domingo, 3 de julho de 2011

KRIS SESSÃO







Canalizado por: Serge J. Grandbois
Transcrição de: Louise Gervai
Tradução de: Amadeu Duarte
Gravado em Ottawa, Canada a 9 de Julho de 1990
© Copyright 2004 Avion Rising Inc.
 
Introdução

por Serge Joseph Grandbois 
 
Durante os últimos dez anos, posso dizer  seguramente que a minha vida tornou-se verdadeiramente uma mistura de experiências que variam da monotonia diária ordinária, até aos altos e baixos da aventura, descobertas e vislumbres do alcance de algumas experiências da psique humana. 

 
Não quer dizer que eu tenha maior intimidade do que outros com tais aventuras da consciência. Pelo contrário, eu vejo que essas aventuras são inerentes a todas as pessoas, mas nem todas as pessoas estão dispostas ou capazes de dar qualquer passo em direcções frequentemente tão desconhecidas. Estas aventuras por detrás dos bastidores das acções e motivações diárias podem ser fonte de instabilidade para muitas das pessoas, das quais eu não serei a última. Eu reconheci desde muito jovem que parecia existir mais do que os pormenores das actividades diárias e que muita gente não prestava atenção a isso. 

 
Recordo-me do primeiro incidente desses, quando eu tinha aproximadamente 10 anos de idade e estava a uma esquina duma rua no centro da cidade de Otava, á espera para poder cruzar a rua, não muito longe de casa. Senti-me tocado pelo fascínio  de querer saber o que leva as pessoas a pensarem e a fazerem  as coisas elas pensam e fazem. Agora, lembrem-se, naquela idade, eu não tinha a menor compreensão do que tinha cruzado a minha mente, e assim aquilo depressa foi esquecido quando me reuni com o meu amigo para ir jogar no lote de areia do parque. 

 
 Ao longo dos anos as coisas mudaram, as percepções foram sendo superadas e perspectivas sobre a vida sucederam-se. Porém, considerando as aventuras da consciência que fizeram parte de minhas experiências diárias durante estes últimos quinze anos,  acredito que possa encontrar-me possivelmente em melhor posição para explorar e talvez de facto encontrar respostas para as perguntas que de forma tão irreverente apareceram na minha mente há quase 30 anos. 

 
Eu não reivindico possuir todas as respostas; só respostas para mim próprio; e se outros encontram alguma verdade, alguma centelha de reconhecimento nisto por si próprios, são bem-vindos. Kris também não reivindica qualquer direito de autor sobre a verdade, nem reivindica ter originado o que quer que seja, apesar de poder ter algumas perspectivas altamente originais. 

 
Acredito que o fenómeno de Kris na minha vida constitua uma resposta parcial a essas mesmas perguntas de há tanto tempo. De facto, ao observar essa mesma declaração, tenho que confessar que a persona de Kris pode não constituir tanto uma resposta já que conduz a cada vez mais perguntas muitas das quais são extensões naturais desta questão  original há tanto tempo formulada. Sim, a procura, a jornada parece acenar mais explorações e convenço-me de que tanto esta como outras vidas possam constituir um trampolim para maiores descobertas sobre o que nós somos afinal! 

 
Estas cinco sessões de grupo foram tidas durante o Verão de 1990, e de forma bastante interessante, no mesmo apartamento para o qual eu me mudei quatro anos mais tarde no centro da cidade de Otava. Foi por aquela altura, depois de quase 6 anos a dar voz ao Kris, que podia abrir completamente os meus olhos em transe. Parecíamos voltar-nos para direcções completamente novas. 

 
Embora os debates mantidos na presença de Kris passaria não viessem a ser registados, tudo o que Kris referiu foi de antemão anotado a registos feitos por pessoas que participavam nos grupos. Ao passar o material para esta brochura em revista, fui golpeado pela profundidade e pela franqueza das perspectivas de Kris, como também pela sua habilidade em fazer sugestões subtis sobre o nosso potencial e habilidade para resolver os nossos dilemas; assim como a nossa capacidade aparentemente colossal para complicar as nossas vidas. 

 
Talvez nestes páginas você encontre ferramentas para tornar a sua vida uma experiência mais rica e mais satisfatória. Sim, a jornada continua, viajando junto em amizade e fraternidade! 


KRIS: Uma acolhedora boa noite. 

 
“Boa noite, Kris. "

 
Agora, alguns de vocês já me conhecem faz tempo, e alguns de vocês não me conhecem de todo mas a todos e a cada um queremos enfatizar que não é tão necessário que nos conheçam, ou saibam o que nós somos, quanto é importante que se conheçam e saibam aquilo que são. Aquilo que empreendemos, ou que somos, é como uma luz que brilha sobre vós de forma que possam ver e reconhecer aquilo que são. Se conseguirmos ser, ainda que seja um eco distante do maravilhoso e milagroso ser que vocês são, então, teremos realizado a nossa intenção inicial. 

 
Nós pronunciamos os pensamentos que vocês deixam de expressar em vós próprios. A nossa é a voz que vocês ouvem mas que não escutam na vossa própria mente, e se obtivermos êxito no pronunciamento dos pensamentos que fluem e permeiam o vosso ser, nesse caso vocês conseguirão dar atenção aos sons e às vozes do vosso íntimo que ecoam pelos corredores do tempo e do espaço e voltam a vós de forma a poderem escutar-se a si próprios. 

 
Nós não possuímos qualquer verdade; não temos nenhum segredo a transmitir-vos. Não temos qualquer varinha de condão nem encantamentos mágicos secretos. Mas a única coisa que temos é o conhecimento da validade do vosso ser, e isso é o que nós compartilhamos convosco. Vocês não apreendem o poder que vos corre nas veias, mas através da nossa voz, desejamos alerta-los para isso, de forma que vocês saibam que a realidade que criaram para vós é fruto de vós próprios. E se algo não lhes agradar, vocês possuem na fibra de vosso ser o poder para mudar aquilo de que já deixaram de gostar no vosso mundo; na vossa vida. Vocês não são impotentes, nem estão derrotados nem carentes de recursos. Pelo contrário, até ao momento vocês têm feito um excelente trabalho ao criar para vós a realidade que reflecte aquilo que vocês acreditam sobre vós próprios. Contudo, se actualmente as convicções que abrigais sobre vós próprios já não vos trazem alegria e prazer, vocês podem mudá-los. 


Vocês possuem, no vosso íntimo, o poder de conduzir o vosso próprio barco, o poder de se conduzirem e velejarem pelas vastas extensões do vosso ser. Por outras palavras, estamos aqui a fim de vos lembrar que VÓS CRIAIS A VOSSA PRÓPRIA REALIDADE.
Vocês recordam a vós próprios, diariamente, a pouca efectividade que exercem no vosso mundo.
Agora, permitam que este velho fantasma lhes recorde que possuís o poder de alterar os vossos eventos e realidade.


Assim que começam a ser capazes de reconhecer a vitalidade que se expressa através dos vossos corpos tanto melhor tornam a vossa situação porque a vitalidade constitui a polpa do universo. É isso que cria o universo. Vocês respiram vitalidade; vocês alimentam-se dela e criam o vosso ser nela. E podem usá-la.
Mas, antes de mais, se pretenderem começar a fazer qualquer coisa nesse sentido temos de lhes recordar, ainda que da forma mais escandalosa, que vocês possuem um íntimo bom.
Contudo, se derem por vós a encolher-se diante dessa possibilidade, então prestem atenção, porque aqui vereis como nós respondemos a todos os vossos pensamentos - até um certo grau - e vos recordaremos continuamente que a bondade intrínseca ao vosso ser é causa da vossa própria existência, sob a forma dum evento universal.


Se derem ouvidos a quem vos disser que o vosso íntimo radica na imperfeição, e que por causa disso vós vos sentis amaldiçoados, nesse caso havereis de experimentar o resultado de tais convicções na vossa vida.
Por esta altura encontrar-vos-eis em posição de escolher se existirá algo de errado na vossa vida para se encontrarem nesse estado de imperfeição e condenação, ou então que o vosso ser é sagrado e o vosso espírito se expressa através do vosso corpo tornado carne, a desfrutar a experiência humana.


Por outras palavras, vocês são a espiritualidade tornada carne e nós queremos que vós o experimenteis de modo que não tenham que se esconder atrás de quaisquer máscaras nem da pretensão de que devem ter esperança, ao invés de poderdes ser indivíduos adoráveis e amados, por temor que os demais possam apontar antecipadamente bem no fundo do vosso íntimo segredos obscuros.


Podemos ajudá-los a fazer brilhar a luminosidade da experiência nesses recantos, nesses recessos do vosso íntimo que não se atrevem a encarar, onde julgam ocultar coisas obscuras, de modo a serem capazes de libertar a vossa energia e poderem experimentar aquilo que são.


Agora, longe de nós qualquer intenção de vos sobrecarregar. Por isso vamos dar-lhes um intervalo, ao que futuramente podereis chamar, apenas por uma questão de referência, um intervalo do K., em que vos deixaremos expressar-vos a vós próprios, sem contudo nos afastarmos, a fim de podermos desfrutar da vossa presença.


Pois, quando vocês fixam uma determinada emoção e a sustentam na vossa percepção e dizem: “Sim, é uma emoção”, imediatamente a varrem para debaixo da carpete, metaforicamente falando. Aí pensam terem-na resolvido, até que uma outra situação surge e vocês descobrem que a pilha de “sujeira” emocional que pensavam ter deitado fora vos inunda subitamente os pulmões da experiência e então sentem-se sufocar com a recordação de temores e mágoas, trazendo-os ao vosso presente e espalhando as poeiras desses temores emocionais pelo futuro, de forma a garantirem a vós próprios tempos difíceis. Não sabemos por que razão a vossa espécie faz tal coisa, contudo, é certo que o faz. Agora, quando começam a temer as vossas próprias emoções também começam a erguer barreiras de defesa contra elas, e devido a que sejam capazes de abrigar emoções, também criam defesas contra vós próprios, de forma que complicam tudo.
Portanto, vocês jogam uma espécie de ping-pong emocional convosco próprios, garantindo que o vossos sentido de culpa jamais deixe de existir, porque no final das contas, vós convenceis-vos de que, se não albergarem (um certo) sentimento de culpa com relação a alguma coisa, então algum mal poderá abater-se sobre vós pois vós utilizais o vosso sentimento de culpa a fim de se manterem em estado de apreensão, para o caso de começarem a experimentar o que se acha em vós. Uma vez mais, porque razão o fazem, desconhecemos. Mas fazem-no.


Precisam passar em revista os pensamentos que abrigam com relação a vós próprios. Se pretenderem empreender alguma mudança no vosso mundo, devem começar pela fonte dos eventos que ocorrem no vosso mundo: os vossos pensamentos. E devido à enorme substância do universo, à vitalidade existente, os pensamentos que nutrem com relação a vós próprios e ao vossos relacionamento com os demais e com o universo tornam-se nas ocorrências da vossa vida. Vós criais a vossa realidade. Em termos mais concretos, os eventos que vos sucedem reflectem-nos as convicções que sustentais com relação a vós próprios, e quando deixam de prestar atenção e em vez disso procuram culpabilizar os outros, mais reforçam a crença na vossa própria impotência. Aí convencem-se de que pouco poderão fazer a fim de melhorar o vosso mundo da mesma forma que o modo como sentem em relação a vós próprios. Assim, a ideia é tornarem-se conscientes daquilo em que acreditam com relação ao vosso ser.


Por exemplo, vocês estavam a conversar sobre canalização e comunicação com os espíritos. Vocês podem acreditar todos na possibilidade de tal coisa contudo isso deverá ocorrer segundo as vossas crenças. Se, por exemplo, acreditarem no mal inerente à humanidade, então haverão de fazer referência ao pecado e à culpabilidade do Homem, assim como profetizar sobre a destruição final devido aos males que acreditam se alojam no seu íntimo, que a raça merece punição e erradicação.


Confiram as vossas convicções e expectativas antes de pesquisarem qualquer outra área da vossa realidade, seja interior ou exterior. Façam um inventário dos conteúdos conscientes da vossa mente. Todas as respostas que apurarem deverão estar contidas naquilo de que se interrogarem.


Quando vocês correm de um nirvana para outro, de um guru para outro, de um mestre para outro, tudo o que descobrem é a confirmação dos vossos maiores temores; descobrem que outros detêm um poder que obviamente vós não detendes. Mas nós queremos que saibam não ser esse o caso. Vós possuís recursos em vós que vos possibilitam apurar as respostas. E esses recursos não estão ocultos nos recessos obscuros, quais calabouços ou caverna labirínticas de um abominável subconsciente. Vocês respondem todos os dias às questões que levantam; contudo não prestam atenção a tal coisa. Não dão pelos pensamentos que suavemente trepam, qual ladrão na noite, pela vossa mente, e que lhes proporcionam todas as vossas soluções. E devido a isso ergueis o punho para o alto e exclamais: ”Porque não me respondeis?” Evidentemente, tampouco acreditam que o universo se preocupa convosco. Mas preocupa-se e interessa-se por vós.


Vocês começarão a descobrir que nada de errado vos acometerá se começarem a interessar-se pelo que vocês são. Aquilo que vocês são é importante. Vós sois criaturas maravilhosamente significativas. Quando passam a acreditar no contrário criam uma expectativa por pensarem vir a poder ser magoados. Mas, ao contrário, poderão apreciar as maravilhosas criaturas que possam ser e mais.


Um dos nossos propósitos consiste em mostrar-vos, se a isso estiverem dispostos, os diferentes níveis de consciência em que têm o vosso ser. Vós sois seres multidimensionais. A parte de vós que se encontra aqui sentada, a parte carnal,  que vós pensais ser vós, não passa duma pequena porção, pois vós sois muito mais. Vós possuis muitas mentes porém, foi-vos dito que só conseguiriam utilizar talvez uns dez por cento daquela que actualmente possuís. Contudo, vós possuís muitas mentes. Imaginai todos os recursos que ainda não estão em condições de captar.


Com a vossa aquiescência, podemos tornar nossa afectuosa preocupação e dever guiar-vos a todos e a quaisquer outros pelos reinos e dimensões em que têm o vosso ser, de modo que possam descobrir por vós próprios aquilo que são.


Entendemos a vossa questão. Agora, nós passamos por vidas humanas encantadoras aninhadas na segurança da carne. Presentemente não tenho as minhas energias focadas nas preocupações dum corpo de carne além de transmitir ou enviar os meus pensamentos e a minha energia por intermédio aqui do nosso amigo José. Mas quando experimentava a existência num corpo humano, e eu experimentai-a muitas vezes pois trata-se duma experiência maravilhosa, não sustentava qualquer pesar. E, para vos responder duma forma mais directa, eu não descendo de nenhum século particular. Aquilo que sou é o som de vós próprios bem como das células dos vossos corpos, que existem para lá do tempo e do espaço, para além de todas as antiguidades e de todos os futuros que possam imaginar. Vós expressais-vos neste momento porque trata-se daquele em que focais (a vossa atenção e energias) mas vós tendes muitos, muitos mais.

As células do vosso corpo físico não são as mesmas que lá se encontravam ontem; e aquelas que aí estarão amanhã serão diferentes. Mas ainda assim podem sentir nesse corpo a segurança do vosso ser, apesar de ser completamente diferente daquele que possuíam ontem.
Na vossa mente - para referi-lo somente em termos que possam entender - trata-se duma coisa sólida e concreta. As células que compõem esta coisa aparentemente sólida e concreta viajaram e foram muitas outras coisas, do mesmo modo que ainda virão a ser muitas outras coisas. O eu que anima esse corpo, esse complexo de células que assistiram à morte de estrelas e acompanharam o nascimento de planetas – vós, possuís no vosso íntimo visões de galáxias a brotar da mente daquilo a que chamais deus e tendes conhecimento de inumeráveis outras galáxias que virão a morrer para de novo retomarem existência uma e outra vez. Mas vós pusestes esse conhecimento para trás das costas, por assim dizer, de forma a poderem desfrutar a experiência deste momento, porém, o vosso momento não é limitado nem se encerra em si mesmo. Vós podeis, se o desejardes, expandir os limites do momento presente, a fim de envolver muitas outras variações dele, de forma a saberem que, do mesmo modo que eu me pronuncio desde além do tempo, vós também o fazeis, além de que possuís o vosso ser para lá do conhecimento do tempo e do espaço.


Aqueles de entre vós que quiserem podem fechar os olhos ou deixá-los abertos, se o desejarem. É convosco. Utilizai o som desta voz como um patamar ou corda salva-vidas e sintam-se à vontade para viajar para dentro. Sintam-se à distância, por detrás ou muito acima de vós. Sintam uma forma piramidal que num momento de expansão e torna num canal. Um momento em que vós avançais ao longo dessa pirâmide. Permitam-se começar a sentir a vossa própria vitalidade, uma vitalidade que alcança e toca as células do vosso ser completo; a atingir e a expandir-se, a criar um veículo de consciência que lhes permite objectivar imagens que conseguem seguir. Prossigam pelas dimensões da vossa carne onde a vossa energia é ilimitada e onde a vossa vitalidade só tem conhecimento de si, e nesse conhecimento vocês são capazes de desfrutar o conhecimento de que a vitalidade do vosso ser é a mesma energia e vitalidade que sustentam os planetas na sua órbita. São as mesmas que sustentam as estrelas, e no alcance máximo do vosso momento, essa mesma vitalidade e energia permite-lhes saber que o momento é partilhado por uma quantidade inumerável de outros eus, que vós sois em outras dimensões.


Cada eu é, por direito próprio, inteiramente válido, e capaz de experimentar o momento convosco, levando-vos a rodar os electrões e as moléculas da vossa mente para lá dos corredores do tempo e do espaço, de forma que tudo de que necessitais é ter conhecimento de que a vossa vitalidade, a vossa energia não tem limites.
Ao olhardes na distância sois capazes e perceber o sol. Se olhardes mais além, sois capazes de perceber muitos outros sois, e essa luz e energias furtivas também vos pertencem. Sois capazes de pegar em toda essa energia e direccioná-la para a vossa vida. Utilizem-na para a mudança do modo como sentem com relação a vós próprios, a fim de ficarem a saber, sem qualquer dúvida, que sois válidos e que tendes direito à vossa vida neste universo. Vós possuís o direito à existência; porque existis.
E quando encarais a luz do sol, podeis usá-la, para uma vez mais descobrirdes o vosso caminho de regresso para o vosso cérebro, para o vosso corpo, para esta dependência, para o poder e o conhecimento que se glorificam nas expressões da vossa carne que é o vosso veículo e a vossa experiência.
À medida que retornam a esta sala, deixá-los-emos desfrutar dum intervalo.


Intervalo


Quando tiramos algum tempo para desfrutar da vossa presença, desejamos que saibam que vós também podeis tirar algum tempo para desfrutar da vossa presença aqui.
A voz que escutais, como já dissemos, não passa dum eco distante do poder e da vitalidade da vossa presença aqui. Porém, vós não precisais restringir a alegria nem a vitalidade de vossa presença aqui, tanto nesta como em qualquer noite. Vós podeis expressar essa alegria e vitalidade onde quer que fordes, onde quer que encontrem a altura certa. Isso é coisa que vós podeis empreender.
Porque deveriam esperar ter de escutar isso proferido por um velho morto? Para alguém que se encontra morto há séculos - nos vossos termos contudo – nós possuímos mais alegria do que alguns de vós.  Saibam o que possuem em vós próprios; (Nós gostamos de os olhar nos olhos porque vós tendes uns olhos tão bonitos).
Eles (olhos) são o produto do vosso amor pela vida, do mesmo modo que o corpo, a vossa mente e os vossos pensamentos e tudo o que encarais ao vosso redor é produto duma adorável e enriquecedora experiência da alma, descobrindo-se na carne. Existem muitos que têm conhecimento disto e muitos mais que não têm. Mas isso não vos interessa nem tampouco a vitalidade do meu ser.


Recorrei à alegria, à vitalidade e à exuberância do vosso ser, onde quer que estejais.
Agora, num debate anterior fez-se menção ao envio de pensamentos de cura e de energia curativa para aqueles que têm necessidades físicas e emocionais. Podeis ver uma pilha de envelopes ali; se não te importares Jeff, trá-los e põe-nos todos no meio do chão.
São de pessoas que têm necessidades e que procuram respostas de um ou outro tipo. Vós não os conheceis mas por os verem como prova automaticamente acreditais que eles existem. E eles não vêem e é provável que jamais venham a fazê-lo, porém, acreditam que, de um ou outro modo, vós existis. Portanto, gostaríamos de lhes enviar, com a vossa ajuda, o vosso reconhecimento com relação ao seu ser, junto com a liberdade de usarem a energia que lhes enviam à sua descrição, e pensamentos de afecto incondicional. Felizmente eles serão capazes de utilizar os vossos pensamentos de carinho e serão capazes de reconhecer por si mesmos que os sinais e sintomas provenientes do seu íntimo, a encarar as crenças que negligenciaram ou recusaram encarar até agora. Com os vossos pensamentos carinhosos eles poderão despertar do seu sono, ainda que se achem completamente despertos.


Se estiverem todos n disposição de partilhar da energia abundante do vosso ser lembrá-los telepaticamente da sua abundância de energia então nesse caso sugerimos-lhes que fechem os vossos olhos ou os deixem abertos mas utilizem o som desta voz como rota para a vossa experiência interior.
À medida que avançais para o interior e sois capazes de reconhecer o momento da vossa existência no vosso corpo. Sintam bem por detrás de vós ou acima a forma piramidal que se torna o vosso canal para as dimensões interiores do vosso ser, que vós podeis utilizar a fim de experimentardes a extensão da vossa energia; essa mesma energia que sustenta os planetas e dá vida às estrelas, que incendeiam os sóis à distância, a mesma energia que vos circula nas veias.


Ao criardes esse vínculo estareis em condições de direccionar os vossos pensamentos a partir da enorme vitalidade que sentis e voltá-los para o centro desta sala para o local onde se encontram os envelopes, as fotos e os pedidos de assistência de qualquer tipo, e sois capazes de dirigir a vitalidade que vos rodeia e que molda o vosso ser!
Concentrai a corrente dessa vitalidade, dessa energia, e deixai que as fotos e os papeis e objectos a absorvam (ao mesmo tempo que) enviais partículas dessa energia para os indivíduos em questão, onde quer que se encontrem, qualquer que seja a condição em que se vejam, porque vós sabeis, na vossa condição superior, que a energia está sempre disponível e que pode ser transmitida.
Agora, voltai gradualmente os vossos pensamentos para as dimensões interiores de vós próprios e enviai gratidão para essas partes de vós que existem para lá da corrente do tempo e do espaço e que partilharam o seu ser e a sua energia convosco e com outros. Retornai gradualmente em direcção do som nesta sala, e aos corpos que vós julgais ser, bem como ao presente momento. Deixai que todo o vosso ser retorne lentamente aqui, concentrado ou não.
A propósito, apreciamos o teu chapéu. É muito vistoso e, se não te importares, chamar-te-emos Manhattan.
Agora, se o desejarem, não precisam de escutar continuamente as nossas palavras. Vós possuís pensamentos que desejais expressar e perguntas que desejareis formular. Nós temos muito mais a dizer mas que não precisa ser dito numa só noite. Sintam à vontade para formular as vossas questões.


“Kris, eu gostava que me clarificasses uma coisa. Durante o ano passado eu experimentei uma crispação neste braço e penso que isso se deva a este chakra que se acha bloqueado.”


Se, depois do que passaste e experimentaste ainda pensas possuir qualquer bloqueio nos teus chakras, então nesse caso terás de procurar alguém que tos repare (...) A vitalidade do teu ser desconhece o que quer que seja com relação a bloqueios de chakras. Isso são crenças que vós possuís. Quanto mais acreditais que determinada coisa esteja bloqueada, mais bloqueada se tornará.


“Sim, estou de acordo.”


Além disso, que diferença existirá entre bloqueio de chakras e a percepção de bloqueios de culpa? A maioria de vós seria capaz de lutar contra o conceito de pecado original até ao último fôlego, no entanto acreditam de todo o coração no karma. Que diferença fará? Trata-se duma velha teoria envolta numa camada recente de tinta. Não existe valor extraordinário algum em pensarem ser culpados com relação a uma ou outra coisa, excepto talvez que não têm que pensar em termos de culpa. Será que isso vos responde à questão?


(A resposta faz-se ouvir num sussurro)


Tu sentes um movimento de energia em ti.


“Sim, para mim trata-se dum sentimento que tenho, e isso está tudo relacionado com o crescimento emocional, penso.”


Com relação a isso estás certo.


“Pelo menos é a sensação que tenho!”


O teu médico tem representado um papel proeminente no (teu) despertar emocional.


“Oh, com certeza.”


Prestarão a vós mesmos um melhor serviço se atribuírem o devido respeito ao vosso eu. O vosso ego constitui a coisa mais apreciável e útil. Sem ele, seríeis incapazes de perceber exactamente a vossa posição no mundo. Seriam incapazes de investigar as vossas crenças à medida que elas se projectam soba forma de eventos, nem de proceder às devidas correcções e correlações. Contudo, o ego pode fazer muito mais do que posicionar-se no caminho do crescimento espiritual, tal como vocês frequentemente pensam nisso. Sem ele não seriam capazes de entreter pensamentos. Ele constitui a vossa ferramenta para a percepção e pensamentos. Vós utilizai-lo a fim de concentrardes as vossas energias e criar eventos. Se fosse permitido ao ego levar a cabo as suas funções, no exacto modo como tem natural consciência de que deve, vós não teríeis problemas.


“Bom, penso que todos nós precisamos aprender isso, coisa que ainda ninguém conseguiu.”


Realmente. A maioria daqueles que se acham no caminho espiritual acreditam que devem reprimir o ego. Infelizmente, trata-se aqui duma ideologia condenada. Seria como dizer: “Se cortar um braço poderia nadar melhor.”
Agora, quando sentem energias e emoções, prestarão um serviço melhor a vós próprios se permitirem que as emoções ecludam e vos inundam de forma poderem ser libertados. Quanto mais as temerem e as contiverem mais difícil se tornará.
Quando terminarmos, peçam aqui ao José que vos dê um papel que ele redigiu. Não o utilizem como uma afirmação mas como um método para descobrirem as crenças que sustentais com relação a vós próprios e ocultais. Bem como crenças que surgem e contradizem o que se acha aí escrito; vocês podem lidar com isso. Parecerá que terá lugar uma batalha. E quanto mais resistirem maior a luta se tornará. Quanto menos resistirdes às vossas emoções, maior o poder que sereis capazes de perceber em vós. Isso poderá clarificar algumas das teias de aranha que vocês pensais vos estão a deter.


“Obrigado. Gosto muito disso. Isso é bom.”


Então, se não tiverem mais perguntas, nós desejamos-lhes uma boa noite. Vocês podem regressar todos ao vosso rendez-vous (encontro) aqui com o “velho”.
Ainda que sejamos mais antigos do que qualquer fóssil que possam possivelmente encontrar, não obstante, possuímos suficientemente jovialidade para vos fazer corar. Do mesmo moo que somos velhos e novos, mortos e vivos, também vós. Pensais possuir um corpo de carne que se desvanecerá quando morrerdes. Vocês ficarão agradavelmente surpreendidos quando descobrirdes - assim que morrerdes - como ainda se acharão vivos. Preparai-vos para o choque.
Agora, vamos devolvê-los à integridade de vós próprios, deixando-vos convosco. Uma carinhosa boa-noite para todos.


“Obrigado Kris.”

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