sábado, 2 de julho de 2011

LUZ SOBRE O DESCONHECIDO




 ~O ALÉM, O Plano Causal e o DOMÍNIO DO IMAGINÁRIO~




Traduzido por Amadeu Duarte



Ao vos reunirdes a fim de vos livrardes das amarras e as superardes, estais a trabalhar com o Desconhecido. O vasto e aparentemente vazio Desconhecido e os seus portais de ressonância: o Além, o Plano Causal, e o Reino Imaginário. Trabalhais com a claridade do Desconhecido, suscitando a luz e as trevas. Isso pode tornar-se num manancial, numa fonte de descoberta; pode tornar-se numa parte integral de toda uma exposição e dum maior desvendar do vosso verdadeiro eu, mais sobre vós próprios, que uma vez fostes, e vireis a ser, uma vez mais. Pode representar uma fonte, uma nascente e uma parte integral da exposição e da revelação de verdades, verdades preciosas e ricas; as vossas verdades e as verdades da vossa alma. E assim saudámo-los com prazer, com alegria, cheios de entusiasmo e excitação, e com carinho.
 

E assim os acolhemos com prazer, com alegria, com entusiasmo e excitação, e com amor. E conforme é habitual, saudamos-vos ao vos escutarmos, ao vos observarmos, ao vos tocarmos. Como de costume, escutamos as cores das vossas auras à espera de poderem escutar a luz que trazeis aos dias presentes e observamos os sons que emanam do éter, do vosso etérico, a observar o silêncio, o silêncio sagrado que trazeis igualmente a esta excursão, a este passeio, a esta aventura.



E com a vossa permissão - sempre com a vossa permissão - tocamos o vosso amor – igualmente precioso e raro – reivindicado e contudo por reclamar; conhecido e ainda assim desconhecido, para vós, e que acrescentais à combinação, para vinculardes à mistura destes dias.



Sim, tocamos como habitualmente o amor, mas também escutamos igualmente e observamos e tocamos nestes dias uma outra coisa, algo mais. Escutamos, observamos e tocamos a vossa imaginação, os limites da vossa imaginação, porque desses limites brotam as versões que concebeis do Desconhecido e do que atribuís do Imaginário, da Causal e ao Além. A partir dos limites da vossa imaginação, podeis ir além deles a fim de explorardes mais aprofundadamente o Desconhecido, com os seus portais de ressonância do Imaginário, do Causal e do Além.



Também escutamos, observamos e tocamos a restrição da vossa criatividade, porque essa constrição, esse aperto em que se encontra, pode tornar-se num trampolim com base no qual formeis o salto. Mas escutamos e observamos e tocamos as vossas emoções – profícuas através do pensamento, acertadas através do sentimento, por poderem constituir um modo, um corredor, os canais para a vossa descoberta; os limites da vossa imaginação, as restrições da vossa criatividade, os corredores da vossa emoção, de modo a que a jornada que perfazeis por estes dias se possa tornar mais viva, mais vibrante, mais vigorosa e profunda.



Porque, vejam bem, o Desconhecido pode representar um espantoso e incrível incubador da vossa magia. O Desconhecido mais os seus componentes do Imaginário e do Causal e do Além podem representar uma incrível posição de retiro, sempre que recuais e vos retirais, pode tornar-se numa posição tão incrivelmente poderosa de refúgio e de cultivo e de acalento da vossa magia, de cultivo e de acalento da vossa alma e espírito, de cultivo e de acalento do vosso verdadeiro Eu, e de vós próprios, que vos estais a tornar mais verdadeiros.



E assim vos chegais, com suavidade e elegância, com coragem e de forma tranquila, a fim de vos livrardes das amarras do mistério e dos deveres da realidade para, do mesmo modo e com suavidade e elegância, com coragem e de forma silenciosa penetrardes os reinos orgásticos do Desconhecido. Já o afirmamos há muito tempo, a maior parte do que compõem aquele que sois provém do Desconhecido, ao contrário do que vos é conhecido.



Sejam, pois, bem-vindos, com carinho e com prazer, com alegria. As palavras fraquejam ao tentarem traduzir a complexidade do prazer e da alegria e a profusão da excitação e do entusiasmo. Sejam bem-vindos; sejam bem-vindos à Luminescência do Desconhecido.



O Desconhecido - já tivemos ocasião de o explorar anteriormente – constitui uma ressonância ilimitada e isenta de forma que tem existência para lá do Informe, além do Pré-Estrutural, do Pré-Conceitual. Ilimitado como é, constitui uma ressonância – o desconhecido – mais do que o que vós conheceis (com um “d” minúsculo). Este é o aspecto esotérico do Desconhecido – a ressonância do Desconhecido (com um “D” maiúsculo), para o distinguir da criação da realidade objectiva e pessoal que se situa para além, para além, para além da vossa criação. É uma ressonância que se situa para além do possível.



Hesitamos em elaborar um esquema, por a linha e o traço serem limitativos e neste caso se limitarem à realidade imposta pelas duas dimensões, mas muito rapidamente, neste tipo cenário de fundo... (começa a desenhar no quadro, de olhos completamente cerrados)



Espaço-Tempo. Aqui situa-se o Espaço-Tempo, e aqui é além do Espaço-Tempo. Aqui situa-se o limiar. (A essência, o Pré-Conceptual e o Pré-Estrutural que se situam para além do Espaço-Tempo, e a energia, a função e a forma que se situam dentro da dimensão espácio-temporal) Aqui reside o limiar do Espaço-Tempo. Como sabeis e conforme já antes esquematizamos, o Espaço-Tempo existe um útero, uma câmara de resistência, dos agentes moduladores (reguladores) – das vossas crenças e atitudes, pensamentos e sentimentos, decisões e escolhas – as matérias-primas. Aqui encontram-se igualmente as vossas atitudes, ou melhor, a partir delas, as vossas expectativas e os vossos desejos, a vossa imaginação – as ferramentas.



E nessa modulação, nesse útero, encontram-se igualmente as energias geradoras: o sentido de valor, o sentido de felicidade, o sentido de alegria, o sentido de gratidão, e o sentido de confiança. Aí residem igualmente aquelas energias de amparo da disciplina e da orientação, da imagem e do próprio amor, assim como a da intimidade. Aqui reside toda a substância da criação da realidade: os agentes moduladores. Desses agentes moduladores provém a energia bruta; dentro do Espaço-Tempo, um tipo singular e bastante distinto de energia; uma energia em formação (informação), uma energia bruta, destituída de função e de forma – Energia Bruta.



A seguir vem a função; e a seguir à função vem a forma – a última coisa a ter lugar na criação. Precedente de além do Espaço-Tempo, penetra o Espaço-Tempo e fluindo por entre a modulação, por entre as rochas e a gravilha, as pedras e os calhaus e os galhos, por entre as voltas e as curvas que as matérias-primas e as ferramentas sofrem, as energias geradoras e de suporte e a substância da realidade.



Dessa resistência, dessa modulação, sucede a energia. Em seguida essa energia passa pela resistência da função que lhe incutis (o que esperais que isso faça). E é dessa função que procede a forma.



Muito bem; além do Espaço-Tempo, em termos de mera imagem, como é do vosso conhecimento, existe um outro útero: é o Domínio dos Arquétipos; o Domínio dos Gigantes, o Vale dos Gigantes, um outro útero de criação. Uma simples imagem no sentido de um útero diferente que se situa para lá do Espaço-Tempo. É o reino dos Arquétipos, da Estrutura e da Forma: Estrutura Arquetípica, Estrutura destituída de forma, Forma Arquetípica, Forma informe. É aí que reside a substância, se quisermos, a criação, do Deus-Deusa-Tudo O Que Existe. E para além disso, existe aquilo que chamamos - nos termos da linguagem que utilizais, que talvez não faça sentido, mas ainda assim – de Pré-Estrutural – o que reside para além da Estrutura.



Acima disso, o Pré-Conceitual: crença antes de ser crença, escolha antes de atingir o estado de escolha; existência anterior à concepção da existência; transformação antes de se tornar transformação; totalidade antes de formar um todo – globos de mistério, luz para além do Pré-Conceitual. E para além disso: a Essência! Infinita, informe, isenta de estrutura, destituída de conceito; a essência. Pré-Estrutural, Pré-Conceptual.



O Pré-Conceptual torna-se conceito e estrutura ao penetrar no Espaço-Tempo, ao ser modulado ou regulado pelas vossas crenças pessoais, atitudes, etc., etc., as vossas matérias-primas, as vossas ferramentas, a vossa energia geradora e de sustentação... Torna-se energia por intermédio da vossa criação – “Vós criais a vossa realidade!” Por intermédio da vossa criação. O Pré-Estrutural e o estrutural, as Formas e as Estruturas Arquetípicas tornam-se estruturas, tornam-se estruturas e arquétipos pessoais e transformam-se em energia que em seguida passam a obter forma para poder tornar-se funcional, transformando-se em forma na vossa realidade.



Nada muda enquanto não mudardes! Para poderdes alterar a forma, alterais a função; a forma obedece à função – o que já não se aplica no caso dos arquétipos (arquitectos); resulta verdadeiro no vosso caso, ao serdes os arquitectos da vossa realidade. Vós alterais a energia que gera a função, e para mudardes a energia mudais a modulação. Referimos isso do seguinte modo: para que a energia possa ser experimentada, para que ela se possa tornar em energia no vosso mundo – vejam bem, fora do vosso mundo a coisa é diferente, mas é aqui que vos situais.



No vosso mundo, para poderdes experimentar a energia, é preciso que flua através duma resistência. Já referimos isso nos moldes mais simples fazendo uso da analogia da electricidade. Conseguis experimentar a corrente eléctrica quando ela flui através duma resistência; ligais a ficha da vossa torradeira à tomada, carregais no botão e a electricidade passa pelo fio para de seguida atravessar aquelas pequenas espirais (resistências) e é essa resistência o que vai produzir o calor. Sem essas pequenas espirais, se ligardes a torradeira, ela não conseguirá torrar-vos o pão, e não experimentareis tal efeito. A electricidade entra nas vossas casas, vai até à lâmpada incandescente e passa pelos filamentos da resistência que se acha no seu interior a fim de produzir luz, luz incandescente. Ou a electricidade atravessa a resistência provocada por certos químicos e produz uma luminosidade fluorescente. Não produz calor mas produz luz destituída de calor, devido à resistência provocada pelos químicos – esses químicos fluorescentes que se encontram dentro do tubo. Sem a resistência, sem aqueles químicos não se encontrarem lá, a electricidade que flui por esse tubo não irá produzir qualquer luz.



Para se poder manifestar no vosso mundo, a energia precisa fluir por uma resistência. Quando essa energia – Energia Arquetípica – penetra o Espaço-Tempo, precisa ser modulada, precisa passar por uma resistência. É quase como a corrente de água que forma o rio; precisais de margens; sem elas não se poderia falar de rio algum; sem uma praia não se trata dum oceano nem de um lago. Se não existissem margens nem praias não poderia haver lagos nem oceanos, e o vosso planeta seria composto unicamente por água. Não poderíeis dizer: “Aqui situa-se um oceano.” Não poderia ser. Precisais duma resistência.



Da passagem da corrente pelo rio por entre as rochas resultam os rápidos, as quedas de água, a erosão, o arenito, que é diferente do granito. O seu formato e a forma, a energia é determinada pela modulação, pelas margens e pela modulação, pelos objectos que se situarem no rio, que o tornarão calmo, ou amplo, cheio de rápidos, ou que o fazem correr de modo rápido e sinuoso ou lânguido.



Portanto, quando essa Energia Arquetípica flui pelo Espaço-Tempo, depara-se em primeiro lugar com os vossos moduladores, de modo a que essa energia se possa tornar real no vosso mundo; em seguida torna-se em energia que se acha em formação – a formação conferida pelas vossas crenças e atitudes, a formação conferida pelos vossos pensamentos e sentimentos, a formação atribuída pelas vossas escolhas e decisões, a formação das vossas expectativas, pela vossa imaginação, pelo vosso desejo, a formação conferida pelas vossas energias criadoras e de sustento.



Só que ainda é destituída de função. Não é funcional; não passa duma energia em formação que em seguida é suplementarmente modulada, adicionalmente conformada, que passa posteriormente a tornar-se restrita, restringida pela função que lhe aplicais – por aquilo que quereis que ela opere; pelo que quereis que ela realize: “Quais serão as prioridades que devo aplicar aqui?” E é então que essa energia que se acha em formação – essa informação que consiste em energia – passa a manifestar-se por meio da função e se precipita na forma: no chão, na cadeira, no vosso corpo – essa forma em que vos encontrais consiste numa expressão da função, o que quereis que essa consciência do que sois vos faça ou que seja; o que quereis que ela expresse. Esta forma física, esta ilusão que se situa no Espaço-Tempo é uma forma que não passa do produto da função que tereis definido e da energia que tenha sido modulada.



Se quiserdes alterar essa forma, alterai a função; se quiserdes alterar a função, nesse caso alterai a energia; se pretenderdes alterar a energia, alterais a modulação (mudança de frequência ou de tom), alterai as crenças e as atitudes, os vossos pensamentos, os vossos sentimentos, as vossas decisões e escolhas; alterai as vossas expectativas e a vossa imaginação e os vossos desejos; alterai as vossas energias criadoras relativas aos valores e à confiança; da mesma maneira, alterai as energias de sustentação.    



Consequentemente, se alterardes a forma apenas mudando a forma, isso não deixará de ser temporário; frequentemente, como aqueles de entre vós que perderam peso descobriram, voltais a ganhar peso de novo; e aqueles de entre vós que tenham obtido peso a mais, perdem-no de novo, e vós direis: “Como? Como? Como?” Podeis recorrer aos médicos e colocar implantes cirúrgicos ou extrair gordura ou o que quer que façais para perder peso (alterar a forma) mas isso revelar-se-á bastante difícil e bastante árduo e frequentemente pode tornar-se bastante… bom, em toda a simplicidade da coisa, excessivamente difícil – a menos que altereis igualmente a função.



Mas por vezes isso torna-se difícil de fazer e revela-se mais elegante mudar a energia, mudar a energia a fim de fazer com que isso altere a modulação de forma mais elegante. Mas para alterardes a modulação, ao serdes capazes de deslizar para além dos limites do mistério, e como sois capazes de romper o que no vosso corpo é designado por Barreira Hematoencefálica”, (BHE) – na realidade trata-se da barreira Espácio-temporal – e mover-vos não através do tempo mas além do tempo e do espaço, e de trabalhar com os arquétipos a fim de mudardes as estruturas e a forma mais reais. Torna-se mais fácil alterar a ilusão da estrutura e da forma, com a sua energia, função e forma. Ao conseguirdes aceder ao Vale dos Gigantes, conforme sois capazes de trabalhar com os arquétipos, ao passardes para além, para o mais real que se encontra além do Espaço-Tempo. Porque isto (aponta a incubadora que se situa além do Tempo-Espaço) é que é real, compreendem? Isto (a energia, a função e a aforma) é um reflexo, uma simples imagem do Mais Real. Isto é tudo ilusão. Isto é tudo a versão do Mais Real. Se fordes capazes de alcançar o Mais Real, qualquer dessas coisas poderá sofrer uma alteração com enorme elegância e à-vontade; Elegância - o dispêndio do menor volume de energia na produção (obtenção) do resultado máximo. Referimo-nos ao termo científico “Elegância” e não à moda.



E ao conseguirdes aceder ao Pré-Estrutural - o Desconhecido - e ao Pré-Conceitual a fim de entrardes em contacto com a própria Essência e aí plantar sementes a fim de produzir alterações; alterando a Essência – alterais a forma. Passos cada vez mais elegantes (apontando as categorias inferiores da função e da forma e da energia traçadas no quadro). Passos cada vez mais fáceis (referindo-se aos Arquétipos e à Essência); mais complexos, mais intricados mas um maior à-vontade.



Mas, para todos vós – isto (referindo-se ao Pré-Conceptual) é objectivo. Isto, (referindo-se à modulação, função e à forma) constitui um reflexo vosso. Ao se sobreporem, por meio da partilha e da concordância que estabeleceis, as criações individuais da realidade que se sobrepõem fazem parecer tratar-se da criação duma realidade de massas. Não é, apenas parece ser. Todos vós concordais que o céu seja azul, a menos que não o seja. Mas deixardes a coisa nessa base e não procurardes estabelecer diferenciações de graduação absolutas quanto ao tom de azul que apresente: “Hoje está mais azul esverdeado; não, está mais azulado; não, está um azul mais ciano… Hoje está um dia magnífico – que queres dizer com isso? Está quente, e fedorento, com tanta humidade… Hoje está um dia espectacular! Que queres dizer comisso? Está enevoado e chuvoso, tudo o que sou capaz de fazer é ficar em casa a ler um livro. Claro, aí está uma boa ideia!” (Riso) Todos vós percebeis exactamente uma realidade diferente. Por isso: “Hoje está um dia!” (Riso)



Agora; o Desconhecido; acha-se além do Espaço-Tempo; acha-se além do Pré-Estrutural, do Pré-Conceitual; está além do possível. O Desconhecido – para lá do Espaço-Tempo: “Está bem, sou capaz de entender isso.” Será Pré-Estrutural e Pré-Conceitual? É, mas vai além. Está além de todas as possibilidades. “Certamente que se situa para lá do que julgo ser possível,” – podereis dizer. Mas vai além de todas as possibilidades. Está para lá do que qualquer um possa manter como possível; está para lá do que o possível pode conter enquanto possibilidade; está para além do que os arquétipos podem comportar como possível; está para lá da estrutura e do Pré-Conceito; para lá do conceito da própria possibilidade – O Desconhecido! É vasto e parece vazio. É vasto e infinito, ilimitado; não tem limites. Não pode ser conhecido. É Desconhecido! Não existem possibilidades no Desconhecido.



Fora do Espaço-Tempo, para lá do possível, para além do Pré-Conceitual, para além de todas as possibilidades – acha-se a Essência. É Deus-Deusa-Tudo O Que Existe. E esta afirmação é inexacta. O Desconhecido, e ainda assim, a ressonância dentro dele. Existe o Belo Desconhecido. “Belo? A que se assemelhará?” (Agita a cabeça e os braços num gesto de dificuldade em precisar) Não tem que ver com aquilo a que se assemelha. Beleza; (aponta a palavra “forma” no quadro) é o que engendra alegria e paz em simultâneo; satisfação e serenidade ao mesmo tempo. Isso inspira e aprimora ao mesmo tempo.



Bom; diz-se que as coisas “são belas” – e frequentemente acham-se “repletas de beleza” e como tal “cheias de beleza” (trocadilho com o termo no original inglês “beautiful”). Mas a beleza é outra coisa além daquilo que conseguis ver. É uma forma de sentir, um estado de sentimento. Uma forma única e distinta de sentimento. É um estado de consciência – um estado de consciência em que a alegria e a paz coexistem no mesmo momento. Alturas há em que sentis alegria – uma energia masculina – e frequentemente, a partir dessa alegria, em resultado dessa alegria, subsequentemente a essa alegria, num padrão sequencial, sentis-vos em paz – uma energia feminina. Mas quando sentis ambas as coisas, alegria e paz ao mesmo tempo – isso é beleza!



E no Desconhecido existem estados de paz e de alegria simultâneos, de hilaridade e de tranquilidade, de inspiração e de encanto, de assombro e de estupefacção. Isso é Beleza; o Desconhecido prenhe de beleza. É uma ressonância; não tem forma; não se parece com isto ou aquilo; é Beleza! Não se acha repleto de beleza – é Beleza!



Uma coisa qualquer pode ser bela – e isto (estica uma mão cheia, num gesto figurativo) é belo – destituído de forma. Existe o Belo Desconhecido conforme é chamado; existe aquela ressonância de beleza no Desconhecido. E uma vez no Desconhecido, quando explorais o Desconhecido podeis penetrar essa ressonância e ela parecer-vos-á uma versão que é bela.



“Penetrei no Desconhecido, sabem, e a tradução, a versão, a expressão da minha imaginação, a forma através da qual O conjurei pela minha imaginação, pela minha criatividade – com os limites que a minha imaginação comporta e a restrição inerente à minha criatividade – foi com isso que se parecia. Achava-se repleto de beleza – era só beleza. E podia vislumbrar aquelas colinas e aquelas nuvens, aquelas árvores, e isto e aquilo e aquele outro – e era todas estas coisas que vi – tudo isso, por ser o único modo através do qual consigo relatar o sentido de paz e de alegria que se tiveram lugar naquele preciso momento: a única forma por que posso transmiti-lo, os únicos termos por que o posso descrever nos moldes da palavra, palavra atrás de palavra quase como vagões de comboio, é descrevendo-vos isto e aquilo e mais aquilo… E aconteceu isto e em seguida aquilo,” descrevendo a cena e a experiência – mas mesmo escutando-o, poder-vos-á parecer… “Formidável! Soa estupendo. Muito bem, vislumbraste um lago repleto de lírios, o sol por cima, reflectido no… Pois é, soa formidável!” (Boceja, sendo seguido de riso, da parte da audiência) Para eles soa como uma bela descrição, mas para vós: “Este é o único modo pelo qual consigo descrever a alegria e a paz que senti na altura.”



A Beleza do Desconhecido constitui a ressonância da beleza que se situa no Desconhecido. Existe o desconhecido que se traduz pelo silêncio. Nas profundezas da beleza, algures, talvez por entre a alegria e a paz existe um aspecto desconhecido composto de silêncio – mais uma tranquilidade do que um silêncio – um Desconhecido silencioso, uma ressonância de silêncio. Há mais do que uma ausência das palavras, mais do que uma ausência de som. Uma vez mais, não há maneira de o descrever recorrendo à palavra. “Olha, deixa que te diga em que consiste aquele silêncio.” (Gesticula de um modo aparentemente desconexo e sem sentido) E nas profundezas desse silêncio, por entre esse silêncio, tal como por entre a beleza – não além da beleza, nem acima dela, abaixo dela, nem fora dela, tampouco no seu interior – por entre a beleza acha-se o silêncio – o Desconhecido Silencioso.



E nessas profundezas, ou no silêncio, por entre o silêncio, acha-se o sagrado. É onde vós podeis encontrar Deus. Descobris Deus na beleza. Quantos de vós não terão descrito já momentos destacados algures por entre a natureza – quando vos deparastes com um sol poente ou o nascer do sol ou – quando vos deparastes com uma daquelas…o que descrevestes em termos dos Momentos da Deusa, em que sentis a presença de Deus-Deusa-Tudo O Que Existe. E foram repletos de beleza. Mesmo nessas ocasiões poderão ter ocorrido sons – o latir à distância de algum cão, o apitar de algum comboio na distância; mesmo aí poderão ter surgido alguns sãos, o som do vento por entre as árvores, a fazer vibrar as folhas e a espalhá-las pelo chão, ou o som ritmado das vagas do oceano. Mas mesmo apesar de poder ter subsistido som, existia silêncio. Algures lá por entre a beleza havia silêncio. E algures por entre o silêncio algo sagrado – é onde descobris Deus. É onde descobris a Deusa-Tudo O Que Existe. Não o único local mas um dos sítios.



Tudo o que conseguis descrever é: “Dei por mim naquele local incrível. Pá, era de tal modo fantástico e belo que nem sequer consigo descrevê-lo, mas deixa que to revele, mesmo assim. Deixa que procure dar o meu melhor, por isto me deixar todo empolgado. E eu afirmo-vos ter-me deparado com Deus lá. Isso, apesar de me poder ter interrogado sobre a existência ou inexistência de um Deus, foi o que descobri; não importa o que os outros digam ou o que lhe chamem – eu descobri-o. Pá, nem sequer consigo chegar a uma descrição.” Mas tendes razão – nem sequer vos podeis atrever a descrevê-lo.



O Desconhecido comporta beleza e a beleza comporta silêncio. E o silêncio encerra o Sagrado. O Desconhecido – para lá de todas as possibilidades, para lá do Espaço-Tempo, para além de todo o conceito – a Essência. E essa nem sequer constitui uma descrição exacta. Deus-Deusa-Tudo O Que Existe. Mas essa é igualmente uma descrição limitada. O Desconhecido e com ele a ressonância da beleza, do silêncio, do sagrado. Nele descobris Deus-Deusa-O Tudo O Que É. E podeis ir até lá por existirem entradas, passagens para o Desconhecido. Tão vasto e aparentemente vazio como é. E podeis tocar a sua beleza e ser transformados por ela. Podeis tocar o silêncio e ser transformados, transcender-vos a vós próprios. E podeis tocar o sentido do Sagrado – ou mais precisamente, podeis ser tocados pelo Sagrado e ser elevados.



O Desconhecido; o mais do que sois situa-se no Desconhecido em vez de no que conheceis. A maior parte de vós é Desconhecida ao contrário de se achar no domínio do que vos é conhecido. E ao conseguirdes entrar em contacto com a sua ressonância, ao conseguirdes experimentar a versão que teceis dele, também a Beleza o Silêncio e o Sagrado são capazes de alterar a Essência.



O Pré-Conceptual, o Pré-Estrutural podem alterar o alinhamento, o posicionamento dos Arquétipos, alterando assim o próprio fluxo da consciência. Isso penetra no Espaço-Tempo, vai alterar a modulação e a energia, a função e a forma – da vossa realidade e do vosso mundo. No Desconhecido existe igualmente o Reino Imaginário.



Bom; O Reino Imaginário é ilimitado, constitui uma parcela ilimitada; uma ressonância. Se tivéssemos a todo o custo que apurar o sentido do Desconhecido como transcendente e inclusivamente… talvez se cortarmos por aqui (aponta para o Pré-Estrutural) se cortamos por aqui, algures por entre o Espaço-Tempo… Vós não sabeis, por ser Desconhecido, (riso) só que se estende ao infinito. O Desconhecido! (Abre os braços)



Portanto, não está verdadeiramente limitado aqui, dizer que isso efectivamente se detém no Espaço-Tempo – isso não é do domínio do conhecimento. Faz parte do Espaço-Tempo mas uma vez mais, é do domínio do Desconhecido. Diremos por uma questão de salvaguarda do nosso propósito (gesticula de modo vago) que nisso reside o Reino Imaginário.



Bom; O Domínio do Imaginário do Desconhecido acha-se da mesma maneira para lá do Espaço-Tempo, e de facto situa-se para lá das possibilidades mas ainda assim no domínio do que é possível. Acha-se como que por entre aquilo que se encontra para lá de toda a possibilidade e aquilo que é possível. Faz parte desse domínio, e constitui possibilidade antes dela se manifestar sequer. De muitos modos poderá dizer-se – já falamos do Além na relação que ele tem com o Inconsciente, sugerindo que o Além faz parte da vossa mente Inconsciente – e consiste numa ressonância particular, uma lasca da ressonância, conforme vos lembrareis – uma lasca de ressonância em que o inconsciente se pode tornar consciente, antes de passar pelo vosso subconsciente e chegar a manifestar-se. O Desconhecido constitui, em certo sentido, uma visão antecipada das atracções que se aproximam. Isso é inconsciente; vós não tendes consciência disso, por ser algo que empurrastes para baixo e entulhastes nesse Inconsciente e que agora está a eclodir à superfície, e talvez venha a desabar e a estatelar-se e a inundar-vos a realidade com toda a sorte de lixo, todavia, está a eclodir à superfície.



Antes de provocar isso, passa-se do Inconsciente para o Subconsciente, e do Subconsciente – onde é filtrado – para o Consciente. E de seguida surge na vossa realidade; depois manifesta-se como que vindo do nada, de parte nenhuma: “Não sei de onde isto procederá; deve ter vindo do meu Subconsciente; deve ser uma coisa ou outra Inconsciente.” Tendes razão!

Portanto, do Inconsciente, através do Subconsciente passando de seguida para o Consciente – para a realidade. Os conteúdos que se apresentam; os vossos demónios e anjos que surgem filtrados pelo vosso Subconsciente. Óptimo. Existe uma manga de ressonância relativamente pequena (em relação ao todo formado pelo vosso Inconsciente) em que o Inconsciente se torna Consciente, antes de fazer o seu percurso pelo vosso Subconsciente a fim, uma vez mais, para uma vez mais, uma segunda vez se quisermos, se tornar consciente na vossa realidade.



Como será do vosso conhecimento, se fordes conscientemente capazes de penetrar essa ressonância, em que o Inconsciente se torna consciente antes de se tornar Consciência, e de mudar aquilo com que lá vos deparais, haveis de alterar o que se manifesta aqui. Se conseguirdes ir até ao Além, e descobrir o que lá se encontra antes disso se tornar consciente – tomar consciência do que lá se situa antes de aparecer na vossa realidade, podereis alterá-lo lá, curar isso lá, alterá-lo lá, ajustá-lo lá, proceder à tarefa, ao processamento, à tarefa do mágico lá, no além, a fim de alterardes o que permanece inconsciente antes de eclodir na manifestação, de modo a que o que se manifesta seja diferente do que se manifestaria de outro modo.



Podeis aguardar até que se manifeste aqui, e de seguida proceder ao trabalho, empregar a vossa magia, alterar a realidade de acordo e em obediência com a vossa vontade, a vossa imaginação e o vosso amor. Absolutamente! Podereis esperar que surja, para de seguida lidardes com isso; reagir-lhe, e depois lidar com isso. Assim como podeis entrar no Além; onde os conteúdos do vosso Inconsciente se tornam conscientes, antes de percorrerem o caminho rumo ao Subconsciente a fim de se tornarem conscientes, e aí aplicar a vossa magia de uma forma mais vigorosa, mais intensa, mais bem-sucedida a fim de alterardes, mudardes de acordo com a vossa vontade, com a vossa imaginação e o vosso amor o que venha a manifestar-se. Ao invés de esperardes que surja. Para de seguida fazerdes o vosso trabalho – escolha que cabe a vós fazer. Escolha que cabe a vós fazer!



Em relação a certas coisas dizeis: “Eu vou esperar; não é muito significativo”; já com outras, é: “Vou dormir sobre isso e pensar nisso e ver o que sucede na minha realidade. Depois desenvolvo a minha mágica” – claro que sim, absolutamente. Por isso, conseguis tudo. “Caramba, há algo que eu gostava de verdade de descobrir, gostava de chegar lá e descobrir o que se passa na minha mente Inconsciente. Gostava de ter consciência do que permanece inconsciente e do que está a ganhar expressão neste mundo. Gostava de saber o que se residirá nas condutas, de modo a poder ir até ao Além e aí descobrir: Oh meu Deus, que hei-de fazer com relação a isto? De que modo o poderei alterar ou mudar? Que magia quererei empregar?” E empregar essa magia. E isso passará a fluir pelo meu subconsciente: “Não, se eu possuísse um relacionamento saudável com a minha mente subconsciente, isso tampouco seria lá grande ideia.” Porque os planos mais bem elaborados, podereis querer dizer...



Assim que o tenhais conseguido, direis: “Caramba, consegui-o conforme desejava. Vamos lá, deixa para lá, tudo bem, deixemos a corrente fluir - exactamente na minha mente Subconsciente, onde… ah ah ah ah ah! Espera lá, espera lá. Pára! Existe uma regra aqui que reza assim: Jamais podemos sentir-nos felizes se as coisas ocorrerem com facilidade. Temos de lutar pelas coisas, se elas forem dignas de valor… Lutar pelas coisas. “Está bem, vamos lá esforçar-nos em relação a esta carga… Só fazemos o que pedis, chefe! Só fazemos aquilo que pede, Senhora, seja o que for que peça! (Riso) Ena lá, não deixes passar essa... È demasiado fácil, e com isso ainda nos metemos em apuros.” E tornais as coisas verdadeiramente difíceis. “Valerá mesmo a pena? Vejamos o que conseguimos fazer de modo a torná-lo válido de verdade. Mantenhamos isso longo do alcance tanto quanto possível. (Riso) Assim que estiver a ponto de desistir, mete-me a toalha por entre os dentes; aí deixa que aperte, certo? (Riso) Espalhai a notícia de que esta caixa não pode ser aberta – até estar pronta para ir para o cangalheiro. Coloquem-lhe um aviso de radiação ou de material tóxico de lado. Tudo bem, depois podem despachá-la.”



O Subconsciente acha-se atarefado de tanto lidar com cargas dessas. Mas ele apenas segue as vossas regras. Ele só segue… vejam bem, é consistente… ele segue o que tereis estabelecido e o que tenhais proposto; está unicamente a seguir a modulação que lhe imprimiste. Consequentemente trabalhais com o Subconsciente mas o Inconsciente em que trabalhais situa-se no Além. Por ser aí que vos podeis tornar conscientes. Bom, para voltarmos à questão…



No Desconhecido sois capazes de experimentar a ressonância da Beleza e podeis experimentar alternar entre a Beleza e o Silêncio, alternar entre o Silêncio e o Sagrado. Mas se quiserdes trabalhar inteiramente como mágicos, e mudar conscientemente a realidade, edificar a realidade, dando lugar não apenas à alteração dessa realidade como construir igualmente uma realidade nova que jamais tenha tido lugar anteriormente, bom, nesse caso haveis de querer ser mais activos – é a forma no vosso mundo.



Existe uma lasca do Desconhecido que é vasto; o Reino Imaginário é incrivelmente vasto comparado a qualquer coisa que conheceis. Mas a relação que ele tem com o Desconhecido é provocado por esse pedaço. É um pedaço em que o possível se pode tornar possível antes de se tornar possível. No Desconhecido não existe possibilidade alguma; possibilidade é coisa que não existe. Até mesmo a possibilidade de existir qualquer possibilidade não tem lugar no Desconhecido. Por ser Desconhecido.



Mas existe esta fatia do Desconhecido, esta ressonância do Desconhecido, onde o conceito da possibilidade tem lugar e onde as coisas que se podem tornar possíveis – quando se tornam possíveis, podem tornar-se conhecidas, antes mesmo de se tornarem possíveis. E sois capazes de o experimentar antes mesmo de se tornar real, de se manifestar; podeis ir ao ponto anterior do começo; a fim de experimentardes e operardes algo, a fim de lhe dardes início antes de ter início. Nesse sentido soa a um mistério que jamais virá a ser resolvido. Mas o Reino Imaginário é onde a possibilidade flui antes de se precipitar no domínio do possível. O possível tem existência para além do Espaço-Tempo, assim como na sua dimensão. O possível tem existência aqui (aponta para o gráfico da câmara de modulação situada além do Espaço-Tempo) mas existe igualmente aqui (na área do Espaço-Tempo). Existem possibilidades que são reais. E o reflexo dessas possibilidades nestas meras imagens, neste mundo da ilusão, neste mundo de ilusão que é o Espaço-Tempo.



O Domínio Imaginário, um segmento de ressonância na ressonância mais vasta do Desconhecido, onde o possível é capaz de ser experimentado antes de se tornar possibilidade – e onde vós, meus queridos, podeis plantar possibilidades antes de se tornarem possíveis. Podeis tornar-vos no arquitecto de possibilidades que talvez jamais tivessem podido chegar a tornar-se possíveis.



O Domínio Imaginário representa muito mais uma versão, uma versão mais opaca da vossa imaginação e da vossa criatividade. É igualmente o receptáculo, é igualmente a caldeira, se quiserdes, da criatividade e da imaginação de Deus-Deusa-Tudo O Que Existe. É preciso dizer que, embora não seja exacto e só chegue perto, o Domínio Imaginário constitui o armazém da imaginação e da criatividade de Deus. É aquele armazém a partir do qual nasce o possível, e de entre todas as possibilidades, determinadas possibilidades tornam-se parte integrante da ilusão. E quando tudo o que é possível, uma porção limitada de tudo o que é possível – quando o que é possível se sobrepõe ao alcance das vossas possibilidades, é aí que a probabilidade nasce. (Começa a desenhar no quadro)



Eis o possível. Vamos esquematizá-lo por meio duma linha, só que não é linha nenhuma. (Esboça uma linha dotando-a de extremidades perpendiculares)



Eis o que é possível em toda a criação; além do Espaço-Tempo e dentro do Espaço-Tempo. Eis aqui tudo quanto é possível em toda a criação:



                                              |-----------------------------|



Eis aqui o que é possível no âmbito do Espaço-Tempo:



                                              |---|--------------------|---|



Existem determinadas possibilidades que estão para além do Espaço-Tempo e não fazem parte dessa dimensão. Eis aqui o que é completamente possível. A seguir apareceis vós com a vossa gama de possibilidades:



                                                              |----|



Isto é tudo quanto sustentais como possível. É dentro disso que:



                                                                 | |



Existe o provável.



Ou seja, possibilidade ψ vezes possibilidade  ψ, tornando-se probabilidade = igual a possibilidade ao quadrado. PROBABILIDADE.



               |-----------------------------|

                           ψ

               |---|--------------------|---|

                           ψ

                               |----|

                                 Ψ2

                                 | |

                                   |

                                   .REAL- CRIAÇÃO



Tudo aquilo é possível, onde o alcance da vossa possibilidade e tudo quanto é possível se sobrepõem, torna-se probabilidade. E a partir da probabilidade, torna-se actualidade. E isto – o que realmente É – torna-se real somente se lhe conferirdes dimensão. Apenas se tiver importância para vós. Se escolherdes e se reflectirdes, se lhe derdes atenção, se o sustentardes, e permitindo que tenha significado e vos altere a imagem para vos alterar a acção. Aí, o actual manifesta-se e torna-se percebido. Sem isso, o actual não durará, não permanecerá, não persistirá na vossa realidade. E isso traduz a padronização com base no que é possível; existem determinadas coisas que são possíveis no âmbito do Espaço-Tempo; a sobreposição do que sustentais como possível torna-se probabilidade; torna-se no facto de a coisa real passar a ser criada – isso é o Real – a criação - não a manifestação. Criação!



A criação torna-se manifestação, mas para trazerdes o Real à ilusão – se o reconhecerdes e em seguida o concretizardes, e lhe derdes dimensão, importância, escolha e o reflectirdes. Se expandirdes o alcance da possibilidade, mais se tornará possível. Então haveis de poder expandir o limite do provável e tereis mais poder (autoridade) para criardes o actual (real), mas ainda precisais atribuir-lhe reconhecimento e o concretizardes.



É no Domínio do Imaginário que a possibilidade nasce – antes de se tornar possível. É aí que a imaginação, Deus-Deusa-Tudo O Que Existe e a Imaginação se imagina a si própria. Não por necessidade nem por acaso nem de modo aleatório mas de modo abundante. É aí que a criatividade se cria a ela própria; uma vez mais, não por necessidade nem por alguma razão aleatória, mas através da concepção, da escolha. Escolha. ESCOLHA!



E é aí que a magia funciona e germina por si só. O Domínio do Imaginário, a vossa versão é magnífica e assombrosa e prenhe de imaginação e de criatividade e de mágica. Aqueles de vós que experimentaram  o Domínio Imaginário connosco, seguindo as passagens e penetrando essa ressonância frequentemente comentam de forma bastante independente entre si: “Penetrei o Mundo do Imaginário e imaginei isto e imaginei aquilo, a seguir ao que algo sucedeu, não estou certo do que tenha sido, mas de repente, BUM! Explodiu simplesmente e de todas aquelas coisas eu jamais imaginaria isto ou aquilo ou isto. Jamais, num milhão de anos, eu teria imaginado isto ou criado aquilo. Porque, vejam bem, eu entrei no Imaginário com a minha criatividade e a minha imaginação e de repente a imaginação começou a imaginar-se a ela própria e a criatividade começou a criar-se a ela própria: BUM! Comecei a experimentar a imaginação e a criatividade da minha Alma, do meu Espírito, de Deus-Deusa-Tudo O Que Existe. E não se assemelhava nada ao que alguma vez tinha sequer imaginado ou criado, de tão transcendente e de tão vasto que era.



Muitos empregaram comentários desses sem se conhecerem entre si e de modo espontâneo, por isso corresponder ao que ocorre no Domínio do Imaginário. Uma parte, uma ressonância dentro do Desconhecido onde a possibilidade se torna possível antes de se tornar parte do vosso mundo. Aí podeis fazer operar a magia. Aí podeis mudar, crescer, desenvolver-vos, e em seguida experimentar o Real, em meio a esta ilusão, reconhecimento para em seguida o reconhecerdes.



Ora bem; a acrescentar a isto, existe um plano físico de realidade. E além do físico existe o Astral – o conceito do físico, mas sem ser físico! O conceito, o reflexo, se quiserdes; um reflexo, uma mera imagem. E depois, e além do Astral existe o Causal – o Segundo Céu – e além disso existe o Plano Mental da Realidade – o Terceiro Céu. Isto a título de confirmação, em termos bíblicos, para quantos se acham propensos ao Cristianismo, acerco do que nada mais pode ser dito.



Mas este Plano Causal… eis o Físico e além dele situa-se o Astral, onde os conceitos relativos ao físico são expressados antes de se tornarem físicos; o conceito do tempo, o conceito do espaço – trata-se dum sonho semelhante ao Plano Astral onde é conceptual antes de ser actual, real.



Para além do conceito, eis o Plano Causal; onde se situa toda a causação; onde as causas se acham reunidas, tal como referimos, todas as causas são empilhadas, junto com os efeitos. Trata-se de um plano de realidade em que todas as causas e todos os efeitos se acham guardados no “armazém” até serem emparelhados, unidos, e atados uns aos outros. Eis aqui uma pilha de causas e ali uma pilha de efeitos. E é aqui que são unidas. Isto é a causa deste efeito. “Este é o efeito que desejo. Ora bem, que causa poderá casar com ele? Ora vejamos… Não… Pois, este casa na perfeição, óptimo!”



E quando causa e efeito se tornam uma só coisa, a gravidade do momento, o peso de tal ligação torna-a intensa, e do mesmo modo que o vapor de água condensa-se e precipita-se sob a forma de chuva a despejar-se dos céus, por entre as nuvens, a partir do Plano Causal – por entre o Astral e na direcção do Físico.



É aqui que todas as causas e efeitos, onde toda a possibilidade se reúne; onde aquilo que no vosso mundo se torna possível, é registado no plano causal; e onde as causas e os efeitos se agrupam, se casam, são agrupadas, e nessa união se tornam carregadas e se condensarem e se precipitam – através do astral, para penetrar no mundo físico.



Por intermédio do astral e em seguida por entre a modulação, energia, função e a forma. Rumo ao vosso mundo – ou talvez não; para outro lado qualquer! Ou não... permanecendo no Astral, ou jamais chegando a completar a passagem, só que é daí que procede. Podeis ir através do Astral, ao Causal, e aí podeis determinar os efeitos que desejais e alinhar as respectivas causas - lógicas ou ilógicas. E depois aguardar os efeitos, deixá-los cair por meio da visualização de um orifício no Plano Causal para se tornar físico. Isso faz igualmente parte do Desconhecido – para lá do Espaço-Tempo.



Físico, Astral, Causal (Aponta no quadro os três planos distinguindo-os). A sobrepor-se num ângulo oblíquo de sobreposição em relação ao Desconhecido ao Imaginário.



Mas depois existe o Além, esse segmento do Inconsciente, onde o vosso Inconsciente se estende para lá do Espaço-Tempo igualmente e forma uma fatia. Aquilo em que consiste o Além – onde o Inconsciente se pode tornar consciente e onde o causal se pode tornar consciente, onde as imagens se podem tornar conscientes, onde o Desconhecido por meio dos seus portões se pode tornar consciente.



O Plano Causal, essa faixa de ressonância – tudo isto são ressonâncias, frequências vibratórias, uma onda estacionária de uma frequência. E a configuração dessas frequências é designado por Além – aquela parte do Inconsciente, que está ligado ao Plano Causal, um conjunto diferente de frequências que na sua frequência se traduz pelo Plano Causal mas que naquela frequência se estende ao Reino Imaginário, e para lá disso, numa outra faixa de frequência que se traduz pelo próprio Desconhecido. De certo modo, está relacionado, mas não propriamente, com frequências de vibração numa certa gama que é chamada cor. Numa outra faixa é designada por som; numa outra faixa é chamada de forma. É tudo uma frequência vibratória que possui contornos, e cor, e som.



E numa outra faixa da frequência possui solidez, e é transluzente ou opaco. Trata-se duma frequência vibratória; numa extensão possui odor, possui cor, possui luz, forma, opacidade; mas ainda é tudo o que isso totaliza - Tudo O Que É - resume-se “simplesmente” a uma frequência diferente da vibração. Certas frequências não conseguis escutar; os cães conseguem. Trata-se duma frequência da vibração composta por som. O som e o odor consistem justamente distintas faixas de frequência; no vosso aparelho de rádio tendes FM e AM; são frequências vibratórias. Consequentemente, frequências vibratórias ajustadas de determinado modo, perfazem o Desconhecido, o Imaginário – numa disposição diferente dentro dessa ampla gama de vibrações. Numa frequência diferente. Numa frequência diferente, o Plano Causal, e ainda noutro, o Além. Tudo expressões do Desconhecido que se situam para lá do Espaço-Tempo, para lá da ilusão, cada uma delas.



O Além, o Plano Causal, o Reino Imaginário podem tornar-se num incubador para a vossa magia. Podem tornar-se numa fonte de descoberta; podem tornar-se num nível para o vosso cultivo e acalento, para a vossa mágica e tudo escolhais criar. E nessa luminescência, ou melhor, nessa iluminância podeis encontrar tesouros preciosos, verdades, as vossas verdades, as verdades da vossa Alma. Podeis expor a beleza e o êxtase; desvendar, despertar, e podeis descobrir, revelar mais daquele que sois: o vosso verdadeiro Eu, e mais sobre o vosso relacionamento, mais sobre o relacionamento que tendes, a parceria que tendes com Deus-Deusa-Tudo O Que Existe.



Na caminhada destes dias, vamos fazer uma viajem ao Além. Vamos lá para libertardes as resistências que sustentais e para agregardes as resistências de que necessitais, a fim de obterdes êxito. Lá também, os antigos mostrar-vos-ão e guiar-vos-ão ao que parecerá ser globos de luz. Globos de luz por expor: Beleza, Êxtase e Verdades por expor; as vossas verdades e as verdades do vosso Eu Superior. Vós ides juntar esses globos e guardá-los, protege-los no Além.



Depois vamos avançar para o Plano Causal – para aí sonharmos, para desejarmos, para ganharmos vontade de sonhar de modo extravagante a caprichoso e depois sonhos; para aí criarmos futuros, para aí activarmos a vossa verdadeira vontade – para a desprendermos por entre os vossos desejos e a vossa vontade. E aí descobrireis globos de luz – pequenas esferas luminosas que representam verdades e beleza e êxtase que não foram animadas com espírito – que não tiveram existência, que não foram embelezadas com alma. Haveis de as reunir e armazená-las. Em seguida havemos de retornar ao Além a fim de reunirmos essas esferas de luz no Plano Causal. Reunir todos esses globos de luz para depois progredirmos para o Reino Imaginário e lá plantarmos essas bolas e globos luminosos, plantarmos esses medos no solo fértil do Imaginário. E depois retornamos a fim de colhermos, de abrirmos, de descobrirmos, de desvelarmos a beleza que de outro modo não teríeis acedido. Para desvelarmos o êxtase e a verdade, as vossas verdades e as verdades da vossa alma, a iluminação do Ser. Para depois legarmos essa luz, para a tornarmos real transmitindo-a ao vosso mundo, e ao Mundo em geral.



JORNAJA PELO INCONSCIENTE – UMA DESCRIÇÃO PICTÓRICA



Muito bem, e assim cá estamos de partida para esta viagem, com rapidez, todavia com elegância; com coragem, absolutamente, com vontade de avançarmos mesmo que não disponhamos de todas as respostas e a despeito das respostas que tendes nem sempre fazerem sentido para vós. Aquela coragem de vos predispordes a estar errados na procura do que é certo; do sentir, do pensar, do agir, do funcionar, mesmo que isso não se integre e não o entendais inteiramente. Uma coragem, uma coragem cavalheiresca, conforme lhe chamamos, que é delimitada por este heroísmo, por esta bravura, para penetrar o Desconhecido, para irdes onde nunca tereis ido e não compreendeis inteiramente, onde os sentidos a que estais acostumados se revelam inadequados e onde precisais apoiar-vos nos limites da vossa imaginação e da vossa criatividade para trabalhardes com traduções que são tudo menos verdadeiras, aquela coragem e aquela bravura, delimitada por um lado pelo heroísmo, e ainda assim pela lealdade para com a consciência, lealdade para convosco próprios – e para com a vulnerabilidade do outro.



De modo a contratardes e apelardes a um sentido de perdão – perdão de vós próprios, permissão para respirardes, concedendo a vós próprios a luz do perdão e da paciência; sim, a paciência, particularmente para permitirdes a vós próprios percepção e perspectivas; uma capacidade de sonhar e uma capacidade de conhecer – de tal modo crítica e importante para a questão da paciência – e persistência, que aí se encontram.



Sim, certamente que sim, fazer uma entrada suave, corajosa, elegante e serenamente. E deste modo estamos de partida inicialmente para o Além. Bom, muitos de vós – a maioria de vós certamente já trabalhou connosco, e trabalhou consigo própria por outras vias, com o que diz respeito ao Além. Há uns anos atrás parecia que em cada seminário fazíamos duas ou três meditações – lá íamos de partida para o Além. Por isso, existem uns quantos modos, em particular um que é bastante profundo, de lá chegar. Tenham em mente que se trata duma ressonância; não se trata dum local, mas duma ressonância; não tem realmente que ver com viajar por via astral porque não se trata dum local astral, duma experiência fora do corpo. Sim, com o propósito de alterardes a vossa consciência, com o fim de alterardes o vosso estado da consciência, só que penetrais uma ressonância. Existe uma ressonância – conforme é chamada, de forma arquetípica - o Submundo ou Mundo dos Mortos, através do rio Estige, na mitologia, onde Perséfone foi passar meio ano para voltar à Terra na Primavera ou no Verão e em seguida voltar ao Além; para onde segundo a lenda Hermes viajou a fim de resgatar a magia que tinha sido enfiada no domínio do Inconsciente, para o submundo; onde por meio de lendas e por meio de mitologias, a história tem que ver com aquele mundo que reside na Terra, não de uma maneira literal, mas figurativa; não literalmente mas metaforicamente; por um sentido que pode conduzir a uma compreensão dum destino bastante diferente dum sítio literal.



O Além. Para chegardes lá precisais morrer de um modo bastante distinto, característico. Não é o Inferno (riso). Não é no sentido da morte física, (nem o céu, tampouco) – mas de um tipo de morte bastante distinto: morrer para a vossa mente consciente. A mente consciente é onde reside a escolha – absolutamente. Mas para atingirdes o Além, esse segmento do vosso Inconsciente, precisais morrer para a vossa Mente Consciente. O que significa morrer para os vossos pensamentos e sentimentos. Quererá dizer uma morte figurativa, simbólica? Absolutamente!



Onde abris mão do vosso pensar. Os pensamentos negativos, talvez sejam fáceis de largar. Talvez sejam mais difíceis de largar. Alguns descobrem: “Oh, como fico satisfeito por largar a soltar e o medo que sentia. Só desejo que permaneçam à distância. Mas não quero abrir mão, não quero sentir falta de todo o amor e alegria e felicidade.”



Para outros: “De algum modo, por mais que eu adorasse faze-lo, pareço não ser capaz de largar, de me livrar da raiva que sinto ou da mágoa ou dos temores; já o amor, isso é transitório, a felicidade e a alegria, ah, tenho isso a cada segunda Lua Cheia, e isso é bastante fácil de largar, desejava que não fosse, mas…”



Contudo, precisamos largar os nossos pensamentos, os pensamentos negros, os pensamentos destrutivos, os pensamentos positivos, os construtivos assim como largar os nossos sentimentos. Frequentemente usamos a analogia das bolhas de luz, com cada exalação vós soprais bolhas, e pensamentos, e sentimentos; deixai-los ir, morreis para os vossos pensamentos e sentimentos…



Porque, vejam bem, toda a negatividade existente na vossa realidade é um produto da Mente Consciente – toda a negatividade constitui um produto da Mente Consciente; os conteúdos negativos na verdade não residem no vosso Inconsciente nem no vosso Subconsciente – são um produto da vossa Mente Consciente. E assim, para não trazerdes negatividade à experiência, à ressonância – a qual não vos permite que experimenteis o Além – precisais de largar isso. Não podeis somente largar a negatividade: “Pois, era bom que conseguisse tal coisa!”. Mas largar todos os vossos pensamentos e sentimentos – os positivos também, e os construtivos – morrer para a vossa mente consciente.



Em seguida torna-se num ritual em que permaneceis mortos para o passado, para o presente, para o futuro, mortos para o Consciente, mortos para vós próprios – mortos! Ouvis chamar pelo vosso nome – bom, talvez não o nome que utilizeis nesta vida mas o vosso verdadeiro nome, o vosso nome mais verdadeiro, ou talvez o actual. Mas o corpo de luz erguer-se-á da podridão e decadência da vossa carne e aí descobrireis uma luz branca brilhante e sentireis vontade de entrar nela – um portal - uma luz branca brilhante que conduz à escuridão, à total ausência de luz, à escuridão; um reflexo completo de luz que conduz à absorção total, brilho esbranquiçado que vai dar à escuridão, à Terra dos Mortos. E cruzais a Terra dos Mortos sem qualquer sentimento nem pensamento, sem qualquer destino, nem objectivo nem expectativa. Podeis cruzar essa terra como um sonâmbulo. Cruzais o Umbral dos Mortos – mortos para os vossos pensamentos, mortos em relação aos vossos sentimentos.



Podeis perceber uma vaca branca, tipo pele e osso, com as costelas à mostra, podeis deparar-vos com um mendigo ou um ladrão, um indivíduo altamente repugnante ali sentado a rir-se de um modo grotesco. Podeis experimentar um tipo bastante surreal e bizarro de… mas tudo se acha morto e composto de trevas, árvores estéreis, retorcidas e cheias de nós e um solo mais parecido com carvão, cheio de fendas, e haveis de cruzar essa terra dos mortos e perceber uma luz carmesim. Uma luz fatiada e vertical carmesim; um carmesim raiado dum vermelho sangue; da luz branca para o negrume e depois para o vermelho, estão a entender?



E ao visualizardes isso, a química que é libertada no vosso cérebro, as correntes electromagnéticas que são desencadeadas ao longo dos axônios (prolongamentos das células nervosas responsáveis pela transmissão dos estímulos nervosos) e os dendritos (ramificações das células nervosas) existentes nos transmissores e receptores neuronais do vosso cérebro – visualizar a frequência da vibração a que chamais branco e em seguida chamais de negro e depois vermelho – torna-se numa reacção química, numa reacção electromagnética que vai criar uma frequência de vibrações que afecta o hipotálamo e afecta os lobos temporais e activar determinadas frequências vibratórias, uma ressonância, no cérebro, na expressão consciente da mente; certas frequências vibratórias, uma ressonância – essa luz carmesim, essa fatia – e vós penetrais nela. Bastante semelhante ao sol ao emergir da luz carmesim na madrugada. Quando o sol surge pela manhã - por meio de tal visualização, de tal fantasia; primeiro, na madrugada, em que colheis a percepção dum azul eléctrico e da luz e a seguir da luz carmesim, e a partir desse carmesim tingido de vermelho sangue ondulado surge o sol.



E todo o vermelho sanguíneo é arrancado e torna-se laranja, torna-se amarelo a seguir e depois ao abrir caminho pelo céu do sul, pelo céu do ocidente, para voltar muitas vezes a entrar, uma luz carmesim, os últimos alvores carmesim, à medida que o sol volta ao Além, no sentido da lenda, da fantasia. Bom, com esse carmesim – não horizontal mas vertical – entrais no Além, mas do outro lado existe uma caverna, magnífica, iluminada por uma tocha ou várias tochas, uma caverna rica em terreno húmido, aromas da terra, aromas das rochas, com a sua condensação, rochas reluzentes repletas de minerais e de cristais e de pedras preciosas todas as cintilar, mas não é atrás disso que estais ao agarrardes na tocha e a empunhardes alto; estais em busca de uma abertura no corredor...



Ah, lá está um ponto, e atravessais o terreno sentindo o solo estaladiço por baixo dos pés, os pequenos pedaços de sujeira estaladiça que movestes com os pés, e ides e entrais no corredor, segurando a luz suficientemente alto – porque se for em frente a vós vos cega – segurais nela acima da vossa cabeça e abris caminho por entre o corredor, descendo pelo caminho, à esquerda ou à direita ou em frente mas sempre a descer para o interior da terra na direcção das entranhas, na direcção das vísceras, na direcção do útero da própria terra, sempre a descer empunhando a luz, por vezes tão estreito e apertado que dificilmente conseguis avançar, outras vezes tão largo em ambos os lados ou acima de vós, por vezes tão baixo que tendes de vos deitar sobre a barriga e deslizar como uma cobra segurando na tocha à vossa frente.



Por vezes, num pequeno alojamento e estreito de xisto escorregadio por debaixo dos pés, onde podeis cair nas fendas, no abismo, sem se ouvir mais falar de vós nem vos ver novamente, descendo, descendo, descendo, até chegardes a uma porta bastante simples ou talvez ornada, uma porta para o Além, uma porta além da qual somente um louco passaria. Mas felizmente sereis um louco místico desses.



Porque, quando abris a porta, ela extinguirá a vida e a luz. E à medida que a porta se abre, faz-se escuro como breu; um vazio – nada. Com o tempo dareis por vós de pé na escuridão como breu, nesse vazio. A seguir, como se uma mão invisível empunhando um pincel invisível, é pintada uma aguarela, e criado um céu azul, manchas de branco com uma cor que não chega a tocar o papel, as nuvens; e verde que desliza para cima e tocam o azul, dando lugar á criação do horizonte. E como se pintado por uma mão invisível pintasse, de uma forma pictórica, desdobra-se o Além. Mas é maravilhoso, gente, aqueles de vós que recordam isso; é belo. E lá se distingue uma prega de caminho largo e suave e sem sulcos, e mares de relvados verdes e dourados; à distância, montes com cumes de neve, e na manhã névoas arroxeadas majestáticas.



E um verniz de orvalho cria uma reflexo cintilante de campos de verde-esmeralda, e grãos de linho dourados, e lá vêem os lavradores para dar início aos empreendimentos da manhã e o riso das crianças e os guinchos do êxtase; um sorriso no vosso rosto, e lá vêm eles; aqueles que se dirigem para o mercado com os seus carros e carroças; homens e mulheres e crianças, cães e gatos a fazer estalidos e tagarelar, os bois com os seus jugos, e burros e cavalos também, a dar-vos vivas à medida que passam por vós na faixa da estrada – lá está o velho sentado a falar do passado, a abanar a cabeça e a dar à língua; sentis amor pelo velho a falar do passado, e tudo vai bem no Além.



A seguir caminhais por essa tira de estrada, por entre os mares de verde e dourado. E no devido tempo chegais a uma aldeia, e atingis o pátio ou a câmara quadrangular, os anciãos – uns quantos, um ou dois, três ou quatro, talvez muitos – e neles atrelais a resistência que vos causa empecilho; precisais de resistências, mas certas formas de resistência não vos fazem falta. Mas também ireis obter as resistências que vos irão ajudar e guiar, que passarão a ser importadas de modo a permitir-vos manifestar, a modulação de energias.



Um desses anciãos – talvez o conheçais bem, ou talvez seja novo para vós - pedir-vos-á uma dádiva e dar-vos-á uma. Esse ancião guiar-vos-á para os globos de luz que reunireis e preservareis lá – no Além.



Esta excursão particular terminará convosco sentados a saborear e a ponderar, a contemplar – sem saberdes o que sejam esses globos de luz, para além de serem compostos de beleza e de êxtase não expostos; a beleza que jamais expusestes o êxtase que jamais utilizastes e que foram enfiados para baixo, de outro modo negadas e perdidas, para o Além, de outro modo perdidas no vosso Inconsciente. Talvez de vidas passadas ou de vidas além.



Não sabeis se serão mais alguma coisa para além de verdades que não tenham sido expressadas, que não tenham sido descobertas. Verdades que certa vez mantivestes e que, por uma razão qualquer, foram negadas, perdidas, esquecidas. Talvez tenham sido esquecidas quando a Lemúria deslizou para as brumas, uma terra que a imaginação esqueceu, ou que talvez tenhais perdido na época da Atlântida ou por alturas das origens estelares.



Verdades, as vossas verdades, as verdades da vossa alma; e reuni-las-eis e preservá-las-eis, juntando-as, para voltardes a elas numa outra altura, e concluirdes esta caminhada permanecendo lá para saboreardes e ponderardes; para, de certa forma, terdes consciência, não do que representam, mas do que são, e contemplar a consciência disso, e permanecer no momento com essas verdades não expostas, e ainda por se revelar, esses globos de luz, esse esplendor, que de outro modo permanece como uma escuridão.



Já estivestes todos, pelo menos uma vez, mas todos já passastes por esta experiência de um ou dois dias, no Além, só que conscientemente. Conforme sugerimos esta manhã, e de facto todas as noites enquanto dormis o vosso sono, noventa minutos mais tarde aquela tempestade electromagnética, a energia electromagnética que desencadeia a energia química no vosso cérebro, de forma a estabelecer a ressonância que vos transporta para fora do que conheceis rumo ao desconhecido; mais frequentemente, na direcção do Além. Vós fazeis isso a toda a hora e uma parte de vós sabe exactamente como; aquilo que aprendeis é a fazê-lo conscientemente. E se o já tiverdes conseguido, o mapa estará presente.



Assim, vamos tomar um instante, um pouquinho de tempo, antes de nos voltarmos para vós, para falarmos realmente do sétimo obstáculo potencial. A questão das passagens. Bom, em pinceladas largas, decerto, a resistência da falta de passagens ou do desconhecimento dessas passagens, por não terdes procedido à elaboração dos mapas ou resultante da falta de experiência, decerto, pode ser uma coisa que causa um impedimento, algo que se pode tornar numa força de resistência, restritiva, negativa, vinculativa.



As passagens da vida: “Para onde me encaminharei a partir daqui? Bom, chegarei onde quero chegar? Tinha todo o tipo de sonhos e de planos que queria realizar, projectos que pretendia completar, como é que chego lá?”



Conheceis aqueles antigos apuros... “Quero escrever um livro, e comprei uma secretária e uma cadeira e lápis tão afiados, sabes... Obtive um papel especial. Obtive aquele candeeiro de escrever, de halogéneo. É incrível. E tudo o mais. Obtive a música indicada, a lareira, as carpetes, uma poltrona maravilhosa e um cachimbo e tudo isso de modo que posso parecer muito... Mas não sei que mais fazer, e assim o meu projecto de escrita acaba pondo a secretária lá no sótão e esse tipo de coisa.”



Do mesmo modo: “Sou capaz de obter o preparo devido, mas as passagens não estão abertas e eu não sei como chegar lá a partir daqui.” Ou: “Tive montes de ideias, cadernos cheios de coisas mas...”



Entendam, isso também são passagens, não só são passagens para o Desconhecido mas, neste fim-de-semana particular o número sete foi o número particular que vos demos ou o obstáculo particular.



Isso não se refere unicamente a este fim-de-semana, mas à vida no geral, só que vós agora estais aqui, neste sim-de-semana, decerto, de modo que representa a vossa passagem, pelo que queremos falar um pouco sobre passagens. Por aquilo que estais a fazer desse modo é criar uma ressonância, uma reacção electromagnética ou química que produz uma ressonância, de modo que ao entrardes nessa ressonância saís alterados por essa ressonância, e isso representa o Domínio do Além ou o domínio que representa o Plano Causal ou que é o Reino Imaginário ou talvez a ressonância da Beleza e do Sagrado, do Silêncio que compõem os reinos mais abstractos no sentido mais amplo do desconhecido. Se conseguirdes desenvolver as passagens adequadas, podeis decidir a questão da confiança, da esperança: “Estarei efectivamente lá? Estarei efectivamente a fazê-lo? Isto não será apenas a minha imaginação? Serei realmente capaz de... ou estarei apenas a iludir-me com isto?”



Portanto, primeiro é em relação ao Além. O Além não é o mais fácil mas aquele em que já estivestes mais e cuja energia não esquecestes de trabalhar, decerto; é o tipo de fundação, ou seja, digamos, a entrada. A mais comum e a mais eficiente, inicialmente, (pela qual começais quando estais na dúvida) é trabalhando o ritual do Direito de Morrer. O Ritual do Direito de Morrer, aquele com que trabalhamos, até agora, a esse respeito. Entrar nesse Além; morrer para os vossos pensamentos conscientes, morrer para o vosso sentir consciente; entrar na luza branca; primeiro, na luz branca; seguindo a escuridão, o negrume, seguindo-o, nesse sentido, seguindo em frente à procura na luz carmesim, e a seguir através do carmesim para a caverna, a descer, a descer, a descer para o Além. Sim, trata-se de uma metáfora, sim trata-se de um imaginário, uma forma de falarem a linguagem da vossa alma, em vez de dizerem somente: "Olá, gostava agora de ir até ao Além." Em vez disso dizem-no por meio de imagens que visualizam; falam a linguagem da vossa alma quando morrem para o vosso pensamento e sentimento conscientes, quando penetram no branco e depois penetrarem no negro e no vermelho. Para a seguir encontrarem o vosso percurso nas profundezas da terra; não é literalmente na terra - o Além não se localiza literalmente lá, como se fosse alguma civilização oculta bem no centro... não! Mas o efeito visual estabelece a ressonância, para poder visualizar essas coisas. Estabelece a ressonância que os levará até lá, enquanto falam na língua da vossa alma e proferem - não por palavras - mas através da acção. É como que o patamar, a fundação.



Uma outra maneira porque podem chegar ao submundo do Além é através de um ritual que chamamos de Iniciação dos Encontros. Podem não o conhecer pelo nome mas conhecem-no pela experiência em que vão a um lugar qualquer para lá da segurança em que chegam a uma abertura na terra. Pode ser um poço, pode ser uma cisterna, um tipo qualquer de abertura que tenha uma escada em caracol que desça pela terra abaixo. Pode ser feita de pedra ou de madeira, assim como poderá ser feita na própria terra, mas contém uma corda para se agarrarem, um balaustre, se quiserem, uma paliçada feita de corda - corda trançada a branco, preto e a vermelho. E ao abrirem a tampa que dá para a cisterna, poderá ser que vão dar ao vosso local seguro, e para além da segurança ao atravessarem o terreno vão dar a uma pequena aldeia encantadora que tem bem no meio um poço, uma verdadeira passagem secreta. E em plena noite e em meio a um céu estrelado na mais perfeita solidão, a coberto da escuridão, sentam-se na borda, balançam as pernas e deixam-se descer os degraus e descem, descem, descem, usando a paliçada feita de corda vermelha branca e negra entrançada como guia, percebem uma espécie de luz flutuante e ao chegarem à base deparam-se com uma fogueira: "Ah, é de onde provinha  a luz..." E vocês sentam-se junto à fogueira e escutam os seus segredos - poderá não ter qualquer segredo a revelar, mas vocês sentam-se e dão uma oportunidade, fazem uma pausa para escutar. O fogo poderá revelar-lhes segredos, assim como poderá não revelar nenhum.



Erguem-se e notam um rio subterrâneo de uma água profundamente enegrecida. Se alguma vez penetrarem o rio é só água fria e profunda, água gélida, e atravessam as águas, mas enquanto se encontram nelas, dão ouvidos à água, deixam que lhes revele os seus segredos, ao atravessarem para a margem afastada. Outras vezes entram no mesmo rio e ele apresenta uma profundidade de mais de nove metros, e submergem na água gelada e negra como tinta, e dão ouvidos aos segredos dessa água, caso tenham algum; dão uma oportunidade. Saem pela margem afastada parcialmente molhados ou com a roupa encharcada, e a seguir percebem umas escadas que dão para uma fenda, para uma abertura na rocha; só que esse portal tem um guardião - um - porventura misterioso para vós, mas um guardião ali posicionado a guardar o portal, que não os deixa passar - nem a ninguém - a menos que apresentem as credenciais apropriadas. E v\ao junto desse guardião e deixam que ele lhes revele os seus segredos - caso tenha algum a contar. Fogo, água, o guardião, ar; a guardar aquela fenda, aquele útero, e que abre aquela abertura vaginal na parede da própria terra. E, ou vos revela um segredo e comunica convosco ou não.



Faculta-lhes a passagem, trepam duas ou três degraus e penetram neste quarto (ou útero) dos segredos. Isso poderá conduzi-los à toca dos magos, pode levá-los a uma infinidade de locais um dos quais é o submundo do Além. Aqui neste local permitam-se escutar os segredos da terra emmeio à sua escuridão. E permitam que a porta se abra, para o Além. Essa é uma segunda via de entrada, por meio deste ritual dos encontros, indo ao encontro dos elementos: fogo, água, ar e terra. Dar ouvidos aos segredos – quer se achem lá ou não, quer tenham consciência deles ou não. O ritual a abrir caminho para o vosso recinto dos segredos e a permanência nesse recinto, deixando que a porta se abra, uma fenda, uma racha, um pedaço de luz, seguem através dessa luz até ao Além caso seja o destino que busca.



Uma terceira abordagem ao Além, uma terceira abordagem que consiste numa meditação que poderão conhecer ou não pelo nome a que nós chamamos Amanhecer do Mesencéfalo. Uma formidável meditação em que conduzem a vossa consciência rumo à vossa glândula pituitária, nesse local dentro de vós a que chamam de sexto chakra. Deixam que aa consciência de encolha e se torne mais intensa e mais densa, até se tornar mais e mais pequena até que puf - parecerá ter-se virado do avesso! Até parecer que tenha desaparecido. Dão por vós em meio a um corredor com paredes de pedra enormes de ambos os vossos lados, um desfiladeiro de um tipo qualquer. À vossa frente, uma luz bruxuleante, mas presente. No lado contrário não há nada, pelo que se encaminham na direcção da luz, sentindo o caminho de início, indo cada vez mais fundo e seguindo o corredor – estreito, não mais amplo do que o alcance das vossas mãos à esquerda e à direita, dependendo da altura e do comprimento do braço que tiverem, enquanto abrem caminho. Eventualmente chegam ao término desse desfiladeiro, desse corredor de pedra aparente, e aí se deparam com um lago de água imóvel cheia de reflexos belos. Um incrivelmente encantador terreno antes do nascer do sol. O céu de um azul eléctrico e a luz diante de vós, como se fosse o leste. Árvores e sombras e orvalho e nevoeiro da manhã, e a água imóvel. Quando o sol se ergue e se reflecte no lago surge uma luz carmesim, à medida que a luz a inunda. Entram na lagoa, talvez tirando as peças que envergam, e nus entram nas águas paradas ao alvorecer. Submergem e voltam a emergir e saem pela margem mais afastada, por uma faixa de estrada que constitui o Além. Bom, “Enquanto permanecia deste lado não me apercebi de nenhuma faixa de estrada…” Claro que não, por ainda não se encontrarem lá enquanto penetram nas águas e submergem; mas ao emergirem, ali está a faixa de estrada – entram na água como se saíssem de um mundo e saíssem dela como se entrassem num outro.



Situam-se naquele espaço intermédio localizado entre os dois hemisférios direito e esquerdo do vosso córtex cerebral e encéfalo e movem-se na direcção do mesencéfalo, do sistema límbico. A lagoa na verdade representa o terceiro ventrículo. Há quatro ventrículos no vosso cérebro, quatro bolsas de ar e de fluído que se localizam no cérebro; o terceiro situa-se no cérebro límbico. (NT: Solução salina muito pura cefalorraquidiano que ocupa um espaço das meninges e a medula espinal) Entram nesse fluído espinal e percebem-no como uma lagoa, e ao fazê-lo desencadeia e alteram a ressonância do cérebro. Emergem nisso que é o submundo do Além, ou Nascer do Sol do Mesencéfalo. Uma maneira de entrar.



Uma quarta maneira de penetrarem no Além: A que chamamos o Experiência Mística. Aqueles de vós que tratam dos Moinhos Místicos – se já usam isso, tudo bem, caso ainda não saibam o que envolve não se importem com essa maneira de entrar, por não podermos cobrir tudo num só seminário. Mas, para esse efeito, se trabalharem com os Moinhos Místicos saberão que uma das passagens dá, na verdade, para o domínio do inconsciente, para o Além. Subconsciente e inconsciente, à medida que activam o moinho e permitem que encontre o seu curso e alinhamento, de forma a linhá-los por uma entrada no domínio do inconsciente, entrem no Além. Poderão usá-los dessa forma.



Sob a mesma designação abrangente, aqueles de vós que tratam do éter e dos espíritos da natureza, e que têm reportado trabalho com o reino das fadas noutra parte, conforme sabem o éter assemelha-se a uma enorme estação central, onde na verdade os espíritos da natureza os poderão guiar. E assim, o que sugerimos é que ao entrarem nesse estado alterado de consciência que vai além da segurança dão por vós a penetrar no éter e aí deparam-se com os gnomos ou as sílfides ou as salamandras ou as ondinas – eles poderão guiá-los até ao portal de entrada do reino das fadas, tal como do seu reino são capazes de conduzir as fadas através dos portais que dão para o reino humano. Assemelha-se a esse enorme lugar central a que o vosso mundo humano se acha ligado através do éter.Mas aparece num mundo que não este, mas outro. Por conseguinte pode-se ir a esse éter, a essa gigantesca estação central a partir do domínio humano e em seguida dirigir-se para outros reinos. Assim, as sílfides ou as salamandras ou ondinas, o vosso particular, o espírito da natureza com que tiverem relação, poderá guiá-los ao submundo do Além – se lhes pedirem… (NT: Prossegue a descrição de diferentes formas de acesso ao inconsciente, que não transcreverei)



Para outros, conforme poderão achar-se familiarizados, o talismã destinado à programação do inconsciente. Esse talismã é composto por um círculo que tem um triângulo dentro, com um outro círculo com outro triângulo dentro dele. Bom, na programação do inconsciente isto (desenha no quadro) é desenhado na horizontal, no chão, e representa-os a vocês (no vértice superior) e ao vosso Eu Superior (no vértice da esquerda) e à vossa Alma (no vértice da direita), aqui voltados para o centro, de forma a criarem um tetraedro de energia (Imaginário, subentenda-se). Mas ao se posicionarem de lado, percebem uma certa familiaridade entre estas duas representações, uma certa articulação e união; (Referindo-se a um outro esquema que desenhou no quadro, em representação de um duplo portal de entrada para o inconsciente) esta que conduz à programação do inconsciente (talismã), a outra conduzindo ao próprio inconsciente – os símbolos que activam os lobos temporais, mas seja como for, este (talismã) também pode representar um portal pelo qual poderão passar ao inconsciente.



Os pilares da força e da compaixão também representam passagens para o inconsciente. A força (à direita) e a compaixão (à esquerda); aqui o pilar da força e aqui o pilar da misericórdia. (À direita) Aquela impecabilidade e aquela coragem e aquela compreensão. (À esquerda) Aquela noção de visão, aquela noção de alegria, aquela noção de sabedoria; tudo quanto compõe a vossa força e a vossa compaixão. No meio situam-se o vosso desejo (em baixo), a vossa escolha (logo acima), a vossa elegância (mais acima) e a vossa excelência (por cima de todas). Criando assim, conforme estarão familiarizados, de um lado (esquerdo, e de baixo para cima) a visão e os sonhos, a alegria, a sabedoria; enquanto do outro lado a impecabilidade, a concentração e a determinação, o senso da coragem, e o sentido da compreensão.



Este, (o da direita) é o pilar da foça que conduz à compreensão – ao ser e à compreensão, que os leva a ser suficientemente fortes para serem gentis e vulneráveis, fortes o suficiente para serem compassivos e carinhosos, fortes o suficiente para serem flexíveis e fluídos e empenhados e livre, mas ainda assim humildes – fortes o suficiente para amarem com coragem; fortes o suficiente para descobrirem o esplendor da vossa beleza.

A compreensão faz parte da força. A sabedoria faz parte da misericórdia. 



E no meio de ambos os pilares, o sentido que têm do desejo e da escolha e da vossa elegância e da vossa excelência – o que cria a Árvore da Vida, a árvore da excelência. Algures por entre a sabedoria e a compreensão e a elegância e a excelência – aqui algures pelo meio – situa-se o Daat, que representa a passagem. Assim, se desenharem o pilar da força e o pilar da misericórdia e se sentirem posicionados no meio, em perfeito alinhamento com o vosso desejo, com a vossa escolha, com a vossa elegância e com a vossa excelência, algures por entre a sabedoria e a compreensão, por entre a elegância e a excelência há uma passagem, e isso pode representar a vossa passagem, parte da entrada para o inconsciente. Uma outra parte da entrada para o inconsciente, ou melhor outra das passagens para o inconsciente, está na utilização da tonalidade da manifestação tonal da criação. Aquele timbre que não conseguem ver nem imaginar, mas que a esse respeito os poderá ajudar. Quatro vias de entrada, qualquer uma das quais pode resultar como entrada para vós.


Em sexto lugar, sugerimos a passagem do subconsciente; especificamente entrar no subconsciente e dirigir-se para a "zona proibida", dirigir-se a essa região da vossa mente subconsciente. Uma vez mais, vocês criam um imaginário, criam uma linguagem da vossa alma e percorrem os corredores e o labirinto do vosso subconsciente até à "zona proibida". A zona proibida é onde todas o material se encontra em relação ao qual disseram: "Seja o que for que eu faça, isto não se pode alterar! Seja o que for que eu disser, não alteres isto! Jamais virei a ser feliz! Vou fazê-los pagar! Jamais serei feliz, mas nunca alteres isto. Posso perder o coração, posso perder a fé, está decidido que não se altera." Tudo bem, tudo bem, isso é como dizer "Acabou o chocolate! Não importa o quanto te implore ou ameace, não me dês chocolate." A "zona proibida." Crenças e atitudes em relação às quais, independentemente do quanto me esforçar e do quão me cultive e do quão deite da boca para fora, "Eu vou-me modificar, vou-me tornar diferente." "Eu sano, eu perdoo, eu faço tudo, mas isso não modifico!" Essas são as coisas que mando para a "zona proibida."

Mas vocês podem entrar aí, podem aceder à "zona proibida" e aí encontrar um portal que poderão usar para penetrar igualmente no inconsciente para chegarem ao Além.

Por fim, e em sétimo lugar, o que designamos por portal da assinatura, querendo com isso dizer que, após terem desenvolvido uma certa relação, uma certa elegância e à-vontade com a penetração no submundo do Além, poderão, juntamente com o vosso Eu Superior, criar a vosso próprio portal de assinatura. Um portal, uma passagem, um método que lhes pertence de forma única e distinta. Ora bem, não se apressem já a correr criar uma assinatura - tratem, não de tudo isto, façam o favor - propomos-lhes um (...) a técnica do direito de morrer; o ritual do direito de morrer irá resultar, absolutamente. De uma forma consistente. Mas para atribuírem a vós próprios esse direito deverão querer desenvolver outros. E de entre esses, poderão adorar a "iniciação dos encontros," ou achá-la demasiado complicada e preferir tratar da ideia dos éteres. Ou achá-la demasiado abstracta, esquisita e pender mais para a utilização do "moinho místico." Óptimo, não as tentem pôr a todas em prática, mas escolham umas quantas por intermédio das quais consigam penetra no submundo do Além. E então, quando se sentirem bem e o fizerem de forma suave e elegante, então tudo bem, "Olha Eu Superior, vamos conceber uma forma; tenho usado bastante este submundo quero usar uma via expressa de entrada mais elegante em que possa confiar e com que possa trabalhar, da minha concepção." Isso poderá não vos servir necessariamente a vós nem a vós e servir a outros. E se usarem isso, se utilizarem o portal da assinatura, recomendamos duas coisas: Uma, que periodicamente voltem à utilização de um dos acessos básicos, para rejuvenescerem, renovarem, para restaurarem. E em segundo lugar, se pararem de trabalhar de uma forma consciente e activa com o Além, "Já há várias semanas ou meses que não vou até lá, nesse caso não vou utilizar logo o portal da minha assinatura; vou regressar aos métodos clássicos e usá-los umas quantas vezes, e aí talvez regresse ao portal da minha assinatura.


Assim, esses são sete métodos, sete categorias de acesso ao submundo do Além, e nós focamo-nos primordialmente neles por o Além se assemelhar a Nova Iorque (riso) "Se lá conseguirem chegar, chegarão a qualquer parte." (Riso) Se conseguirem aceder ao Além, e desenvolver isso com um certo penacho, com uma certa confiança, então o acesso ao causal e ao imaginário poderá resultar facilmente e com elegância. Para o plano causal, há dois tipos de acesso, e vocês já conseguiram ambos; o clássico, que é ir até ao rasgão, à fenda no âmbito do tempo/espaço. Agora, não precisam encontrar sempre esse alho que os guie até lá. Isso faz parte do ritual, tipo: "Eu não desceria tão baixo quanto falar para alguém assim;" excepto o facto desse alguém ser... nunca podem estar certos, sabem, quanto à proveniência do bom-senso. Não podem aferir com certeza absoluta as formas do divino. E nesse sentido, é isso que a mensagem traduz.

Procuram auxílio, precisam de ajuda, onde se encontra a fenda, onde se encontra o buraco? Pedir auxílio torna-se importante. A seguir furam-no, e a curiosidade suga-os, e vocês caem, ou elevam-se, mas movem-se com intensidade, a palavra-chave reside na intensidade; por vezes torna-se fácil gerar intensidade com base no medo, mas vocês são suficientemente crescidos e podem fazê-lo com base no amor, mas seja como for, permitam-se sentir uma emoção intensa - quer se trate de amor ou medo - e com isso deixem que isso os eleve, e sintam-se altaneiros, orgulhosos, poderosos. E nesse estado alado expludam na direcção do plano causal. permitam-se circular a fim de ajustarem a vossa ressonância à dele, descubram o vosso lugar, permitam uma descida elegante vertical, pé ante pé até alcançarem um ponto de desembarque, dão uns quantos passos e fixam-se nos calcanhares. E então poderão proceder ao vosso trabalho de criação de sonhos e de visões e de desejos; programar, visualizar, operar a técnica dos "trinta e três segundos," e quando o tiverem feito vão até à borda do buraco e aplicam a vossa técnica dos trinta e três segundos e mantêm essa imagem com intensidade e vitalidade e beatitude e sentem-na durante esses trinta e três segundos e de seguida soltam a imagem, certo? Soltam-na no buraco e a seguir visualizam outra coisa qualquer durante o mesmo tempo, e soltam-no, e soltam-no, e soltam-no. Podem usar a manifestação tonal da criação e assim que o trouxerem à criação soltam-no. podem usar a técnica da "Névoa da Manifestação," juntamente com o vosso Eu Superior e assim que tiverem aquilo que querem, deixam-no cair pelo buraco; soltem os vossos sonhos, soltem as vossas visões... Conforme foi indicado: "Isto é o que eu quero manifestar na minha realidade." Agora, nem tudo quanto visualizam e criam querem manifestar na vossa realidade. Certas coisas em particular não querem manifestar na vossa realidade - por isso, não as soltem.

"Muito bem, eu sinto este enorme medo e quero proceder a uma meditação que me dissipe o medo que sinto; quero penetrar no meu medo, quero encená-lo. Está para me acontecer esta coisa terrível e eu vou vivenciá-la e sair pelo outro lado, mas não a quero manifestar na mina realidade; prefiro esgotá-la aqui em vez de o fazer no mundo físico, muito obrigadinho. Assim, procedo à visualização... mas, e se vier a ocorrer no meu mundo?" Não o soltem! Não o soltem que não irá ocorrer. "Pois, mas e se eu visualizar coisas terríveis, elas não ocorrerão?" (Riso) Em que é que acreditam? Visualizam uma coisa má uma vez e ela sucede, e visualizam uma coisa boa, e porque é que não ocorre? (Riso) Como é que não acontece?! Como é que visualizam uma coisa boa e ela não resulta, mas se visualizarem uma coisa má, isso vá ocorrer? (Riso) "Tenho tanto medo que venha a acontecer!" Onde é que foram buscar essa ideia? Isso não passa de uma crença que sustentam, seja por que motivação de cunho pessoal for. Não é que as coisas más sucedam com mais facilidade do que as coisas boas; a energia não julga. As pessoas julgam, mas a energia não distingue. Por isso, nessa medida, visualizam uma coisa boa ou visualizam uma coisa má - decidam vocês! Decidam vocês próprios aquilo que resulta.


Mas a esse respeito, sim o que temem mais, o que desejam mais são o que mais tendem a criar, mas isso não se deve ao facto de poder ser negativo ou positivo mas ao facto de as praticarem mais, de lhe darem atenção com intensão e permitem que isso lhes altere a acção e a imagem. E vocês optam por permitir que tenham importância e atribuem-lhe dimensão. E optam por deixar que se torne real - o pior e o melhor. Aquilo a que mais se entregarem pelo sentir será aquilo que mais tenderão a manifestar com uma maior probabilidade, por ser aquilo que estarão a tornar real. É o que estão a tornar real.

No sentido de poderem querer tornar real, no plano causal, o vosso pior receio, e de o quererem encenar a fim de o dissipar, fragmentá-lo, evitá-lo, libertá-lo... "Sinto tamanha ansiedade em relação a isto, tudo bem, deixa cá representá-lo..." "Tenho um tal pavor de cometer um enorme erro..." Tudo bem, cometam um erro irreparável através de uma meditação no plano causal. Cometam um erro terrível, e deixem que todos quantos conhecem mortificados, absolutamente mortificados. Deixem-se humilhar por completo. É tipo: "Ooh, ooh, ooh..." Que se lixe, saltem de pés juntos e deixem-se humilhar! Pelo amor de Deus, acabem com isso, certo? Vão até ao plano causal e façam-no com penacho, e deixem de temer as pequenas possibilidades de humilhação ao longo de toda a vossa vida. Façam-no uma vez à fartazana! Uma humilhação enorme e apavorante. Tirem isso do vosso sistema. "Tenho tanto medo de cometer isso contra mim próprio..." Cometam-no - mas no plano causal! E depois dissipem-no, libertem-no, não o soltem através da "fenda," (riso)

"Ai, não, e se eu tropeçar nisso e isso cair nele?" (Riso) Estais lixados, que é que eu havemos de dizer?! (Riso) Por isso, quando fizerem esse tipo de coisa, façam-na afastados do "buraco". (Riso) "mas certas realidades, não quero manifestar, mas quero ensaiá-las, quero representá-las. Muita vez sucede que o medo, mesmo quando tudo dá para o torto e aquilo se desgoverna e sentem tanto medo de sair prejudicados e não sabem a razão porque ocorre nem o que sucederá... Pois bem, descubram-no, representem isso, dissipam-no de forma a poderem libertá-lo, ou ensaiem a vossa peça da autocomiseração (pena) ou do martírio ou da humilhação de modo a retirarem isso do vosso sistema e libertá-lo. E de modo a que isso não tenha que ser representado nesta realidade. Por poderem dissipá-la na outra. mas não soltem essas coisas, mas caso contrário fazem-no. Podem (...) na realidade certamente, seja o que for, proveniente deste mundo ou do submundo do Além.

Mas, além disso, a outra é a pineal - pituitária, a balançar para a frente e para trás, para a frente e para trás, até pararem na pineal, aquelas três pequenas esferas de rolamento pequeninas, umas no topo das outras - que não se assemelha nada ao que é na realidade, são só vocês a visualizá-lo, mas então começam a vibrar, e a mover-se de uma para a outra e a abanar quase como uma gasosa, e abanam, abanam, abanam até sentirem a pressão a acumular-se e seguir-se de uma explosão. Experiência fora do corpo e atingem um certo ponto em que não caem nem se elevam, acham-se unicamente suspensos ali naquele instante que pode ser transcendente. E quando se voltarem para cair, e se elevam ao plano causal. Ora bem, ele não estava ali durante a subida, naquele momento de suspensão, mas agora na descida acha-se presente.

Assim que desenvolverem uma certa relação, poderão adicionar-lhe o vosso método de acesso da assinatura, e poderá resultar mais elegante e mais expresso, caso o desejem. Isso pode ser chegar à árvore, dar a volta e sair, no plano causal. Para alcançarem o (plano) imaginário, falamos disso em termos dos modos fundamentais. Podem alcançar o imaginário fundamentalmente operando o ritual da iniciação dos encontros, que pode resultar de uma forma potente e directa. Uma vez mais, pelas escadas abaixo atravessam para o quarto, só que desta vez deixando esse quarto aberto para isso do domínio do imaginário. Podem operar os pilares da força e da misericórdia e a passagem através do Dat, através desse ponto intermédio da elegância e da excelência, da sabedoria e da compreensão. Poderão fazer essa entrada para o Dat de forma clássica e básica.






O que vamos usar hoje é o da Ponte da Crença, que será porventura a forma de acesso mais clássica. Vão pela borda da vossa imaginação… Como hão-de saber onde fica a borda da vossa imaginação? Quando não conseguirem imaginar mais nada. E chegam ao término e não encontram mais coisa nenhuma. É como se a carpete acabasse, sabem? Não resta mais nada. Mas eis ali uma ponte… Bom, muitos de vocês acham-se familiarizados com a ponte da crença, que é arqueada e muito íngreme. De modo que quando ficam de um lado não conseguem ver acima. Precisam trilhá-la, precisam trepá-la para ver o que há do outro lado. "Não mo poderás revelar?" Não! "Mas eu necessito saber o que por lá há antes de ir." É por isso que nunca chegas a partir. Precisas dispor-te a trilhar o desconhecido; tens que te dispor a tornar-te no tolo, precisas dispor-te a sair da borda da imaginação. Atravessa a ponte, sobe a inclinação acentuada deste lado, alcança o cume, e por vezes mesmo aí não há nada para ver, mas desces pelo lado afastado, e justamente ao desceres - Pum! - aquilo que não consegues imaginar. O domínio do Imaginário que se imagina a si próprio.



Métodos clássicos, fundamentais: A Ponte da Crença, o Ritual dos Encontros, os Pilares da Força e da Misericórdia. Métodos transitórios - não fundamentais - nem tampouco fluidos: Trabalhar com os Cristais ou os Talismãs. Os métodos fluídos: Trabalhar com o sonhar, com o Místico Que Outro, com o vosso ponto de Acesso pela Assinatura. não é para usarem tudo, mas apenas para terem noção de que representam opções a tomar.





Muito bem, voltemo-nos para este grupo de se reuniu, para conversarmos acerca da vossa experiência; encontram-se nesta situação em que todos reuniram essas bolas de luz que retêm no submundo do além. E levaram-nas do além para o plano causal e aí recolheram esses glóbulos de luz e têm-nos todos recolhidos e ainda se encontram a experimentar essas luzes até desenvolverem uma relação com a luz. Dentro de pouco tempo vão levá-las até ao imaginário, mas por hora falemos da vossa experiência, do que terá resultado do que terão descoberto, e falarem do que se lhes apresentar. Quem gostaria de pôr isso em movimento desta vez?



...



Queremos agradecer a todos quanto se pronunciaram nesta noite; uma vez mais, uns quantos, mas a profundidade do que foi tratado no caso de cada um falou pelo muito com que cada um de vós está a lidar - por vários graus e diferentes expressões, mas para que vejam como resulta, gente; para que vejam como resulta. Mesmo que não tenham rachado nenhum desses glóbulos, dessas bolas de luz, vejam como as verdades estão a afluir - as vossas verdades, as verdades da vossa alma. Nós falámos-lhes acerca disto e daquilo e daqueloutro, e ao pegarem no microfone, da primeira vez não estavam programados para o fazer, a altura era de programarem isso mas vocês não o fizeram; não o fizeram da primeira vez por o terem declinado no vosso Eu Superior no sentido de se terem entregue sem se terem submetido. E pegaram no microfone para ouvir aquilo que precisavam ouvir. E dispuseram-se a ir em frente mesmo que sem disporem de respostas, e não se moveriam a menos que dispusessem de todas as respostas... Que maravilha! E depois conseguir o microfone a fim de obter algumas das respostas disponíveis, relativamente ao medo de trabalhar com isso e de se abrirem a isso e deixarem que isso ocorresse sem se retirarem nem fugirem. E depois descobrirem a paz e a chave poderosa, e para muitos de vós, residir no momento em que se encontram, (alguém que não sabe para onde diabo se dirige) permanecer no momento e descobrir esse estado de paz que faz parte daquilo que fazem enquanto mágicos. Permanecer no momento; "Este é quem eu sou, alguém que se encontra em estados de temor pela descoberta e exposição de aspectos de mim próprio/a que tinha prometido jamais revelar a quem quer que fosse, nem sequer a mim próprio/a, e isso é o que eu sou." E a esse respeito, o poder que encerra, as verdades que isso revela à medida que recolhem e avançar a partir do além para o plano causal.



Após o intervalo vamos juntar-nos a vocês lá, com os vossos glóbulos de luz, e depois vamos trabalhar convosco à medida que forem do vosso local mais além, à semelhança do ultrapassar o limite da segurança, também nós vamos ultrapassar o limite do local em que se encontram, ao imaginarem, enquanto atravessam o terreno, que chegam à extremidade da imaginação. "Não consigo imaginar mais nada; estou a imaginar que estou no limite da imaginação." Que aspecto apresenta? Apresentar-se-vos-á uma ponte, ajudá-los-emos a atravessá-la, e do outro lado o domínio do imaginário; situa-se para além da ponte da crença, não podem lá chegar por não assentar em lógica alguma. Apenas poderão acreditar no caminho que trilham. E aquilo que vão fazer… vai demorar tempo; não iremos ter tempo suficiente, mas irá levar o seu tempo.



Primeiro para explorarmos o terreno; deixar isso ocorrer, porque primeiro vamos imaginar um lugar encantador, e depois algures por entre esse lugar ele mudará e perceberão que não mais estão a imaginá-lo, ele está a imaginar-se a ele mesmo, por se situar além do que vós imaginaríeis, além daquilo que criariam, por ser diferente do que criariam e imaginariam. Mas é incrivelmente belo e mágico, o padrão que irão encontrar. Não vão querer deixá-lo, de tão incrível que é. Por um tempo vão apenas querer explorar a terra, percorrer a estrada, sair dela e ir até às colinas, descer os córregos e os riachos, penetrar nos bosques… Vai ser mesmo irreal de tão sonhador, e subitamente o terreno muda, etc., não vai ser necessariamente linear nem lógico – isto é imaginário! Vocês podem encontrar-se no meio dos bosques e voltar-se e deparar-se com uma praia de areia e um oceano. É como uma imagem qualquer de boneca, uma arte visionária qualquer, etc. Exactamente, é o imaginário! Vivo de imaginação e que não requer necessidade alguma.



Pode apresentar-se de modo aleatório, mas não exige necessidade alguma. Uma criatividade que não brota da invenção da necessidade. E por isso pode ser tudo quanto quiser ser. Vão explorar a terra, vão explorar o terreno, e a seguir vão chegar ao vosso sítio. Para alguns poderá assemelhar-se a uma casa de campo Inglesa com telhados floridos e janelas com cortinas atadas e protecções espessos, potes cheios de flores e samambaias por todo o lado, pérgulas estupendas e pagodes e caminhos de pedra e fontes ornamentais. Para outros poderá tratar-se de sítios naturais incríveis, e poderão ter uma casa numa imensa árvore que tenha catorze pisos que vão terra adentro e sentar-se numa cordilheira de montanhas, ou achar-se meia submersa na água, ou ser de vidro. Assim como poderá ser arquitectura natural em série, simplificada e polida e muito moderna ou clássica ou gótica. Vai ser encantador; vai ser o vosso sítio.



Mas vai levar tempo; que livros, que coisas andarão pelo divã ou pelas prateleiras? Que haverá pelo chão? E nas gavetas? Que haverá por baixo da cama? Onde fica a cama? Que aspecto tem, a que se assemelhará? Descubram aquela marquise, com todos os potes de flores, descubram a oficina onde têm as cerâmicas todas espalhadas e as vossas obras de carpintaria e todas as ferramentas complicadas com que fazem isso… Todas aquelas grades de cristal e coisas maravilhosas, os livros de magia, o local especial onde fazem os vossos trabalhos de arte ou onde compõem a vossa música ou onde escutam o vosso sistema estéreo.


Passaram a noite neste mundo, neste domínio que se acha além do tempo e do espaço, e que por sua própria natureza, por definição, num mundo ou domínio que é mais real do que este. Um domínio que pela não-localidade que o caracteriza se situa em parte nenhuma, e que por isso mesmo se pode localizar em qualquer parte. Um mundo que não tem começo, e que por conseguinte jamais poderá ter um fim. Mais real, não-local, para o referir por termos científicos, ou esotérico e arcano, para o referir em termos espirituais. Mas um mundo que poderão encontrar, explorar, experimentar, viver, se passarem os limites do mistério, se passarem as fronteiras da vossa realidade, e se se permitirem entrar no desconhecido para chegar além dos limites da vossa imaginação, para dar o salto das constrições da vossa criatividade, e sentirem e pensarem e permitirem a fusão e o turbilhão e o rodopio dos vossos pensamentos e sentimentos; a criação de um movimento, por estes pensamentos e sentimentos combinados de determinado modo, esses pensamentos e sentimentos que representam as vossas emoções podem ser a via da descoberta de mais de vós próprios e de descoberta de mais do relacionamento que têm, da parceria que têm com Deus, com a Deusa, com o Todo.



Termos que escutaram tanta vez e de que se acham bem cientes, mas quando se detêm a contemplar e a tentar admiti-lo… Vejam bem, que propósito terá o domínio do imaginário? É mais real do que este mundo, só que é aqui que se situam. “Pois então, porque não ir até lá e lá permanecer?” Por ser aqui que se encontram. “Mas, nesse caso, porque dar-nos ao trabalho de ir até ele?” Por poderem descobrir mais acerca de vós próprios, mais acerca daquele que são, mais sobre o vosso verdadeiro ser, mais sobre o vosso ser transcendente, mais acerca do Eu que outrora foram e que voltarão a ser.



A viagem que empreendem foi certa vez uma viagem de ida para o lar, em que se separaram de Deus, da Deusa, do Todo. E nessa separação, o vosso Eu Superior emergiu, dando à luz, se quisermos, ao vosso Eu Superior, mas antes, a vossa alma, ao descobrir a alma, ao irromper livre num certo sentido, ao se separar de Deus, da Deusa, e do Todo, ao se separar de Tudo Quanto Existe, (bate nos objectos que se encontram próximo para enfatizar) ao se separar de tudo quanto existe, sob a ilusão de que existam em separado. Quanta insensatez pensar que possam existir em separado! Separados? Que doidos varridos para pensar existir separados de Deus, da Deusa, do Todo.



Dessa separação emerge a alma – a lente – e a partir da alma, o vosso eu superior, e do vosso eu superior… a consciência a separar-se de Deus e da Deusa e a tornar-se molécula, em meio à sua ambiência física. Vocês optaram por encarnar na fisicalidade, optaram por se tornar parte do universo, entraram por um vórtice chamado Sírio – que viria a ser chamado como tal – enquanto consciência. A vossa alma, o eu superior estabelece uma fundação de causação num universo de livre-arbítrio, num universo de escolha. Não é o único universo, vocês podiam ter optado por uma infinidade de outros universos – e talvez também o tenham feito – mas vocês escolheram este universo caracterizado por livre-arbítrio e escolha em vez de outros em que tal não seria uma opção, onde isso não representaria uma possibilidade.



E vocês estabeleceram a fundação do Ser, a fundação da vossa causação, o plano causal, e aí determinam os efeitos e descobrem causas, condutos, que tragam esses efeitos à existência, e com o tempo se tornem materiais, ao pretenderem mostrar a “prova dos nove” que utilizaram, conforme nós costumamos dizer. Uma jornada de separação e de esquecimento. Como iriam regressar ao lar? Afastando-vos tanto quanto possível dele. Porque diabo haveriam de fazer tal coisa? E fizeram-no diabo, mas porque o haveriam de fazer? (Riso) Por representar a distância mais curta de onde se encontravam até onde pretendiam chegar. A distância mais curta era a separação e o esquecimento. Por terem querido descobrir a singularidade que os caracteriza a vossa qualidade do ser. Por terem querido descobrir-vos a vós. Conforme nós dizemos, vocês já conheciam Deus; agora queriam separar-se numa dualidade e esquecer, para se descobrirem a si mesmos; e nessa medida, a jornada prossegue “ao virar da esquina,” não mais dirigindo-se para o lar, mas chegando agora, ou regressando, ao lar. Recordar e re-unir. E com essa exploração, chegam ao Desconhecido: “Eu quero saber quem sou.”



Há aquela velha piada, sabem, acerca de estarem à luz do candeeiro da rua à procura das vossas chaves do carro. “Que estás a fazer?” “Estou à procura das chaves do meu carro.” “Ah, onde foi que as perdeste?” “Acolá.” “Mas, então porque estás à procura aqui?” “Por ali estar escuro e a luz se situar aqui…”



A maior parte de vós assenta no Desconhecido. Então onde ireis procurar por vós? “Naquilo que conheço!” Bom, há muito a descobrir naquilo que conhecem, por aquilo que criaram aqui ser maravilhosamente belo. A linha de vós próprios que partilham é desconhecida. Mas, uma pouco ao jeito da conhecida história de Hans e Gretel (Da autoria dos irmãos Grim), supomos nós, em meio ao que lhes dado a conhecer sobrevem outro pão, outras pistas e insinuações quanto àquele que são. Não naquilo que lhes é dado conhecer, pequenas pistas e insinuações quanto àquele que realmente são. E vocês descobrem essas pistas insanas em vós próprios, e na maior parte das vezes sentem-se curiosos: “Eu quero saber mais.” Agora há quem não se importe com quem são, supomos nós. Mas surgem insinuações e pistas, e vocês deslocam-se através das areias do Ser que conhecem a fim de descobrirem, e aprendem muito, aprendem muito. Mas chegam a determinado ponto em que não conseguem descobrir mais, ou em que se torna demasiado árduo descobrir mais, se quisermos.



É como todo o instante comportasse o todo, muito à semelhança de um holograma. Uma imagem holográfica, em, que cada pedaço comporta toda a informação; a partir de uma só célula podem reproduzir a totalidade – clonagem, sem dúvida – mas num único instante acha-se toda a informação de todos os momentos. Mas, conforme no caso da foto holográfica, se tiverem uma foto holográfica e a cortarem pela metade, essa metade contém a informação do todo; se cortarem essa metade ao meio uma e outra vez até ficarem apenas com um pequenino fragmento, esse fragmento pequenino terá a informação da totalidade, só que será mais obscura, mais vaga, mais turva. A pequenina partícula da velha fotografia anterior tem a informação da totalidade, mas seria muito difícil reconstituir…



O vosso cérebro funciona de modo holográfico. Costumavam pensar que um hemisfério fazia determinada coisa e que o outro fazia outra. E que determinada porção operava determinada função e que outra teria a seu cargo, outra ainda diferente. E em grande medida isso apresenta uma certa elegância, e há certas funções próprias do hemisfério esquerdo do cérebro que o lado esquerdo do cérebro faz de uma forma mais elegante do que outra parte qualquer do cérebro. E há certas funções que o cérebro do lado direito executa de forma mais elegante do que outras partes do cérebro, mas de facto cada porção do cérebro tem a capacidade de executar qualquer outra função. Cada pedaço do vosso cérebro contem a informação do todo, mas torna-se muito mais difícil e exige um maior consumo de energia um pequeno pedaço do cérebro executar o que todo o cérebro – operando com base numa sinergia – pode fazer.



A vossa realidade é holográfica; cada porção dela contém toda a informação do todo, mas quando transferem isso para pedaços maiores; a infância, a adolescência, o período do crescimento, distinto da idade adulta, há muito que conseguem discernir, muito que poderão aprender, que não será fácil como se tivessem a totalidade mas podem aprender muito. Mas chega a determinado ponto em que o terceiro dia de Setembro de 1953 não tem tanto valor, não é? (Riso) Do mesmo modo, chega aquela altura em que o que poderão aprender daquilo que sabem acerca de vós próprios? A maior parte de vocês, a maior parte daquilo que são, é desconhecido. A maior parte daquilo que são é mais real do que qualquer coisa que sabem que são. Aquele que são é mais real do que alguma coisa ou alguma parte do que conhecem como real. Eis um pedaço de vós, (a rir) mais real, que é desconhecido, e depois um belo dia passam subitamente a conhecê-lo. Ao senso do conhecimento se chama sabedoria. Agora que passaram a conhecê-lo, tornou-se menos real do que aquilo que realmente são. O que não diminui o valor que tem, mas há mais acerca de vós que sempre permanecerá desconhecido.



Em determinada junção do vosso crescimento, precisam explorar aquilo que não conhecem acerca de vós próprios – o Desconhecido – para poderem descobrir mais sobre aquele que são. Quando aquilo que descobrem se torna conhecido, torna-se numa interpretação…

Talvez por outra via da explicação: “Eu sou uma pessoa amável.” Em certos pontos de confluência não têm conhecimento disso, para alguns do que aqui se encontram presentes ainda permanece desconhecido. Incrédulo quanto possa parecer para outros, há quem aqui quem não sabe realmente que é carinhoso, amoroso. Vocês descobrem uma verdade: “Eu sou uma pessoa amável. Vão até do desconhecido e descobrem essa verdade de serem amáveis e passam a saber disso, neste mundo. Mas de facto, o que isso quer dizer, ou a maneira de olhar para isso, é: “Eu sou uma pessoa amável, e quando tomo consciência disso, sou uma pessoa amável. Caramba, quão fenomenal. Isso mudou-me a vida para sempre! Eu sei que sou uma pessoa amável.” Mas, o que de facto é verdade, é: “Eu sou uma pessoa amável.” Até mesmo isso não passa de magníficas limitações… vocês são tanto mais!



Tudo isso, não obstante o fato de ser belo, constitui uma expressão de limitação. Tudo isso, conquanto expansivo constitui uma expressão de uma constrição da vossa criatividade restrita. As imagens que têm de Deus e da Deusa constituem expressões da vossa limitação; elas são belas e expansivas, poderosas e maravilhosas, não são negativas – não são negativas! Mas os limites do vosso positivo são ainda limitados – são menos reais do que o vosso positivo. E quanto mais souberem acerca disso, mais haverá para saber. Nunca chegam a ter noção por completo, mas não precisam recear isso… Podiam colher todo o conhecimento nos próximos dez minutos, que ainda existiria mais.



O Desconhecido – o mais real – onde o que é lhes diz respeito de mais real pode ser descoberto. Podem entrar nesse desconhecido – na interpretação que dele fazem – e encontrar-vos na ressonância, numa ressonância mais potente do que vós, onde poderão angariar onde poderão reunir, onde poderão preservar. Indo além dos limites da vossa imaginação, indo além das constrições da vossa criatividade ao fluírem ao longo do conduto da vossa emoção, poderão descobri-lo. E nessa descoberta de vós próprios, descobrir igualmente mais acerca do vosso verdadeiro eu do relacionamento, da parceria que têm com Deus, com a Deusa, com o Todo. Todos possuem uma relação com Deus; até mesmo aqueles que se encontram absoluta e mesmo violentamente determinados quanto à inexistência de tal coisa possuem um relacionamento – turbulento – mas possuem um relacionamento com Deus, com a Deusa, com o Todo. Todos quanto se acham vivos estão relacionados a Tudo Quanto Existe. Com porções do Todo, todos concordarão, com a terra sobre que caminham, mas todos possuem uma relação com Tudo Quanto Existe e com Deus e a Deusa, mas nem todos têm uma parceria. Vocês também; essa é a natureza e o desafio inerente à vossa espiritualidade, e ao entrarem pro via do desconhecido, poderão apreender ficar a saber mais acerca dessa parceria. O submundo do Além, porventura a parte mais acessível do desconhecido, talvez a mais familiar das “parcelas” do desconhecido a penetrar, por o fazerem todas as noites. Mas mesmo que não tenham consciência disso, mesmo que jamais tenham consciência disso, o mapa encontra-se aí, e assim que cultivarem os passos conscientes poderão proceder a esse passo com elegância e com uma energia facilitada. E aí poderão explorar aquilo que permanece inconsciente dentro de vós.



Entendam, ao mencionarmos isso tanta vez, vocês têm esta vida, e ao redor desta vida têm a mente subconsciente, que gostamos de descrever como um filamento que filtra a informação, que filtra a energia e a sua formação. Porque caso contrário enlouqueceriam ou ficariam por completo incapacitados caso pudessem tomar consciência de toda a informação de uma vez. Por exemplo, poderíamos pedir-lhes para nos revelarem todas as chapas de matrícula que alguma vez tenham visto; poderíamos pedir-lhes para nos dizer, quando estavam com seis anos de idade e até aos oito anos, durante esse período de dois anos, para nos revelarem todas as chapas de matrícula que tenham visto, por ordem numérica. E vocês possuem tal informação em vós, mas percebem como se tornaria a vida caso isso se tornasse consciente? Vai a ponto do nível da insanidade, em que casos de pessoas, por exemplo, que são chamadas de autistas e que possuem capacidades inéditas, tipo idiota-prodígio, que são capazes de lhes revelar a raiz quadrada de 755.92, de supetão, por causa dessa via particular de informação que todos vocês possuem neles constituir uma passagem amplamente aberta. Ao passo que em vós, e muito sensatamente, constitui uma passagem cerrada. Mas há quem lhes poderia dizer as chapas de matrícula que terá visto durante o sexto e sétimo ano por ordem alfabética, por ordem numérica, por ordem do estado a que tenham pertencido, alfabética e numérica – esse seria o único critério que precisariam decidir, que logo tudo sairia de supetão.



Assim, possuem uma mente subconsciente que filtra tudo isso de modo que não se vejam sobrecarregados com informação em grande parte supérflua. Cada vida possui o seu subconsciente, cada uma das vidas por entre a miríade de vidas tem o próprio subconsciente, mas existe unicamente uma mente inconsciente por cada consciência, por cada expressão – vós. Assim, todas as vossas vidas partilham esse inconsciente; o inconsciente que lhes é dado conhecer é o mesmo inconsciente que todas as outras vidas conhecem. De modo que, quando empurrem alguma coisa para a vossa mente inconsciente – um aspecto vosso que passe a fazer parte da vossa sombra, alguma parte de vós que não desejam ter – quando a enfiam no inconsciente, isso torna-se também parte da mente inconsciente dessas outras vidas: E quando esta vossa versão Atlante enfia alguma coisa para a sua mente inconsciente, isso passa a fazer parte da vossa mente inconsciente. E as coisas que enfiam na vossa mente inconsciente tendem a vir ao de cima na vossa mente consciente como modos e costumes do mundo. Portanto, as coisas que empurram para baixo (inconsciente) ao longo dos anos, a certa altura, alguns delas voltam ao de cima, enquanto procedimentos do mundo; aqueles que se acham repletos de amargura e de ódio: “Ah, eu detestaria odiar… Eu não possuo nem sequer um osso de ódio no meu corpo!” e que empurram tudo isso para debaixo (negação) pode – não garantimos que ocorra, mas pode ocorrer – acabar num mundo que comporta tanta amargura e ódio, que parecerá que para onde quer que olhem parecerá que o género humano se encontre repleto de amargura e de ódio, sem que entendam a razão para isso nem saibam porque o que negam em si mesmas venha a eclodir como um modo de proceder do mundo. Por conseguinte isso pode acontecer quando o negam e pode muitas vezes eclodir no vosso mundo enquanto modo de proceder do mundo – frequentemente naqueles que os rodeiam ou mais afastados, no género humano.



Mas se for igualmente enfiado para debaixo nessa vida Atlante, poderá surgir na vossa vida, como modo de proceder do mundo. Pode vir ao de cima e verter na vossa realidade – não enquanto procedimento adoptado pelo mundo, mas sob a forma que a vossa realidade assume. E é onde trabalhar a vossa mente inconsciente e com a vossa mente subconsciente adquire valor; alterar os filtros para tratarem da vossa mente inconsciente, e para alcançarem um sentido mais vasto do facto de estarem no comando do que venha a tornar-se consciente. Trabalhar das outras vidas poderá representar um problema para alguns mas não para todos, mas se conseguirem avançar – e isso é o que fazem no vosso estado de sonho – até ao submundo do Além, e lidam com parte deste material, de forma a poder ser representado nos sonhos ao invés de na vossa realidade; de modo a conseguirem debater-se com essa negatividade Atlante ou energia proveniente da vida que tenham na Atlântida, ou na Lemúria ou aqui ou ali ou com as vidas que tenham noutros mundos – no estado dos sonhos em vez de no estado físico. Vocês não recordam necessariamente tais sonhos. Não tem que ver com a possibilidade de os recordarem, mas de passarem por eles; de apreenderem essas coisas que caso contrário se derramarão no vosso mundo. Se conseguirem fazer isso de uma forma consciente – sonho lúcido – se conseguirem conscientemente fazer isso – sonhos meditativo – se conseguirem penetrar conscientemente no além, poderão captar essas coisas do vosso inconsciente antes que venham a eclodir no vosso mundo através das vossas mentes subconsciente e consciente. Assi como também lá poderão deixar coisas que venham a eclodir no vosso mundo através das vossas mentes subconsciente e consciente. “Aqui está algo que não estou a enfiar no meu inconsciente mas que estou a criar no meu inconsciente, a fim de manifestar conscientemente. Porque, se eu o activar aí, se o activar aí, isso irá manifestar-se aqui. De modo que poderei tratar não só de descobrir mais acerca daquele que sou e da parceria que tenho como poderei assumir um maior comando de uma realidade que estou a criar conscientemente.



Existe o plano causal, situado fora disto, o submundo do além, um mundo objectivo que está ao vosso alcance, para além da vossa criatividade, para além da vossa imaginação. O plano causal acha-se no exterior disto. Isto ocorre tudo no plano físico mas para além do astral conceptual, para além dele, o causal é onde todas as causas e efeitos se encontram, é o depósito, o armazém, o receptáculo onde toda a possibilidade em que alguma vez tenha existido existe. Não somente das coisas existentes na minha realidade, não só das possibilidades com que tenha lidado de uma forma ou de outra, mas toda a possibilidade que alguém alguma vez tenha tido em qualquer parte em qualquer altura, no âmbito do espaço-tempo. É aí; arsenais a perder de vista; causas ao longo de milhas sem fim. E noutro “canto,” milhas e milhas de efeitos num estado inerte, separados e jazendo ali até perder de vista, todo o efeito imaginável e toda a causa possível.



“Existirão mais causas do que efeitos? Para cada causa quantos efeitos poderão existir?” Quantos efeitos queres contar? Não têm conta!



Nós colocamos isto em termos imagéticos por ser mais fácil, mas é aí que vocês vão quanto pretendem criar alguma coisa. É como ir às compras.



“Do que é que preciso? Deixa-me cá ver: Eu preciso disto e daquilo… Vou àquela loja a ver se consigo descobrir alguns desses efeitos. Estarão por ordem alfabética? Precisarei procurar…? Descobri três efeitos que quero. Tudo bem, coloco-os no meu carrinho de compras, mas para os activar, para os ligar, para os conectar preciso de encontrar algumas causas. Agora que encontrei um pouco mais de liberdade procuro o efeito que pretendo…” E que gostarias que fosse causa disso? O que é que para ti poderia causar tal coisa? “Bom, creio que fazer com que isto ocorresse precisaria ser causado pela boa sorte. Mas eu não creio que a fortuna… isso é chamado sorte, e não se pode conseguir as coisas por via da sorte, precisamos conquistá-las através do trabalho árduo.” Bom, nesse caso, tudo bem, então vai lá descobrir algum trabalho árduo. (Riso)



“Mas, estou certo ou errado? Exigirá trabalho árduo ou sorte?”

Que é que queres que seja?

“Não, eu quero é fazer a coisa acertada nisto.”

Que é queres que seja?

“Vou ficar à espera até o descobrir.” (Riso)

Isto são causas e efeitos – não é saber. Isso fina noutra loja! Está bem? (Riso) Se pensas que seja o trabalho árduo, então escolhe o trabalho árduo.

“Para poder criar isto, creio que precise correr ao redor do quarteirão três vezes…”

Tudo bem, então descobre a causa do correr à volta do quarteirão três vezes.

“Isso representa uma causa. Não faz sentido para ti, mas faz para mim, de modo que – Ping!”



Bom, a analogia não é muito acertada, mas transmite uma noção vaga daquilo de que falamos. É no plano causal que o vosso desejo e expectativa, elevado pela imaginação, flutua para fora de vós numa curva ondulatória que vai até ao plano causal. Ali, essa frequência vibratória, chamada desejo e expectativa, dentro da frequência vibratória chamada imaginação, atrai determinados efeitos; vejam bem, não precisam ir à procura deles por ordem alfabética, porque essa bolsa de imaginação prenhe de desejo e de expectativa flutua sobre o campo dos efeitos – uma electricidade estática que atrai. E agora a bolsa de determinados efeitos potenciais flutua sobre o campo das causas – talvez apenas uma, se ligue a um efeito apenas e se precipite. Todos os outros efeitos, sem encontrarem um par de causação, fiquem por lá. Com o tempo, o desejo e a imaginação evaporam-se e os efeitos caem para trás e ficam à espera de outra oportunidade. Quase como na loja dos animais. (Riso) E caem na realidade.



E a seguir são tingidos e alterados pelas matérias-primas, pelas crenças e atitudes, etc. Entram na vossa mente inconsciente e são filtrados pela mente subconsciente e – bum – surgem no vosso mundo consciente. Desde o plano causal, onde colhem causas e efeitos, através da vossa criação inconsciente, subconsciente, consciente. Pode falhar, mas vejam bem, se partirem daqui e forem até acolá, então poderão colocar lá esses desejos e a expectativa e a bolha da imaginação, e pegar nas causas e nos efeitos e soltá-los. E a seguir, apressem-se (riso). Não há nada pior do que criar a realidade e chegar aqui atrasado, sabem? (Riso) “Chegou ontem…” Há uma anúncio de televisão formidável que talvez tenham visto. Há uma enorme camião repleto de prémios que se chega à parta de casa de alguém e que leva o inquilino a comentar, cheio de entusiasmo: “Ei eu ganhei, eu ganhei, eu ganhei…” E o condutor pergunta: “Onde fica este endereço?” “Oh, é na porta do lado.” (Riso)


“Eu quero um novo emprego espectacular,” mas muitas vezes criam uma situação dessas, de aterrar nele no dia anterior, no jardim do vizinho. (Riso) Não chega a servir lá muito de analogia, mas o conceito está presente. Vocês podem ir até lá. Em vez de enviarem o vosso desejo ou expectativa para essa longa jornada por conta própria, vocês podem dirigir-se lá e aí enviar - cortar a distância pela metade, o que representa a distância mais curta para a criação. E quando o lançam dentro, isso cai no vosso inconsciente. Poderá manifestar-se numa outra vida? Bom, pode, mas o mais provável é que venha a ser nesta.

Contudo, a questão está em que criam aquilo que querem, e não necessariamente aquilo que pedem. Portanto, nem sempre entendem a forma, e nem sempre obtêm aquilo que pedem, criam o que querem, ou o que acreditam que merecem. E vocês podem tratar disso e ao fazerem isso no reino da possibilidade, antes de se tornar real. Do mesmo modo não só poderão programar como também poderão descobrir mais acerca de vós próprios, mais sobre a vossa natureza. E depois há o imaginário – o mais romântico dos três, por ser tão rico em imaginação e criatividade. No imaginário têm o vosso lugar, o vosso lar, a vossa propriedade, as vossas coisas. Podem ir até lá e aplicar a vossa magia, aplicar a vossa criatividade, passar por uma experiência de vida episódica, fazer amigos, interagir com as pessoas, viver uma porção do vosso tempo nesse domínio e permitir que se manifeste nesta. Viver no mais real, num certo sentido parcial; viver neste mundo num sentido mais rico, mais potente e mais presente.

O submundo do além representa o além, cujo segmento do caminho poderá conduzi-los a sítios de luminosidade e de obscuridade fascinantes. No plano causal têm o vosso lugar, e no desconhecido, a gama completa da possibilidade, só que é no imaginário que é mais pessoal – não no sentido da “minha propriedade” mas traduz uma expressão mais pessoal daquele que realmente são. E por conseguinte é mais romântico e repleto de maiores sentidos da sensualidade. E no domínio do imaginário podem fazer tudo quanto fazem no além e no plano causal, e assim muitos descobrem que corresponde ao desconhecido em que desejam focar-se. Mas têm a gama completa ao dispor, só que por diferentes ressonâncias.

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