sábado, 2 de julho de 2011

O ÊXITO NA CRIAÇÃO CONSCIENTE DA REALIDADE PESSOAL


   






A razão principal para a vossa criação e a criação do vosso mundo físico consiste na aprendizagem dum modo de viver com alegria. Qualquer outro propósito essencial, missão, ou tarefa - ou, como nós chamamos, focalização - será tão importante ou ilusório quanto o primeiro. O segundo aspecto: Aprender a criar êxito duma forma consciente.



     Vejam bem, não se trata simplesmente de se tornarem prósperos mas prende-se com uma aprendizagem que versa sobre como se tornarem conscientes; que versa sobre a definição exacta do que o êxito representa para vós. 

  

   Criar a vossa própria realidade é algo que vocês fazem, quer tenham ou não consciência disso. Todo o mundo cria a sua própria realidade de forma consciente. Alguns, perdidos no labirinto da ignorância ou da ingenuidade, não têm percepção de tal facto. Outros, apanhados na rede do medo e do ridículo, negam-no. Muitos, presos na paralisia dos pré-requisitos, desejariam que isso correspondesse à verdade. Independentemente disso, vocês criam a vossa própria realidade.

 

   A criação consciente da realidade tem que ver com o modo como operam. A criação consciente do êxito assenta justamente naquilo em que se focarem.

 

Não pretendemos examinar a pletora completa da criação do êxito. Isso foi já feito. As estantes da vossa realidade estão repletas com todos os métodos necessários para a obtenção do êxito.  

Queremos suscitar algumas considerações para vos ajudar a entender mais claramente o que este êxito realmente representa para vós, e mais concretamente de forma a serem capazes de criá-lo duma forma consciente, por vós próprios. Hoje queremos atender àquilo que o êxito não representa, assim como ao que ele representa. Numa outra vez, consideraremos as três dimensões do êxito. Queremos introduzir-lhes o nosso conceito de “Cubo do Êxito”.




O Que O Êxito Não Representa



   Muitos de vocês realmente não sabem em que consiste o êxito. É um desses conceitos cujo sentido supostamente é do conhecimento geral. Mas uma potencial humilhação espreita a curiosidade que sentis. Se não possuírem clareza de compreensão vocês podem andar continuamente em busca do êxito e jamais o encontrarem.

 

   Em lugar dessa clareza, aceitam definições consensuais pensando que o êxito signifique uma maior inteligência, um maior mérito, ou ser melhor do que os outros. Presumem que o êxito envolva competição com os outros bem como a mesquinhez da conquista. O êxito é concomitante com a perfeição, a acção (atitude) e a intenção.



Inicialmente, isto soa aceitável – e até mesmo preferível. Com o tempo, porém, vocês dão-se conta que não estarem a conseguir satisfazer esses padrões. Não importa o quão inteligentes sejam, sempre há aqueles que são mais inteligentes. Além disso vocês não se sentem dignos. Não importa quão persuasivos se revelem, não importa quantas pessoas convençam, vocês não conseguem convencer-se de que são merecedores – de que realmente merecem. Não importa o quão firmemente vocês mantenham a vossa ideia de serem "melhores ", porque a coisa continua a fugir-lhes por entre os dedos. Competir e conquistar não são somente uma coisa exaustiva como também enfadonha. Dirão não ser perfeitos... Não são perfeitos... Não, não são...

 

   E na tentativa de deterem toda a erosão resultante, vocês simplificam as definições da vossa realidade consensual. O êxito significa ter mais e melhor do que; ser mais e melhor do que os outros; fazer mais e melhor do que os outros. O êxito significa “mais”! 



   Estremecendo diante da perspectiva de fracasso, vocês respiram fundo, robustecem-se e mergulham de novo. Ao invés de perceberem bem se as definições estão incorrectas, procuram fazer com que operem a vosso favor, uma vez mais. E alguns despendem a vida inteira nesse carrossel, à procura de alcançar um “anel de bugiganga” que aí não se encontra; nunca se encontrou e jamais virá a encontrar-se. É um "ai de mim" sem fim à vista. O êxito que vocês obtêm assemelha-se a um feliz acaso que a qualquer momento é passível de ser arrebatado. Tanto quanto o fracasso pode ser doloroso, o êxito apresenta-se ainda potencialmente mais assustador. Esse carrossel não comporta qualquer êxito real.

 

   Alguns abandonam esse carrossel de forma relutante, ao serem derrubados pela ponta dura do fracasso. Concebem juízos de valor, castigam-se, e concluem não prestarem para nada. Sentem isso tudo bem no íntimo e depois convencem-se de que deitaram tudo a perder – e de que seja demasiado tarde.

 

   Depois há aqueles que são forçados a abandonar o carrossel por se terem deixado prender no vício suave do auto-engano, ou por se terem perdido nos labirintos da grandeza que lhes são espelhadas. Convencem-se de terem cumprido com os critérios. Mas eventualmente a euforia é substituída por um vazio assombroso: “Isto será tudo?”  



   Alguns - muito poucos - pulam conscientemente fora desse carrossel ao se libertarem das definições da realidade consensual. Admitindo não saberem o que o êxito implique, tratam de procurar um significado novo e criam as próprias definições do êxito - do êxito deles. 



Critérios a aplicar ao êxito

O modo mais efectivo de definir o êxito, de forma que a definição possa representar uma coisa que vos pertença, é estabelecendo a sua essência - a coluna vertebral - a coluna vertebral do que o êxito representa. O esqueleto do êxito é justamente isso mesmo: um esqueleto. Precisam conferir-lhe vida e de lhe juntar carne e sangue, músculos e nervos, assim como a ideia e o sentimento do ue o êxito envolve. Devem dar alento a essas peças do quebra-cabeças a que chamam êxito.

 

Como não será de surpreender, existem sete componentes básicos para se ser bem sucedido. Todos vós conheceis essas sete peças do quebra-cabeças. Frequentemente porém, desconhecem simplesmente de que forma elas encaixarão umas nas outras.



Poder



O primeiro é o poder. A definição mais elegante de poder consiste na capacidade e na disposição para agir. O poder na verdade não tem nada que ver com a intimidação, com o controle, nem com a manipulação. Não tem nada que ver com o desejo de subjugar.

 

O poder tornou-se num eufemismo do medo. Frequentemente quando se deparam com uma pessoa assustada vocês tomam-na por poderosa. E frequentemente também, quando se deparam com uma pessoa poderosa vocês tomam-na por uma pessoa assustada! Bastante estranho, não é?

 

O verdadeiro poder reside tanto em sentirem-se capazes e em disporem-se a escolher e a decidir, como em actuarem sobre essas escolhas e decisões. Consiste em serem capazes e em se disporem a pensar, a sentir e a agir com base nessas ideias e emoções. Está em serem capazes e disporem-se a admitir ter atitudes - opiniões, avaliações, convicções e discernimento – e em seguida em agir conscientemente sobre essas atitudes e convicções.




Criatividade e Produtividade



A segunda peça do quebra-cabeças assenta na criatividade e na produtividade. A criatividade está em gerar e estimular uma concepção e a percepção em vós próprios e nos outros. A criatividade não é definida pela carreira nem sequer pela insígnia. Tanto o artista como aquele que não é artista, seja por que tipo de definição for que seja classificado, ambos serão criativos se gerarem e estimularem a concepção e a percepção.

 

Os níveis da produtividade são avaliados pelo volume do que aprendem sobre vós próprios. Seja o que for que fizerem, se aprenderem bastante sobre vós próprios e sobre quem vocês são, então isso tornar-se-á produtividade. Se aprenderem pouco ou nada, então não se tornarão produtivos. A produtividade refere qualidade e não quantidade.




Sensibilização e Vivacidade



Depois, vem a consciencialização e a vivacidade. Muitos procuram significados esotéricos sublimes para ambos esses conceitos. E com essa busca perdem de vista o êxito. Tomarem consciência, duma forma concisa, significa saber que exercem impacto. Alguns acreditam ser impossível exercer impacto sobre os outros. Outros limitam o processo à capacidade de não exercerem qualquer impacto negativo nos outros. Outros ainda, admitem-no e lidam com esse impacto. Quer suponham exercer impacto ou não, na verdade eles exercem-no nas pessoas, ao seu redor. Independentemente disso, todo o mundo concorda que vocês exercem impacto, pelo menos sobre vós próprios. E quando tomam conhecimento disso – conhecimento efectivo – é justamente quando tomam consciência disso.



Quando combinam entre si esses quatro ingredientes muito especiais, algo de muito singular sucede. Vocês criam a sinergia da vivacidade. Sinergia quer dizer que o todo é maior do que a mera soma das partes que o constituem, (gestalt) e neste caso a vivacidade representa simplesmente mais do que as partes iguais compostas pelo amor, pela confiança, pela expectativa, e pelo entusiasmo.



Para atingirem essa vivacidade torna-se importante que combinem a flexibilidade e a fluidez do amor com a fragilidade e a firmeza da confiança. Depois, é vital que se incite a maravilha da expectativa e o brilho do entusiasmo. Misturem a esses componentes a vontade. Deixam-se inundar de vivacidade.




Felicidade, Alegria e Satisfação



A Felicidade consiste na realização das vossas necessidades. A Alegria consiste na realização das vossas preferências. A satisfação consiste na elegância com que executam ambas.

          

Acesso a Recursos



Muitos cometem o erro de presumir que o êxito signifique posse de recursos. Na verdade, o êxito significa acesso a recursos. Há aqueles que têm dinheiro, mas nenhum real acesso ao êxito ou ao que ele lhes pode proporcionar. Esses não experimentam êxito. Outros têm como único recurso acesso ao dinheiro às carradas, mas frequentemente experimentam um êxito limitado ou superficial. A pessoa verdadeiramente bem-sucedida terá um acesso expansivo a recursos tanto físicos como metafísicos. O êxito está ao alcance da percepção de qualquer um que consiga fechar os olhos e alterar o estado de consciência, de visualizá-lo e de o manifestar na sua realidade. Se se dispuserem a isso, cada um de vós alcançará um potencial ilimitado de acesso a todos os recursos - potenciais sem limite, em termos de êxito.




Disposição para se Aventurarem



Factor crítico ao êxito é a disposição de se aventurarem.  

Em conformidade com os vossos velhos paradigmas vocês aprendiam a tornar-se guerreiros. Aprendiam a defrontar, a batalhar, a conquistar e a dominar. Nos paradigmas da “Nova Era” vocês podem aprender a tornar-se aventureiros. Podem aprender a encontrar, a compreender, a oferecer amizade, e a transmutar com domínio. O êxito conscientemente criado envolve, de forma íntegra, a particularidade da disposição para se aventurarem na vossa realidade e no vosso mundo.




Domínio

 

O domínio constitui tanto uma atitude quanto uma crença. O domínio constitui um ponto de vista. Quando vocês se dispõem a criar o vosso êxito em cooperação com “Deus ou a totalidade da consciência”, em lugar de esperarem que alguém o faça por vós, vocês deitam precisamente pés ao caminho. Quando vocês se sentem dispostos a esticar-vos a fim de alcançar o futuro em lugar de se arrastarem pelo passado, vocês começam a sentir a excitação e a maravilha do domínio. Quando vocês conseguem ver e demonstrar que o vosso mundo - em primeiro lugar, e depois o mundo em geral - constitui um lugar amigável e pronto a garantir-lhes apoio, em lugar de os perseguir, vocês obtêm domínio.  

Com o domínio, vocês obtêm a peça final do quebra-cabeças chamado êxito.




O Segredo



Comecem por se apossar de cada uma das sete peças do quebra-cabeças como uma atitude, antes de mais. Sintam-se poderosos, criativos ou produtivos, conscientes ou repletos de vivacidade. Sintam felicidade e alegria duma forma satisfatória. Sintam que têm acesso a recursos e disposição para se aventurarem. Sintam que dominam.  



Não esperem obter êxito, primeiro, para depois obterem o sentimento. Sintam primeiro. Sintam em primeiro lugar. 

Não pretendam alcançar o êxito. Não façam do êxito o centro dos vossos objectivos. Não apontem ao alvo do êxito. Ironicamente, o segredo para obterem êxito consciente consiste em não fazer dele o objectivo central do vosso desejo, da vossa expectativa, da vossa imaginação. Ao invés, realizem os meios. Tenham como objectivo sentirem-se poderosos, criativos ou produtivos, etc. Apontem aos meios e permitam que os fins lhes sucedam. Não apontem aos fins. Realizem os meios. Os fins seguir-se-lhe-ão. 




A Realização do Êxito



O êxito... Certamente!



Vamos trabalhar juntos, não só para activar o êxito mas em vez disso para irmos mais fundo do que isso, trabalhar convosco na aprendizagem da activação de um êxito miraculoso, e na verdade isso apresenta uma diferença.



O êxito, sem dúvida, consta da manifestação dos vossos desejos e dos vossos sonhos, dos desejos e expectativas que tendes na vossa imaginação. Contudo, o êxito miraculoso consiste na manifestação de mais mesmo do que aquilo que imaginais. O êxito miraculoso pode ser visto como a realidade dos milagres, onde milagres representam aquelas coisas que ocorrem que correspondem a mais do que aquilo que esperais, mais do que aquilo que desejais.



Na sua essência, o êxito consiste no acesso a recursos tanto materiais como espirituais. Trata-se da questão de obterem intimidade com os assuntos relativos à criação da realidade – as matérias-primas, as ferramentas da criação, de gestação e de sustentação das energias – do mesmo modo que envolve um contacto íntimo com o poder, com a destreza e com o talento.



Obter êxito é conhecer a dimensão do maravilhoso – o maravilhoso inerente à diversão, à felicidade e à alegria, do mesmo modo que à responsabilidade. É reconhecer o quanto sois dignos, justamente quando essa dignidade representa o efeito - ao invés da causa – de tal êxito.



No vosso viver diário, o êxito consiste na manifestação dos vossos sonhos e expectativas; na realização das vossas visões e desejos. O êxito consiste na criação dos desejos e expectativas que sustentais na vossa imaginação.



Um êxito miraculoso, contudo, é manifestar mais. Na sua essência não difere de nenhum outro, apesar de encerrar mais magia. No vosso viver diário o êxito miraculoso consiste na criação e manifestação (realização) do que está para além do que esperais ou desejais – para lá dos níveis da expectativa e da imaginação.



Porém, o êxito miraculoso vai mais além disso. Para além de consistir naquele êxito que vós criais, que representa mais do que a manifestação ou a realização dos vossos desejos e expectativas, é igualmente a realidade que o vosso Eu Superior vos reserva na sua imaginação.



Há anos que temos vindo a debater o facto de que basicamente existem três instrumentos com os quais vós criais a realidade, e que todos operam e utilizam esses três instrumentos. Ninguém detém qualquer ferramenta secreta; ninguém possui qualquer utensílio extra que lhe permita qualquer vantagem sobre vós, (tipo varinha de condão) absolutamente! Todos processam os próprios desejos e expectativas, e fazem-no recorrendo à imaginação que accionam, que engendram, com base nessa expectativa e desejo.



Até mesmo o vosso Eu Superior faz uso desses três instrumentos - com um pouco mais de habilidade, devemos admitir, mas realmente emprega essas três ferramentas. E o vosso Eu Superior detém certos desejos em relação a vós; reserva-vos certas expectativas e uma certa bolsa da sua imaginação, se quisermos, uma bolsa que é dedicada à vossa criação e à da vossa realidade duma forma bem-sucedida.



O êxito miraculoso, essa realidade miraculosa - consiste não só na realidade do que reside para lá do que sois capazes de esperar e desejar, para além daquilo que sois capazes de imaginar, como representa também a realidade e o produto da manifestação dos desejos do vosso Eu Superior, nas expectativas e imaginações que vos reserva.



Bom, estamos certamente cientes daqueles que pretendem fingir que o seu Eu Superior vos reserve uma imaginação, um desejo, uma esperança repletas de dor, de sofrimento e de angústia, e que deseje ensinar-vos por meio das dificuldades e através de todo o tipo de pesadelos devastadores que possais reunir. Mas na verdade não reserva.



De facto, sugerimos aqui que a imaginação, as expectativas e os desejos que o vosso Eu Superior vos reserva são apenas de ordem positiva. O vosso Eu Superior não precisa nem deseja que aprendais por intermédio da luta, das dificuldades, ou da decepção; modos esses, por que escolhestes aprender, por mote próprio. Ele abriga somente um desejo positivo, uma imaginação positiva e somente uma expectativa positiva. E quando manifestais os desejos e as expectativas do vosso Eu Superior assim como manifestais mais do que os vossos desejos e expectativas, é quando passais a activar um sucesso miraculoso.



Sabem até que ponto é importante contar com a possibilidade de milagres, não sabem? É claro que, de tempos a tempos temos vindo a usar da graça em de dizermos que esperar a ocorrência de milagres significa um tanto mais do que ser capaz de preencher cheques, ou pôr o vosso imobiliário em movimento com uma simples ordem.



Significa mais do que fixar um autocolante no para-choques do carro a proclamar fé nos milagres, ou esperar que os outros condutores esperem milagres. Não obstante, é muito importante esperar séria e honestamente uma possibilidade de ocorrência de milagres, tanto na vossa realidade como no mundo em que viveis. E sabem que mais? Isso funciona. Vós estais a fazer isso. Aprendestes a esperar e em seguida a criar milagres, e estais a faze-lo. Recebemos, de facto, milhares de cartas – literalmente - a dar-nos conta e a descrever os milagres que as pessoas têm criado a nível pessoal. Mas aí, esses milagres são “subjectivos”, e “pessoais”.

Esperar a possibilidade dum milagre - de forma genuína - opera resultados (refiro-me a uma esperança genuína na ocorrência de vários milagres). Tanto é que vós estais a consegui-lo. Aprendestes a usar as vossas ferramentas da criação, como a do desejo, a da expectativa e a da imaginação – na criação daquilo que se situa para além disso mesmo. Com certeza que o estais a conseguir.



Mas no vosso mundo estais a criar milagres objectivos, não impessoais mas objectivos. Se olhardes para o vosso mundo, se virdes o que se está a passar desde Novembro de 1989 e há alguns meses atrás, para o que se tem passado na Europa de leste e ocidental, para o que se tem passado ainda mais recentemente em África, na África do Sul para ser mais específico é nada menos do que um milagre. Na verdade estão a acontecer coisas miraculosas e milagres espantosos e fenomenais ainda por se revelar em toda essa história antes de se dar por terminada por todo o mundo, Europa e África, mas também no hemisfério ocidental, norte e sul. E vós estais a criá-los. Quem pensais vós que está a operar todo esse êxito? Os irmãos do espaço?



Foi em Novembro de 86, sabem, que fizemos um congresso intitulado Visão do Futuro. E concluímos esse congresso dirigindo-nos àqueles que se encontravam presentes em relação à criação duma visão do futuro. E sugerimos que mais do que criar um sonho; podíeis criar uma visão para o vosso mundo e em seguida libertar tal visão numa bola de luz. Sugerimos que podíeis libertar essa bola de luz em qualquer altura que melhor se vos adeque (sem ser necessariamente diária ou semanal ou mensalmente). E que podíeis libertá-la por todo o vosso mundo sem ser numa altura específica, mas entre as nove e as onze horas da noite na faixa temporária em que vos situais. E que à medida que libertásseis a vossa bola de luz, ela transportaria o vosso sonho para o mundo à medida que as horas fossem avançando para oeste e os dias se tornassem no dia seguinte, esporadicamente notásseis por todo o vosso mundo a essas bolas de sonho a ser libertadas. E sugerimos que visualizásseis isso e o sentísseis nessa particular altura.



Agora, estais a assistir à ocorrência dessas visões do futuro. Muitos de vós procederam à criação dessas mesmas visões, da ocorrência dessas exactas visões. Estareis verdadeiramente surpreendidos por o vosso mundo estar a responder ao que gerastes? Gratos, por certo. Mas podereis sentir-vos surpreendidos de verdade?



Sim, é importante esperar que aconteçam milagres. Mas é igualmente importante dispor-se a responsabilizar-se por eles quando se manifestam. É importante esperar a ocorrência de milagres mas é igualmente importante tornar-se responsável pela sua ocorrência, quando se manifestam – quando ocorrem. E muitos de vós emitem energia para partes e locais da Europa e para a estabilidade económica e para a harmonia e vários estágios e estados de paz. Muitos de vós enviam energia directamente para a África do Sul, e assim as mudanças não estão concluídas por meio do que está a acontecer. Não serão elas um produto da vossa criação? Com certeza que sim. Quem mais tem vindo a operar isso, para além de vós? É importante esperar milagres, mas também é importante responsabilizar-se por eles quando eles chegam.



É tempo de despertarem para o facto de poderem criar milagres. Não precisam esperar que sucedam. Na verdade são capazes de os criar! É pois tempo de despertarem e de irem além da esperança na criação de milagres – é tempo de se estenderem para além disso e de começarem a criar um êxito miraculoso. Não se trata tão só duma ideia janota; é algo que se avoluma como um imperativo. E não se trata só um milagrezinho aqui ou acolá. Está a tornar-se um imperativo para os “Cartógrafos” que sois - começar a proceder à criação dum êxito miraculoso.



Em Novembro de 1989, num seminário de fim-de-semana partilhamos convosco o sonho que tínhamos para vós e para o vosso mundo. E nessa altura fizemos também alusão a dois potenciais paradigmas de causação. Um deles é o paradigma mecânico pelo qual o passado conduz ao presente, e no qual o físico gera o aspecto metafísico. Num outro paradigma que foi mencionado, que talvez pudesse ser melhor descrito como o paradigma metafísico ou espiritual, o futuro conduz ao presente, e o aspecto metafísico gera a materialização física.



Depois mencionamos algo em relação ao que, temos consciência de que a maioria das pessoas presentes não prestou atenção, e cujo significado muito poucos chegaram sequer a apreender. Sugerimos que o vosso mundo já tinha começado a mudar os paradigmas em que assenta, e que não se encontrava mais assente no paradigma mecanicista da causalidade dum passado que conduz ao presente e duma manifestação física que cria a metafísica. O vosso mundo começou já a criar mais e mais a sua realidade a partir do futuro, em que o espiritual e o metafísico são responsáveis pela criação do manifesto. O mundo já começou a mudar, segundo o que sugerimos - mas vocês não!



Agora, quando operam segundo o mesmo paradigma que o vosso mundo, vocês criam harmonia. Quando tanto vocês como o mundo operáveis ambos segundo o paradigma mecanicista, vocês criavam harmonia. Sim, podiam criar um mundo que funcionasse em determinados graus. Mas, entendam, se o mundo tiver mudado o seu paradigma e vocês não, nesse caso não criarão harmonia mas dissonância (dissensão), em vez disso.



Deixam de criar um mundo que funcione e em seu lugar criam um mundo que mais parecerá brotar da disfuncionalidade. Além disso, à medida que olham ao vosso redor, podem perceber problemas insolúveis – situações que, por melhores que possam parecer, também possuem um lado negativo que pode tornar-se devastador. E aí tomam consciência do quanto operam para além do que gostariam num mundo dissonante e disfuncional. Isso deve-se a que estejam a operar segundo o paradigma mecanicista da filosofia Cartesiana e Newtoniana da física clássica, apoiando-se ainda no passado a fim de criarem o vosso presente, e na expectativa física de gerar a metafísica. Mas o mundo já está a inclinar-se e a apoiar-se e a começar a depender cada vez mais do futuro para criar o presente, situação em que o metafísico produz o físico.



Podem visualizar isso no vosso mundo: percebem pessoas que se agarram teimosamente a esse paradigma mecanicista. Podem vê-las a lutar por ele e até mesmo a gerarem violência de forma a preservarem esse mesmo paradigma – em luta pelos “bons velhos tempos”, pelo modo como se costumava fazer, pelo modo mecanicista em que o mundo funcionava. Eles incrementarão a dissonância que criam, assim como aumentarão a disfuncionalidade em que esse mundo assenta – não porque estejam a proceder mal mas devido a que o mundo tenha mudado. O mundo está a operar por todo um novo conjunto de valores e do estabelecimento de critérios novos.



À medida que avançarem por esta década, a influência deste novo paradigma – metafísico e espiritual - sofrerá um incremento por todo o mundo, assim como na vossa vida privada e pessoal. Na medida em que as pessoas que vivem no pânico, no terror e na incerteza se retiram cada vez mais para o paradigma mecanicista, também darão lugar à criação duma maior dissonância, assim como dum maior fosso entre um mundo inoperável e um mundo que podia revelar-se operacional. E vocês são os Cartógrafos. Sabemos que por vezes, em meio a isso pensam: “Ah, não tem nada que ver comigo”...



E então no decurso da acção de se tornarem cartógrafos presumem por vezes que todos o sejam (cartógrafos). Quando leem um livro presumem que todos tenham lido o mesmo livro, e quando vêem um filme, acreditam que toda a gente o tenha visto também. Mas, para vossa grande surpresa não é assim.



Vocês são claramente os Cartógrafos. Por mais que o neguem e pretendam que não seja assim, é-o de facto. É para isso que se encontram aqui. Encontram-se aqui a fim de criar um mapa que represente o percurso do velho paradigma rumo ao novo paradigma metafísico e espiritual. Estão aqui a fim de mostrar o caminho; a fim de perceberem para onde se encaminha o vosso mundo. E aqueles que não percebem, aqueles que não recuperam o atraso nem seguem o mapa, descobrirão um mundo progressivamente dissonante e difícil.



No mundo governado por um paradigma mecanicista revelava-se adequado e até mesmo correcto esperar a ocorrência de milagres. Mas no mundo governado pelo paradigma metafísico e espiritual é necessário não só ter esperança na ocorrência de milagres como activar ou pôr em marcha um êxito miraculoso. Isso faz parte daquilo que se encontram aqui para cumprir, do que têm que mostrar ao mundo como uma possibilidade de realização. É tempo de activarem um sucesso miraculoso.



Em Novembro de 1986 falamos de uma visão do futuro. Três anos mais tarde, com a precisão de um mês, o vosso mundo começou a manifestar essa mesma visão. Nós falamos num nível pessoal, sabem, mas quando visualizam e utilizam técnicas de processamento de que recebam um sinal qualquer ou um indicador em setenta e duas horas – o que completa três dias - perguntem a um astrólogo qualquer que ele vos dirá que na astrologia existe uma correspondência entre dias e anos – três dias, três anos. Estais a assistir à manifestação das visões que tendes do futuro.



Em Novembro de 1989 falamos de mudança de paradigmas, e de uma mundo de dissonância ou harmonia, um mundo de pesadelos ou de sonhos. Que descobrireis no período de três anos a partir de agora? Que mundo irão descobrir em Novembro de 1992? É tempo de activarem um sucesso miraculoso...



Desse modo, e para iniciarmos, precisamos dar uma olhadela nos segredos miraculosos do êxito...




Os Segredos



Não são muitos, os segredos do êxito miraculoso.

O primeiro segredo do êxito miraculoso é o de que ele não é descoberto em nenhuma técnica nova; não é para ser descoberto por intermédio da aprendizagem de algo novo. De facto, quando atendem aos seminários e escutam as gravações, por vezes isso provoca-lhes uma certa sensação de opressão – por envolver tanta coisa! Bom, neste caso, para activarem um êxito miraculoso não precisam aprender nada de novo. Nenhuma técnica nova se faz necessária em absoluto. Porque, o segredo do êxito miraculoso não vem da aprendizagem de nada novo, mas ao invés, da aprendizagem de novos modos de activação do que já se acha dentro de vós, do que já se encontra lá em potencial.



O segundo segredo do êxito miraculoso é o de que é descoberto na ressonância – na onda de energia que tende a prevalecer. Existem modos específicos e bastante particulares por intermédio dos quais podem tirar proveito e utilizar a matéria e a energia, assim como modos de estabelecer um padrão de interferência entre a matéria, ou com a matéria e a energia, de forma a criar o que os vossos cientistas chamam de “campo de forças”, e que nós chamaríamos de ressonância do êxito miraculoso.



Desse padrão de interferência – desse campo de forças – pode emergir uma onda de energia isolada. Essa onda isolada, mais poderosa do que o padrão de interferência do qual emerge, consiste numa ressonância. Na área do êxito, a ressonância emergente pode representar a ressonância do êxito miraculoso.



Esse campo de forças, por sua vez, passará a exercer impacto sobre vós. Vocês geram esse campo de forças e esse campo de forças exerce impacto em vós e irá mudá-los. Ele muda-os. E ao mudá-los desse modo, deixa-os numa posição de tal forma única e poderosa, em relação à vossa realidade e ao vosso mundo, em que descobrirão ser capazes de aceder a tesouros. Habilitam-se aceder a tesouros que de outra forma permaneceriam ocultos no tempo, no espaço, na matéria e na energia. Pelo uso de actividades específicas e particulares, podem produzir um campo de forças que os mude e os posicione de uma forma única e poderosa que por sua vez vos permita aceder a tesouros que de outro modo se ocultam no tempo e no espaço e na matéria e na energia.



Podem aceder a tesouros a que outros não conseguirão aceder – não porque sejam “melhores” nem superiores nem mais evoluídos que os demais, não. Tornar-vos-eis capazes de aceder a esses tesouros por terdes aprendido, de modo particular e específico, como gerar esse campo de forças, essa ressonância que os posiciona de tal modo que consigam aceder-lhes.



Agora, o segredo do êxito miraculoso que se segue, (terceiro) assenta em acederem a esses tesouros que por sua vez passe a exercer impacto em vós, e por sua vez os possa elevar a uma nova postura, única e poderosa, por intermédio da qual poderão aceder a uma realidade que, de outro modo permaneceria ocultada ou perdida no tempo, espaço, matéria e energia. Por outras palavras, ao avançarem normalmente no que chamaríamos de “para a frente”, no vosso mundo físico e na vossa realidade, podem particular e especificamente criar um campo de forças que os eleve a uma posição de tal modo única no vosso universo que consigam aceder aos tesouros que outros não descobririam por se acharem presos entre o espaço e o tempo, entre a energia e a matéria. Adicionalmente, esse campo de forças – ou ressonância – pode elevá-los daquilo que eram para uma realidade que pode tornar-se bem-sucedida.



Uma vez obtido o acesso a este campo de forças, ele é capaz de os mudar para que possam aceder a tais tesouros. E uma vez obtido esse acesso aos tesouros, poderão uma vez mais ser elevados – de forma transcendente - à realidade dum êxito miraculoso. Enquanto os outros derem dois passos em frente, os dois passos que tiverdes dado não terão sido em frente, mas em frente e para cima. E em primeiro lugar tê-los-ão elevado primeiro a um nível em que acederão aos tesouros, a seguir ao que esse acesso os mudará e exercerá impacto em vós elevando-os a um reino dum sucesso miraculoso.



Estes são os segredos; não constam de nenhuma técnica nova, de nenhuma forma de programação técnica. Não subentendem nenhuma forma nova de programação. Não requerem uma maior qualificação no campo da visualização, uma visualização mais clara e aguçada. Tampouco representa um maior acesso ao vosso Eu Superior. Tudo isso é importante, certamente, e conta na progressão para diante da vossa metafísica. No entanto, com atenção consciente por esses segredos e ponderação sobre os mesmos, poderão chegar mais perto desta qualidade misteriosa a que chamamos êxito miraculoso. Mas pela criação de um campo de forças que por sua vez os eleve a uma posição única de descoberta de tesouros e os eleve à posição singular da criação da realidade de uma forma miraculosa.




Os Tesouros



Antes de considerarmos como descobrir esses tesouros e sobre o modo de os usar, consideremos aquilo em que consistem. Que encerrarão esses tesouros, sepultados no tempo e no espaço – escondidos por entre a matéria e a luz da realidade?



Existem sete tesouros específicos. Cada um deles pode constituir-se num portal para a abundância, o merecimento, o sentimento de gratidão – para as riquezas do êxito e para as riquezas da vida. Os tesouros que descobrem têm início no significado e no destino – o sentido de si próprios, o sentido da sua vida. Quantas páginas de filosofia não terão sido dedicadas à tentativa de responder a esta questão do destino!? Afinal, alguns concluem não existir qualquer destino, enquanto outros condescendem em que a questão é demasiado abstracta para poder tornar-se inteligível, e que as respostas são demasiado etéreas para poderem alguma vez fazer sentido. Ainda assim, a questão torna-se actual; sempre o foi e sempre o será.




O Destino



Significado e destino. O sentido de vós próprios, o significado da vossa vida. Quantas páginas de filosofia não foram dedicadas a esta questão para concluírem que não existe uma resposta ou que ela é de tal modo abstracta para poder ser compreendida. Destino – quantos terão procurado nos sítios mais elevados - não é? – à procura nos planos etéreos ou nos domínios exteriores à espera que algum dos irmãos do espaço de alguma maneira venha cá abaixo e não só os soqueie mas lhes venha delegar algum conhecimento, talvez.



A busca de significado, a busca do destino, torna-se frequentemente não só o trabalho de uma vida como de várias encarnações. Além disso constitui um tesouro – a verdadeira busca desse significado e destino – que se acha frequentemente perdido por entre o tempo e o espaço e frequentes vezes se acha mesmo escondido na matéria e na energia. Descobrir – de modo real e efectivo – esse significado, esse destino, pode constituir um tesouro não só raro como também precioso.



Não estamos para aqui meramente a proferir palavras que vocês poderão repetir ou memorizar de forma a impressionar quem quer que seja. Estamos a falar sobre esse algo inefável, esse significado do destino que é verdadeira e inextrincavelmente parte íntegra de vós próprios. E isso não se acha nos planos etéreos nem tampouco reside nas abstracções da realidade mas sim nas entranhas e na coragem da realidade, no absurdo da ilusão.




Outro Tesouro



A vossa personalidade e a vossa imagem; não somente uma personalidade qualquer, não só uma imagem particular mas a vossa imagem, a vossa personalidade – aquela em que mais se sentem perfeitamente à-vontade, e pela qual podem obter a melhor harmonia e sinfonia – a vossa personalidade e a vossa imagem.




Um Terceiro Tesouro



O carácter. Não só assumirem ares de carácter, não só recordar a vós próprios princípios e em assumi-los, mas em vive-los. Em ter aquela função automática em que o carácter não representa a máscara que ostentem pela manhã e retiram à noite mas algo que vivem e respiram, algo que faça parte do vosso subconsciente, algo que faça parte do vosso inconsciente, algo que seja uma parte automática de vós. O vosso carácter.



Aquilo que pretendemos fazer transparecer é supostamente mais do que a simples recordação dos vossos ideais e princípios; aquilo de que estamos a falar consiste em mais do que chamá-los à atenção para o cultivo de princípios e para a adesão aos mesmos. O que queremos dizer, aquilo de que estamos a falar significa tanto a posse de ideais como de princípios, só que claramente definidos e integrados na vossa realidade e no vosso mundo. Princípios de tal modo impregnados que os consigam viver. Fazer o que é correcto por ser correcto fazê-lo!




Um Quarto Tesouro



A vossa força. Descobrir a vossa força e utilizá-la.

Temos vindo a referir o quanto os anos noventa têm sido um tempo de descoberta das vossas forças e da sua utilização.

De tempos a tempos alguns de vocês interrogam-se: “Que forças possuirei eu em particular?” Referiremos aquelas a desenvolver em primeiro, segundo e terceiro lugar, de modo a obterem êxito com tais forças, ao invés da frustração dum novo falhanço. Descubram onde reside a vossa força e não a rotulem simplesmente como tal, mas procurem viver e inspirar esse tesouro da força.




Um Quinto Tesouro



A motivação – a motivação; sentir-se verdadeiramente motivado.

“Sinto-me motivado”, direis vós. Sim, podemos constatar que encontraram alguma motivação, porém, também poderão notar a diferença em quantos se sentem motivados de um modo mais profundo do que vós. Esses não precisam trabalhar a motivação deles do mesmo modo que vocês parecem fazê-lo; eles não precisam recordar-se disso. Não a perdem para a poderem voltar a descobrir. Não lhe voltam costas para depois a retomarem de volta; todavia, ao mesmo tempo não se deixam obcecar por ela.



É muito estranho como alguns podem sentir completa motivação sem se deixarem obcecar. É o tesouro da motivação que lhes confere a qualidade de não precisarem recordá-la nem convencerem-se dela; é esse tesouro que passará a eliminar toda a necessidade de se persuadirem a si próprios, a fim de se poderem sentir motivados. A motivação pode tornar-se uma parte fundamental de vós sem se tornar numa obsessão.




Um Sexto Tesouro



Reside na vossa identidade – naquilo que são, no que dizem, no que pensam e fazem. Mas naquele que SÃO realmente - não somente a ilusão, não somente o veículo que carregam, (físico) não somente aquilo que apresentam ao exterior mas o vosso verdadeiro e profundo eu real.



O Sétimo Tesouro



É a criatividade. Não só a capacidade autista, não só o talento mas a criatividade para perceber, e com base nessas percepções, conceber, e a partir de tais concepções, perceber de novo; e com base nessas percepções, criar, conceber de novo; criar um movimento perpétuo contínuo de percepção e de concepção, de percepção e concepção que não assente na informação exterior, que não dependa da força externa mas seja completamente auto-gerada.

Criatividade.



Os tesouros...



Mas quando descobrem o significado do seu ser e o destino, a sua personalidade e a sua imagem, o carácter, a força, a motivação, a identidade (quem realmente são) e a criatividade num movimento perpétuo, o próprio acesso a esses tesouros modifica-os e eleva-os. E com uma postura assim elevada poderão então activar o milagre do êxito.



Dito de outro modo; uma vez revelados esses tesouros e obtido o acesso a eles, eles, por seu turno, exercerão um impacto sobre vós e elevá-los-ão a um outro domínio, a um mundo completamente diferente que de outro modo permaneceria sepultado nas areias do tempo e do espaço, da energia e da matéria; um mundo dum êxito miraculoso.



Mas, como haverão de descobrir tais tesouros? Como haverão de estabelecer o contacto? Que modo tão particular será esse pelo qual poderão tirar proveito da matéria e da energia, de forma a criar esse campo de forças, ou ressonância?



É através da experiência intensa e da exploração em profundidade das vossas emoções. Não algo novo, Não algo em determinada parte; não algo de que jamais tenham ouvido falar ou nova técnica que passarão a começar a partir do zero, não...  É por meio da exploração das vossas próprias emoções com uma profundidade e intensidade que vos possibilitará criar esse campo de forças que, por sua vez os alçará a essa posição única e poderosa, à postura da obtenção de acesso a tais tesouros. E assim que acederem a esses tesouros, eles por sua vez passarão a exercer impacto em vós e a elevá-los a um mundo completamente diferente que de outro modo fica ocultado por entre o tempo e o espaço, a energia e a matéria, um mundo de um sucesso miraculoso.




Os Tesouros - Sete:



Destino e significado, personalidade e carácter perfazem os primeiros quatro. Os restantes são: força, motivação e identidade. Sugeríamos além disso, que quatro desses tesouros comportam em si mesmos um campo de forças – uma ressonância – duma criatividade perpétua. Quando descobris os vossos tesouros, o simples acesso que eles possibilitam muda-os e eleva-os a uma posição única pela qual se tornam capazes de activar um êxito milagroso.



Os próprios tesouros alteram-nos, e na elevação que os leva a sentir podem alçá-los a um reino ou domínio que, de outro modo, permaneceria escondido nas areias do tempo e do espaço, na matéria e na energia.



Como irão descobrir esses tesouros? Como irão sintonizá-los? Que forma tão particular e específica será essa que pode manter essa energia e matéria de modo a criar esse campo de forças, essa ressonância?



Sugerimos que é através da experiência intensa e da exploração em profundidade das vossas emoções. Nesse sentido, e por meio das vossas próprias emoções, com uma intensidade e profundidade tais que vos leve a criar um campo de forças que vos alça a essa posição única e poderosa, de acesso irrestrito aos tesouros.



Sendo assim, porque não? São dotados de emoções que conseguem sentir e experimentar; que os podem guiar e dirigir a vida – quer de encontro a um muro, quer facilitando tal acesso. Do que sentem medo? Porque não lidam com as vossas emoções de modo intenso e profundo? Bom, por toda uma panóplia de razões!



Sugerimos que as vossas emoções se assemelham a um lago; fluidos, água, emoções. Lá no fundo residem estas arcas do tesouro, bem lá no fundo. E vós permaneceis bem na superfície do lago. Muitos temem lançar-se completamente a esse lago de emoções. No entanto, elas aí estão... “Pois, as minhas emoções; tudo bem. Consigo percebê-las. Alguma raiva por aqui... Alguma ofensa por acolá, à mistura... Algum medo mortal de repassar tudo de novo. Alguma frustração e alegria, certamente. Algumas centelhas iridescentes de amor e alegria... Sim, está tudo aí. Irra!



Mas não vão lá! Não vão lá! Temem lançar-se às águas - não se permitirão mergulhar na emoção. Olhar? Tudo bem! Mergulhar? Nem por sombras! Outros põem um pé na margem, sabem como é, remexem um pouco com a cauda: “Oh, que emoção tão intensa que me arrebatou”... “Ena, quanta emoção. O mundo devia deter-se e dar vivas! Os sinos deviam começar a tocar e os céus a abrir-se... Que emoção!”...



Por vezes dão por vós a dizer: “Bem, só estava a expressar as minhas emoções”, como alguém que tudo perdoa, não é? “Hei! Não tenho que me responsabilizar por essas emoções. Eu senti-as. É o melhor que a maioria consegue.”



E, de facto, desafortunada e tristemente é mesmo. Alguns de vocês saem e saltam exactamente para aí, não é? Saltam aí e brincam aí às voltas nas águas pouco profundas, provocam esguichos com as emoções, divertem-se com isso, etc. Já se for mais fundo, “Oh, se não der pelo queixo...”



 Bem, se calhar estou para aqui a exagerar um pouco, não? Provavelmente encontro-me de mau humor, sinto-me deslocado. Não liguem a nada do que estou para aqui a dizer, que pode bem não passar duma fantasia tonta.”



E lá vão eles!... Acabam sempre por se enxugar, não é? E por voltar ao normal, de modo que não mais sintam o que quer que seja. Alguns recorrem à autocomiseração de forma a não dar vazão às lágrimas, como se fosse um veludo bastante absorvente...



Outros recorrem à diversão da culpabilização e da hipocrisia, da importância própria, ou então agarram-se a um retalho qualquer do passado a fim de se enxugarem e de permanecerem afastados de toda a emoção mais avassaladora. Alguns começam a chapinar na água; aproximam-se e retiram-se repetidas vezes, enquanto continuam a fingir que o lago é demasiado fundo – pavorosamente fundo.



Se lhes for dito – enquanto mergulham no lago e começam a nadar – que ele tem seis pés de profundidade, a maioria não terá problemas. Alguns poderão mesmo permanecer de pé, já que a sua estatura lhes possibilitará tal coisa, porém, isso haveria de deixar a maioria a pensar. Mas lá acabariam por conseguir avançar. Mesmo que não conseguissem nadar haveriam pelo menos de se molhar. Já se lhes disséssemos: “Ena pá, enganámo-los: dissemos seis pés mas devíamos ter dito seiscentos ou seis mil pés”. Subitamente, a coisa torna-se verdadeiramente assustadora...



Vocês tanto podem morrer com seis pés de água como com seis mil, mas existe aqui algo com relação a essa maior profundidade que permanece como um factor do desconhecido. E como tal, permanece assustador. Gostaríamos de sugerir que há nisso algo do tipo: “Onde é que isso irá dar?” que o torna aparentemente terrífico. Pode ser um monstro aterrador, pré-histórico, ou qualquer coisa do género. Pode tratar-se duma caverna que entre em colapso. Já se fizeram muitas películas cinematográficas sobre as profundezas oceânicas em que se descobriam os horrores que lá se localizam nessas imensas profundezas.



 Trata-se bem dum sentimento arquetípico: podem relacionar-se com ele por experimentarem o mesmo tipo de pavor, no sentido emocional, relacionado com a profundeza das emoções. Porquê? Que poderá isso ter de tão assustador? Por que razão não exploram as profundezas das vossas emoções?




O Que Lhes Foi Incutido



1-  Em primeiro lugar parece assustador devido ao que lhes foi incutido. Ensinaram-lhes a manterem-se longe das “águas profundas”. A alguns foi mesmo incutido que nem sequer devem molhar os pés: “Não se imiscuam no lodaçal das emoções.”



2-  Ensinaram-vos que as pessoas deixariam de gostar de vós, caso se tornassem demasiado emotivos ou demasiado expressivos no campo das emoções ou dos sentimentos. Ensinaram-lhes que, se não conseguirem impedir de ter sentimentos pelo menos deviam ter a cortesia e usar da etiqueta, ou decência de os guardar para vós... Ensinaram-lhes isso os vossos pais, amigos, irmãos, bem como os pais dos vossos amigos e os vossos professores - não todos, mas a maioria... A simplesmente controlarem as vossas emoções: “Calem-se. Ninguém quer saber dos vossos sentimentos. Calem-se e prestem atenção. Portem-se bem porque senão terei de mandar chamar os papás e terei de os fazer confrontar-se com os vossos desequilíbrios emocionais.”



Mas em que consistirão os vossos desequilíbrios emocionais? “Bem, eles insistem em expressar as emoções que os invadem e continuam sistematicamente a manifestar raiva e a dar uma má reputação à classe. Simplesmente não consigo faze-los permanecer no lugar. São tão emotivos. Temos que ensinar o seu filho a ver-se livre daquelas emoções.”



São ensinados pelo sistema, pela sociedade, pela televisão, e é claro, pelos livros que lêem e pelas notícias. Os factos do vosso mundo transmitem-vos com frequência essa mensagem com toda a clareza: ”Não se entreguem às emoções; se tiverem de o fazer, façam-no a meio da noite, de modo privado e então, aconteça o que acontecer, não se deixem afogar nessas emoções.”



3-  Não são somente ensinados com relação a este aspecto porque certamente também lhes foi dito que se podiam tornar demasiado sensíveis. Sim, tornar-se demasiado sensíveis. Ninguém gosta de quem se mostra demasiado sensível nesse particular aspecto. Não estamos muito certos do que significa realmente ser demasiado sensível, mas em todo o caso, foi-lhes incutido isso nesses moldes e esses ensinamentos só por si já chegam: “Ah, é claro que não desejava tal coisa.” Entretanto, ninguém se dá ao trabalho de se interrogar quanto ao: “Eu não desejava tornar-me demasiado sensível.



Nesse sentido, foram condicionados que de algum modo não seriam aceites ou se tornariam demasiado sensíveis, e também imprevisíveis. Ninguém haveria de ser capaz de os reconhecer – de prognosticar a vosso respeito - ou de os ler como um livro. Ninguém haveria de ser capaz de apurar o que se passaria convosco. E assim, foi-lhes incutido, foram condicionados a acreditar que essa falta de previsibilidade seja uma coisa ruim. Ensinaram-lhes que se trata duma coisa terrível.



4-  Também lhes foi incutido tratar-se dum sinal de fraqueza. Frequentemente, dentro do consenso da realidade, as pessoas que se tornam demasiado emotivas são encaradas como sendo fracas. Enquanto produto dum sistema chauvinista, tanto homens como mulheres são frequentemente levados a acreditar numa inverdade: a de que a razão por que as mulheres não conseguem tornar-se verdadeiramente autoritárias nem fazer-se respeitar se prende com o facto de serem tão emotivas, de sentirem as emoções com demasiada intensidade e de serem imprevisíveis.



Qual é mesmo a frase tão comummente empregue? “As mulheres, aha! Quem as conseguirá entender?” Já com relação aos homens não notam o emprego da mesma frase. Porque, sabem como é, os homens são, por tradição, pouco emotivos. E mesmo que o sejam, não são levados na conta de tal. Além disso, mesmo que o sejam também são apelidados de serem “como as mulheres”. São rotulados e afastados como demasiado fracos. Na verdade, se um político expressar emoção é certo que venha a perder. Por que: “Não se pode escolher um político que seja emotivo! Não podemos ter um líder que ouse dar ouvidos aos sentimentos!” Tiveram não sei quantos séculos sem líderes que expressassem os seus sentimentos e vejam onde é que chegaram... No entanto foi isso que lhes foi ensinado.



Viram quando Pat Schroeder chorou ao retirar-se da corrida ao senado, e como, há vários anos atrás Edmund Muskie pareceu cair num pranto por alguém lhe ter insultado a mulher – a quem ele amava muito...



Bom, logo aí a coisa vem ao de cima: “E se ele se desmanchasse num pranto na mesa das negociações?” Bem, provavelmente à mesa das negociações não se dariam esses modos desleais de insultar a esposa. Todavia, tendem a ver as expressões emotivas como sinal de fraqueza, e a decidir-se por não se expressarem nem darem parte de fracos.



Outro tipo de preocupação que se prende com a expressão tem que ver com o facto de se tornarem imprevisíveis, incontroláveis e menos susceptíveis à manipulação. Deixam de ser tão acessíveis. Tornam-se mais difíceis de controlar e de manipular. Outros ver-se-ão incapacitados para dar expressão às emoções por não admitirem ter emoções. Portanto, as pessoas não querem que se tornem emotivos porque desse modo iriam além do nível do seu alcance.



5-  Além disso, foi-lhes ensinado que adquiririam demasiados humores. E incutiram-lhes ser mau ter humores. Avisaram-nos para não abrigarem humores. Explícita ou implicitamente foram encorajados a tornar-se plásticos, não foi? São encorajados a não sentir coisa nenhuma, a agir com robôs e a deixar que “os outros” puxem a corda - para proferir os termos que habitualmente empregam.



Trata-se duma realidade consensual prescrita com a indicação de os proteger do caos, de investir fortemente em coisa nenhuma que seja imprevisível ou inesperada, e por certo, nada ter que ver com os humores: “Ah, santo deus, eles são dados a humores!” Que coisa serão os humores? Ninguém se dá ao trabalho de investigar. Ter humores já é quanto baste, não é mesmo? “Bem, se eles têm a tendência a deixar-se conduzir pelos humores, já se sabe que não negociaremos com eles. Não podemos promover uma pessoa assim; eles podem tornar-se mal-humorados!



6- Além do mais, podiam tornar-se individualizados e independentes demais. Podiam tornar-se instigadores de conflito por se acharem constantemente a sentir.



E assim vos ensinaram de diversos modos, percebem? Mas não existe um único culpado no singular. Não se trata unicamente duma falha da parte da mãe ou do pai. A coisa barrica-os por todos os lados. Desafortunadamente, diríamos que mesmo nesta Nova Era lhes ensinam a não sentir, ou a sentir somente emoções “espirituais” e aceitáveis.



Tal condicionamento encontra-se frequentemente alijado ou camuflado nas meias verdades inerentes à filosofia do desapego. O desapego constitui um belo conceito. No entanto, pode até mesmo ser utilizado para ensinar – condicionar, adulá-los, encorajando-os a suprimir as emoções e a permanecer pelos baixios. De qualquer modo, o preço a pagar consiste em negarem a si próprios os tesouros que os aguardam nas profundezas das emoções que sentem.




Receio do que Possam Vir a Descobrir



Foi-lhes dito – e muitos chegaram mesmo a crer nisso – que não devem deixar-se envolver com as emoções pois nunca se sabe que trabalhos poderiam vir a encontrar. Desse modo os ensinaram e condicionaram a acreditar.



Que poderá acontecer se me deixar arrastar para águas tão profundas como as das emoções? Já o experimentei e não me agradou, coisa que acabei por descobrir. Descobri uma raiva insondável, assim como mágoa, frustração, desapontamento, depressão, medo. Descobri fúria e furor, assim como ódio. Descobri que dirigia emoções a certas pessoas, coisa de que não gostei nem um pouco. Dei com uma criança no meu íntimo, que era portadora de tais emoções com relação ao pai e á mãe, aos amigos e primos. Descobri um adolescente que nutria esses mesmos sentimentos com relação às mesmas pessoas e para com o mundo em geral. E descobri que, mesmo eu, um adulto, albergava o mesmo tipo de sentimentos. Oh, não gostei nada do que descobri”.



Mas, não são as emoções a que chamais negativas que conduzem à contracção, que os assustam, sabem? O amor, a alegria e a felicidade também os deixam apavorados. Além disso, por ironia, são essas emoções positivas – que descobris através da mímica – que se apresentam como as mais terríveis. Poderemos sugerir que não vos amedrontais tanto com relação à vossa fúria quanto pretendeis? Já o experimentastes durante vários anos. Sabem exactamente o que fazer com a vossa ira; já o fizeram. Foi o amor que os iludiu. Foi a alegria que os iludiu. É o êxito - bem como as magníficas emoções associadas a esse miraculoso êxito (ou a outro qualquer) - o que mais se revela aterrador. A razão por que podem não encontrar uma relação adorável podia ficar a dever-se ao temor que sentem em relação aos vossos sentimentos que tal relação faria despontar. Tais sentimentos poderiam incorporar raiva, mágoa; mais, esses sentimentos podiam incluir felicidade e alegria.



Sim, sabemos que recorrem a isso como desculpa e que a utilizam de forma convincente muitas vezes. Mas, de facto, quando clarificam todos esses sentimentos de contracção, as relações tornam-se frequentemente mais aterradoras do que o eram antes, porque agora se acham confrontados de forma desnudada com o amor, com a intimidade, com o carinho. Então são confrontados com a alegria e a excitação e o entusiasmo – e todas aquelas emoções que não experimentam. Não perspectivaram forma de as ocultar nem de as controlar ou de as suprimir. E desse modo, elas deixam-vos aterrados.



Atrever-nos-íamos a sugerir que se acham mais assustados com essas emoções positivas – ou mais correctamente, com essas emoções de expansão – do que com as de contracção, muito embora se convençam do contrário. Temem o que possam vir a descobrir. Além do mais notarão que quando são arrastados para as camadas profundas das vossas emoções, as primeiras com que se defrontam são as que conduzem à contracção.



Tratamo-las na qualidade de “emoções que conduzem à contracção” em vez de negativas. Sabemos que a vossa realidade consensual as trata como negativas. A sociedade apelida-as de raiva, mágoa, medo, dúvida, insegurança, ciúme, ira e depressão, tudo emoções negativas. Além disso não lhes recomenda uma abertura a tais emoções.



De facto, e de acordo com a vossa realidade consensual sugeríamos que, se forem levados a senti-las, sentir-se-ão encorajados a procurar ajuda – não para as expressar mas para se livrarem delas... Temos conhecimento de que muitos de vocês se acham envolvidos com abordagens de tipo psicológico; a maioria de uma forma mais humanista, mas nos anos 40, 50 e 60 – e mesmo nos 70 e parte dos 80, a maioria da psicologia consistia em métodos para vos auxiliar a livrarem-se das vossas emoções – e não para os ajudar a expressá-las.



A vossa ira pode ser negativa, sem sombra de dúvida, porém também pode tornar-se uma farsa tremendamente positiva. Sentir a vossa depressão é uma coisa fantástica a fim de os levar a contactar as formas de ira mais ténues, bem como com as mágoas que os aprisionam. Possibilitam-lhes o contacto com uma mudança súbita e rápida. Leva-os a contactar formas de raiva por que acreditam poder vir a ser punidos. A depressão, quando utilizada de forma apropriada consiste numa emoção fantástica. É uma forma de alarme; um sinal a avisar-vos da existência dum problema. Pode vir a tornar-se, porém, não tem que o ser forçosamente.



A emoção negativa constitui uma forma de opressão social do sentir. Sugerimos que toda a emoção que é negativa é uma emoção que não é expressada, qualquer que seja. A raiva que não é exprimida é negativa. E o amor que não é expressado é negativo. A mágoa que não encontra manifestação pode tornar-se negativa e liquidá-los. Mas a alegria que recusam exsudar do vosso sistema pode levá-los a rebentar, sem sombra de dúvida. Pode tornar-se tão fisicamente devastador como qualquer mágoa ou raiva.



Vejam bem, o amor, a felicidade e o entusiasmo, quando não são expressados tornam-se emoções destrutivas – exactamente do mesmo modo que a raiva, a mágoa e a fúria o são. Por outro lado, quando são expressados tornam-se incrivelmente positivas (do mesmo modo que a raiva, a mágoa e a depressão podem tornar-se incrivelmente positivas). Referindo-nos de novo aos milagres e às ocorrências milagrosas sucedidas na Europa (com a queda do muro de Berlim e o rompimento da URSS, e o fim do Apartheid, na África do Sul) se não tivesse sido devido ao furor irrevogável, se não tivesse sido devido à raiva nem à depressão ou a um sentimento de mal-estar, nenhuma dessas coisas teria ocorrido. Se, na realidade essa gente tivesse aferido as suas emoções pelo que de contrário ao Estado representassem (contra a sociedade) enquanto negativas (exactamente nos moldes habituais que lhes tinham sido incutidos) nada disso teria mudado.



Esses brancos e negros que, de modo idêntico percebiam o Apartheid como uma coisa errada e contra o qual nutriam raiva, foram os que produziram a mudança. Aqueles que se recusaram a expressar a sua raiva, e se recusaram a admiti-la, que a negaram e a rotularam de negativa e como coisa má foram os que deram continuidade à complacência. E isso refere todo o tipo de mudança.



Qualquer mudança que tenha ocorrido no vosso mundo – tipo libertação feminina ou qualquer outro tipo de conquistas obtidas por parte das minorias – não procede da vontade de cooperar com o sistema nem brota do comum “ser bom” nem do evitar ser “desordeiro”. Nenhuma dessas mudanças teria ocorrido se não tivesse sido incentivado por essas “emoções negativas”. Desse modo diríamos que quando essas ”emoções negativas” não são expressadas, vocês percebem o impacto que têm – cancro, doenças do coração, problemas respiratórios – a que se deve que as emoções não expressadas os possam liquidar. Podem rebentar com o coração; sufocá-los.



As emoções negativas não são a raiva nem a mágoa. As emoções negativas são as que - quaisquer que elas sejam - não são expressadas. Ipso facto, as emoções positivas não são o amor, a alegria nem a felicidade mas todas as emoções que são expressadas – apropriadamente, certamente; porém, expressadas.



Que ocorre quando começam a ir ao fundo no conhecimento das emoções que os inundam? Acedem a um patamar de fúria e de raiva, mágoa, depressão, medo e dúvida de todo o género, sem sombra de dúvida. E comummente, quando se iniciam neste mergulho e começam a atingir esse patamar – deixam-se dominar pelo pânico. Ficam amedrontados e voltam costas: “Não gosto disto. Porque será que o “fundo” das minhas emoções não pode ser amor, alegria e felicidade? Porque terá sempre que ser constituído por raiva e uma fúria destrutiva?” Bom, a alegria e a felicidade encontram-se ambas lá; só que no fundo, bem fundo. “Porquê, porquê?”



A razão de ser assim deve-se a que as emoções mais pesadas se afundem mais depressa... “Estás a querer dizer que a raiva que sinto não é suficientemente densa, pesada?” O que estamos a dizer é que a vossa raiva é densa, porém, o vosso amor tem ainda mais peso. A vossa capacidade de sentir raiva - não importa quanta raiva sejam capazes de sentir - não é nada em comparação com o amor. Vocês destacam-se pela vossa capacidade de sentir amor. O amor é a luz e no entanto constitui a emoção mais pesada de todas.



A vossa mágoa, conquanto possa ser dolorosa – e estamos bem cientes do quanto pode ser excruciante para a maioria – não é nada se comparada ao poder, ao peso da vossa esperança, do vosso entusiasmo e da vossa alegria.

Do mesmo modo que ocorre com as mudanças que se operam no vosso mundo físico, quando se pretende produzir mudança sempre se exprimem apropriadamente emoções de contracção – seja raiva ou fúria, ofensa ou ultraje. Abaixo disso, aquilo que sustenta tal mudança é o amor. A raiva que destitui uma tirania não é suficiente, pois a raiva por si só, simplesmente substituirá uma tirania por outra. Porém, quando essa raiva se faz acompanhar pelo amor, é justamente quando a completa mudança se dá.



Nesse sentido, todo o governo ditatorial que já sucedeu neste vosso mundo – seja em que faixa temporária for que tenha ocorrido – foi promovida por uma exigência de mudança em resposta a toda a injustiça, absolutamente. Toda a forma de tirania brota da fúria, da raiva, da depressão e do desespero, sem sombra de dúvida. Porém, quando não conseguiram ir mais fundo do que as emoções que conduzem à contracção, eles acabaram tornando-se na própria tirania que destituíram. É somente quando essa profundidade das emoções que se contraem se deixa suplantar por essas emoções mais densas, mais vastas e profundas do amor, da alegria e do entusiasmo e da esperança, que a verdadeira mudança pode ocorrer.



E é nesse apuro que se acham as nações do leste europeu actualmente (anos 90). Eles chegaram à raiva e à fúria mas serão capazes de prosseguir rumo às emoções mais fundas, ou substituirão simplesmente uma tirania por outra? Permitirão que as emoções mais profundas e pesadas, expansivas, produzam uma mudança permanente, em oposição à mera interrupção?



Por certo que, quando começam a sentir as vossas emoções em profundidade começarão por tocar a vossa raiva, fúria, mágoas – sem qualquer dúvida! Porém, continuem; quando obtiverem a certeza de não serem capazes de prosseguir, por nada mais pressentirem – “Isto é tudo aquilo que me compõe.”- Então vão mais além. Aí começarão a entrar em sintonia e a penetrar no reino dessas emoções expansivas. E então, quando se sentem verdadeiramente aterrados... Por ora, se acharem que estão a sentir essas emoções positivas, então vão ainda mais fundo.



Porque, vejam bem, alguns de vocês experimentaram ir suficientemente fundo. Podemos dizer: “Vamos lá falar da vossa raiva”, e vocês deixam-se animar “Oh, sim, claro, já tive ocasião de passar por isso”. “Vamos lá falar sobre esta raiva! Deixe que lhe dê o exemplo da minha mãe.” Não é mesmo? “Deixa que te conte o que o meu ex me fez.



Além do mais são capazes de se enfurecer, e de gritar, de vibrar e de fazer uso de todas essas analogias: “Apetecia-me estilhaçá-los, enganá-los, atirar com eles contra a parede, cortar-lhes as goelas, arrancar-lhes o coração. Apetecia-me...”



Mas por ora vamos para além disso, passamos para o outro lado e vamos até: “Oh, não tenho nada a dizer neste momento.” “Amor? Não me apetece falar disso; primeiro temos que pôr fim a isto, percebe?”



Alguns de vocês tornaram-se muito bons a penetrar tão fundo as emoções, porém, não alcançaram as emoções verdadeiramente densas que encontraram no fundo: o amor, a alegria, a felicidade e o entusiasmo.



Medo de Caírem na Cilada da Emotividade



Sentem medo da profundidade por pensarem que possa aprisioná-los: “E se eu perco o controlo? E se me torno emotivo? E se as pessoas me começarem a encarar como alguém que está o tempo todo a sentir? Que coisa poderei fazer? Detestaria passar a ser controlado pelas minhas emoções!”...

Já são... Já o são!



O que fará com que andem adormecidos e à parte e vivam como uma espécie de autómatos? Que é que os mantém dormentes? O que é que os impede de despertar? As emoções. Elas já lhes governam a vida de modo efectivo. Talvez seja irónico referi-lo, mas vós jamais podereis “perder o controlo”.



O medo que têm é de: “Poder ir demasiado fundo; quatro mil pés de profundidade seria demasiado. Explodiria ou rebentaria. Tornar-se-ia demasiado tarde e a pressão tornar-se-ia demasiada. Não seria capaz de poder voltar à superfície a tempo de poder respirar. Receio perder-me arriscando-me tão fundo.”



Mas isso jamais ocorreu. Ninguém, alguma vez experimentou tal coisa. Aqueles que atingem a perdição são aqueles que se recusam a sentir as suas emoções e não os que as sentem. E mesmo assim, trata-se duma forma de temor com que, no prosseguimento do mergulho, muitos de vocês se deparam.




Receio da Intensidade



Não são só as emoções que os aterrorizam. A intensidade que essas emoções podem atingir constitui igualmente um receio. A maior parte será levada a sentir raiva ou mágoa, porém, a maioria desses ver-se-á incapaz de sentir uma mágoa ou uma raiva intensas. Muitos nem sequer saberão em que consistirá tal intensidade de sentir. Intenso não significa somente elevado; é não perder o controlo nem tampouco deixar-se vencer pelo drama.



Contudo, é isto que frequentemente lhes sobrevém á mente quando pensam em sentir com intensidade. Por exemplo, se expressarem a mágoa que sentem enquanto esboçam um sorriso, ou se desculpam por a estar a sentir: “Bem provavelmente não devia estar a sentir isto... Provavelmente é bastante ridículo e estúpido e eu não terei razão para... Sinto-me aterrado.” Vocês sentem pavor das emoções mais intensas.



Neste sentido, por vezes dirão:” Sinto como se ninguém quisesse saber.” Sempre a sentir, porém sem jamais chegarem a SENTIR. Porque, vejam bem, sentir-se apagados ou como uma espécie qualquer de coisa, nesse exacto sentido, é justamente não sentir; é contornar o sentir.

Imaginai que algures neste lago se situa (começa a desenhar no quadro) a raiva intensa que vocês sentem de facto. Ali situa-se “sentir-se como um bocado de lixo.” Neste outro ponto está o “sentir que ninguém se interessa.” Acolá “sentir que ninguém tem vontade de aparecer.” Ali a “frustração”. Ali a “perturbação”...



Como te sentes? “Bom, sinto-me...” E em seguida saltam aqui para a “mágoa” e a seguir para a “alienação”, para a “dissociação”, para a “privação dos direitos”. Não é? E depois voltam aqui e sentem-se frustrados, postos de parte.” Logo voltam de novo aqui e acolá, só para tornar a coisa mais interessante. E uma outra emoção qualquer que ainda esteja por definir, e circundam-lhe as bordas exteriores: “Ah, estou a sentir as minhas emoções.” Sim, sentem as emoções mas sugerimos que o que os impede de chegar mais fundo seja a intensidade, que os assusta.



E desse modo: “Sou capaz de representar, entrar na dança; posso mesmo bradar e gemer, dar uns socos, puxar o cabelo, mas não espereis que sinta com intensidade. É demasiado assustador. Disseram que é muito assustador. Posso ter que resistir, sabem? Posso ter que actuar segundo os meus princípios, para variar...”



Além disso, se tocarem verdadeiramente a essência da emoção, talvez tenham que desistir de a manipular... “Bem, entendam, é devido ao facto disto me ter acontecido quando tinha cinco anos...



Agora que entendem isso, que farão com a coisa? “Bem, eu tinha pensado em embrulhá-la para a poder usar mais tarde!” Não estão a tentar livrar-se disso, estão? “Naaaa!!... Torna-se conveniente quando me sinto comprometido no enquadramento que faço da realidade; demasiado conveniente.” Portanto, deixa-se desenrolar a “história do incidente que tive aos cinco anos. Já lha contei? E a daquele incidente que tive aos sete anos? Também já a conhecem não é? Bom, esta relação está terminada... Tenho que ir à procura de alguém que não conheça as minhas histórias, de modo que possa começar de novo...”



E depois ainda se admiram das relações durarem três anos e terminarem prematuramente; depois mais quatro anos, e ponto final. É por se vos esgotarem as histórias! Quando deixam de saber representar, etc. E deste modo: “Não vou tocar isso com intensidade pois teria de abandonar a manipulação, podia ver-me na contingência de ter que mudar. Posso não ser capaz de punir ou de julgar.




Medo de se “Deitarem a Perder”



Com o que poderemos deparar-nos mais? O medo de se perderem, ou de ficarem malucos – medo que a raiva, o temor, o amor, a mágoa, a alegria ou a felicidade sejam demasiado intensos para suportar. Trata-se dum temor pelo qual de algum modo possam perder contacto com a realidade. “Afinal”, pensarão vocês: “ Há por aí instituições cheias de gente que foi além dos limites.” Não, isso não é verdade. Essas instituições estão cheias de gente que se recusa a “penetrar as águas”. Realmente não há ninguém que se tenha perdido por ter expressado as suas emoções de forma honesta e genuína. Sim, há aqueles casos de pessoas que se deixam inundar pela ira e saíram por aí a matar pessoas. Sim, têm existido casos de assassinos em série e raptores e pessoas que cometem crimes hediondos em nome das emoções “negativas”. A sociedade diz que são cometidos por pessoas que sofrem colapsos nervosos ou que perderam as estribeiras. Isso, porém, é o que a sociedade lhes diz, e o que vocês querem ouvir, por se enquadrar no paradigma do chauvinismo e parecer mais seguro.



Sugerimos que, se esses raptores, assassinos etc., expressassem as suas emoções com honestidade e encontrassem um formato adequado à sua expressão, jamais teriam ultrapassado as normas. Mas, precisamente por não saberem para onde encaminhar essas emoções nem saberem como lidar com elas, é que eles perdem as estribeiras: “Ele sempre pareceu tão bom rapaz; jamais foi desordeiro, jamais se pronunciou fora da sua vez, jamais revelou qualquer irritação. Não me lembro de alguma vez o ter visto zangado, e tampouco compreendo o que possa ter ocorrido de mal.”



Precisamente por eles terem permanecido aqui demasiado tempo (apontando para um ponto do esquema traçado no quadro) sem sintonizar as suas emoções – isso foi o que os conduziu à beira do abismo; terem deixado de estabelecer uma sintonia com as suas emoções mas descoberto finalmente uma saída, um escape destrutivo e violento, por onde todas as suas emoções saíram aos borbotões.



Mas não se deve a que tenham mergulhado fundo, nem ao facto de se terem “deitado a perder” ou caído ao precipício. Isso não acontece. Mesmo assim, trata-se duma forma de medo fundamentado. As pessoas foram condicionadas a sentir medo e querem sentir medo em relação à profundidade das emoções. E isso é tudo o que a sociedade consensual terá a dizer-lhes. É o que a maioria inserida nesse consenso pretende ouvir. Não se trata de nenhuma conspiração, mas duma dança, uma dança entre a sociedade e o indivíduo. A dança consiste em: “Manter-se firme na margem, acima da linha da água”. Mas aqueles que se deitaram a perder fizeram-no precisamente por nunca terem experimentado ou aprendido a lidar com as emoções em profundidade.



Medo da Mudança


Há também o receio de que a vossa vida possa sofrer uma mudança. Quando se sente de forma honesta e genuína as emoções em profundidade, é frequente passarem por uma transformação. Despertam e começam a explorar como nunca. O “mesmo velho modo” deixa de ser aceitável; mudam. E a mudança assusta muitos. É assustadora.



Por vezes, nas relações, ambos os parceiros são arrastados para um abismo de emoções e um deles decide atirar-se a fundo. E a relação sofre uma mudança. Por vezes um deixa o outro para trás. Ou então, o outro, assustado, escapa ao primeiro. Assim na medida em que tiverem experimentado tal profundidade e regressado, deixarão de ser os mesmos. Portanto, as relações mudam, assim como as amizades, os empregos, as perspectivas e mesmo as atitudes. A realidade pode tornar-se miraculosamente bem-sucedida, e esse é um mundo de todo diferente do anterior. E precisamente por terem medo que a vossa vida sofra uma mudança, sentem medo da emoção.



Receio de se Comprometerem


Finalmente segue-se o medo da responsabilidade. A responsabilidade e o poder que encerra assusta muitos e deixa aterrados outros tantos. Se chegarem a tocar em profundidade as vossas emoções, tornar-se-ão responsáveis pela vossa realidade; tornar-se-ão responsáveis e criá-la-ão com sentido de poder. Sugerimos que quando se afastam da margem, quando mergulham e encontram o vosso caminho para as profundezas colocam em movimento certas formas de escolha e de decisão, certos pensamentos e sentimentos.



Quando mergulham e começam a penetrar a fundo naquilo que descobrem chegam a criar um campo de forças – uma ressonância que os elevará para além da sujeira, do atoleiro do consenso. Não os tornará “melhores” – não os tornará superiores. Mas criar-lhes-á um campo de forças que os mudará e elevará para fora do tempo, do espaço, da matéria e da energia em que normalmente encontram a vossa existência.



E descobrirão os tesouros que os demais só conhecem de ouvir falar. Há muitos que falam do destino e do significado. Mas realmente poucos o conhecem. Entendam que quando operam em função do vosso destino as coisas funcionam a vosso favor. Não existe qualquer modelo requintado. Quando actuam em função do vosso destino, a vossa vida resulta. Quando operam de acordo com o significado, a vossa experiência de vida resulta miraculosa, mágica, e vocês actuam com um êxito miraculoso.



As pessoas podem referir ser donas do seu destino e proclamar terem descoberto um sentido, mas frequentemente, esse tipo de declaração não passa de um amontoado de palavras ocas para poder conter qualquer poder de mudança.



Em que consistirá o vosso destino? “ O meu destino deve ser o de deixar uma marca de diferença, exercer impacto sobre o mundo; o meu destino reside na cura e na criação.” Muito bem dito mas, onde estarão as emoções? Serão essas emoções verdadeiras e estarão imbuídas de profundidade? Porque verifica-se com tristeza que tão belas declarações, que podiam conter tanta magia, são ocas. Mais triste ainda, é que vós culpais-vos e frequentemente terminais punindo-vos a vós próprios.



As palavras são destituídas de conteúdo e o destino fraco – não devido ao facto de serem inadequadas ou de não merecerem mas precisamente por carecerem da profundidade emotiva que poderia tornar essas palavras tesouros. Não é que sejam fracos mas é que as palavras são vazias e não abrigam qualquer tesouro.



Há também aqueles que detêm um destino que não se pode rotular de modo tão asseado e galante. Contudo, tal destino é rico e prenhe de emoções e profundidade – repleto de tesouros. Para eles, com um destino assim, tudo parece funcionar como que por magia e milagrosamente.



Quando operam em função do vosso destino, a realidade torna-se funcional. Quanto sentem significado – não descortinado nos planos etéreos mas a correr no sangue e nas veias, na coragem e no absurdo que o mundo encerra em termos de ilusão, a vossa vida opera de forma milagrosa.



Quando têm personalidade – não se trata de algo sobre o que leram num livro qualquer, nem algo que vos seja conferido pelas vestes apropriadas ou pela etiqueta – personalidade genuína, quer devido às emoções quer devido à profundeza das mesmas, a vossa vida passa a operar como que por milagre.



Quando desenvolvem uma personalidade que lhes seja inerente – que não se reporte ao carro ideal, aos vizinhos, aos ideais, ao melhor emprego ou ao hábito de assistir a peças de teatro certas e demais eventos culturais – a vossa vida passa a operar de forma miraculosa.



O carácter: Podem desenvolver princípios e estabelecer ideais e recordar-se deles todas as manhãs. Para alguns de vós isso torna-se deveras importante. Alguns que não possuem semelhante carácter podem ter que viver um dia de cada vez; um, depois outro e por fim outro, até que acabam por ficar condicionados. Mas então sucede o carácter que brota de forma automática e acaba por se tornar instintivo e inconsciente; conscientemente inconsciente. Esse tipo de carácter constitui um tesouro; é verdadeiramente um tesouro – é o verdadeiro tesouro.



E as capacidades de resistência que são um tesouro não resultam simplesmente de se recordarem, de se convencerem. São as forças operantes que produzem realidades a partir de si mesmas. E assim como sucede com a força, também sucede com a motivação. A motivação torna-se num tesouro quando deixa de ser algo sobre o que falamos ao espelho todas as manhãs antes de nos vestirmos e irmos para o trabalho a fim de ganhar o dia e ter direito a férias... O entesourar da força e da motivação não é algo que se empreenda a fim de permanecer ao abrigo dos apuros ou de fazer parecer bem aos outros. A verdadeira motivação não se preocupa com o que os outros pensam mas é de vossa inteira pertença para que façam o que quiserem.



E além disso há a identidade resultante do conhecimento de quem são na realidade. E uma criatividade em perpétuo movimento.



Qualquer um pode ouvir falar disto e condicionar-se a atingir determinados níveis de êxito, absolutamente. Mas, quando se recusarem a sentir as emoções a fundo encorajá-los-íamos a criarem artificialmente todas estas qualidades pois o êxito mundano que são capazes de gerar é preferível a êxito nenhum. Criai tesouros artificiais se tiverdes que o fazer, pois mesmo esses tesouros terão serventia. Mas em vez disso encorajámo-los fortemente a descobrir os verdadeiros, e o único local onde poderão alguma vez descobri-los será no fundo deste lago de emoções.

Não importa quanta desculpa e racionalização encontrem para vós próprios; é no fundo desse lago que haverão de encontrar os tesouros genuínos. Outros, que se interessam por essas águas rasas arranjarão uma insinuação e aqueles que exploraram e se iniciaram nestas águas profundas e se assustaram devido a um conjunto de razões qualquer – vocês haverão de experimentar algo.



E aqueles que mergulharam fundo e atingiram mesmo alguma dessa profundidade, sentirão saudades e uma certa tristeza, porque vocês conhecerão, porque vocês compreenderão aquilo de que falamos quando nos referimos a tesouros, porque vocês abeiraram-se bastante mas não chegaram bem lá. Sentirão saudades e alguma tristeza que serão incapazes de descrever. Porém, é por meio desta profundidade, por meio deste movimento de mergulhar em águas profundas, mergulhar até ao fundo, que descobrirão esses tesouros. Tais tesouros, uma vez descobertos e sejam pertença vossa, exercerão impacto sobre vós e elevá-los-ão a uma realização repleta dum êxito miraculoso.



As Dimensões do Êxito


O Cubo do Sucesso


O segredo da criação consciente do êxito consiste em não o tornar no objectivo central do desejo, da expectativa ou da imaginação. Ao invés, consiste na realização dos meios que se direccionam no seu sentido. Conforme sugerimos na primeira parte deste artigo subordinado ao sucesso, tenham por objectivo um sentido de poder, de criatividade, de produtividade, de consciência, de vivacidade. Visem a satisfação, a felicidade, a alegria, o acesso a recursos, e disponham-se à aventura. Abram o coração e a mente ao domínio disso.


Se visarem os meios do êxito, os fins – a sua manifestação actual – poderão ocorrer. Os fins seguir-se-ão. À medida que os meios são realizados, os fins seguir-se-lhes-ão.


Quando O Êxito Não Opera


E se não operar? As técnicas resultam. Muita gente produziu um sucesso imenso sob as sugestões que apresentamos. Não podeis culpar a técnica. Os conceitos apresentam consolidação. A Metafísica opera. Mas, e se não operar? Existem quatro coisas básicas que podeis fazer.


Podeis culpabilizar-vos a vós próprios, o que leva a que culpabilizeis os outros – alguém ou alguma coisa. Para tal fim, precisais voltar a empregar uma definição consensual da realidade do êxito. Precisais confiar numa contínua noção de inferioridade ou de superioridade para poderdes proceder a uma avaliação da culpa. Tal abordagem poderá parecer apelativa a muita gente, mas nós não a recomendamos, por só adiar a responsabilidade, que eventualmente precisareis assumir. E por constituir uma mentira.


Podeis andar às voltas com os receios de fracasso. Contudo, prevenimo-los de que o fracasso não é tão assustador quanto costumava ser. Afinal, cada um de vocês já lidou com o fracasso muitas vezes. De muitos modos, apesar de parecer desagradável, é familiar. Está na moda temer o fracasso. Pode revelar-se válido caso descubram o fio conduto, ou raiz, da humilhação, da perfeição, ou da pressão dos vossos pares que os deixam ficar mal. Aconselharíamos a considerar tal coisa mas não a demorar-se nisso. Não se deixem cativar pelos vossos receios do fracasso. É muito mais válido proceder a uma avaliação dos receios que sintam em relação ao sucesso. No percurso que trilharam, do potencial humano, depararam-se com a ideia do receio em relação ao êxito.


Existem vários receios associados ao pleno êxito. Alguns dos mais comuns são:

1- RECEIO QUANTO À RESPONSABILIDADE pela criação, manutenção, e sustentação do êxito uma vez objectivado. É mais fácil permanecer na mediocridade, por comportar um potencial aperfeiçoamento e louvor. Contudo, quando obtêm uma nota A, precisam mantê-la e sustentá-la.


2- RECEIO DA LIBERDADE em relação ao passado. Frequentes vezes têm revelado e deixado de revelar os “pactos do fracasso e da lealdade” junto de familiares, amigos, ou em relação a uma imagem destrutiva que tenham de vós próprios. Se forem honrados, tornam-se factores de aprisionamento.

3- MEDO DO TÉDIO, medo que a vida perca a sua vivacidade e atracção. Existirá vida para lá da ambição? Depois do êxito, que mais restará? Não saber pode deixá-los assustados.


4- O RECEIO DA USURA OU DA TRAIÇÃO acompanha o sucesso. "Eles podem pagar," ou "já deviam contar com isso," estão a pôr os vossos receios em movimento. Quando acham que seriam melhores, teriam mais atenção, ou que ririam um pouco mais com uma pessoa de sucesso por ser bem-sucedida, quando querem estar no ambiente de uma pessoa bem-sucedida na esperança de que isso seja desviado ou saiam beneficiados por se “encontrarem na sua esteira,” estarão a gerar os vossos próprios receios de ser usados ou traídos assim que alcançarem o sucesso.


5- O MEDO DA SOLIDÃO assemelha-se a uma névoa. Uma parte considerável da interacção que têm com os amigos tem que ver com a superação do fracasso ou a criação do êxito. Uma vez conseguido, de que é que falam? Qual será o fundamento das vossas amizades? Deixará espaço para o sucesso? Quantas vezes não terão ouvido: “Sim, mas serão felizes? Poderão ser ricos, mas vês como são solitários?”


6- O RECEIO DA VISIBILIDADE assusta muitos. Há o receio da crítica e do ridículo. O receio da humilhação e da rejeição, não por fracassar – conforme dissemos vocês fizeram isso muitas vezes – mas por serem bem-sucedidos.


7- O MEDO DO FUTURO cria o próprio limite do sucesso. Temos dito muitas vezes: o problema NÃO está em que o mundo venha a ser destruído e que não venha a existir futuro; em vez disso, o problema está em que mundo não VIRÀ a ser destruído e em que VENHA a existir um mundo e um futuro pelo qual VÓS ireis tornar-vos responsáveis.


O Cubo do Sucesso

Aquilo que poderão fazer em quarto lugar é examinar o vosso cubo do sucesso. O Cubo do Sucesso é um conceito que introduzimos a fim de explicarmos em profundidade o fenómeno do sucesso.
Muitos de vós podem gerar sucesso, mas topam com um limite e o sucesso detém-se ou decai. É quase como se topassem com um tecto ou algo.

Outros podem gerar um sucesso ilimitado em determinadas áreas da vossa vida, e não ter absolutamente sucesso nenhum noutras áreas. É como se o sucesso estivesse contido ou enfrascado. Não derrama ao resto da vossa vida.

A maioria de vós corre tão rápido quanto podem mas, quer sejam bem-sucedidos quer não, simplesmente não funciona. Simplesmente não funciona mais!

Explicações inadequadas dão lugar a frases banais as quais, por sua vez, abrem caminho a encolher de ombros e a abanões ausentes de cabeça. A busca de sentido deteriora-se numa determinação ofegante para tentar de novo. Frases como “Talvez seja diferente desta vez,” são pontuadas com um arremesso e um suspiro em vez de uma exclamação!

Cada um de vós possui um limite para o sucesso que obtém. Tais limites poderão ser definidos pela culpa ou pelos receios do fracasso e do êxito. Contudo, um dos limites mais controlador e desconhecidos do êxito é definido pela dimensão do sucesso.

Numa realidade tridimensional faz somente sentido que o vosso sucesso tenha três dimensões. Faz sentido, mas vocês raramente consideram mais do que uma dimensão - quanto. E caso isso falhe - quantos.

O vosso sucesso tem altura, que serve de medida do "quanto." Quanto prestígio, dinheiro, posição, posses, ou... o critério é estabelecido pela vossa imagem externa - a avaliação que fazem da forma como os outros os vêem e do quanto desejam ser vistos pelos outros. O auge to vosso sucesso é igualmente determinado pelas crenças e atitudes que têm com respeito a vós próprios, acerca do sucesso, e com relação ao relacionamento existente entre ambos.

A maioria de vós entende a altura. O medo que têm do sucesso é frequentemente um receio das alturas.

A largura que o vosso sucesso tem constitui a medida da quantidade; uma medida do número das áreas em que se permitem experimentar e do benefício do sucesso. Alguns serão bem-sucedidos no trabalho, e terão uma vida familiar mal sucedida. Ou ao contrário. Alguns serão intelectualmente magníficos e trapalhões emocionais! Contudo, o contrário não aplica.

A amplidão (largura) do vosso sucesso baseia-se no vosso merecimento - o quanto sinceramente pensam e sentem merecer em termos de ser bem-sucedido. Também constitui uma manifestação das ideias e dos sentimentos que têm com respeito ao sucesso.

Muitas das velhas senhoras mais os seus contos limitaram-lhes a amplitude do sucesso. O medo que têm do sucesso é muita vez apenas um receio de pisar fora da marca.

A profundidade do sucesso é a dimensão que a maioria de vós ignora. Conseguem entender a altura e largura do sucesso, mas a profundidade ilude-os. Ilude, sim. Também os ilude na vida.

A profundidade é a riqueza emocional e estética que VOCÊS auferem do vosso sucesso. É a criatividade e a produtividade que estimulam em vós próprios. É a esperança e a coragem que o sucesso, com toda a sua altura e largura, lhes dá. É a paz.

Dão amor, e tratam de receber amor. Com que frequência se detêm e se permitem mudar por saberem que alguém os ama? Isso constitui a riqueza - a profundidade - do sucesso.

Essa dimensão esquiva provém das escolhas e decisões que estabelecem com respeito a vós próprios e à interacção - à interface - que estabelecem com o sucesso. As escolhas e decisões que tomam com relação ao duelo que têm com o sucesso define a profundidade. A profundidade que têm é igualmente determinada pela imagem interna que possuem - não pelo quanto querem que os outros, ou como os outros realmente os vejam, mas como vocês sinceramente se vêem a vós próprios.

A falta de profundidade é a razão por que o sucesso que têm nunca é suficiente, não obstante todos lhes digam que deveriam sentir-se felizes. A frustração da insatisfação nesse campo constitui a falta de sucesso. Os círculos que nunca chegam a tornar-se espirais - como quando sentem que andam às voltas e não saem do mesmo sítio, sem nunca melhorarem, sem chegarem a aprender mais, nem a expandir-se - os círculos que nunca se tornam espirais definem a futilidade e a falta de profundidade.
A superficialidade obceca. A falta de profundidade obceca, corrói, e eventualmente conquistará o sucesso. Todo o sucesso.
O Segredo

1 Definam o vosso cubo do sucesso. Definam-no como uma abstracção, por se aplicar à vida - à vossa vida. Além disso, examinem com sinceridade os vossos cubos do sucesso (plural) nas várias áreas, ou áreas, da vossa vida. Que cubo de sucesso terão ao redor da área do trabalho, do amor, da amizade, da recreação, da vossa espiritualidade? Cada cubo pode ser diferente. Precisam saber isso.

Utilizem a meditação para definirem e descreverem as três dimensões - altura, largura e profundidade - do vosso sucesso. Utilizem igualmente lápis e papel. Poderão ter que praticar o desenho. Mais importante, poderão ter que praticar a sinceridade.

No vosso coração e mente, e depois no papel, desenhem os cubos do vosso sucesso. Examinem, compreendam, percebam.

2 Reconheçam que vós criastes esse cubo a partir das matérias-primas da realidade - crenças, atitudes (altura), ideias e sentimentos (largura), e decisões e escolhas (profundidade). Vocês fizeram-no. Também representa a vossa imagem externa e interna e os problemas que tenham de merecimento que determinam o cubo e cubos, mas vocês ditaram os termos. Vocês construiram-no!
Admitam que foram vocês. Outros poderão ter-lhes facultado as matérias-primas e a substância desses materiais, mas vocês acolheram-nos e a seguir continuaram a usá-los. Eles são vossos. Reconheçam-no por vós próprios.

Depois perdoem-se a vós próprios pelo cubo e cubos que criaram. Perdoem-se a vocês mesmos por viverem nisso. Perdoem-se pela prisão que estabeleceram e por se terem aprisionado nisso.
Depois concedam permissão a vós próprios para mudar.

3 Penetrem o cubo existente numa meditação. Se for elevado e tiver muito pouca largura e virtualmente nenhuma profundidade, então metam-se dentro dessa haste tipo cilindro. Se tiverem montes de largura e altura nenhuma ou profundidade, então sintam que estão deitados no vosso cubo tipo caixão. Se a altura que tiver estiver adequada e a largura for aceitável, reparem com se sentem lisos – o quanto se sentem comprimidos nele.

Situem-se dentro do vosso cubo, tão confortável quanto possa apresentar-se: VIVAM COM ELE! Já têm estado a viver com ele até aqui, viver um pouco mais com ele só irá ajudar.

4 Alonguem o vosso cubo. Na meditação, façam o que têm que fazer para mudar a forma e o tamanho. FORMA E TAMANHO. Redefinam o vosso cubo. Dêem-lhe aquilo que lhe falta. Tratem de todas as dimensões.

Se apenas o elevarem em altura, levam-no a perder o volume na largura ou na profundidade. Poderão criar mais dinheiro ou reconhecimento, mas pagar por isso no vosso lar, nas vossas amizades, na recreação, ou no sucesso espiritual. Poderão pagar pela altura acrescentada eliminando uma riqueza qualquer emocional ou estética que já exista.

Aumentar apenas a largura poderá pesar-lhes na altura e na profundidade. Acrescentar unicamente profundidade é martírio!

Ampliem TODAS as dimensões e tenham atenção por aquelas que estiverem em falta. Criem um novo cubo e toda uma série nova de cubos.

O subconsciente entende as imagens que criam muito mais do que qualquer daquelas palavras que possam pronunciar. O subconsciente compreenderá e responderá.

Uma Nota Final

Ao alongarem o vosso cubo em meditação, alonguem-no de facto. Que crenças, atitudes e imagens definirão a altura do vosso sucesso? Alterem as imagens e alterem o material de que essas imagens sejam feitas

Tratem das vossas ideias e sentimentos e decisões e escolhas de modo a poderem preencher o novo cubo do sucesso que tiverem criado.

Encontrem as paredes. Poderão não as conseguir ver com os olhos, mas poderão ver e senti-las com o vosso coração e a vossa mente. Podem deslocá-las pela força do vosso desejo, da vossa expectativa e da imaginação…


Medo do Sucesso

Ouve-se falar com frequência acerca do medo do fracasso. Foi apresentado porventura há uma década atrás sob a forma do entendimento revelador da existência do medo do sucesso.

E de seguida tornou-se numa espécie de slogan, algo tipo chavão. "O teu problema assenta no medo que tens do sucesso." E no caso de muita gente é bem verdade. Ironicamente, para muitos, o medo do sucesso é maior do que o medo do fracasso. Aprenderam por intermédio do condicionamento, desde a época em que eram bem pequenos, a enfrentar e a tratar do fracasso. Toda a gente terá enfrentado o fracasso diversas vezes. Vocês podem enfrentar e lidar com o fracasso. Mas do mesmo modo podem igualmente chegar a enfrentar o sucesso. Contudo, o "condicionamento" exigido para enfrentar e lidar com o sucesso nunca chega a ser tão pormenorizado nem frequente. Por conseguinte, na verdade, o sucesso soa mais aterrador do que o fracasso.

Contudo, o MEDO DO SUCESSO tornou-se de tal modo num slogan, uma piada tal, coisa sensata a usar, que ninguém se deteve para examinar o que real significado disso.

Os conceitos psicológicos emergem em termos de arranjos contratuais com os pais. São contractos do tipo: "Eu sigo as tuas pisadas, e nunca irei ser melhor do que o meu pai." Ou assumem a forma de uma vivência das expectativas parentais, a ranhura em que foram metidos, o lugar que têm na constelação familiar. Foram apresentados montes de conceitos psicológicos, e uma vez mais, estavam muito certos.

Mas aqui reside aquilo que há que ver quanto a esta monumental década dos anos noventa. Poderíamos aprofundar cada uma dessas dinâmicas por horas seguidas, mas resumidamente o mecanismo é o seguinte:
UM - Antes de mais, o sucesso é assustador, devido ao peso que lhe atribuem, ao peso que depositam no seu significado. 

Se sustentarem a ideia de que o sucesso queira dizer que sejam mais espertos, engenhosos, sensatos ou mais "trapaceiros" (no sentido pejorativo do termo) do que os outros, então o sucesso terá que se afeiçoar bastante assustador.

Se abrigarem a ideia de que, por serem bem-sucedidos serão consequentemente superiores ou "melhores do que" os outros -- que estejam "investidos," "dotados," que possuem o direito de ser arrogantes -- então o sucesso apresentar-se-á aterrador.

Quando sustentam que o sucesso lhes valide o ser enquanto bons e íntegros, correctos e verídicos que são -- ou quando esse sucesso os exonera das coisas que levariam uma pessoa menos bem-sucedida a afeiçoar o perdão (que alivia de verdade o passado) -- então o sucesso tem que parecer assustador.

Se lhe atribuírem esse tipo de significados, sobrecarregarão mais esse sucesso. Aqui está o sucesso, esta coisa, esta essência. Se se agarrarem a todos esses pesos do "melhor que", mais esperto, mais engenhoso, torná-lo-ão demasiado pesado. E se o tornarem tão pesado assim, ele começará a cambalear, e de facto pode entrar em colapso. Por isso, o sucesso aparenta ser assustador devido ao peso a que o sujeitam.

Além disso, é assustador por nunca chegar a fazer nada disso. Jamais chega a torná-los mais espertos. Jamais chega a vingá-los ou a validá-los. Jamais chega a exonerá-los ou a torná-los numa pessoa perfeita. Mas se sustentarem a ideia de que venha a fazê-lo, o sucesso tornar-se-á muito assustador.
Por isso, a primeira coisa que torna o sucesso realmente assustador deve-se ao peso que se acha anexado.

DOIS - O que também tem de assustador com respeito a ele é o facto de o sucesso fazer parte de uma dinâmica criativa. Sempre que alguma coisa seja criada, há sempre alguma outra coisa que é destruída. É por isso que Rollo May se referiu à coragem de criar -- por sempre envolver esse conflito. Quando criam uma coisa qualquer, outra coisa qualquer é destruída. Se nada mais, a ignorância será destruída. Mas essa mesma dinâmica da criatividade aplica-se igualmente ao sucesso. Muitas vezes é seguido de culpa -- sentimento de culpa por terem feito alguma coisa, por terem alterado a ordem das coisas, por terem pisado fora do risco.

Poderá mesmo resultar numa sensação de dúvida: "Terei feito a coisa correcta? E se não estiver a encaminhar-me no sentido correcto?" É tão estranho. Ouvimos muita gente que está a ser bem-sucedida de uma forma estupenda manifestar o receio: "Pois, mas, e se não fosse isto que eu devesse fazer? E se fosse suposto eu tornar-me numa outra coisa qualquer? Suponhamos que o meu destino fora o de me tornar numa outra coisa. E se eu tiver conseguido por um golpe de sorte aterrar nesta arena do sucesso e andar a esvoaçar feito doido, até que um dia desperte e perceba que perdi o comboio?" A dúvida e a preocupação que rodeiam a questão -- isso faz parte da função criativa. Por conseguinte, sugerimos aqui que soa assustador.

TRÊS - O sucesso é igualmente assustador por carregar o caos consigo. Chamamos ao sucesso Caos Ligeiro. Mas no vosso mundo vocês são orientados e condicionados para não enfrentar nenhum caos. Constitui uma excrescência da adolescência em que a vida se afeiçoa de tal modo absoluta, incrivelmente caótica que procuram estabilizá-la com absolutos -- os "sempre" e os "nunca," o "branco e negro" -- da adolescência.

Sairam desse período com a crença de que, acima de tudo, não deveriam padecer de caos. Acima de tudo, ter as coisas ordenadas e sem problemas. Mas o sucesso contém caos, e acarreta caos.
O sucesso irrompe, pois, e produz aquilo a que chamamos de "emoção base." Sempre que ocorre o sucesso, ele expõe o lado negro da pessoa, o tumulto e os problemas. Consequentemente, sempre que surge o caos, o caos trás a erupção, ou pelo menos a perturbação, do lado negro. Trás ao de cima a Lei Negra -- aquela verdade básica, inacreditável a que se agarram: "Jamais poderei ser feliz," ou "Nunca virei a ser bem-sucedido," ou as diversas crenças negativas que terão agora tornado numa Lei.
O caos levanta o questionamento e o problema da examinação de vós próprios. Todo o caos o faz, seja de que género for, material ou emocional, mental ou espiritual. Também trás ao de cima questões do passado, problemas da infância.

Assim, há uma infinidade de razões por que o sucesso se denota assustador, em si mesmo por si só. Mas se conseguirem compreender que seja assustador, e conseguirem antecipar certos desses receios, então sugeriríamos que os conseguem resolver.

QUATRO - Uma das maiores razões por que o sucesso é assustador deve-se ao que chamamos de fundação defeituosa. Quando constroem uma casa, criam as fundações e todas as coisas indicadas segundo o código. Depois sobre elas planeiam edificar uma residência de dois andares.

Pois bem, se a meio da espera que essa fundação seque, decidirem: "Creio que vou fazer um melhor uso do espaço e construir um arranha-céus de dez andares por cima," a fundação não irá suportar.
Aquilo que queremos dizer com fundação é a motivação. "Porque quererei obter sucesso antes de mais?" Se a razão não for sólida, e não representar uma fundação adequada -- sólida ou não -- então irá ficar pobre, inclinar, rachar e cair. E o sucesso, à semelhança de um castelo de cartas, virá abaixo.
E o que queremos dizer com fundação defeituosa é caso estejam a tentar ser bem-sucedidos para poderem castigar alguém, isso será uma fundação defeituosa.

"Eu vou-lhes mostrar. Todos aqueles tipos na escola que diziam que eu nunca iria dar nada -- eu vou-lhes mostrar, e vou-lhes esfregar a prova na cara." "Vou provar ao meu pai," ou "Vou mostrar à minha mãe." Ou ainda: "Ei hei-de apanhá-los e fazê-los sofrer." Vou sair bem-sucedido e depois vou passar-lhes por cima."

Essas são motivações defeituosas. Não dissemos que sejam erradas ou más. Não estamos a julgá-las. Estamos simplesmente a dizer que não podem suportar o peso do sucesso.

Se pretenderem vingar-se, essa será uma fundação deficitária. A vingança constitui coisa fascinante, por a realidade consensual lhes transmitir para empreenderem meios de se vingarem. Mas nunca resulta. A vingança jamais resultou. "Cometi um erro, de modo que agora vou fazer tudo certinho, para que isso de algum modo expurgue o registo." Não, o perdão resulta, a vingança não.

Por conseguinte, se estiverem a tentar obter êxito na vossa própria vingança -- "Realmente fiz asneira aos meus vinte anos e agora nos meus quarenta vou alcançar um sucesso triunfante para isso me deixar a folha limpa," -- não irá funcionar. Nunca chega a funcionar. Mesmo que tenham um sucesso magnífico, nunca irá chegar a apagar coisa alguma. O perdão pode, porém, não a vingança.


Se estiverem a fazer alguma coisa de forma a merecerem aprovação, louvor, a aceitação de outro, essa será uma motivação defeituosa. Uma vez mais, não estamos a dizer que seja uma motivação má. Estamos a dizer que é demasiado fraca. "Pode suportar determinada aprovação, louvor, mas não mais que isso. Quando acumulam esse tanto, okay. Mas mais do que isso, a coisa começa logo a abanar e ameaça ruir. na verdade podem sabotar-se e acabar por se castigarem a vocês próprios simplesmente por causa da fundação, da motivação, da razão por que querem ser bem-sucedidos é ser falha.
Assim, desde o peso daquilo que anexam ao sucesso, à própria fundação que esteja por base - desde o processo criativo até ao caótico intermédio - essas são as razões específicas (mas há mais) por que se afeiçoa assustador.

Se forem capazes de entender isso por si mesmos, então serão capazes de alterar as motivações. Poderão reconstruir e reestruturar uma fundação completamente diferente para serem bem-sucedidos. Podem tirar-lhe o peso e perceber que não os irá deixar mais espertos nem melhores, nem conceder-lhes licença. Podem preparar-se para o caos, e quando ele vier, serão capazes de lidar com ele, sem precisarem baratinar nem fugir. Podem preparar-se para a culpa e para a dúvida que irá surgir com a própria dinâmica da criatividade.

Portanto, agora, quando o sucesso chega, não tem que parecer assustador. E seja qual for o medo que reste, poderão corrigir. Poderão ter a confiança para saber que poderão superá-lo.
Agora, decerto que há várias abordagens e técnicas com que trabalhamos mas isso, para o resumirmos, é aquilo que estamos a referir quando consideramos o medo do sucesso.
De modo similar, já falamos do medo. O medo é assustador, não? Toda a gente sabe disso, mas ninguém realmente se detém para ver porquê.

Decerto que o medo é assustador por ameaçar não tanto com a morte, embora o receio da destruição faça parte dele. É assustador principalmente por ameaçar com a impotência. A exemplo, talvez não receiem tanto morrer como terão receio da dor, do sofrimento inerente ao processo do morrer. Mas mais assustador ainda será sentir essa dor e não morrer, e por isso ter que viver o resto da vossa vida com isso. Essa impotência -- é essa a ameaça que o medo propõe.

Mas mais do que isso, o medo afecta a desistência do afecto. O medo afecta pela exposição ao lado negro do ser. O medo afecta igualmente pela exposição ao lado luminoso do ser, as qualidades positivas que as pessoas têm que de modo semelhante terão aprendido a esconder. É aquilo a que os psicólogos chamam de Sombra, a Sombra Negra e a sombra Luminosa. E o medo ameaça expor ambas.
O medo ameaça igualmente produzir ou gerar destruição. Ameaça com a possibilidade de virem a ser obliterados por completo, aniquilados por completo - e na falta disso, que venham a não ter a possibilidade de morrer mas tenham que sobreviver.

Mas o medo chantageia. O medo diz: "Se não tiveres cuidado, irás fazer com que vejas o amor negado, e irás acabar sozinho e abandonado." Ou então: "Vamos expor-te, e toda a gente perceberá a ambição e agressividade e o orgulho e a hostilidade que tens, todas essas coisas repulsivas que pensavas esconder tão bem" Ou, pior que isso ainda, "Vamos expor-te, e irão ver o poder e o talento e as partes magníficas que ocultaste."

Isso é chantagem, tal como se alguém dissesse: "Tu vais expor qualquer coisa, por isso paga adiantado." Pois bem, isso é o que o medo provoca. Ele sugere: "Se não cooperares connosco, se não tiveres receio de nós, então iremos fazer uma coisa qualquer, e o melhor é que pagues adiantado."
E como com toda chantagem, se o expuserem, estarão a salvo. Porque seria o amor negado? Que acontecerá à intimidade, ao afecto? Que lado Sombrio será esse que tanto receiam, ou que lado Luminoso de que têm ainda mais receio ainda. Em que prejuízo potencial poderão incorrer, ou mutilação ou que impotência poderá resultar? Que solidão poderá resultar? Que será essa solidão com que realmente ameaça?

Se conseguirem expor isso a vós próprios, então reduzirão -- não eliminarão mas reduzirão -- a razão por que o medo é tão assustador. Assim que o reduzirem, então o medo poderá de novo tornar-se naquele instinto que é parte natural de vós -- o instinto de sobrevivência da luta, da fuga, de se reproduzirem ou de se alimentarem. Pode tornar-se no mestre.

O medo foi o vosso primeiro mestre, o primeiro que alguma vez terão tido. O medo que a mãe desistisse dos cuidados, do amor, do alimento. É um grande mestre. É o agente motivador, certamente. Se a necessidade é a mãe da invenção, então muita vez o pai da invenção é o medo. Pode representar uma enorme motivação, e sugerimos que também assombra e se agiganta. Mas também pode adverti-los, levá-los a recordar-se e a manter-se na linha e no rumo que definem. O medo pode representar a divisão que os leve a saber quando estão a sair da trilha.

Assim, pode ser positivo que retirem a chantagem. Mas, nesse âmbito, assim que removerem a chantagem então poderão aprender com o medo, e não precisará ser tão assustador. Não tem que ser o inimigo. De facto, pode tornar-se num estranho, mas ainda assim, num aliado válido. E neste tempo, torna-se sobremodo importante que as pessoas não repitam apenas as palavras e as deixem passar em branco ou profiram declarações de intenção ou retórica quanto ao "medo do sucesso," mas que também cavem para realmente resolverem essas questões.

Nesta década o maior dos receios e a maior das alegrias apresentar-se-ão à humanidade -- de uma forma colectiva e individual -- para serem adoptados. À medida que aprenderem a manejar ambos, o vosso direito ao sucesso e a máscara ou as sombras do medo, então mais prontamente serão capazes de escolher a maior das alegrias ou sonhos, e de lidar e usar esses receios para o implementar.

Um Segredo Acarinhado de Sucesso: Ressonância

Quando se envolvem intensamente em criar a vossa própria realidade e produzir o vosso êxito, muita vez negligenciam um segredo imensamente poderoso a favor dos aspectos mais agressivos do processar e do programar e as partes mais "activas" da manifestação. Colocamos o "activas" entre aspas por muitas vezes aquilo a que a vossa realidade consensual chama activo não é realmente conscientemente activo de todo, mas automático, obsessivo ou mesmo comportamento induzido. Assim, por vezes negligenciam um segredo acalentado em favor das partes mais activas da manifestação.

Por mais que digam o contrário, vocês apreciam o processar de verdade, escavar, peneirar o material todo, separar o real do que não é real, o que é importante e o que não é. Por vezes é muito agressivo, muito assertivo, e decerto que muito activo. Estão a trabalhar a criança em vós, o adolescente; é tudo muito enredado. E apreciam de verdade ou sentem a necessidade e a atracção por tal processar activo. Não o atenuaríamos nem ao prazer que sentem nisso.

Então, após o vosso processar vem o programar; podem chegar a sentir um enorme prazer com o ritual e com os rigores do programar. Há uma miríade de técnicas que empregam com intensidade; e elas funcionam, a metafísica funciona! Vocês adornam as vossas técnicas de trabalho maravilhosamente com a imaginação. Independentemente da forma vívida ou vaga como visualizarem, realçam a programação com a vossa profundidade de imaginação. É revigorante; é poderoso e fortalecedor.

Por fim vêm os estágios da manifestação, quando o processar e o programar tiverem atingido a dianteira e voilá! Lá vem ela; fragmentos de sucesso e porções maiores! Ah, sim, torna-se muito entusiasmante e cativante, lá isso é verdade.

E quando se encontram em meio a tudo isso, quando se encontram em meio a uma vaga de sucesso, quando a manifestação começa a eclodir uma e depois outra mais rápida e mais rápida, ou várias ou diversas a um só tempo em meio a essa vaga de sucesso quando se encontram, conforme vocês dizem, numa fase boa, e se torna demasiado tentador que continue a eclodir, e nessa fase. Entusiasmados e revigorados com o impulso excitante do momento, torna-se tentador ignorar um segredo acalentado.

Pois bem, conforme também sabem, o vosso sucesso nem sempre aflui; nem sempre apresenta fases boas. Decerto chegarão a perceber que o sucesso, à semelhança de tudo o mais, possui a sua energia cíclica de fluxo e refluxo, crescente e minguante na outra direcção, quando mais parece mingar muito mais do que crescer; a onda de sucesso de repente torna-se numa incitação ao sucesso; a qualquer sucesso. Por vezes parece que exigir qualquer coisa. Dá-se uma tal pressão para escavarem, nessas alturas, sabem? Escavar por dentro e esforçar-se mais arduamente, para rangerem os dentes.

Ora bem; por favor não nos interpretem mal, quanto a isto. Decerto que a admoestação denota valor e que a disciplina tem valor, até certo ponto. Mas dá-se uma tal pressão para cavar e para tentarem com mais força. Pressionar, pressionar, pressionar. Frequentemente essa pressão traduz-se por castigo. Chamar-lhe admoestação ou disciplina não o torna nisso; seja por que nome for, geralmente é pela punição.

Gera-se uma tal pressão para fazer com que isso aconteça, para levar a que isso suceda já, que muitas vezes quando se encontram nessas depressões, na inércia ou no lodaçal do sucesso que simplesmente não ocorre, os segredos mais acalentados dificilmente são coisa que pairem pela vossa ideia ou sentir.

Contudo é o segredo acalentado da ressonância, o toque e o tocar da essência do sucesso que de facto pode manter as ondas do sucesso quando surgem e que pode transformar aquelas incitações ao sucesso, qualquer sucesso, numa manifestação.

É a ressonância que frequentemente transforma os fluxos e refluxos, as crescentes e as minguantes, na poderosa manifestação que desejam, imaginam e buscam.

Do mesmo modo, assim que obtêm sucesso, assim que realmente sentem ser bem-sucedidos, com consciência de que tal êxito seja verdadeiramente vosso e não só que tenha existência e venha a poder ser vosso um belo dia, muita vez esquecem a cola discreta que conjunta todo o sucesso. Todos vós já terão tido aquela maravilhosa sensação de saber que o sucesso é vosso.

Frequentemente esquecem a ressonância, essa cola discreta que conjunta o vosso sucesso. A ressonância. Mais do que sustê-lo conjuntamente, a ressonância pode efectivamente aumentar esse sucesso. Esquecem a cola discreta e silenciosa ampliação da ressonância. esquecem a cola discreta e serena ampliação da ressonância.

Ressonância: A lei da ressonância dita que quando duas fontes de energia vibram em diferentes vibrações, com o tempo elas passarão a vibrar numa mesma frequência. Ou a frequência superior sofrerá uma redução, ou a frequência inferior sofrerá u aumento, ou ambas as frequências sofrerão uma mudança, chegando a encontrar-se eventualmente no meio. Já o dissemos muita vez.
Mas, entendam, quando as coisas estão de feição, quando o sucesso apresenta uma onda favorável ou mesmo quando pareçe ser a coisa mais distante da vossa realidade, torna-se sobremodo fácil pensar que tudo conste de uma frequência de vibração e uma função da ressonância. Torna-se fácil esquecer e deixar que a ilusão se torne demasiado real. Nós compreendemos.

No aspecto rigoroso ou assustador da ilusão que vivem, torna-se fácil esquecer que o sucesso é mais do que pompa, mais do que a matéria que forma a sua ilusão. O sucesso é energia dirigida à formação pela repercussão do sucesso. O sucesso é energia em formação, informação. O sucesso é energia. É uma essência que constitui uma frequência vibratória diferente da vossa.

Lembrem-se disto: Com o tempo, essas frequências, a do sucesso e a vossa, irão tornar-se numa mesma. Ou o sucesso vai acabar reduzido ao vosso nível, ou vocês irão elevar-se ao seu nível. Ou então vós e o sucesso vão encontrar-se algures num meio termo.

Se conseguirem tocar a ressonância do sucesso, a discreta ressonância que constitui a cola e a ampliação do sucesso, então a variedade de processos e os diversos programas que aplicam podem tornar-se mais poderosos. Podem tornar-se profundos. As manifestações que reflectem e se expressam na vossa ilusão e na vossa realidade podem chegar tanto mais prontamente e facilmente e, mais importante, de uma forma tanto mais bem-sucedida.

Antes que saltem de pés juntos, agressivos e assertivos, activos no processar, no programar e no manifestar, detenham-se e aquietem-se. Detenham-se e tranquilizem-se. Penetrem num silêncio. Façam uma pausa. É um direito vosso, parte do que significa ser livre. É a vossa liberdade. Façam uma pausa e nessa pausa, reflitam; deixem que a vossa frequência seja elevada até àquela essência do sucesso. Nessa pausa, ponderem e permitam-se tocar o esplendor do sucesso; deixem que o esplendor do sucesso os toque.

Se concederem a vós próprios uma pausa dessas para tocarem e serem tocados, se se permitirem explorar e tocar a ressonância do sucesso, toda essa diversão do processar e do programar, todo esse prazer do criar conscientemente e do manifestar a vossa realidade pode eclodir de forma muito mais elegante. Sim, com elegância e de forma excelente. Essa é a natureza da ressonância. Essa é a natureza do ser e do acarinhado do sucesso.

Do mesmo modo, quando o vosso sucesso parece estar numa maré vazante, quando essa vazante e enchente simplesmente não sucede à vossa maneira ou quando a minguante é muito mais do que qualquer enchente em vez de escavarem com fervor, em vez de se admoestarem e se disciplinarem de uma forma áspera, tirem um tempo para fazer uma pausa. Tirem um tempo para entrarem na quietude de modo a conseguirem sentir a ressonância.

Se fizerem uma pausa, conforme sugerimos, poderão criar um momento suspenso que poderá ser eterno. Poderão criar um momento transcendente e nesse momento poderão elevar-se. Poderão transcender-se. Esse momento em suspenso que pode ser eterno é um omento prenhe de amor e de poder; é um momento repleto de sentido e significado. Nesse momento, admitam a ressonância do sucesso. Deixem que os seduza. Deixem que os atraia e eleve até à essência do próprio sucesso.

o há palavras. Onde a ressonância os pode levar é uma local e uma situação onde as palavras não penetram. Não há palavras, mas pode dar-se uma mudança e uma cura. Uma vez alçados, uma vez tocados, poderão permitir a mudança e a cura. E depois poderão voltar dessa pausa e transformar isso que de outro modo será uma vazante e enchente errantes. Poderão mudar de direcção. Poderão mudar a energia numa nova formação e numa nova informação. O sucesso pode surgir e as coisas poderão começar a entrar. De início poderá acontecer lentamente. Assim que se habituarem a isso, contudo, poderão permitir que o sucesso flua muito mais rapidamente. Esse estímulo poderá uma vez mais tornar-se num surto, numa vaga de sucesso.

Tanta vez falamos do sucesso e do que realmente compreende. Falamos acerca das várias essências que compõem o sucesso; que com efeito fazem do sucesso, o sucesso que é. Essas essências são: de facto, muito mais importantes do que as coisas literais, as matérias ou adornos que acompanham o verdadeiro sucesso. Sim, todas as coisas, matérias e adornos acompanharão o autêntico sucesso. Sucesso repleto de essência e pouco ou nenhum esforço. A matéria do sucesso não vem em primeiro lugar, estão a entender? Ela não pode. Primeiro vem a essência; primeiro vem a ressonância. Então segue-se o sucesso; os enfeites surgem no vosso caminho. 

Agora, há quem consiga criar as matérias e os enfeites, mas eles nuca chegam a sentir-se bem-sucedidos, chegam? Criar a matéria do sucesso sem realmente se sentir bem-sucedido, obter êxito sem se sair bem-sucedido pode chegar a ser uma maior doidice, mais desesperante e mais assustador do que não ter nenhum. Vocês sabem disso.

Bom, os enfeites e as matérias são importantes, por favor não nos interpretem mal; bem sabemos que há quem no domínio da metafísica alegue: "Ah, deviam abandonar todos os adornos e todas as matérias do sucesso. Isso provará a dedicação que têm."

Não. Vocês sabem mais que isso. Já passaram de longe esse ponto de vista simplista. Os adornos e as substâncias do sucesso são importantes; são marcas de referência. Mecanismos de resposta que lhes mostram como estão a sair-se no vosso mundo físico, mas vocês vêm que ainda constituem uma ilusão. Os adornos variam consoante as pessoas. Quem poderá dizer quanto dinheiro traduzirá o sucesso, não é? Quantas coisas, quantos carros, quanta substância; onde traçar a linha divisória?
Bom; sabemos que numa sociedade chauvinista muitos quererão fazer disso um absoluto, mas tanto vós como eu sabemos que não é absoluto nenhum. Os enfeites variam consoante cada um. Mas também variam com cada fase da vossa vida. Em determinadas fases posteriores da vossa vida os enfeites do sucesso irão adoptar um aspecto completamente diferentes dos enfeites que agora dispõem.

Mas vocês entendem, há uma energia, uma essência de sucesso que se acha presente em cada pessoa que alguma vez tenha obtido sucesso que ultrapassa de longe e suplanta quaisquer dos adornos ou substâncias. A essência presta-se ao sucesso de uma pessoa de seis anos, assim como ao de uma pessoa de vinte ou de oitenta e seis anos. A essência está presente independentemente do que os enfeites englobem. Mas a essência em muitos aspectos é a mesma em cada pessoa independentemente de quem seja.

É essa essência que facultará a continuidade das actividades assertiva e agressiva da onda e do desenrolar do sucesso. Essa essência, a ressonância do sucesso pode permitir um alargar e expandir, pode permitir um mover e um mudar da vazante e da enchente, do fluxo e do refluxo. A essência; a ressonância, podem permitir que esses sucessos que parecem tão distantes retornem com uma beleza e um poder que caso contrário poderiam não alcançar. Podem retornar repletos de assombro e podem tornar-se sucessos ainda maiores do que possam ter sido. A ressonância pode desfazer a limitação. Não precisa haver limitação.

Há tanto que pode ser alcançado com esta energia que é essência, que é ressonância. Esta energia gera sucesso, sustenta o sucesso; expande e sustenta o sucesso; aumenta-o. Constitui a cola, a cola discreta que conjunta tudo.

Queremos estabelecer contacto convosco nesta altura a fim de os ajudar a experimentar o segredo acalentado, belo, discreto. Ainda não há técnicas específicas. Ainda só queremos que trabalham com esta ressonância. Só queremos ajudá-los a desenvolver um segredo muito acarinhado concernente ao sucesso. Só queremos estar convosco e recordar-lhes. O vosso Eu Superior conduziu-os, empurrou-os para a leitura destas palavras nesta altura em particular por também querer que se lembrem.

Se se encontrarem num período de surto ou vaga em que todo o programar e processar pareça estar a eclodir junto e estiverem a manifestar pequenas porções, porções maiores, à esquerda e à direita na vossa realidade, o vosso Eu Superior quer que tirem um instante em meio a toda essa actividade sedutora. Durante essa actividade assertiva e agressiva reservem um instante para essa cola discreta, esse discreto segredo da ressonância, de modo que esse surto, dotado da sua particular vazante e enchente, possa continuar e possam prosseguir com essa fase boa.

Se, ao invés, o sucesso parecer muito distante de vós e não estiver mesmo a ocorrer de momento, o vosso Eu Superior quererá igualmente que o recordem. O vosso Eu Superior quer que reservem algum tempo. Em vez de cavarem e se esforçarem de forma mais árdua, e forçar, forçar, forçar, dêm a volta à energia entrando em contacto com a ressonância.


Como se encontram neste momento em processo de serem maravilhosamente bem-sucedidos, o vosso Eu Superior quer que dêm atenção à vossa realidade e a explorem e se atenham à ressonância que mantém o vosso sucesso coeso. Permitam que aumente, que se multiplique, de modo que os adornos que efectivamente desejam possam pertencer-lhes. Eles poderão acompanhar a ressonância do vosso sucesso. Aí o vosso sucesso poderá ser vosso, sólido, genuíno, e recompensador.

A ideia aqui é a de lerem as palavras da meditação repetidas vezes. Primeiro leiam o conteúdo. Depois leiam o que sibsiste além do conteúdo. Ponderem nas palavras que lhes saltam aos olhos; admirem-se com as ideias que não façam tanto sentido ou mesmo que os confundam. Leiam-as de modo rápido, ocasionalmente. Outras vezes lentamente. Sigam o vosso instinto; sigam o que a vossa intuição lhes indicar. Por vezes, quando precisarem ler essas palavras, façam-no. Outras vezes, quando sentirem simples vontade de as lerem, façam-no.

Confiem em vós, porque quando for acertado ou lhes parecer acertado com base na avaliação que fizerem e na sensação que tiverem, a ressonância poderá achar-se presente. E poderá funcionar a vosso favor. Poderão tocar e sair tocados. Com base nisso, poderão mudar e a vossa realidade também. O estímulo orientá-los-á. Saberão quando for importante, seja por que razão for, deter-se, ler, recordar, e receber.

Nós amámo-los. Saibam que são amados. A seguir encontram as palavras a ler. Elas começam por uma verdade subjacente. Começam por uma verdade que tem lugar no âmago do vosso ser. Depois, as palavras expamdem-se a uma meditação. Nós amámo-los. Sejam bem-vindos ao segredo acalentado do sucesso, sejam bem-vindos à ressonância do sucesso. (Poderão querer passar a vossa música meditativa favorita à medida que forem lendo e atendendo)

VERDADE FUNDAMENTAL: Nos recessos da vossa Alma, para além das diversas facetas, para lá do todo personificado, existe uma quietude; existe um sossego mais silencioso do que o silêncio. Encontra-se lá, além do ver e do ouvir, de onde brotam todos os vossos sonhos e visões. É aí que todo o vosso vazio pode ser satisfeito. É aí que o esplendor aguarda por lhes abrir o coração e mente para com as profundas verdades inerentes à vossa bondade, à beleza e à glória majestosa do vosso amor e carinho.

Quando estiverem repletos e a transbordar de felicidade e de alegria, de entusiasmo e de paixão, rendam-se à verdade; rendam-se ao silêncio; rendam-se ao sossego. Com vontade e imaginação a vossa Alma pode conduzi-los lá.

Quando se acharem apanhados e enredados nos padrões do vosso medo, e a sentir-se tristes e sós, ameaçados no risco, ergam-se até esse silêncio; ergam-se até esse sossego. Com decisão e recordando o amor, a vossa Alma poderá conduzi-los lá.
Recebam as verdades da vossa bondade e beleza; recebam a glória do vosso amor e carinho. Deixem que o prodígio opere o seu portento.

MEDITAÇÃO

Acolhêmo-los a um momento de tranquilidade, a um momento de acalento e belo de quietude, de solidão, e enquanto escutam, e os vossos olhos suavemente se fecham ou alteram o foco, saibam que os amamos meus caros, nós amámo-los.

Saibam que escutamos, saibam que é tempo de se deterem, de sossegarem, de escutarem, e de recordarem. É tempo de receberem. Assim, fiquem somente serenos e permitam que nós e o vosso Eu Superior trabalhemos convosco por meio das palavras, por entre as palavras, por detrás das palavras; na música, por entre as notas, e por detrás das notas. Relaxem agora, sosseguem agora, e recordem.
Esta coisa chamada ressonância constitui uma lei. Não é esperança nem "possivelmente," nem "poderá ser que sim." É uma lei. O sucesso possui a sua própria ressonância, e se permitirem que sejam atraídos para ela, seduzidos por ela, essa mesma ressonância poderá manter o desenrolar e o aumento, mais os seus altos e baixos, aumento e diminuição.

Essa mesma ressonância poderá transformar as energias quando parecerem uma avalanche ou o abatimento ou a inércia. Essa mesma ressonância poderá trazer a satisfação que compõe o vosso sucesso.

O sucesso constitui acesso a recursos; aos recursos físicos da vossa realidade, aos recursos mentais e emocionais, aos recursos esotéricos e etéricos do vosso mundo. Ter acesso, intimidade, proximidade, vulnerabilidade, afecto, confiança. Intimidade com a substância, com as vossas crenças e escolhas, com as vossas atitudes e decisões, com os possos pensamentoe e sentimentos. Ser vulneráveis para com eles, ter confiança com eles. Em relação a um crescente refulgir da vossa imaginação.
Deixem que isso assente.

Conhecer o espanto; não apenas ter graça e ser felizes (decerto que os adornos do sucesso poderão trazer isso) mas é conhecimento do espanto da graça e do assombro da felicidade. É conhecer o espanto do poder dotado de responsabilidade.

Deixem que os toquemos. Imaginem apenas; finjam tão só. Mas com a luz que somos, a miríade de partículas de amor e de luz, a miríade de ondas de amor e de luz, deixem que os toquemos delicadamente. Deixem que os enchamos.

Ter intimidade com as vossas forças, com o vosso talento, com o dom que têm, ou séries de dons, oriundos da própria Deusa, uma intimidade com as vossas forças e o vosso talento. Isso constitui igualmente sucesso.

Acesso à vossa espiritualidade: ao relacionamento que têm com o vosso Eu Superior, com a vossa alma, com o vosso espírito. Acesso a deus, à Deusa, ao Todo, ao relacionamento que têm. Não, não é perfeito. Não, não é tudo quanto virá alguma vez a ser, mas possuem um relacionamento. É belo, e torna-se cada vez mais belo. É rico e está a tornar-se cada evz mais rico.

O sucesso é aquele acesso a recursos, à espiritualidade, à intimidade com a substância e com o vigor, com o talento. Conhecimento do assombro e da felicidade e da graça, e do poder dotado de responsabilidade.

Sentir-se digno. Merecerdor.
Elevar-se, erguer-se à ressonância, à essência do sucesso.
Deixem que assente. Recebam-no. 

Podem agora relaxar, ficar quietos, e no retiro. Sintam a ressonância. Deixem que opere a magia. permitam que o vosso Eu Superior opere a sua magia convosco conforme nós vamos fazer a nossa funcionar.

Nós amámo-los. Para nós têm importância, têm sim senhor. Enquanto existir luz, e a luz existirá para todo o sempre, haveremos de os amar. Para sempre mais um dia.

Toda a vez que praticarem esta meditação, de forma simples o suficiente para a repetirem sozinhos, poderão recolher mais da energia, mais da ressonância, mais daquele campo de forças que pode permitir o suceso miraculoso.

Mas agora, como é que a usam? Como a praticam de uma froma suficientemente pragmática e prática? "Como haverei de a inluir na minha singular metafísica?"

Pois bem, existem duas abordagens gerais; uma específica e a outra generalizada. A específica - permitir que os sonhos, os desejos, as expectativas, as imaginações que têm se manifestem; nâo só o ser bem-sucedidos, mas manifestar mais do que aquilo que esperam, mais ainda do que o que desejam, mais mesmo do que o que imaginam. Criar um sucesso miraculoso por meio da produção das coisas que querem, das coisas que desejam, mais do que querem, mais do que desejam, mais do que esperam.

É assim que o fazem, de modo bastante lógico ao seu jeito, mas que operará incrivelmente bem.
Digamos que existe uma área do vosso trabalho que querem, ou uma área da vossa vida, um relacionamento que desejam criar, ou um que possuem mas que querem reparar, uma amizade que querem embelezar; uma amizade que querem alterar, um problema de saúde que tenham que queiram ver sanado; não existe limite para para a forma como o queiram empregar. Pode ser em tantos aspectos tangíveis ou intangíveis da vossa realidade quantos desejarem, quantos esperarem, ou imaginarem.

Pelo que poderá passar por: "Eu quero criar um carro novo, uma casa nova, mais dinheiro, uma saúde mais robusta, livrar-me deste frio, ou desta situação brônquica, livrar-me desta dor ou sofrimento que me tem perseguido grande parte da minha vida. Para finalmente conseguir o relacionamento amoroso de que tanto tenho falado, ansiado, corrido atrás. Para finalmente lidar com as relações que tenho de um modo que ponha côbro ao martírio de uma vez por todas. Pôr cobro ao castigo com que trato os outros na minha realidade, pôr um fim à autocomiseração, à culpa, à rectidão, para finalmente possuir sensação de profundidade de carácter de modo a não ter que usar a culpa para me erguer da cama todas as manhãs. De modo a não precisar que a depressão me guie a vida por meio da sobrecarga que toma um ou outro jeito. De modo a que possa, nesse sentido, pôr cobro à dor, ou à sabotagem, ao à punição de mi próprio, e sentir-me suficientemente bom. Seja o que for que pretendam simplesmente decidam a área em que querem que passe a operar. E o primeiro passo consiste, pois, em tratar do processar e do pragramar que fariam de qualquer modo.


Por outras palavras, como processam o que querem, e podem falar com a criança, lidar com o adolescente, sentar-se e examinar as atitudes e as crenças que se intrometem no caminho. Limar determinados bloqueios, ou um eterminado passado, memorização de determinados dizeres que não lhes saem da cabeça. Podem ter que perdoar isso, u sanar aquilo, ou expressar uma certa raiva por determinada situação e esquecê-la. O que quer que normalmente façam para limpar o caminho.
E depois qualquer técnica de programação; podem decidir-se pela técnica dos 33 segundos, pela da Esfera de Luz, ou pela de entrar no Plano Causal, ou no submundo do Além. Podem querer usar esta ou aquela técnica, ou uma combinação de técnicas.

Tratem da vossa metafísica, tratem da criação da vossa realidade da forma que fariam.
Podem trabalhar com uma energia de cocriação, ou com aquilo que quiserem, com que trabalham.
Mas vão simplesmente em frente, não de forma rotineira, mas com base no direito que têm de o fazer. Processem e programem simplesmente da maneira que vocês fariam de outra forma.
Então, quando o fizerem, passo número dois, tem que ver com irem a essa lagoa da emoção. Ora bem, essa lagoa das emoções, aquele onde foram na meditação, aquele que praticaram na técnica é muito semelhante excepto que vai apresentar um letreiro.

Vocês sabem uma lagoa como no tipo de pintura do Ronam Rockwell em que se vê uma vara meio meio inclinada para um lado com um letreiro que diz: Proibido Pescar, ou Proibido Nadar.
Pois vão ver uma parecida: Cheguem à lagoa das emoções seja como for, vão até ao submundo do Além se preferirem, ou até ao vosso sítio de reclusão e encontrem a lagoa próximo.
E a lagoa estará ali, e acolá, colada de uma maneira tresloucada, inclinada sobre madeira branqueada – como é que vocês dizem - já não muito nova, mas que esteve aí por muito tempo. Dirá carreira, relacionamentos. Ou poderá ser mais específica, e indicar relacionamento com A ou com B. pode indicar a saúde. Poderá indicar o martírio, mais ou menos desbotado e ilegível. Pois é, é um m, um a e um r, é sim senhor. Esta é a lagoa do martírio. (Riso)

E sejam imaginativos. Uma vez mais, quanto mais imaginativos conseguirem ser, mais poderosas e eficazes as meditações serão. E mais rápidas também.
Assim, descobrem essa lagoa particular relacionada com o problema ou com a questão com que especificamente quiserem lidar. Ela tem um letreiro. Pode indicar coisas novas na vossa vida. Casas. Carros. Empregos. Tudo. Pode indicar criatividade, e tanto pode ser óbvio como não ser.
De qualquer maneira, essa é a lagoa indicada, por ter sido assinalada, por apresentar um sinal a indicar o tipo de lagoa que é.

A seguir, aquilo que fazem é entrar nela até a água lhes chegar ao nariz e depois até à testa. Enterram-se nela até à testa.
Depois deixam a borda e começam a afundar-se na lagoa emocional, e começam a sentir as emoções que a questão suscitar. Sejam quais forem as imagens que lhes aflorarem à cabeça; imagens da infância, retalhos de imagens, seja o que for que lhes aflore à mente. Poderão escutar vozes, ou tão só lembranças, ou canções do passado carregadas de um sentido particular. Situações, circunstâncias, tudo. Deixem que se lhes aflore à cabeça. Contudo, permitam-se sentir a emoção.
Bom, bem sabemos que numa meditação de grupo ou junto de mais gente não se irão necessariamente permitir chorar nem berrar nem choramingar nem gemer. Mas na vossa própria meditação, pelo menso no vosso íntimo, permitam-se sentir as emoções em pleno; omedo, a raiva, a fúria, a frustração, sejam quais forem, permitam-se senti-las.

Não as reprimam, não digam que não é a sério porque é. Aqui, porventura mais do que se estivessem em pé diante de um grupo e partilhasem desse modo. Por aqui não terem a quem impressionar, não terem para quem representar. Pelo menos espera-se que não representem para vós próprios.
Permitam-se senti-las. Sintam a pena. Poderão querer fazer disso uma meditação deitados de modo a poderem enrolar-se na posição fetal e gemar ou chramingar e sentir pena. Sintam a mágoa, a agonia da mágoa. Sintam o profundo lamento de uma dor lancinante. Permitam-se sentir as emoções que se lhes apresentarem. É tão importante quanto isso.

A pena, a propósito, constitui uma emoção real e por conseguinte comporta um potencial positivo e um potencial negativo; na maior parte negativo, sem dúvida, mas também tem um lado positivo. Já o martírio não, não. É artificial, e só tem o lado negativo. Nem a vitimização, por ser artificial; a sensação de ser vítima é artificial, e não apresenta saída alguma positiva. Mas a pena, sentir autocomiseração, tem o seu lugar; pode ser uma emoção positiva, por ajudar a limpar. E se for o caso, sintam-na!
Caso seja cólera e culpa e injustiça e maldade, permitam-se senti-la! Deixem que o vosso rosto fique contorcido de emoção, ou permaneça plácido, mas intimamente deixem que fique contorcido de dor. Cerrem o punho, mentalmente, senão fisicamente, mas não precisam apertar tanto as unhas que fiquem a sangrar, mas sintam a fúria e sintam vontade de explodir de raiva. Sintam toda a negatividadde, todas as emoções de contracção.

Mas depois as positivas que estiverem relacionadas com essa questão; ligadas à carreira ou ao relacionamento, seja o que for. Permitam-se ser inundados até se afundarem em todas as emoções.
Assim que se tiverem afundado em todas elas poderão voltar, com uma súbita perda de interesse, ao areal; é bom que tenha um areal por a areia ser mais fácil de escavar do que a sujeira, não é? Poderão fazê-lo com as mãos, não precisam ter uma pá para a apanhar. Acho que isto represente o pragmatismo da meditação, não é? (Riso)

Assim que aí se encontrarem, sejam recebidos por amigos invisíveis: poderá ser o vosso Eu Superior, poderão ser os vossos Concelheiros, poderá ser a Anima, o Animus; poderá ser o Velho ou a Velha. Pode ser sempre o vosso Eu Superior. Alguns de vocês poderão operar nessa questão com uma maior clareza com um Conselheiro ou com certos amigos invisíveis que possam nem sequer conhecer ainda, mas descobrirão um amigo desconhecido, ou dois ou três, aí à vossa espera no fundo a fim de pôr os tesouros a nu.

(continua)
Tradução: Amadeu António

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