma árvore – uma só ou as árvores todas. Ele experimentará ser qualquer coisa que escolhermos no nosso campo de percepção: pessoas, insectos, relvados, etc., sem perdermos  a consciência de quem somos, mas percebendo estas sensações da mesma forma que sentimos calor e frio”.


TEMPO PSICOLÓGICO
O tempo psicológico é um caminho natural que facilita o acesso do mundo interior ao exterior. O tempo psicológico permitiu originalmente ao homem viver nos mundos internos e externos com relativa facilidade... Quando desenvolvermos o seu uso, poderemos descansar no seu próprio enquadramento enquanto permanecermos conscientemente despertos. Ele aumenta a duração do nosso tempo normal. Com esta moldura veremos que o tempo físico e o tempo interior são como um sonho. Podemos descobrir o nosso Eu Superior, olhando para dentro e para fora simultaneamente, com o conhecimento de que todas as divisões são uma ilusão”.

De facto, na prática, o Tempo Psicológico conduz ao desenvolvimento dos outros Sentidos Internos. Em Psy-time, como lhe chamamos, nós simplesmente voltamos o nosso foco de atenção para dentro. Podemos permanecer sentados ou deitados enquanto tranquilamente fechamos os olhos. Imaginemos a existência dum mundo interior tão vívido e real quanto o físico. Desligamo-nos dos sentidos físicos. Podemos imaginar que eles são indicadores e que são desligados, um a um. Em seguida imaginemos que os Sentidos Internos também têm outros indicadores. Imaginemos que eles são ligados. Este é somente um método para dar início.


PERCEPÇÃO DO PASSADO, PRESENTE E FUTURO
Se usarmos o terceiro sentido, sentiremos a essência passada e futura de cada coisa viva dentro do nosso campo de acção.
Estes Sentidos Interiores são constantemente usados pelo Eu Superior. Considerando que o passado, o presente, e o futuro não têm propriamente nenhuma realidade básica, este sentido nos permite ver através das barreiras aparentes do tempo. Percebemos as coisas como são realmente. Qualquer experiência pré cognitiva requereria o uso deste Sentido Interno. É frequentemente usado de maneira espontânea quando praticamos o Psy-time.


O SENTIDO CONCEPTUAL
O quarto Sentido Interno envolve um conhecimento directo dum conceito em termos muito superiores aos intelectuais e envolve a experiência total dum conceito. Os conceitos têm o que designaremos como uma composição eléctrica e química (tal como os pensamentos). As moléculas e os íons da consciência tornam-se aqueles do conceito que passa a ser experimentado directamente. Não podemos verdadeiramente entender ou apreciar uma coisa viva qualquer a menos que possamos nos transformar nessa coisa.
Podemos alcançar melhor alguma ideia por meio do Tempo Psicológico (como uma preliminar). Sentemo-nos num local sossegado. Quando a ideia suceder, não procuremos brincar intelectualmente com ela, mas alcançá-la intuitivamente. Não tenhamos medo das sensações físicas pouco conhecidas. Com uma certa prática, veremos que podemos “transformar-nos” nessa ideia. Estaremos no seu interior, a olhar para fora - e não para dentro.


CONHECIMENTO DA ESSÊNCIA
Estes Sentidos Interiores operam num todo e numa conjugação delicada, e até certo ponto as divisões entre si são arbitrárias. Este quinto sentido difere do quarto (sentido conceptual) por não envolver o conhecimento dum conceito e ser semelhante por ser livre de passado, presente e futuro, e envolver um processo íntimo de tornar-se, ou a transformação da personalidade numa outra coisa completamente diferente.

Isto é difícil de explicar. Tentemos entender um amigo por meio do uso dos nossos sentidos físicos. O uso deste quinto sentido permitir-nos-á entrar na pele no nosso amigo. Este sentido não se acha disponível no nosso sistema. Isso não implica que uma entidade seja capaz de controlar outra. Envolve antes o conhecimento directo e instantâneo da essência quanto ao “tecido” da vida.

Todas as entidades se acham de um ou de outro modo encerradas em si mesmas, contudo, também se acham ligadas às outras. Por meio do uso deste sentido, podemos penetrar pela cápsula que envolve o “eu”. Este sentido interior, como todos os outros, é constantemente usado pelo Eu interior, mas muito pouco da informação recebida é peneirada pelo subconsciente ou pelo ego. Sem o uso deste sentido, porém, nenhum homem poderá chegar perto de entender o outro. Este sentido é uma versão mais vigorosa do toque vibratório interno.


CONHECIMENTO INATO DA REALIDADE BÁSICA
Este é um sentido extremamente rudimentar. Está relacionado ao funcionamento inato da entidade sobre a vitalidade básica do universo sem o qual nenhuma manipulação de vitalidade seria possível - como, por exemplo, não poderíamos ficar de pé sem primeiro termos um sentido inato do equilíbrio.

Sem este sexto sentido e o seu constante uso por parte do Eu Interior, não seríamos capazes de construir a camuflagem do universo físico. Podemos comparar este sentido ao instinto, embora esteja relacionado com o conhecimento inato do universo inteiro. São fornecidas informações particulares sobre áreas específicas da realidade a um organismo vivo para que ele possa manipulá-los dentro daquela área possível. O Eu interior tem a seu comando o conhecimento completo, mas somente algumas porções são usadas por um organismo.

As respostas às nossas perguntas sobre a realidade sempre serão encontradas no nosso íntimo. Elas revelam-se quando voltamos a nossa atenção para longe da informação material e a direccionamos para dentro; precisamente quando o sexto Sentido Interior entra em jogo. Também se revela através de inspirações e episódios de “conhecimento” espontâneo. Este sentido dá origem à maioria das experiências de revelação ...


EXPANSÃO OU CONTRAÇÃO DO TECIDO  CAPSULAR
Este sentido opera de dois modos. Pode ser uma extensão ou ampliação da personalidade, uma ampliação dos seus limites e da compreensão consciente. Também pode reunir todas as personalidades numa cápsula pequena o que permite que o eu penetre noutros sistemas de realidade. A cápsula do tecido rodeia cada consciência e é de facto um limite do campo de energia, que impede que a energia interna do Eu Interior se esvaia.

Nenhuma consciência pode existir dentro dum sistema qualquer sem esta cápsula que a envolvê-la. Estas cápsulas também são chamadas de corpos astrais. O sétimo Sentido Interno permite uma expansão ou contracção desta cápsula do tecido.


SEPARAÇÃO DA CAMUFLAGEM
A possibilidade de se livrarem completamente da camuflagem raramente surge no nosso sistema, embora seja possível alcançá-la, particularmente em relação ao Tempo Psicológico. Quando este é utilizado em toda a sua extensão, a camuflagem é diminuída num grau espantoso. Com a separação o Eu interior desliga-se de uma camuflagem particular antes que adopte outra ou se livre completamente da camuflagem. Isto é realizado através do que poderemos chamar de mudança de frequências ou vibrações; uma transformação da vitalidade dum padrão ou aspecto particular noutro. De certa maneira, o nosso mundo de sonho dá-nos uma experiência mais íntima com a realidade interna básica do que o faz o nosso mundo do estado de vigília onde os Sentidos Internos são bastante protegidos da nossa consciência.


DIFUSÃO PELA ENERGIA DA PERSONALIDADE
Uma energia da personalidade que deseje fazer parte do nosso sistema utiliza este sentido. Primeiro ela dissipa-se sob múltiplas partes. Desde que a entrada no nosso plano ou sistema, como um membro, não pode ser feito de nenhum outro modo, deve ser feita nas condições mais simples, e mais tarde criada uma entrada - o esperma, é claro. A energia da personalidade deve então ser recombinada.

O que isto quer dizer é que o eu interior usa este sentido para iniciar o nascimento de uma das suas personalidades na vida física. Ele também é responsável por actuar em algumas actividades mediúnicas por parte da personalidade sobrevivente que deseja comunicar, e pode ser usado em experiências extra corporais que envolvem outras realidades que não a física.

Qual será a finalidade de usar os Sentidos Internos? O que não é compreendido é que o auto-questionamento põe em marcha estados de consciência com as quais não estamos normalmente familiarizados. Agora os sentidos interiores podem ser usados como ferramentas de pesquisa.

Neste tipo de exploração a personalidade tenta penetrar em si mesma a fim de encontrar o seu caminho por entre os véus das características adoptadas pela sua própria identidade interna. O centro interno da personalidade possui clarividência e capacidades telepáticas que afectam muito os relacionamentos familiares - e a nossa civilização. E não utilizamos os sentidos efectivamente. Eles são precisamente aquelas habilidades que agora se fazem necessárias. Se houver alguma esperança de comunicação mundial, então cada um de nós precisa entender até onde vão os nossos potenciais como criaturas subjectivas individuais.

E os livros não ensinam isto. Até mesmo se nos dermos ao trabalho de descobrir onde residem as nossas neuroses, por intermédio da psicanálise, ainda estaremos a nadar em águas muito rasas, porque ainda estaremos a explorar os níveis mais elevados da nossa personalidade sem o benefício daqueles estados alterados de consciência que surgem quando olham para dentro de nós próprios da maneira prescrita.

Existe um estado de consciência que está mais desperto do que qualquer outro que possamos ter conhecido - um estado no qual estamos conscientes de estar despertos e a sonhar em simultâneo. Podemos ficar completamente despertos enquanto o corpo dorme, e podemos ampliar as limitações presentes da nossa consciência.

Estes níveis de consciência são apenas uma preliminar para um outro estado. Neste estado, o nosso intelecto, intuições e a totalidade do ser operam a um nível verdadeiramente supra-normal. Os nossos sentidos tornam-se incrivelmente aguçados. Esse estado pode normalmente ocorrer se estivermos “despertos”  enquanto dormimos, ou num transe. Sentimos como se tivéssemos vivido a nossa vida num sonho e agora tivéssemos despertado. Tornar-nos-emos momentaneamente atentos à nossa realidade multidimensional. Uma vez tendo passado por esta experiência, jamais a esqueceremos.


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