sábado, 2 de julho de 2011

A SAÚDE E A DOENÇA



                     





Traduzido por: Amadeu Duarte


Existem variadíssimas abordagens e regimes destinados a promover as habilidades de cura, de forma a obter-se uma maior vitalidade, mas quando as pessoas procuram um que seja objectivamente o “correcto” ou o “melhor”, portador de maior eficácia e garantia que qualquer outro, ou nos leve a sentir melhor, isso pode gerar um problema. Cada um desses regimes de saúde é passível de resultar em potencial e em beleza para as mais diferentes pessoas. E cada um deve promover o seu regime adequado, a sua própria abordagem que funcione. Desse modo serão capazes de receber auxílio, todavia, têm que decidir sozinhos.
Aquilo que de universal, a questão contém, contudo, é a natureza daquilo em que consiste a plena saúde.

Frequentemente, numa tentativa por descobrir métodos de cura e de fazer operar métodos de abordagem a essa cura, as pessoas, num certo sentido, precipitam-se e cometem como que uma “falsa partida” na sua corrida contra o tempo e o espaço, sem empreenderem a maçada de se deterem e questionarem consigo próprios: “Certo, então em que consiste a plena saúde, antes de mais nada?” Em vez disso andam numa correria em busca da saúde e da cura. E muitos andam mesmo numa correria louca, em busca da obtenção de tanto quanto possível. Mas, na verdade, muito poucos alguma vez chegam a deter-se e a questionar-se sobre o que a plena saúde seja verdadeiramente – qual será a sua natureza.

Em largas pinceladas, a saúde compreende vários componentes. O primeiro passo no incremento das vossas habilidades de cura consiste em começarem a definir por vós próprios o que para vós significa “ser saudável”.

A saúde envolve uma certa vivacidade, certamente, porém, envolve antes disso uma certa busca por uma razão de viver, por uma razão para a vida; consiste isso numa busca pelo propósito da vida, como alguns diriam. Nós preferimos o termo focagem da atenção. Mas, requer de igual modo uma procura por poder, uma procura daquilo a que chamamos “os quatro poderes” - o poder da liberdade, o poder de actuar, o poder de dar e o poder da alegria.

Ser um indivíduo saudável não refere unicamente um anseio fisiológico, mas compreende essa parte de cada um de nós que busca esses poderes – não poder sobre o outro, mas a habilidade de agir e de ser livre; a habilidade de se deixar inundar de acção, de se colocar na posição de dádiva e na posição de ser inundado de alegria. Consiste igualmente em procurar (e descobrir) aquilo a que chamamos a elegância da vida, por meio do que, através dum gasto mínimo de energia colhemos a máxima retribuição. Envolve também a elegância da espiritualidade.
Assim, trata-se duma busca, do mesmo modo que a vossa focagem da atenção (propósito). Procurar e descobrir essas quatro formas de poder no vosso viver. É uma forma de elegância no viver tanto física como espiritualmente.

Por fim, a plena saúde ergue-se na vivacidade. Certas pessoas portadoras de vitalidade física possuem muito pouca vivacidade. Já outras, apesar de se encontrarem fisicamente incapacitadas, podem de certa forma achar-se inundadas de vivacidade. E a vivacidade é medida em termos de confiança, amor, expectativa (esperança) e entusiasmo. As pessoas precisam olhar para si próprias e de desenvolver este sentido de: “Vou procurar conhecer o essencial e básico concernente à minha vida, para onde me dirijo e por que me encontro aqui. Vou procurar e encontrar o meu sentido de poder, e vou fazê-lo com sentido de elegância, graça, dignidade, e com um certo a prumo. Além disso vou empreendê-lo com uma vivacidade prenhe de vibrações de amor, de confiança, entusiasmo e expectativa.”

Na medida em que consigam empreender uma acção desse tipo, isso, por sua vez, também se tornará numa fundação sobre a qual poderão descobrir o regime de saúde que opere efectivamente, seja ele naturopata, homeopático, a acupunctura, ou o que quer que seja – essa fundação da saúde é significativa. Mesmo a observância dos tradicionais meios da medicina alopata poderão tornar-se muito mais efectivos se as pessoas estabelecerem essa fundação da busca, esse empreendimento pela elegância e pela vivacidade – fundação sobre que assenta a plena saúde.

Se as pessoas começarem por essas bases, então poderão dar início à corrida contra o tempo e o espaço em busca dos meios adequados de comunicação, os ângulos de particular abordagem da cura que melhor operar em si próprios. Nesse caso, seja qual for o regime que tenham eleito, ele deverá operar de uma forma muito mais produtiva e construtiva.

Pergunta: Têm surgido declarações, por parte de certas comunidades, a apontar cerca de 15% de todas as formas de padecimento físico se devem a razões cármicas, enquanto que os restantes 85% se ficarão a dever a causas mentais ou emocionais. Não quererá comentar?

Bom, é uma maravilha. Quinze por cento, não é?... (sorrisos) Agora, quem foi que elaborou tal estatística?... (riso) Fazer um registo de todas as doenças... deve haver coisa melhor para se fazer para além disso!... (riso)

Sugerimos que 100% de todas as doenças são induzidas pela via emocional; não é menos devastador do que isso. Não queremos dizer que todos sejam hipocondríacos, absolutamente. Todas as doenças possuem uma origem emocional, mesmo que isso diga respeito a uma origem emocional duma vida passada que vocês estejam a eleger a fim de lidarem com, nesta vida (não que tenham de o fazer, pois ninguém vos torcerá o braço para que o façam). Mas se existir uma causação emocional na presente vida que vos impele a alcançar esse passado e a arrastar essa influência da “vida passada” para aqui. Cem por cento de todas as doenças são induzidas emocionalmente.

Associado a isso estão as crenças, as atitudes, os pensamentos e sentimentos e as escolhas e decisões tomadas sobre a doença. Se acreditarem que determinada doença contagiosa o seja de facto, então sê-lo-á. Se a realidade consensual afirmar tratar-se de uma doença contagiosa, nesse caso, tornar-se-á mais difícil romper essa crença. Se determinada doença for contagiosa e vós entrardes em contacto com a pessoa portadora dela, serão contaminados? Depende do facto de escolherem criar esse resultado. Mas até mesmo o contacto é emocionalmente induzido. Agora, não vamos referir todos os factores indutores emocionais, mas apenas referir o seguinte: a irritação é o maior de todos eles.

A cólera e a mágoa constituem os factores mais activos de indução emocional. De forma bastante simplificada, o cancro consiste em cólera, irritação, como já tivemos oportunidade de referir por diversas vezes – uma cólera que é sentida à escala do que excede todo e qualquer reparo, ou possibilidade de esperança. Num sentido geral, todas as dificuldades que se centram na região das costas, sem levarmos em linha de conta a intensidade da indução actuante cobre o campo fisiológico, tem a sua origem na dor – dor emocional – e na mágoa.

A responsabilidade apavora-os, sabem? Vocês vivem no mito de que, se de algum modo não pretenderem tomar a responsabilidade pela vossa realidade, então nesse caso escusam de o fazer. Assim, empalham os vossos sentimentos - quando na realidade não há onde os ocultar, não é mesmo? Desse modo, acumulais a vossa cólera em vários órgãos do corpo e em variadas das suas partes, até ao osso mesmo. É comum vê-los alojados, dependendo do tipo de cólera, num ou noutro ponto. Os vários órgãos do organismo respondem por diferentes componentes. A mágoa, tendeis a acumular na coluna vertebral: “Que coluna tão adorável e com tanto espaço de vago. Deixa-me enchê-la como se fosse um gorro de Natal...” (riso).

Têm tendência a alojar as vossas mágoas na espinha. Toda a espécie de mal-estar da região das costas tem origem na mágoa. O cancro tem origem na cólera. A bulimia, exactamente do mesmo modo que outras disfunções alimentares, tal como a anorexia, têm imenso que ver com o ódio por si próprio: “Eu odeio-me; não mereço ser nutrida; não mereço tornar-me alvo do sentimento de amor. Assim deixarei de comer; ou se o fizer, vomitarei devido a que me odeie tanto que não sinto qualquer merecimento para me nutrir. Nem mesmo mereço alimento”. 

E com relação a outras doenças, dependendo daquilo em que consistam, poderão descobrir uma causa emocional como origem válida – e não uma razão emocional qualquer. Mas primordialmente considerem a cólera, a mágoa, o ódio por si próprio, bem como a recusa de amar, porquanto essas são as causas mais importantes.

Conquanto estejamos a declarar isto em termos simples, eles funcionam de modo tudo menos simples. Raramente qualquer factor indutivo emocional chega a operar de forma isolada, mas sim em matrizes complexas e intrincadas uns com os outros. Deste modo, lá porque se sentem irritados, isso não quer dizer que estejam destinados a contrair cancro. Tampouco quer dizer que, se sentirem mágoa, seja uma questão de tempo até que as vossas costas sucumbam. Seria bastante desapropriado declarar: “Se não acreditar que algo seja contagioso, então não o será. É tão simples quanto isso.”

A vida não precisa tornar-se difícil, porém, é profunda e intrincada. Nem a vida nem a saúde deveriam ser reduzidas a preceitos tão intransigentes e uni direccionais. Assim, cem por cento das doenças têm causas emocionais. Portanto, ao tornarem-se responsáveis eliminarão um monte de doenças. Porém, se contraírem alguma doença, não façam chantagem convosco próprios a pensar que são maus ou estão errados.

A doença opera à semelhança dum alarme contra incêndios; trata-se dum aviso que vos dá conta da existência dum problema. Por vezes o alarme de fumo avaria e torna-se demasiado tarde, o que acaba por originar que a casa arda. Mas olhem, podem sempre encontrar uma outra casa. Por vezes avaria demasiado cedo, antes de se poder fazer qualquer correcção. Por vezes sois capazes de operar milagres e estabelecer as correcções, mesmo quando já é tarde de mais. Não façam chantagem tomando-se de vergonha devido à vossa doença. Prestem atenção ao alarme e respondam com responsabilidade.

Toda a doença é induzida de modo emocional. Quando se declara algo neste tom, as pessoas ficam a pensar que isso tenha que ver com alguma condição hipocondríaca ou psicológica irreal. Não, é real, e far-se-á notar em cada raio x ou teste. Representar-se-á de forma bastante real. Conquanto ilusão, é bastante real. Portanto, não minimizem a doença: “Oh, são só as tuas emoções.” Não existe mais nada, só existem as vossas emoções; elas representam tudo na vossa vida...

Alzheimer

O Alzheimer é bastante recente, como estarão cientes, e afecta as pessoas geralmente depois dos quarenta. Esperavam que vos dissesse 80, não?... (riso) Após os quarenta, tornam-se mais susceptíveis de contrair Alzheimer do que antes, apesar de haver um período em que alguns com vinte e poucos contrairão o mal de Alzheimer. A origem de toda a doença e mal-estar é emocional, porém, a fisiologia exerce impacto. A fisiologia, por si só, não se torna causa de doença, porém, pode trabalhar como um forte e significativo aliado, criando obstáculos que frequentemente precisam ser ultrapassados. É importante compreender e cooperar com as mensagens físicas da doença.

 Mas, fisiologicamente, tem que ver com o vosso cérebro e a sua contaminação. Grande parte do processo tem que ver com a contaminação proveniente do metal, tal como o alumínio. Assim, não encorajamos o uso desses aerossóis destinados a refrescar a boca porque contêm alumínio, e vocês não sabem se ele se alojará no vosso cérebro. Mas, para os assustar um pouco mais: Afastaríamos todas as batedeiras de bolos por conterem alumínio. Assim, se os vossos amigos só comem bolos – deixai que o façam, mas procurem preparar os vossos próprios bolos... (riso). Afastai-vos das misturas empacotadas se puderem fazê-lo, porque elas também contêm alumínio. Afastem-se do alumínio que se filtra no organismo.

Passado algum tempo o alumínio amontoa-se e aloja-se no cérebro, produzindo desse modo uma propensão para contrair Alzheimar. É por essa razão que não afecta as pessoas antes dos 40 – pois leva tempo até que a contaminação se amontoe, à semelhança do envenenamento por mercúrio ou chumbo, que leva tempo a cumular-se no organismo. Esta é uma das origens fisiológicas mais significativas do Alzheimer.

A propósito, acabarão por descobrir que o alumínio não constitui a única base do Alzheimer, pois esta doença está igualmente relacionada à disfunção da glândula Pituitária e da Pineal, mais especificamente a Pineal e de certas secreções que ela produz que, uma vez inadequadamente lançadas na corrente sanguínea, se tornam susceptíveis de causar desordem no cérebro produzindo assim Alzheimer.

Trata-se duma doença particularmente infeliz para quem a contrai, porquanto a pessoa vê-se forçada a atravessar períodos de lucidez e períodos em que não tem o menor conhecimento do que se passa, de quem é, onde se encontra ou quem são as pessoas que com ela convivem. Podem ter vivido toda uma vida com a pessoa e de repente: “Quem é este tipo? Eu não sei quem ele é.” É bastante assustador para a pessoa e bastante triste para quem tem que viver com a pessoa atingida.

Para se poder descobrir a origem emocional sugeriríamos antes de mais: Porque razão se estão a fechar? Porque razão estão a fechar-se em relação  ao mundo em que vivem? Pode ser por uma razão de cólera, pode ser devido a desilusão ou algum tipo de dor; pode ser devido a um sentimento de total falta de esperança ou de ajuda – qualquer tipo de razão. Mas considerem primeiro esses aspectos. Se não fizerem sentido então comecem a pesquisar outras razões porque se tenham fechado, ou por que pretendam fechar o seu cérebro. Talvez se trate dum sentido de importância que brada: “Não encontro saída para tudo o que sucede na minha mente”.

Quanto à forma de evitar o Alzheimer permanecendo afastados do alumínio? Não o conseguirão verdadeiramente. Mais efectivo será manterem-se criativos, tendo sempre qualquer coisa de criativo a fazer. Tenham sempre trabalho produtivo. Vejam bem, vocês adquiriram a crença de que o trabalho é algo duro  a evitar; contudo, sugerimos que não. O trabalho é essencial – um trabalho produtivo e não somente trabalhar por trabalhar.

Trabalho produtivo e criatividade; sejam sempre criativos. Não importa o quanto a vossa produtividade seja de público ou privado, sejam criativos. Se quiserem tornar-se escritores escrevam; se quiserem ser pintores, pintem. Não importa se alguém apreciará aquilo que pintam ou o chegarão a comprar. Criem; ainda que estejam com noventa e dois anos, criem. Criem e trabalhem. Trabalho, trabalho em absoluto.

Os mais antigos grupos de pessoas existentes no vosso planeta vive na região da Geórgia (Rússia) e em regiões da América do Sul e da Índia. E aquilo que entre si têm de comum é o facto de toda a sua vida trabalharem. Achando-se comummente na casa dos cento e vinte anos ainda assim se ocupam de trabalhos do campo. Eles trabalham e criam Não possuem abundância de meios, porém, criam com as suas mentes. Nutrem uma imaginação activa que valorizam e à qual conferem sentido de importância. São constantemente criativos.
Vocês observam algumas das pessoas que mais tempo vivem e vêem que estão constantemente a criar. Quando vocês param de criar e de trabalhar é justamente quando começam a definhar, e quando mais se acham prontos para encerrar a vida.

Assim, vocês vêem, o vosso cérebro trabalha e cria. Os pesquisadores costumavam pensar que o vosso cérebro era um órgão receptor passivo, porém, já não pensam desse modo. Os vossos cientistas obtiveram conhecimento de que (algo que faz tempo que sugerimos) o vosso cérebro se encontra sempre activo a pensar quer tenhais ou não consciência disso. Quando parais de pensar e o cérebro continua a pensar isso gera uma condição de pressão e uma crise. Uma das formas de suster essa crise consiste em interromper o fluxo do cérebro. E o Alzheimer é um dos meios para o conseguir.

Aqueles que dizem: ”Quero tornar-me rico de forma a não mais ter de trabalhar” estão de certa forma a assinar a confirmação duma morte prematura. Observais aqueles que são detentores duma imensa saúde e idade e vedes eles trabalham; estão sempre a trabalhar.

Alguns comentam: “Olhem para fulano e beltrano. Como ele deve ser avarento, detentor de todo o dinheiro de que precisa e ainda a trabalhar. Porquê?” E nós repetimos: “porque ele quer permanecer vivo a fim de poder usufruir de todo esse dinheiro que criaram!”

Trabalhem sempre; sejam criativos e permanecereis saudáveis até uma idade tardia, absolutamente.
Alergias Múltiplas

Existe uma pesquisa recente que nos dá conta de que pessoas portadoras de alergias múltiplas são susceptíveis de serem afectadas por campos eléctricos.

Na maioria dos casos, essas pessoas são alérgicas ao século XX e os seus corpos eléctricos delicados têm dificuldade em se integrarem no mundo altamente tecnológico em que actualmente vivem. Notem bem que cada célula do vosso corpo se assemelha a uma bateria carregada. Quando vos sentis saudáveis, essas “baterias” encontram-se todas carregadas e a operar de forma suave. Quando essas células semelhantes a baterias perdem a sua carga ou passam a operar de forma irregular, chamais a isso doença.

Essas pessoas portadoras de alergias múltiplas encontram-se a perder a sua carga ou então a funcionar de forma irregular. E os seus corpos não se acham em completo alinhamento com os campos electromagnéticos com que vivem, tornando-se desse modo alérgicas ao século XX.

O ambiente, no seu todo, foi em tempos bastante mais harmonioso e tais alergias eram inusuais ou inexistentes há cinquenta ou cem anos por existir à altura muito pouca electricidade. As ondas de rádio, as transmissões por microondas, a TV cabo e outras formas de invenção pertencentes à tecnologia da electricidade exercem um impacto na ressonância do ambiente eléctrico dos padrões terrestres. Bom, não podem desligar a tecnologia e além disso o indivíduo portador de alergias múltiplas não pode simplesmente ser posto de lado nesta vida; existem soluções.

O cérebro - a mente – gera por exemplo energia eléctrica suficiente para criar o seu próprio campo de energia a fim de contrapor a dissonância. Não obstante tratar-se dum problema de alta tecnologia, os princípios de processamento e programação metafísicos ainda podem ser operantes. Na verdade eles operam de forma maravilhosamente bem nestes tipos de questões. Pode-se usar também cristais de quartzo colocados no equipamento eléctrico a fim de mitigar a potencial influência de danos. Um simples cristal de quartzo no vosso computador pessoal é capaz de operar maravilhas. Outro no vosso televisor é capaz de produzir um resultado subtil, porém, efectivo. Alguns podem descobrir que o uso duma espiral de cobre – talvez na forma de bracelete – é capaz de criar um equilíbrio ao nível electrónico.

Há alguns anos essas braceletes de cobre eram bastante populares. No entanto, essas espirais de cobre não deviam encerrar-se num ciclo perfeito. Os terminais não deviam ter contacto entre si; podiam aproximar-se, porém, não deviam tocar-se. Existe um número de potenciais respostas para as alergias múltiplas. A chave consiste em descobrir a razão porque emocionalmente se tem esta resposta alérgica ao séc. XX. As respostas a tal questão permitirão ou não que os remédios operem. As doenças têm sempre início no plano emocional – sempre.

Dependência / Vícios

Que mensagens estarão os dependentes a dar a si próprias?

Os vícios estendem-nos variadas mensagens. Todo o indivíduo que escolhe tornar-se dependente, e depois cria realidades e explicações lógicas e tangíveis a fim de gerarem essas formas de dependência, fazem-no por diversas razões. Algumas das mensagens mais comuns são auto-destrutivas; contudo, algumas formas de dependência são na verdade mecanismos de defesa que conseguiram sobreviver à sua utilidade.

A mensagem principal de qualquer dependência consiste em: “quero esconder. Não acredito ser capaz de lidar com o meu mundo. Acho-me fora de controle. Tenho que me esconder”.

Muito frequentemente a mensagem é auto-destrutiva e baseia-se numa severa falta de amor. Estes indivíduos sentem não sentir nem conseguir sentir amor “o suficiente”, dessa forma vendo-se aterrados por serem descobertos, razão porque se escondem. E se se tornam falhos no amor podem passar a culpar a sua dependência – e não a si próprios. Desse modo – e ainda que por algum tempo apenas – eles sentem-se a salvo. Comummente, essas formas de dependência têm início quando a pessoa não se acha “à altura” e, na verdade, quando não tem a capacidade de tomar consciência de que “amam o suficiente”. Assim, sugerimos que a dependência tem início enquanto método de sobrevivência, talvez mesmo um mecanismo de sobrevivência inventivo que tem a capacidade de sobreviver à sua utilização.

Frequentemente, as dependências têm início nos anos da adolescência ou da juventude adulta, quando o pragmatismo prevalecente passa a ser o de que não aprenderam nem desenvolveram métodos de amar; ainda não aprenderam sobre o amor nem tampouco desenvolveram qualquer método para amar nem de avaliação da vossa capacidade de amar. Em pânico, sentem subitamente ter que se tornar adultos e lidar com responsabilidades e situações de adultos.
A falta de crença em si mesmos e a sua falta de meios adequados e de mecanismos de suprimento, torna-os incapazes – verdadeiramente incapazes de situarem à altura da sua realidade. E por isso ocultam a fim de subsistirem – coisa que literalmente têm de fazer, além de sentirem o dever de ocultar a fim de subsistirem. Então, apesar de tudo, são capazes de se sentirem adultos. Possuem método a agora aquele suprimento. E logo saem dos seus esconderijos e sentem-se capacitados a aprender e a experimentar. Sentem-se já à altura, escusando-se de  se esconderem por mais tempo.

A segunda mensagem: “Não mereço ser feliz nem livre”. Frequentemente, e devido a que o mecanismo de sobrevivência inventivo tenha falhado, eles não se sentem merecedores de sentir felicidade e liberdade. “Afinal”, sentirão, “se a merecessem, tê-la-iam”. Trata-se dum padrão de pensamento auto-viciado, bem sabemos, mas é o que frequentemente acontece às pessoas dependentes. Devido à dependência, são levados a sentir um tremendo sentimento de embaraço e vergonha, desespero. Talvez agora se sintam à altura de encarar o mundo com amor, mas infelizmente não estão à altura de enfrentar a vergonha e o desespero. Sentem não serem merecedores e ser amados, de serem felizes, livres.

A terceira mensagem: “Sou fraco” Estas pessoas sentem e pensam que a sua dependência seja um muleta legítima. Sentem não serem capazes de funcionar sem o que quer que seja em que se viciem. E quando as pessoas delegam o seu poder, elas podem muito facilmente tornar-se viciados por qualquer coisa em que deleguem esse poder. Quer o deleguem ao guru ou a um pó qualquer, a um licor ou a uma erva, químico ou fármaco, o próprio acto de consignar esse poder torna-se num comportamento de dependência, algo sem o que as pessoas sentem não ser capazes de viver. Sentem que, de algum modo, devem continuar a dispensar o seu poder mesmo quando verbal e mentalmente sabem não ser para sua vantagem pessoal.

A quarta mensagem: “Sou um produto desta sociedade; isto é tudo aquilo em que me tornaram”. Por outras palavras, constitui uma mensagem de culpabilização. Inicialmente, será talvez, um modo de libertação da cólera; e uma vez acumulado até à rolha, o transbordar de ressentimento e cólera pode parecer o único meio viável de libertação. Certos indivíduos voltam-se para comportamentos de dependência ligados à auto-destruição – como se representasse um corte do próprio nariz a fim de tentarem passar a mensagem de estarem a sofrer, em dor, em fúria. Contudo, esse sistema de libertação no final riposta e torna-se na auto-destruição que é a dependência.
A culpa inicial é atribuída a “eles”; a culpabilização subsequente é a do dependente.

Estas são somente quatro – porém não todas – das mensagens que a dependência comporta. Cada uma delas podia ter tido início como uma resposta legítima – apesar de poder ser caracterizada como “vistas curtas” -  a uma preocupação real. Cada uma delas se mostrou útil de um modo limitado, ao revelar a solução temporária para um problema legítimo. Contudo, a técnica torna-se fonte de dependência quando passa a sobreviver à sua utilidade. Os sistemas podem igualmente tornar-se fonte de dependência.

Como haveremos de determinar o critério de avaliação para identificar uma dependência?

Por esta altura sugeriríamos quatro critérios de avaliação. O primeiro: O meio básico de avaliação de comportamento e de obtenção de acesso à sua real ou potencial qualidade de dependência consiste em examinar a própria motivação e retribuição. Definam o comportamento em questão e coloquem a si próprios questões do tipo:

“Estarei a agir assim a fim de me tornar mais quem sou”?

“Estará este comportamento a conduzir-me para mais próximo daquilo em que posso verdadeiramente tornar-me”?

“Estarei a ocultar? Estarei a evitar o meu próprio futuro bem como aquilo em que posso tornar-me”?

Uma vez colocadas tais questões, torna-se então importante avaliar a retribuição. É fácil mentirem a vós próprios, porém, a vossa realidade frequentemente expõe esse engano. Podeis satisfazer-vos com respostas do género  de vos estardes a tornar mais naquilo que desempenhais, mais próximos do vosso futuro, contudo, o que falará pela verdade dos factos na vossa realidade? Que vos estará a vossa realidade a dar em retribuição? Sentir-vos-eis mais felizes? Mais bem-sucedidos? O que estará realmente a ocorrer no vosso mundo?

Além disso, o que dirão ou pensarão os vossos amigos sobre o vosso sucesso? O quê?  Não tendes amigos? Isso podia tornar-se numa dependência...
A segunda avaliação consiste em aceder ao vosso círculo íntimo e de amizades. Se existisse alguma mudança brusca que não tivesse sido criada conscientemente nem duma forma programática específica, então isso podia representar um sinal precoce de aviso de que ou vos achais bastante perto ou então já envolvidos num comportamento de dependência.

Em terceiro lugar: Questionai-vos se estais a amar-vos mais. Isto não significa que estejais a aprovar-vos ou a louvar-vos mais. Muitos dos que se envolvem com o aumento da sua dependência preocupam-se com aprovação e louvor. O que isso significa é se estareis a amar-vos mais de verdade. Estareis a conceder-vos o respeito, a responder mais do que fazíeis antes? Estareis a conhecer-vos mais e melhor do que alguma vez antes? Tereis mais tempo, intimidade, comprometimento e zelo por vós próprios? E estarão essas actividades a conduzir-vos a uma realidade mais segura, mais aprazível em que sintam um sentido enorme de vulnerabilidade e confiança com relação a vós próprios?

Estarão os vossos receios de perda, inerentes à vossa realidade a ser substancialmente reduzidos? Estareis a sentir uma maior intimidade e um maior zelo na vossa vida como um todo? E estareis a conseguir conhecer-vos com honestidade – autentica honestidade? Se a resposta a essas questões for a de que estais realmente a gerar essas actividades e a produzir esses resultados, sugeriríamos que provavelmente não estareis envolvidos com nenhuma forma de comportamento de dependência.

Quarto: se estiverdes a obter resultados positivos com a utilização desse comportamento dependente potencial, também não obtereis o mesmo tipo de resultados, ou melhores ainda, sem tal comportamento? Se não obtendes, pode muito bem tratar-se duma dependência.

É de interesse notar, por exemplo, que um dos pioneiros no campo do LSD foi Aldous Huxley. Nos seus escritos – bem como nos escritos de quantos escreveram sobre ele – dá-nos conta que em toda a sua vida, o seu consumo real dessa droga – em toda a sua vida! – foi muito menor do que a maioria das pessoas consome numa única sessão. Eis nele o exemplo de alguém que usava uma droga com a finalidade de explorar e torná-lo pioneiro na cartografia de novos estados de consciência, ao invés de se tornar viciado nela.

Subsequentemente, outros, fazendo uso das razões (racionalismo) dessa exploração, tornaram-se indulgentes e excessivamente complacentes ao ponto não só de se tornarem viciados como por fim, se destruírem.

Tendes de avaliar por vós próprios; tendes de apurar a vossa própria verdade quanto a tal potencial. Estareis a usar a droga para dar enlevo à vossa experiência e subsequentemente a poder descobrir por vós próprios, ou estareis a utilizá-la unicamente para criar a experiência? Estes podem servir como critérios de avaliação; não se trata de regras absolutas. Cada indivíduo, ao considerar e avaliar o próprio potencial e as verdadeiras dependências, necessita recorrer a estes critérios com fluidez.

De que modo poderemos lidar com as dependências do ponto de vista espiritual, ao invés de recorrermos ao consumo de métodos?

A base de qualquer mudança assenta, antes de mais, no reconhecimento do problema e depois na tomada de consciência dele. Uma vez essa tomada de consciência do problema, encontrar-vos-eis em posição de vos poderdes perdoar com toda a honestidade.

Após o perdão sucede a mudança. Estes quatro tipos de critério constituem quatro bases, quatro tipos de movimento da energia que são requeridos a fim de produzir qualquer tipo de mudança; quer o empreendam espiritualmente quer pela via da realidade consensual.

Comummente, contudo, a realidade consensual enceta uma estrutura de mudança que começa, na verdade, no reconhecimento, após o que parte para a culpabilização dos demais ou então para a busca de argumentos (racionalização). E isso resulta na culpabilização de vós próprios, em tornar-vos auto-críticos e na negação pessoal e auto-punição. E depois esperais que daí resulte alguma mudança!

É óbvio que isso não opera. Se reconhecerem a vossa dependência tereis primeiro que decidir o que – se de alguma coisa se trata – realmente quereis fazer com relação a isso.

Existem certos tipos de dependência que impõem dano pessoal sem exercer qualquer outro tipo de impacto sobre quem quer que seja na vossa realidade. Mas mesmo assim, ainda podem decidir não ter qualquer cuidado particular em mudar, trabalhar a condição actual ou sequer alterar de algum modo o vosso comportamento de dependência. Se tal for a vossa escolha, então será uma escolha vossa. Estabeleçam-no como tal e não se ralem a tentar alterar essa dependência. Não se esmifrem a esforçar-se e a contorcer-se que isso não vos levará a lado nenhum, se realmente não se preocupam com a vossa dependência e mais ninguém seriamente se lhe opõe pois podeis querer continuar a preservar essa dependência. Tudo bem. Vejam, nós não julgamos ninguém, nem tampouco a dependência.

Se, contudo, após terdes feito o reconhecimento - reconhecerdes verdadeiramente e tomardes conhecimento de se tratar dum problema vosso - pretenderdes mudar, então nesse caso aconselhámo-los a tomar consciência dele. Mais do que um simples termo, tomar consciência significa que deveis sentir-vos na posse dessa forma particular de dependência. Importa desenraizar a causa, o mecanismo inicial de sobrevivência – se algum existir -  e tratar de o compreender tão por inteiro quanto puderdes, para então perceberem onde se tornou degenerado, em que altura sobreviveu à sua utilidade, ao seu propósito, ao seu valor. Conquistem o facto de se tratar duma dependência vossa.

Por vezes recorremos a uma analogia acerca duma ponte grandiosa e gloriosa da área de São Francisco, a ponte Golden Gate. Se fordes a algum centro, neste vosso mundo, e vos oferecerdes para vender essa mesma ponte, poderá suceder que vos encarcerem, por não estardes na sua posse. Já se pudésseis provar com documentos que de facto era vossa, então nesse caso, não só deixariam de ir presos como seriam tratados com pompa e estilo.

Do mesmo modo, não podeis livrar-vos daquilo de que não estais na posse. Não sereis capazes de vos livrar da vossa dependência até que conquistem a noção de que ela vos diz respeito de verdade – de que vós constituís a fonte, a causa. Trata-se da vossa dependência. Ninguém vos leva a criá-la. Vós é que a escolheis.

A propósito disto, quando obtendes a convicção, a certeza de fazerdes parte da escumalha da Terra, perdoai a vós próprios. Mas, mais uma vez, este perdão consiste em mais do que um mero termo. Todavia, consiste na palavra, do mesmo modo.
É muito importante cavar fundo e perdoar a vós próprios. Com honestidade, dizendo, com sentido de escuta das palavras proferidas: “Eu perdoo-me. Estou perdoado.”

Pode ser que leve algum tempo e algumas tentativas, algumas desistências até que completa e honestamente vos consigais perdoar. Contudo, quando o conseguirdes,   a mudança poderá ocorrer de variados modos e de múltiplas formas, desde a mais simples decisão até à elaboração do mais complicado método de suporte da vontade. Além disso, os métodos poderão variar, porém a base comum reside no desejo (vontade), na imaginação da diferença, na expectativa (esperança) – na expectativa da mudança.

Não vos torneis dependente do método de mudança eleito. Antes, tratai de obter a noção de que sois vós quem causa essa mudança. Portanto, buscai e descobri um método – não importa que se trate do livro que ledes, do programa televisivo a que assistis, à conferência em que participastes ou o programa complexo de desintoxicação em que vos inseristes – não tem a menor importância. Vós sois a causa da vossa dependência. E vós sereis a causa da vossa mudança, a causa da vossa liberdade. Obtende de volta o vosso próprio poder, ao invés de o conferir à dependência ou à cura dessa mesma dependência.

Talvez, por essa altura se torne claro - ao observardes aquilo em que essa mensagem consiste, em que consiste o vosso critério de avaliação, bem como os meios da vossa mudança – que as dependências têm muito a ver com o poder, quer o dispenseis quer o preserveis para uso próprio.

Sistema Imunitário

Cada vez ouvimos falar mais em doenças relacionadas com o sistema imunitário. Que significado terá isso no plano metafísico? Que estaremos a manifestar com isso?

As implicações metafísicas do sistema imunitário são tão óbvias que frequentemente passam despercebidas. O sistema imunitário constitui-se na defesa do organismo; é uma rede de agentes caracterizados por agentes inusuais, como células T, células de combate, de auxílio e anticorpos que perambulam pelo organismo através da corrente sanguínea em busca de qualquer energia estranha contra a qual o organismo precise defender-se. Trata-se do sistema que vos protege de qualquer invasão, e de vos tornardes uma vítima do “mundo lá de fora”, do desconhecido. O sistema imunitário corresponde ao vosso nível de autoconfiança. A autoconfiança consiste na vossa habilidade de vos colocardes à altura do mundo. A autoconfiança é composta de confiança e humildade entrelaçadas com esperança e coragem.

A confiança começa com a atenção para com os sussurros do vosso organismo, da vossa mente (intelecto), do vosso coração (sentimentos) e da vossa intuição. Auscultar, sim, porém, a confiança é mais do que simplesmente escutar e consiste na criação duma sinergia – um todo que é mais vasto do que a soma das suas partes - com relação a estas várias mensagens. Não está só em responder a um estômago nervoso ou à transpiração da palma da mão. Não se trata somente de escutar as incoerências da lógica, o fluxo dos sentimentos ou o clarão da intuição (revelação) débil ou profundamente intitulado “conhecer”. È a combinação destes factores bem misturados, de modo a dar lugar à criação dum todo que é mais. Esse todo é a confiança.

A humildade consiste na capacidade e no desejo de encarar cada dia como um novo dia. A despeito de determinadas coisas se terem processado de determinada “modo”, hoje podia ser diferente. “Ainda que o patrão tenha sido sempre! Hoje ele podia ser diferente”. Ser humilde é não acatar uma situação ou pessoa em termos categóricos nem garantidos; é uma vontade de vislumbrar a frescura de cada instante. Quando confiais em vós próprios – de verdade e sem fazer mero uso do termo - torna-se fácil ser humilde. E quando desenvolveis abertamente a humildade então passa a haver lugar para a confiança.

A esperança não é a fé cega do passado fundamentalista nem da tradição. A esperança consiste na boa-vontade de ver em meio à disposição do presente, os tesouros e os sonhos do futuro. Consiste na habilidade de separar por entre a actualidade do dia presente e escolher os pedaços de probabilidade e possibilidades para o amanhã.

A coragem assenta na vontade de encarar soluções – elegantes (termo científico que designa a condição de com um menor dispêndio de energias se conseguir um máximo resultado) – para medos, dúvidas e confusões. Consiste na determinação para encontrar soluções quando a realidade consensual diz não restarem mais soluções. A pessoa corajosa tem consciência de criar a sua própria realidade e actua com base nessa mesma consciência.

Quando negais a fé (confiança) e a humildade, e rompeis com a esperança e a coragem dá-se uma brecha na confiança - dá-se uma brecha na vossa capacidade de vos sentirdes à altura do mundo externo. O sistema imunitário reflecte essa mesma brecha na vossa habilidade de vos situardes à altura com relação ao vosso mundo interior.

E globalmente sucedeu uma quebra na confiança e agora o vosso mundo reflecte essa quebra com a erupção de doenças do foro da imunodeficiência, das quais a sida é apenas um “síndroma”.

O sistema imunitário corresponde igualmente ao vosso plano de carência de defesas e, de modo invertido, ao vosso nível de defesa. Se uma pessoa se sentir completamente destituída de defesas no seu mundo pessoal ou global, ela corre o risco de contrair uma doença mortal, uma doença de deficiência do sistema imunitário – uma deficiência do sistema de defesa – porque a pessoa sem defesas sente desespero, sente-se sem auxílio, sem futuro possível, sente não existirem mais sonhos. A pessoa defensiva, à primeira vista, parece situar-se completamente no oposto da que não dispõe de defesas. Ela não precisa de ninguém, e tudo pode sozinha. O facto de não aceitarem ajuda não significa que não precise. Ela está tão cheia do mesmo tipo de temores, dúvidas e confusões com a destituída de defesas; sente o mesmo vazio e a mesma dor “contínua” do desespero – pois de outro modo não precisaria tornar-se tão defensiva. Isolam-se dos outros por não quererem que ninguém note a dor. O que não quer dizer que não a sintam!

Por vezes o nível do desamparo e da defesa é tão profundo que a única solução está em deixar-se morrer. Para alguns isso representa a única esperança, a única resposta. O método de defesa volta-se contra a pessoa e destrói-a. É isso exactamente o que os numerosos síndromas de imunodeficiência adquirida estão a fazer. O nível de auto-comiseração persistente também se reflecte no sistema imunitário. Fisiologicamente, o sistema imunitário é o que vos impede de vos tornardes em vítimas do mundo e do desconhecido. Contudo, se no plano emocional insistirdes, ou persistirdes em tornar-vos vítimas ou mártires, a despeito das alternativas – mesmo quando são capazes de distinguir melhor -  o vosso sistema imunitário reflecte a vossa teimosia. Significará isto que se fordes carentes de confiança ou vos encontrardes numa posição de desespero ou numa posição em que estão a sofrer ataques ou a lamentar-se estarão condenados? De forma alguma! Tampouco significa que a autoconfiança, a abertura e a ausência de auto-comiseração representem uma garantia de segurança. Cada um cria e atende a esses murmúrios de forma diversa.

Muitos aprontam-se rapidamente a distinguir o sentido de quebra no sistema imunitário como uma punição de Deus ou como uma excrescência da fealdade da condição humana ou então de uma espécie maligna de magia. Tais formas imaturas de resposta são não só falsas como constituem um sistema avançado de negação da confiança e da humildade, da quebra da confiança e da coragem. Representam um outro aspecto da quebra de confiança e do surto epidémico de uma reacção de desespero e de defesa para com um mundo que poucos se acham capacitados ou têm vontade de compreender. Essas respostas do medo para com motivos de preocupação reais só alargam a própria auto-comiseração que se constitui na essência do problema. Não só são essas formas de explicação falsas como danosas por fomentarem o problema e espalhar labaredas de pânico.

Se quiserdes descobrir uma solução para as agressões sobre o sistema imunitário do homem, e uma solução para quantos sabeis estarem a morrer, começai por auscultar a vossa auto-confiança, a vossa abertura e a vossa vontade de vos afastardes da sedução da auto-comiseração. E em seguida considerai o mundo para lá de vós mesmos, o qual é uma criação vossa e da vossa responsabilidade.

Existem imensos fármacos e dietas e exercícios, cada vez mais disponíveis, destinados a reequilibrar a imunidade. Alguns conseguem um efeito estrondoso, enquanto outros não. Todavia, a construção do vosso sistema imunitário começa com a construção da auto-confiança; começa pelo desenvolvimento da confiança, da humildade, da esperança e da coragem de serdes inteiramente quem sois e o que podeis tornar-vos. Tem início quando deixais cair a carência de defesas ou a defesa e a substituís pela força e pelo poder da vulnerabilidade. Tem início com o afastar da dependência da auto-comiseração.

É tempo disso. O vosso mundo está-vos a transmitir isso mesmo; Do mesmo modo que o vosso corpo. É, pois, altura disso ocorrer.

Sida: Uma Explicação Compassiva

Queremos trabalhar com a vossa consciência a fim de os auxiliar a compreender este monstro chamado sida. Existem múltiplas fontes de informação que poderão fornecer-vos os factos e os aspectos essenciais ao combate da sida. Contudo, encorajámo-los de verdade a conseguirem o máximo dessa informação de factos a fim de que possam compreender e educar-se, tomarem consciência dos aspectos intelectuais da compreensão bem como do que a consciência colectiva, aquilo que a vossa realidade consensual, a Realidade da Massa vos transmite.
Com certeza é um cliché porém, a educação será um factor primordial de contribuição para a vitória nessa batalha. O factor decisivo? É o amor; claro que é o amor.

Agora, voltemos a nossa atenção para as mensagens metafísicas e os significados da sida. As mensagens e os significados da sida que se desenrolam no plano físico já sois capazes de registar, e muitos já o conseguiram. É sobre os metafísicos que nos queremos debruçar.

A Oportunidade Metafísica

Reparem que por meio da compreensão das verdades emocionais da sida - mesmo quando algumas dessas verdades não são nada agradáveis nem aprazíveis de contemplar, por meio da compreensão dessas verdades emocionais podeis prevenir e conter de forma mais elegante a doença, no plano pessoal – prevenir a doença ao nível pessoal e, para alguns de vós, se isso não for mais viável, podem esperançosamente permitir-se conter a doença no plano pessoal. Na medida em que vos permitis compreender as verdades emocionais com mais poder, podereis mudar o curso do futuro a fim de prevenir ou conter o alastrar da sida aos outros e ao mundo em geral.

Agora, não vos estamos a propor qualquer cura; este tempo que passamos juntos não tem qualquer pretensão de vos proporcionar qualquer aconselhamento médico mas constitui uma oportunidade metafísica. Mais do que conversar convosco, tocar-vos por entre as palavras que proferimos, por meio do nosso trabalho com o vosso subconsciente – da vossa mente inconsciente durante o nosso debate  - e, de modo mais particular e vigoroso pela meditação, oferecemos-vos uma oportunidade de poder e responsabilidade; A oportunidade de exercerem um impacto indelével sobre a vossa saúde bem como sobre a de milhares de outros indivíduos. Se o desejardes, poderdes exercer um impacto de um enorme alcance sobre a saúde do mundo, não só no que se relaciona especifica e directamente com a sida como com toda a saúde e estados de bem-estar pelo mundo fora.

Bom, e então: “De que modo poderei exercer tal impacto?”, podereis perguntar.
À medida que atendeis às nossas palavras, podeis pensar: “Isso soa amplamente maravilhoso, mas de que modo serei capaz de exercer tal impacto?” E nós respondemos revelando-vos algo de que já possuem conhecimento - que é que vós criais a vossa própria realidade, quer através da escolha causal, quer através da permissão para que outros o façam por vós – e frequentemente para vós próprios.

Vamos repeti-lo: sois vós quem cria a vossa realidade, positiva e absolutamente. Não existe nenhuma outra versão; nem asterisco, nem excepção absolutamente nenhuma. Vós criais a própria realidade porém fazei-lo de duas formas: Existem determinadas coisas na vossa realidade que escolheis provocar, aquelas coisas em que vos achais directamente envolvidos, aquelas coisas que têm impacto sobre a vossa realidade, e depois existem aquelas de que tendes consciência de não ter causado. Vós não decidis directamente nem dais passos directos a fim de fazer acontecer algo. De modo mais inócuo, p. ex., vós não sois pessoalmente responsáveis pelo apartheid existente na África do Sul, nem tampouco pessoalmente responsáveis pela fome existente em determinada parte do mundo, etc. Vós não fizestes nada; não desviastes alimentos nem vos recusastes a enviá-los. Não fizestes nada por meio duma escolha consciente a fim de criar essa realidade, porém, permitistes a outros que criassem essa realidade por vós. Vós, ou o causais por meio da escolha ou o admitis (concedeis) através da escolha.

Vejam bem, vós abrigais determinadas crenças e atitudes. Vós definis certas escolhas e tomais determinadas atitudes, tendes certos pensamentos e sentimentos e estes constituem as matérias-primas que utilizais, quer a fim de mover ou conceder a manifestação na vossa realidade. Cada um de vós, por meio das atitudes e convicções que sustenta, por meio das decisões e escolhas que empreende, tomastes - e na verdade tomareis amanhã e no dia seguinte, cada um de vós, baseado no que pensais e sentis – está a admitir que a sida seja uma realidade no mundo. Alguns estão a fazê-lo de forma directa, contraindo-a; outros, de forma mais indirecta, por intermédio do conhecimento de outros que a contraíram.

Entendam, a sida não constitui apenas uma mensagem para os poucos, nem tampouco transmite apenas significado apenas para uns quantos. A sida está a dirigir-se-vos a todos na face deste planeta. Todos são afectados, de um modo ou de outro por esse monstro chamado sida. Conquanto o vírus posa não infectar toda a gente ainda assim não deixará de criar uma afectação em todos. Quanto mais depressa vós – cada um – tomar consciência disso mais depressa um verdadeiro progresso poderá ser empreendido.

Vós admitis que a sida se torne parte da realidade consensual, quer de modo activo, contraindo-a, quer passivo, pelo conhecimento de outros que passaram pela sua experiência. Vós tanto escolheis criá-la, na vossa experiência de vida, como admitis que outros o façam em si mesmos, de modo que passam a receber as mensagens e aprender sobre os significados. De qualquer modo, trata-se da vossa realidade e vós estais a criá-la a fim de aprenderem e compreenderem, escutar as mensagens e os sentidos – cada um e todos à face do planeta – de forma a prenderem e a compreenderem os significados.

Uma vez que passeis a escutar os murmúrios que na verdade dão lugar a gritos – e para muitos os murmúrios tornaram-se gritos de morte – uma vez tenhais aprendido as mensagens, podereis impedir e conter a sida, tanto pessoal como especificamente por toda a vossa realidade. Uma vez tendo escutado os murmúrios e implementado a compreensão, então deixará de existir razão para a sua existência. Deixará de existir um método, uma razão para continuar a criá-la e portanto começareis – conquanto o possais fazer lenta ou mais rapidamente conforme o desejardes – a deixar de a criar. É dessa forma que podereis exercer impacto. É desse modo que podeis coordenar as coisas de tal forma que podeis honestamente dizer que, por meio da aprendizagem e da compreensão, sois capazes de alterar a vossa realidade, pessoalmente, quer para com aqueles que se inserem ao vosso redor e na vossa realidade quer para o mundo o seu todo, de forma ainda mais impessoal. Se assumirdes a responsabilidade de serdes os criadores da vossa realidade, quer movendo-a directamente quer admitindo-a, então podereis assumir a responsabilidade por desmontá-la e deixar de a admitir.

A Sida não é uma Doença Gay

De início houve muita gente que pensou que a sida nada tinha que ver consigo, sabem? Quer devido ao estilo de vida que levavam quer devido à sua ignorância, pensavam que de algum modo eram imunes a essa forma particular de disfunção e apelavam tratar-se duma doença de gays, “uma punição de Deus para com os homossexuais”, numa espécie de referência vaga ao velho mito de Sodoma e Gomorra, sem nada saberem daquilo que diziam. As declarações e palermices que proferiam não só expuseram a sua ignorância como também atrasou a progressão do confronto e da conquista da doença.

Surgiram uns quantos, desde as posições fundamentalistas e conservadoras até aos avant-garde da metafísica – lamentamos dizer – que apontaram o dedo acusador a e procuraram manifestar tratar-se do modo que Deus usava a fim de ripostar e punir as pessoas. E depois falavam de um Deus bondoso – mas que estava a punir: É o modo que Deus utiliza a fim de recuperar os homossexuais”, diziam, a despeito da disfunção ter sido iniciada como uma doença heterossexual e somente depois ter progredido e atingido a comunidade homossexual. Diziam tratar-se do castigo de Deus para com os que não gozavam do seu favor.

No entanto, não estavam a lidar de forma exacta com o facto de que mesmo no seio da comunidade, as lésbicas formam aquele grupo que não está sujeito a essa particular doença. Estariam, porventura, esses críticos a sugerir por inferência que o grupo das lésbicas forme o grupo dos poucos eleitos de Deus? Duvidamos imenso que aqueles que avançam com tal argumento desejem abrigar tal conclusão...

Não, uma vez que os receios, o pânico e a emergência e o borbulhar iniciais brotaram da ignorância e do fanatismo, tendes de tomar consciência de que a sida não é uma doença de gays mas um mal que afecta realmente todos. A sida não representa a punição de Deus nenhum, nem uma rebelião por parte das células nem nenhuma das outras ideias doidas que progridem de modo degenerativo a fim de anular ou atrasar o potencial e a possibilidade de ultrapassar o problema.

Presentemente, as pessoas - pelo menos um grande número delas, mas não todas, lembrem-se, mas imensa gente - já sabe melhore esta a tomar consciência de se tratar dum assunto que não afecta somente os sexualmente activos – tanto homossexuais como heterossexuais – ou os que se acham envolvidos com drogas ou se acham na condição de hemofílicos ou ligados a outras formas de transfusão de drogas. Cada vez mais as pessoas dão-se conta que isto afecta toda a gente de um ou de outro modo e na realidade, como já sugerimos, quanto mais cedo as pessoas tomarem consciência da sida como um problema que lhes diz respeito enquanto criação sua, tanto mais o sucesso se tornará parte da realidade de todos também.

Há muita gente que jamais chegará sequer perto de poder contrair o vírus. Contudo, a doença continua a ser uma coisa sua. A sida ainda contém mensagens e significados metafísicos para cada um de vós e para todo o vosso mundo. Que mensagens? Primordialmente quatro.

Mensagem: Carência de Defesas ou Desamparo

Antes de mais, que é que se passa com esta doença em particular? Bom, o sistema imunitário torna-se deficiente. Trata-se do síndrome da Imuno Deficiência Adquirida, o que, com toda a clareza traduz o processo: o sistema imunitário adquire uma deficiência; um vírus apossa-se de tal forma do organismo que destrói sistematicamente o sistema imunitário.

Agora, que papel desempenha o sistema imunitário? Trata-se do sistema que os defende do quê? Das doenças, dos vírus, das influências bacteriológicas. O sistema imunitário defende o organismo do ambiente estranho que o cerca. Quando se torna deficitário e passa a ser destruído – exactamente o que este vírus faz, ele destrói o sistema imunitário para depois proliferar – o que é que vos sucede? Tornais-vos carentes de defesas. Deixais de possuir defesas contra tais influências exteriores, e contra o mundo que vos rodeia. Ficais desamparo. Por isso, a primeira mensagem da sida é de ausência de defesas. Trata-se da mensagem que transmitis a vós próprios nos seguintes termos: “Sinto-me desamparado no meu mundo.” Na verdade, e a despeito das suas preferências sexuais, as pessoas que se sentem destituídas de defesas tornam-se bastante susceptíveis para com o síndroma de deficiência devido a essa mesma carência: “Sou completamente incapaz e destituído de defesas; não possuo nada neste meu mundo. Nada servirá de auxílio nem alguma vez poderá ter qualquer proveito. Não resta solução nem qualquer luz ao fundo do túnel”.

Eles estão a destruir os meios de cuidarem de si próprios. Conscientemente procuram acreditar e na realidade por vezes procuram convencer toda a gente de modo arrogante e irado, de que não existe esperança e de que são vítimas completas do seu mundo. Flutuam inteiramente de forma gratuita na loucura dum mundo que os rodeia e são sovados e espancados, subjugados pelos caprichos de tudo e mais alguma coisa excepto deles próprios. Aqueles que se dedicaram ao papel de vítima e a convencer-se e a convencer os demais de serem destituídos de defesas, também argumentam a favor da limitação e podem bem chegar a instaurá-la por meio da sida.

Mensagem: Atitude Defensiva

A segunda mensagem que este monstro transmite é o da posição defensiva. Tais pessoas dizem para si próprios: “Eu não sou carente de atitude defensiva, não. Eu sei tomar conta de mim próprio. Na verdade não careço de nada por parte de ninguém. Na realidade ninguém virá a tomar conta de mim excepto eu próprio, e vou fazê-lo por meio da intimidação, da manipulação, do controle, do domínio – seja o que for que tenha que fazer. Eu defender-me-ei e nada podereis apontar-me; nada tereis a ensinar-me nem a oferecer-me, e tampouco desejo alguma coisa da vossa parte.

A pessoa que se encontra na defensiva é aquela que quando procurais abordar a fim de a fazer ver onde está a gerar problemas, onde as coisas estão a degenerar, onde elas podem estar a compreender a realidade de forma deformada, não quer escutar nem considerar. Uma pessoa assim está completamente na defensiva e não tem a menor vontade de deixar que isso a inunde, absolutamente. E quando procuramos conversar com ela acerca da sua infância ou acerca do passado, escutamos um não redondo como se isso nada tivesse que ver com ela. É capaz de lidar com isso sem precisar do nosso concelho, ajuda ou o que quer que seja; encontra-se só no mundo e permanecerá assim. Está emparedada numa barreira de gelo nessa posição defensiva. O seu sistema imunitário está de forma similar a receber essa mensagem, nesta situação chamada sida.

Vejam bem, nesta condição física vocês esforçam-se por aprender e o vosso Eu Superior, quer vos acheis ou não em contacto som ele, procura comunicar convosco e alcançá-los, a fim de os tocar.

Ele mostrar-vos-á as vossas atitudes defensivas, ou a carência de defesas primeiro, por meio da vitimização, do martírio, da auto-compaixão. Porém, se não prestardes atenção a tais mensagens e, na verdade as ignorardes, servindo-vos delas para a criação de critérios de existência, sugerimos nesse caso que vos presenteeis de tal forma que possibilite escutar tais mensagens dum modo mais sugestivo e vivo até a mensagem se tornar ensurdecedora e finalmente os matar.

Carência de defesas e atitude de defesa constituem os primeiros dois murmúrios dos mais facilmente escutáveis; os gritos mortais mais estridentes da sida que não só influenciam e afectam aqueles que a contraíram como constituem mensagens para quantos têm de assistir (quer num espaço chegado quer à distância) à degeneração da carência de defesas e de toda atitude defensiva (e deterioração e morte. Ouçam esses sussurros; escutem as mensagens; alterem a realidade.

Mensagem: Apego ao Passado

A terceira mensagem traduz-se por um apego desesperado ao passado. Vejam bem, alguns de vós passais por muita ira na vossa infância. O garoto ou a garota dentro de vós sente não ter sido tratado com justiça, nem ter sido amado convenientemente, e que alguém – quer tenha sido a mãe ou o pai ou alguém na família, alguém do próprio “sangue” – não vos terá amado o “suficiente”, nem terá tomado conta de vós adequadamente. Talvez de modo mais agressivo e mais activo, eles vos tenham magoado; tenham entrado em contacto convosco e vos tenham prejudicado de algum modo, e agora sentis-vos magoados, e continuareis a sentir-vos magoados.

Estais desesperadamente a apegar-vos ao passado por não quererdes que a ira desapareça. Não quereis esquecer essa ira. Não quereis que essa ira seja esquecida. Não quereis que essa ira seja solta, pelo que vos apegais desesperadamente ao que denominais de “ira endémica do passado”, ira em relação à mãe, ao pai, aos irmãos, ou às circunstâncias da infância, ou à constelação da família.

Seja como for, precisais decidir. Deveis voltar-vos para o lado de vós que se apega ao passado e o mantém vivo por quererdes continuar a culpar ou a apontar o dedo ou por quererdes manter essa ira. Chamamos-lhe “ira endémica” porque, que é que o SIDA faz? Afecta o sangue, e é transmitido pelo sangue, assim como por intermédio de outros fluidos preciosos do organismo, obviamente, mas através do sangue.

Por isso, isso atesta a ira endémica ou a ira da família, ou a ira parental, a ira familiar. Por isso, aqueles que persistem – aqueles que insistem no “Eles fizeram-me isto, vou viver a minha vida para provar que mo fizeram” – tornam-se susceptíveis. Abris-vos à possibilidade do SIDA, o que constará da mensagem que vos transmite tratar-se da consequência desse apego, tratar-se da consequência dessa sujeição à ira, tratar-se do resultado disso – uma mensagem que vos é transmitida para o soltardes, a tentar encorajar-vos a largar isso, a pôr-lhe um termo.

Mensagem: Desejo de Saber Quem Vos Ama

A quarta mensagem que essa condição apavorante transmite consiste num desesperado desejo de saberdes quem vos amará. Por um lado – e já conversamos com muita gente que contraiu essa doença – e todos eles dizem: “Bom, alguma coisa de positivo terá resultado disto: pelo menos fiquei a saber quem me ama e quem não m e ama.” Outras mensagens: “È reconfortante, pelo menos, a despeito de toda a dor e desespero, descobrir que tanta gente se preocupa.”

Sugeriríamos que a mensagem que o SIDA transmite consiste justamente nisso. Alguns de vós encontram-se numa posição em que pensais que as pessoas não vos amem, ou em que desconheceis se o farão, ou não tereis a certeza que o façam, e a vossa curiosidade torna-se de tal modo robusta que se torna em desespero: “Preciso saber quem me amará! Preciso saber quem se importa! E este desejo torna-se de tal modo vigoroso que não me importo de morrer para o descobrir.” Se estiverdes tão desesperados assim por descobrir quem vos amará que não vos importais de incorrer na morte para descobrir a resposta a essa indagação, realmente atraireis essa energia que se pode manifestar sob a forma de SIDA.

As mensagens são, pois, bastante simples: aqueles que atraem isso a si, quer directa quer indirectamente, estão a tentar dirigir-se a si próprios em relação ao seu desamparo e em relação à sua atitude defensiva. Tentam dirigir-se a si mesmos acerca da importância da ira endémica do seu passado e sobre abrirem mão dela. Tentam dirigir-se a si próprios em termos de: “Descobre, descobre quem te ama”, mas não te tornes tão desesperadamente desejoso nem curioso que chegues ao ponto de morrer por causa disso. Essas são as mensagens.
Mas, quais serão os significados? Esses sobrepõem-se. A quarta mensagem representa de facto o primeiro significado, mas existem outros três a adicionar à lista.

Significado: Descobrir Quem Vos Ama

Antes de mais, o significado do SIDA é o que já é altura, no vosso mundo, para todos vós, cada um, intimamente envolvidos ou não com esta coisa chamada SIDA, de aprenderdes quem vos ama. Precisais desenvolver um critério, e precisais desenvolver métodos de ficar a saber quem vos ama.

Significado: Descobrir Novos Níveis do Amor

Em segundo lugar, o significado é o de que é já tempo no vosso mundo de descobrirdes novos níveis de amor, a adicionar aos já existentes, expandir a partir dos existentes, mas descobrir esses novos níveis do amor. Vejam bem, essa doença em particular inicialmente afectou a comunidade homossexual masculina numa grande amplitude porque nessa comunidade, mais do que em qualquer outra, a expressão do amor estava limitada ao Segundo Chakra – não que todos os homossexuais só amassem a partir do Segundo Chakra, com base nos genitais – não, não, não! Por favor, não interpretem isto erradamente. Contudo, essa orientação predomina por entre essa comunidade.

Mesmo aqueles de entre vós que são membros dessa comunidade precisam admitir que nos vossos agrupamentos e na vossa política, a mensagem foi expressada com toda a clareza: expressai o vosso amor a partir dos genitais. A mensagem do SIDA é: Amar somente a partir do Segundo Chakra, amar unicamente com base nos genitais, não funciona. Olhemos a coisa mais de perto. Mesmo quando o SIDA se propagou dessa comunidade para a comunidade heterossexual, ela propagou-se por intermédio da energia sexual – não por meio da promiscuidade, mas por intermédio da energia sexual. Por isso, sob essa compreensão, aqueles indivíduos que procuravam os favores das prostitutas ou que buscavam sexo ilícito de qualquer tipo como um meio, desesperado, de amarem clandestinamente, carregaram essa doença de um para o outro grupo.

Naquelas partes da África em que ela teve início, de facto revela-se culturalmente duma enorme eficácia para os homens serem promíscuos, mas mais do que isso, torna-se politicamente eficaz para os homens empregarem os seus genitais como meio de expressarem o seu amor. Por isso, a doença espalhou-se de forma bastante rápida. De facto encontra-se actualmente em níveis tais em África que a maioria de vós nem sequer sente interesse no conhecimento do estado de gravidade que assume. Certamente que esses oficiais não pretendem começar a considerar o impacto devastador das suas “proezas sexuais”.

Precisais descobrir novos níveis do amor, e não a abrir mão deles. Não estamos a sugerir nenhum tipo de celibato. Não estamos a sugerir nenhum tipo de devoção em que não possais afirmar a sexualidade. Não, por favor, entendam: o que estamos a dizer é – tornem o amor em algo mais do que mero sexo, de modo que não proveis amar alguém por intermédio dos vossos avanços genitais, de forma que não preciseis provar o vosso amor pelas actividades de alcova, sexuais, genitais. Ao invés disso, de forma a poderdes dar prova do vosso amor por meio dessa vantagem adicional dos aspectos e dos métodos adicionais e dos sentidos do carinho, do amar.

Abri-vos a essa aptidão particular, e à compreensão: “Sim, posso dar expressão do amor que sinto por meio dos meus genitais, mas esse não é o limite do amor que sinto. Existem outros meios. Sou capaz de o expressar de forma verbal. Posso expressá-lo emocionalmente. Posso expressá-lo através de todos os níveis da acção e por todas as formas de actividade.” Portanto, descobri e começai a expandir-vos a novos domínios. Esse é o segundo significado daquilo que o SIDA subentende.

Significado: Aprender a Clamar por Apoio

O terceiro: Aprender a pedir auxílio. Aprender a pedir auxílio – não misericórdia. Aprender a pedir ajuda. O SIDA é só isso: “Preciso de ajuda” (trocadilho com o termo, em Inglês: AIDS, que significa precisamente auxílio). Trata-se duma louca combinação de letras que nos deixa a interrogar se a realidade será efectivamente real ou se não será uma ilusão. Bom, vamos dizer-lhes que se trata duma ilusão por meio da qual essa doença, o Síndroma da Imuno Deficiência Adquirida deveria soletrar exactamente aquilo de que trata, dum pedido de auxílio! “Preciso de ajuda, necessito de auxílio.” Precisais aprender a pedir por esse auxílio. Vêm o que está a acontecer? Porque razão está actualmente a ocorrer no vosso mundo? Porquê no vosso mundo exactamente agora?

Vejam bem, em certa altura no vosso mundo, quando a informação acontecia muito lentamente, quando o mundo parecia maior, quando os meios de transporte e as comunicações eram escassos – e quando a magnitude da capacidade destrutiva que possuíam nas vossas mãos era limitada – vós dispúnheis de tempo para vos ajudardes, de o fazer vós próprios, e conseguíeis fazer tudo. Uma pessoa era capaz de aprender tudo; podia tomar conta de si mesma, sem jamais precisar recorrer, ou precisar, ou voltar-se para ninguém. Essa situação já não prevalece mais no vosso mundo de agora. Tornou-se demasiado pequeno. As comunicações são demasiado rápidas. A informação é transferida com toda a rapidez, e os perigos de destruição revelam-se demasiado iminentes para que as pessoas se isolem mais, como pequenas ilhas.

Chernobyl mostrou-vos com toda a clareza poderdes arrumar com todas as vossas instalações nucleares se o quiserdes. Podeis empunhar os vossos cartazes e fechar e mudar deslocar instalações nucleares, e empregar todo esse tipo de coisas com dispositivos de segurança nas vossas próprias comunidades, mas isso não vos protege da destruição que ocorra num outro mundo. Na União Soviética não podeis empunhar esses cartazes. Não os podeis empunhar necessariamente para exigir o fecho das suas instalações. De facto Chernobyl mostrou-vos que o vosso mundo é muito mais pequeno do que o que pensáveis que fosse.

Precisais pedir auxílio. Precisais voltar-vos uns para os outros. Precisais trabalhar uns com os outros, não por uma questão de pena, mas de vigor e poder, aprender a pedir auxílio. E necessitais de vos valorizar, valorizar-vos o suficiente para tomardes consciência de serdes dignos disso. Pedir auxílio constitui a terceira das mensagens do SIDA.

Significado: Aprender a ser Forte

E a mensagem final é a de já ser tempo no mundo para aprenderdes a ser verdadeiramente fortes. Uma vez mais, quando o mundo parecia muito maior e podíeis criar as vossas pequenas bolsas isoladas, as vossas pequenas aldeias de existência e de crença, o vosso nível de poder não tinha atingido um ponto tão crítico. Mas agora, que o mundo é mais pequeno e a vossa sociedade mais avançada, e expandis esta Nova Era em que cada um se tornará mais directamente e mais completamente e mais conscientemente responsável pela realidade que cria, já é altura, gente, de ser verdadeiramente forte, e deixarem de brincar com a palavra.

É tempo de começar efectivamente a ir além do ponto de partida – de satisfazer e de ir além do cumprimento – e completar realmente a tarefa de vos tornardes poderosos. Não basta ir a um seminário aqui e ali, despender algumas horas, alguns dólares, aprender algumas  novas técnicas e catalogar os vários componentes que formam o poder. Não mais é suficiente consultar livros e auto-ajuda que versem sobre a intimidação ou a manipulação ou sobre algum tipo de domínio. Já não basta aprender a desenvolver a arte da intimidação e do controle. É tempo de desenvolverem a capacidade de agir. É tempo de começarem a compreender e a pôr em execução o poder total, o qual consiste na habilidade e na disposição de agir.

Com isto, é tempo de desenvolverem uma imagem de vós, uma imagem de sucesso. É tempo de vos valorizardes, sim, e de vos prefigurardes como seres bem sucedidos e poderosos.

Estas são as mensagens, mensagens de desamparo, de atitude de defesa, de apego desesperado ao passado e dum desejo desesperado de saber quem vos ama. Estes são os significados: começar a desejar realmente saber quem vos ama, descobrir novos níveis e novos modos de expandirdes a expressão e a experiência – não do fazer amor - mas de expressar o amor. Aprender a pedir auxílio. De vos valorizardes o suficiente não para clamardes por misericórdia, mas por apoio. De aprender agora, não meramente a enganar com o poder mas de aprender sinceramente a tornar-vos eficientes e a desenvolver uma imagem de sucesso.

A crença sempre antecede a realidade. Do mesmo modo, a imagem sempre antecede a realidade. Aquilo em que acreditais e aquilo por que vos prefigurais é o que determinará as manifestações que produzis. Estes são os significados. Estas são as mensagens. Que haveis de fazer com elas? A primeira coisa que os encorajaria a fazer é proceder a um inventário.

Acção: Façam um Inventário

Façam um inventário. Em que posição vos encontrais no que diz respeito ao desamparo e às atitudes de defesa? Estareis a sentir-vos desamparados, e a assumir a aparência, a representar, e a tentar discutir e a convencer-vos e ao mundo de que é tal qual – de que é realmente verdade estardes desamparados? Estareis inteiramente na defensiva? Estareis fechados? Estareis a fechar-vos, numa atitude de já conhecerdes as respostas todas, de já dispordes das respostas todas, sem precisardes de ninguém, não permitirdes que alguém venha em vosso socorro?

Fazei um inventário. Estareis desesperadamente, desesperadamente apegados ao passado? Estareis agarrados à ira, a iras endémicas, à vossa família? Será que vale a pena morrer por isso? Estareis de tal modo curiosos por saber quem sentirá amor por vós que estejais dispostos a dispor da vossa vida para o descobrirdes?

Fazei um inventário. Ponham termo à auto comiseração que se traduz quer pela situação de vítima quer pela de martírio que estejais a viver. Ponham termo à auto comiseração. Assumi responsabilidade pessoal pela realidade que estais a criar e pela realidade mundial que vos cerca. Abri mão do vosso passado. Libertai a ira. Tratai de o conseguir da forma que mais se adequar a vós. Podeis fazer uma meditação de expressão ou de libertação. Existem várias técnicas e nós já mencionamos centenas delas, todas variadas. Processai e libertai essa ira. Valerá realmente a pena morrer por causa dela?

Acção: Aprender Acerca do Amor

Aprendei. Aprendei tanto quanto puderdes sobre o amor. Aprendei tanto quanto puderdes sobre a dádiva e a correspondência e o respeito e o conhecimento do amor. Aprendei acerca da humildade que a intimidade comporta. Aprendei acerca da coragem inerente ao compromisso. Aprendei acerca da importância, da atenção. Aprendei tudo o que puderdes acerca do amor, de modo a poderdes prover a segurança, o prazer, a vulnerabilidade e a confiança, e de modo a poderdes diminuir a dor da perda. Senti a atenção e a intimidade e o conhecimento que o amor comporta. Colhei isso onde puderdes de modo a poderdes chagar a conhecer como amar, de modo a chegardes a discernir quem vos ama, de forma a não terdes que morrer por isso.

Acima de tudo, gente, dai atenção à ira que clama: “Olha o que me fizeste.” O desamparo, percebem? A atitude de defesa, o desespero em relação ao passado, e a curiosidade desesperada por ficar a saber quem vos amará, tudo isso é empregue e acompanha a ira que clama: “Mundo, agiste mal para comigo!”

Libertai essa ira. Libertai essa raiva. Deixai para lá a mágoa. Bem sabemos que é “o que se diz”, Mas apesar de não dispormos de tempo para vos explicarmos tudo sobre isso hoje, nós já falamos disto em inúmeras ocasiões. Existem métodos, existem meios específicos que vos permitem trabalhar isso, por meio dos quais vos podeis deixar crescer. A maioria de vós conhece técnicas e métodos, ou é capaz de os descobrir por si só. Permiti-vos crescer. Permiti-vos aprender. Permiti-vos dar ouvidos às mensagens de modo que não precisem prolongar-se nem tornar-se nos gritos fatais em que se tornam.

Uma segunda coisa, para além de fazerem um levantamento, consiste em permitir-vos aprender as lições e compreender os significados. Encorajar o carinho ao Segundo Chakra, e aprender a amar a partir do coração. Aprender a amar-vos. Aprender acerca das variedades e meios do afecto. Vejam bem, por vezes as relações amorosas mais difíceis são as da camaradagem, por não terdes o sexo para vos firmardes. Com uma pessoa que possais amar por meio da sexualidade, frequentemente sois capazes de lhe mostrar: “Vês o quanto te amo? Vês o quão fui bom? Vês durante quanto tempo te amo? Vês a quantidade de orgasmos?” Portanto: “Como poderás pôr em questão o amor que sinto por ti?”

Mas, entendam, com um amigo com quem não mantendes sexo, não podeis voltar atrás a esse método por vezes fácil, apesar de ser difícil. Ao invés, precisais descobrir outros métodos de vos tornar amigos. Do mesmo modo, é tempo de deixardes de negar a vossa sexualidade, e de a expandir. É tempo não de negar o vosso afecto mas de o expandirdes, é tempo de descobrirdes outro meio ou meios alternativos de elevardes o centro do amor do nível dos genitais para o coração. Nisso reside a lição. Começai por aprendê-la. Expandi os modos por que amais.

Acção: Aprendei a Valorizar-vos

Em seguida começai a valorizar-vos, a valorizar aquele que sois, e tomai consciência de que assumis importância para vós próprios, e de que assumis importância para os outros na vossa realidade. Tendes importância para os outros indivíduos, e tendes importância para o vosso mundo.

Vós sois parte do futuro que está ainda por nascer. Parte do futuro que está ainda para se desvelar. Vós representais um papel, conquanto diminuto, nesse futuro. Começai a valorizar isso. Podeis não passar dum monte de palha, mas podeis ser um pequeno fardo que virá a ultrapassar as marcas. Tendes a certeza absoluta de que o contributo que dais ao mundo seja destituído de sentido? Podereis garantir não ter qualquer valor? Se puderdes, tudo bem. Só que nós atrevemo-nos a dizer que não o podeis fazer. Permiti a vós próprios começar a valorizar-vos.

Tomai consciência de que talvez, talvez, uma acção que executeis, um livro que ledes, uma ideia que tendes, uma declaração que façais é passível de provocar centelhas e de se tornar num incentivo, pode dar início na mente de outros a soluções para os problemas insolúveis de que tantos vos dão conta ao vosso redor. Talvez sejais o fardo de palha que faça retroceder as trevas e a perdição. Talvez representeis a esperança. Talvez representeis a luz. Talvez representeis a inspiração. Talvez representeis o amor que venha a alterar o curso do futuro. Não sejais tão arrogantes que presumis não representar isso! Sede humildes o suficiente para admitirdes a possibilidade de o representares, e começai, começai a valorizar-vos.

Acção: Descobrir o Que Quer Dizer o Êxito

Finalmente, começai a equacionar, a descobrir o que o sucesso representa para vós, começai a criar uma imagem de vós como de uma pessoa bem sucedida. Começai a ver-vos nessa posição. Começai a admitir a aprendizagem e a perspectivar e a ver-vos e a viver nesse sucesso. Não tem que representar carros enormes nem roupas divertidas. Se tiver, óptimo, possuam isso. Mas no caso de não compreender tal coisa, deixai que seja aquilo que for. Permiti abrir-vos a uma imagem do que para vós represente ser bem sucedido. Ao começardes a trabalhar com o vosso sucesso, à medida que começais a definir e em seguida a desenvolver e a expandir e a trabalhar o significado do que esse sucesso represente, construís uma imagem. Começai a viver essa imagem. Começai a respirar essa imagem.

Começai a sentir essa imagem... mas não duma forma tangível, palpável! É aí que muitos são mal sucedidos: “Bem, a imagem que prezo inclui um Mercedes pomposo”, de modo que saem a comprar um. Mas não o conseguem pagar. Não: “A minha imagem inclui a concepção de roupas, pelo que tenho que obter uma hipoteca.” Não.

Sugeriríamos que se a vossa imagem incluir a condução dum carro pomposo, nesse caso conduzi o velho Volkswagen que por estes dias encontrais como se fosse um carro pomposo. Estacionai-o atravessado de lado no parque (de modo que ninguém bata nele) como se fosse um Ferrari. Tratai essa sucata, se pensardes que seja tal coisa, como se fosse um automóvel estrangeiro requintado e valioso.

Se de facto as vossas roupas forem da linha J.C. Penney, esse desenhador moderno Americano, permiti tratá-las como se fossem da marca Givenchy. Permiti agir como se fossem Pierre Cardin. Tratai-as com respeito. Não as atireis para o canto como se não tivessem valor! Ao invés, tratai essas peças comuns de vestuário como se fossem de facto peças do cunho desses desenhadores.

Vejam bem, não tem que ver com a posse de tal carro nem peças de vestuário. Tem que ver com a emoção que as acompanham. Criai a emoção do sucesso, quer consigais ou não efectivamente manifestar esses ornamentos. Se produzirdes essa emoção, haveis de produzir os ornamentos. Se produzirdes essa emoção, podereis produzir a saúde para apoiar esses ornamentos, e a imagem de sucesso pode tornar-se na resposta para vos abrir à vossa saúde.

Se não tiverdes escutado estas mensagens nem aprendido estas lições, quererá isso dizer que venhais absolutamente a contrair o SIDA? Não! Um milhar de nãos! Um milhão de nãos. Tantos nãos quantos precisem escutar, não! Absolutamente não. Mas sugeriríamos que se não tiverdes escutado nem aprendido, aumentais imensamente as oportunidades de escolher (ou de deixar que mais alguém escolha por vós) produzir essa coisa a que chamais SIDA.

Se organizardes o vosso acto de modo metafísico, podereis passar adiante em segurança com o conhecimento de jamais o contrairdes? Será uma garantia? Estaremos a prometer-vos isso? Não. Não. Um milhar de vezes, não, absolutamente, não! A metafísica não ocupa o lugar da responsabilidade. Repitamo-lo uma vez mais: a metafísica não toma o lugar da responsabilidade. Vós sois responsáveis. Isso não serve de garantia que vos permita nesse caso avançar em frente despreocupados. Não existe garantia através da qual possais ignorar e, nesse sentido, quase arrogantemente ser snobs em relação às mensagens, ao aprendizado, aos significados desta coisa. Não, a metafísica não pode nem substitui a responsabilidade. Precisais, e de facto sois encorajados, a assumir tal responsabilidade já.

Contudo, se organizardes o vosso agir fisicamente e o fizerdes igualmente em termos metafísicos, podereis criar um meio saudável no qual podereis retardar – ou se for demasiado tarde para o deter, pelo menos refrear – essa coisa chamada SIDA, e podereis obter o potencial do conhecimento de poderdes criar uma realidade em que nada tereis a temer da parte desse monstro particular. Podeis revigorar o vosso sistema imunitário físico por meio de vários regimes de saúde, em particular se acreditardes nisso e tiverdes consciência e ser uma verdade para vós.

Mais importante ainda, podeis revigorar o vosso sistema imunológico metafísico. Nesse caso, a escolha tornar-se-á mais consciente.

Foi um prazer estar aqui a conversar convosco, partilhar convosco estas mensagens, estes significados. Foi um prazer tocar-vos, alcançar-vos por intermédio das palavras para vos amar. Amamos-vos.











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